sábado, 5 de setembro de 2009

Patchwork e Quilt - Uma estória de amor

Quando nasci, numa bela manhã de outono, a fada madrinha me abençoou com três dons, como manda o figurino:  gostar  de artesanato, ser perseverante e amar apaixonadamente tudo o que faz.
Filha de costureira, ou modista, como se dizia à época, cresci em meio a uma grande quantidade de tecidos e assim aprendi desde cedo a amá-los e a  admirar a maneira como eles poderiam ser utilizados.  Comecei com vestidos de boneca e logo quis uma máquina de costura só para mim. Vi um fuxico e logo tentei imitar e saí aproveitando todos os retalhos disponíveis. Depois descobri um modelo hexagonal que formava flores. Também fiz, os miolos lisos rodeados por estampados diversos e depois fui dividindo com azul escuro. Não tinha técnica e nem sabia que existia um nome para o que fazia. Há algum tempo atrás é que vim a saber que aquelas eram as Flores do Jardim da Vovó.
O tempo passou, casei, criei filhos, trabalhava o dia todo e não me sobrava mais muito tempo. Fazia então croché, tricô, ponto cruz e coisas que podia levar no carro e aproveitar intervalos entre uma obrigação e outra. Tive netos, fiz enxovais, me aposentei. Aí então a paixão voltou avassaladora. Tinha que aprender todas as técnicas e finalmente realizar meu desejo de produzir peças de patchwork. Passei a ler as escassas revistas americanas e australianas que por acaso chegavam a este longinquo rincão.E, aí, passei, por desígnios do acaso a conviver com uma pessoa que também sofria da mesma doença que eu. Pronto, estava feito. Duas cabeças pensam melhor e quatro mãos trabalham  com muito mais eficiência, ainda mais se for em busca de uma paixão comum.Procuramos um curso e nos decepcionamos. Fomos então para Gramado  e foi assim que tudo começou.

Patchwork da Mommy



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