sábado, 31 de dezembro de 2011

Quem sair por último, apague a luz…

Ultimo dia do ano … última chance de viver 2011…                                                   Tempo de reflexão…exame de consciência…balanço …                                               Será que alcançamos os objetivos traçados há um ano atrás, quando cansados dos dissabores passados, nos enchíamos de esperanças ante um novo recomeço?             Ou, mais uma vez brincamos de prometer rever nossos erros, melhorar nosso temperamento, levantar os olhos do próprio umbigo e nos dar a oportunidade de enxergar as necessidades do próximo?  Todos somos ótimos em firmar compromissos, jurar de pés juntos que vamos mudar e… pouco depois… esquecer.  Parece que o deus Tempo nos agraciou com uma memória seletiva, frágil para as obrigações, forte para cobranças.

Para equilibrar, também nos concedeu o dom mágico do recomeço. Assim vivemos em ciclos, erramos, mas nos resta sempre a possibilidade de “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”.  E nada como o começo de um novo ano, quando as forças do Universo se unem, as pessoas emitem pensamentos de esperança, amor e paz, para começar de novo. Pensando em renovação cultivei meu jardinzinho da calçada apenas com plantinhas que ,embora sem valor comercial, são belas e simples e possuem uma capacidade imensa de se renovar a cada estação.

Em um dia estão viçosas, noutro nem tanto, mas estão sempre lá, alegrando e diferenciando minha entrada. Para mantê-las não preciso de jardineiro ou custosos tratos culturais. Para vencer as adversidades  elas criaram mecanismos de adaptação e talvez me agradeçam a atenção, já que é cada vez mais raro ver um jardim com plantas despretenciosas, que não seguem as tendências do momento, que  têm suas sementes espalhadas pelos pássaros e pelo vento. Trago comigo essa forte tendência de amar as coisas simples,  mas  ao mesmo tempo,resistentes.

Odeio retrospectivas, e parece que todo fim de ano se alastra uma febre das mesmas, relembrando principalmente tragédias. Não, definitivamente jogo no time dos que olham em uma só direção, no meu caso, para frente, para o futuro. Por isso no último dia do ano dou uma olhadinha, só de relance , para o que consegui concluir ,das metas traçadas  no ano anterior , agradeço a Deus a força que recebi e pronto. Arregaço as mangas, traço novos planos e vou em frente.

Prá dar uma mãozinha à sorte, vou saborear minhas sementes de romã, à meia-noite, continuando assim a tradição de minha mãe, que nunca deixou de fazê-lo. De onde estiver sei que olhará por mim e amará a romanzeira que dediquei a ela e que está carregada de belos frutos.

A todos vocês que me aturaram  durante esse ano que se finda o meu abraço de paz e meu beijo de esperanças num ano muito melhor que certamente virá, já que tudo novo é maravilhoso!

Tenho certeza que Deus nos cobrirá de infinitas bênçãos e guiará nossos caminhos no novo ano.E como ninguém é de ferro aí vão umas trufas e castanhas para ajudar ainda mais a sorte.

Feliz 2012 para todos!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Branca de Neve ou Vovó Donalda ?

 

 

Já ouvi muita gente dizer que não gosta de torta de maçã. Como diria meu neto João Victor, eu amo torta de maçã. Amor antigo, antes mesmo de saber qual era o sabor de uma torta de maçã, que só conhecia da estória da Branca de Neve e os sete anões.Vão pensar que nasci na era paleozóica, mas vou contar. Eu ouvia estórias em discos de vinil. A da Branca de Neve era em 2 discos, acabava um, tinha que esperar virar, tocar do outro lado, um exercício de paciência e atenção para não perder o fio da meada, ou melhor da estória. Fico imaginando as crianças de hoje tão apressadas, com tantas atividades, tantas cobranças, quando é que brincam ou ouvem estórias. Parece que nem são consideradas politicamente corretas as estórias de minha infância. Nem sei como sobrevivi vivendo em um tempo que os educadores de hoje consideram era totalmente inadequado para a educação de uma criança. Mas tinha torta de maçã, quando não era da Branca de Neve, era da Vovó Donalda. E ficavam esfriando na janela, janela de madeira, janela com parapeito.

Sempre quis ter uma janela como a da Vovó Donalda e hoje tenho, não só uma, mas duas, que posso abrir de par em par, para sentir bem cedo o perfume das flores ainda úmidas do orvalho da noite.  Onde posso me sentar para admirar meu jardim, e onde meus gatos se deitam pachorrentamente à espera de algum passarinho que num momento de distração venha pousar nos galhos de alguma das árvores Quando falo de minhas janelas, estufo o peito , são janelas de demolição, de peroba rosa maciça, com mais de um século de existência, resgatadas por mim  aos pedaços e restauradas em um trabalho artesanal. São janelas onde se pode colocar tortas para esfriar, são largas e sólidas. Se Vovó Donalda visse diria,” são iguais às minhas. “

E já que tenho janela , faço tortas. Raramente faço torta de maçã porque só eu mesma as aprecio, mas como nesse finzinho de ano estou fazendo todas as minhas vontades, fiz torta de maçã.  O perfume que se espalhou pela cozinha valeu a pena. Um misto de maçã, canela, anis estrelado e cardamomo se harmonizaram dando lugar a um aroma delicioso.

Minhas primeiras tentativas de fazer torta de maçã, não resultaram em sucesso, depois de prontas o sabor não era o que esperava. Aqui nos trópicos não era uma receita comum e as poucas pessoas que sabiam fazer não tinham receita, faziam de olho. Um dia uma amiga foi morar no Canadá e me arranjou uma receita lá. Fiz e gostei. Depois fui modificando até chegar ao que é hoje minha receita , nem da Branca de Neve e nem da Vovó Donalda, mas a Torta de Maçã da Ana.

Ingredientes

Massa:

Farinha de trigo              120g

Manteiga  gelada              60g

Açucar cristal                    30g

Sal                              1 pitada

Gemas                     2 unidades

Leite                                50 ml

Fermento químico       1 colher, das de café.

Bater no processador ou misturar rapidamente , embrulhar em plástico e levar à geladeira.

Creme:

Farinha de trigo                4 colheres

Leite condensado              l lata

Leite integral                     750 ml

Creme de leite                  1 lata

Baunilha                            1 fava

Abrir a baunilha, raspar e colocar para ferver com o leite. Misturar a farinha de trigo com o leite condensado, acrescentar o leite com a baunilha e levar ao fogo mexendo sem parar até estar cozido. Acrescentar o creme de leite, misturar bem e cobrir plástico bem colado para não criar película. Esfriar bem.

Descasque , fatie 4 maçãs e coloque em uma panela com 1 xícara de água e suco de 1 limão.Acrescente 1 anis estrelado, 2 cardamomos, 1 pau de canela. Leve ao fogo baixo e deixe cozinhar até as maçãs ficarem transparentes mas não deixe que amoleçam.

Montagem da torta.

Abrir a massa e forrar o fundo e as laterais de uma forma ou refratário. A massa deve ficar bem fina. Coloque o creme e finalize com as maçãs escorridas. Reserve a calda que sobrar. Leve a assar em forno 180° por cerca de 30’. Quando tirar do forno coloque a forma sobre uma grade para esfriar e regue com a calda . Polvilhe canela.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Reveillon de tecidinhos

 

Cada um comemora como mais lhe apetece e assim todo mundo fica feliz! Tem gente que solta foguete, tem gente que pula sete ondas, alguns chupam uva e guardam as sementes, outros preferem romãs.

Tem gente que não come aves..”atrasam a vida”, alguns comem lentilha, vestem roupa branca, azul, rosa, vermelha, amarela e outros não vestem nada. Nãointeressa em quê ou em quem se creia, o  importante é a Fé, a Esperança em algo novo e melhor, o Amor ao próximo e principalmente a si mesmo.  Ninguém ama a outrem se não amar profundamente a si mesmo, sem se perdoar de seus erros e seguir em frente, sem ter esperança que o amanhã será sempre melhor do que o ontem.

Que cada um eleja o que mais lhe for prazeroso e faça neste final de ano, tenha fé, mas não fique de braços cruzados “ faça de sua parte que te ajudarei”, não vá deixar tudo por conta da divindade, aja também.

Escolhi investir em alguns tecidinhos da loja do Sr. Antônio, a A Z Tecidos, quem já conhece sabe a perdição que é . A profusão de tecidos do Fernando Maluhy, Telanipo, Eva e Eva,  e outros, todos de excelente qualidade , além dos importados a preços acessíveis faz-nos ficar indecisos na hora de escolher. Passe uma manhã inteira lá (coitado do vendedor )tentando restringir e ao mesmo tempo adequar minhas aquisições ao que tenho planejado  em minha mente. Mal cheguei em casa, molhei, esperei secar, passei e comecei a cortar. Prá que deixar para o ano que vem o que se pode fazer ainda nesse? 

Antes de começar, é claro integrei-os aos colegas de outras cores e estampas, que já habitam esse recanto .É incrível como se multiplicam as opções apenas com um pequeno acréscimo, por essa razão procuro sempre adquirir pequena metragem de cada um. Os chamados tecidos de listas com estampas diferentes são excelentes porque já vêm combinando entre si e apenas com um corte é como se adquiríssimos vários.

Bom, tecidos são muito bons para o sentido da visão, do tato, mas para agradar aos outros sentidos escolhi o chocolate. Assim minha passagem de ano será completa. Trufas de chocolate são minha paixão , puras, com nozes, amêndoas, castanhas, cerejas, vodka, licor, conhaque, tudo que estiver ao alcance de minha mão será sacrificado amanhã em honra do deus Cacau. Postarei depois o resultado.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Mais uma meta cumprida

Como não tenho que me preparar para festas de reveillon, sempre aproveito os últimos dias do ano para rever minhas listas de intenções, fazer um balanço e ver se consegui cumprir ao menos uma parte do que me propus a 365 dias atrás.

Se as pessoas fossem identificadas por suas manias, eu seria certamente a Ana das Listas. Faço listas para tudo e em todas as ocasiões. Quem me conhece mais intimamente já se acostumou. Além de fazer as tais listas , faço questão de deixá-las pregadas nos meus locais de trabalho, para ir consultando e riscando os itens até terminar. E é incrível o prazer que sinto quando acabo de riscar a última tarefa, arranco e jogo fora a lista.

Ao mesmo tempo que as listas me dão um norte em algumas tarefas, também me fazem aguçar a força de vontade e me tornar uma pessoa mais metódica, mais organizada e sobretudo manter o foco em uma só direção de cada vez. Começo o ano com uma lista com os objetivos gerais que pretendo alcançar, essa é a principal, e nesses últimos dias é nela que concentro minha análise. Vou revendo os itens para ver onde falhei e ao mesmo tempo me regozijo pelos triunfos.

Uma de minhas metas para esse ano que está no finzinho era conseguir diminuir meu estoque de tecidos. A princípio parece fácil, mas não é. Não se pode comprar a quantia exata para realizar um projeto, então sempre há sobras, ao mesmo tempo necessitamos de vários tecidos em um trabalho e nem sempre conseguimos fazer a combinação apenas com o que temos, então…mais tecidos são adquiridos e é um círculo vicioso. Prometi então a mim mesma, que tentaria realizar vários projetos apenas com os tecidos que já tinha e só voltaria adquirir novos quando sentisse que realmente havia conseguido atingir pelo menos em parte minha meta.

Meu maior estoque era de tecidos na cor azul, então comecei uma colcha apenas com tecidos em tons de azul. O design é da Pam Bono e foi uma das mais trabalhosas que fiz devido à grande quantidade de pedacinhos a serem unidos, mas fiquei satisfeita com o resultado e mais ainda porque na gaveta de tecidos azuis agora sobra espaço.

Este foi o maior projeto, mas todos os outros durante o ano fiz com tecidos que já tinha  e concluí que adaptar o que temos ao que precisamos é um ótimo exercício de criatividade .

Como ninguém é de ferro, semana passada comprei uns tecidinhos, para um trabalho novo que estou fazendo. Mas só pedacinhos, e pretendo em 2012, continuar gastando ao máximo meus tecidos antes de adquirir outros.

Embora meu nome seja perfeccionismo, meu sobrenome é otimismo. Vou então começar uma nova lista animada com o que consegui, ciente que a cada ano estamos melhores , mais eficientes, mais produtivos  e mais criativos.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Torta de sorvete

 

 

Sei que todo mundo já sonhou um dia com um natal com neve. Faz parte do cenário que nos foi imposto desde pequenos o natal europeu.  É muito lindo de se ver, mormente se estivermos longe, só admirando a paisagem branca. Na realidade um inverno rigoroso não tem muitos encantos,  ao contrário traz vários contratempos, mas a cada um sua sina. Felizmente vivemos em um país  onde podemos comemorar o natal da maneira que quisermos, bem colorido, com muitas frutas tropicais, amadurecidas no auge do calor e por isso mesmo com mais cor, aroma e sabor. Não precisamos de pratos pesados e ricos em gordura  que nos forneça energia para manter o calor do corpo. Ao contrário, precisamos é nos refrescar com uma ceia mais leve, de carnes brancas, saladas, frutas e sobremesas leves.

Leves até certo ponto, porque parece que o chocolate é uma preferência que não se pode ignorar, tanto entre as crianças como entre os adultos.  Eu confesso, sou uma chocólatra de carteirinha e temo ter transmitido estes genes à minha descendência. Tenho uma vantagem, gosto de chocolate puro, amargo, rico em cacau. Mas numa festividade em que a família toda se reúne é preciso agradar a todos e aí está, uma torta que reúne a delícia do chocolate à refrescância do sorvete. Como amo o casamento de bolo e sorvete, uni os dois. Primeiro  fiz um brigadeiro mole e acrescentei ao tirar do fogo, 1 lata de creme de leite e deixei esfriar. A seguir bati a massa de  um pão-de-ló básico e assei em forma de rocambole, bem untada e forrada com papel manteiga também untado. Desenformei o pão-de-ló imediatamente após tirar do forno sobre uma folha de papel alumínio untada, retirei o papel manteiga e passei uma leve camada de geléia de manga, para quebrar um pouco a doçura do brigadeiro. Espalhei então o brigadeiro já completamente frio e enrolei o rocambole com auxílio do papel alumínio .

Achatei um pouco o bolo para dar uma forma mais triangular , fechei bem as pontas do papel e levei ao freezer. Retirei os sorvetes da geledeira e deixei em temperatura ambiente para facilitar a montagem.

Utilizei para a montagem um prato de vidro de formato oval para evitar quinas. Cortei o rocambole em fatias de cerca de 2cm e fui arrumando nas laterais, como o formato era triangular, fui invertendo a posição para que se encaixassem perfeitamente. Completa a volta , forrei o fundo do prato com as fatias restantes. Por cima espalhei a primeira camada de sorvete, minha intenção inicial era usar de creme, mas quando fui comprar não encontrei, então substituí por crocmel, o que afinal adicionou textura com o crocante. Por cima espalhei o delicioso sonho de bombom. Cobri com foilme plástico e levei ao freezer. Depois de congelado cobri com uma fina camada de marshmallow, fiz riscas com calda de chocolate e arrematei com o restante do marshmallow usando oum bico de pitanga. Enfeitei com algumas cerejas em calda e raspas bem fininhas de chocolate amargo.

Se fosse só para adultos, certamente flambaria com conhaque aquecido no momento de servir, o que dá um visual do bolo Alaska.

Um muito feliz natal a todos vocês meus queridos amigos. E não se esqueçam do aniversariante.cartão

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Um presépio de scraps

 

Já é fato consumado e mais do que nunca todos concordamos, todo quilter é um acumulador de pedacinhos de tecido, retalhinhos de todo tamanho que sobram das peças que fazemos e que guardamos para usar em outros trabalhos no futuro. Acontece que , às vezes são tantos e tão diversos que não conseguimos aproveitar todos.

Com a prática adquirida através dos anos e dos erros e acertos, habituei-me a comprar tecidos em quantidades mais compatíveis com o tipo de trabalho que faço. Todos sabemos que quando encontramos tecidos diferentes  e recém lançados sentimos uma necessidade premente de comprá-los imediatamente e se fazemos isso, por impulso, certamente nos arrependeremos. É preciso respirar, contar até 10 e se perguntar, em que utilizarei esse tecido?  Então, de acordo com as respostas, compre quantidades coerentes. Uma dica é escolher um bom vendedor, daqueles que gostam do ofício e não têm pressa em despachá-lo para atender outra pessoa. Quando entro em uma loja e os atendentes me são desconhecidos, logo pergunto quem está mais desocupado e sem presssa de ir embora, esse serve para me atender.

Tecidos neutrinhos ou tom-tom, precisamos adquirir em quantidades maiores, cerca de 3 metros, se formos fazer colchas, menos que isso é insuficiente e podemos não encontrar exatamente igual para completar o trabalho. Já os tecidos complementares, estampados miúdos, médios, maiores, xadrezes e outros , costumo comprar em metragens pequenas, cerca de 50cm de cada um, e sempre combinando entre si para que rendam mais trabalhos.

Há ainda os tecidos específicos ou sazonais, como os natalinos. Este ano não comprei nenhum, e como meu sistema de arquivo de tecidos além de cores leva em conta a estamparia, vi que tinha o suficiente para vários trabalhos, era necessário apenas separálos por tamanhos e cores que combinassem entre si.  Durante o mês de dezembro gosto de usar tudo com estampa natalina, então separei os barrados e fiz panos de prato e aventais.  Com os menores pegadores e com os maiores fiz um painel .Ainda sobraram pedaços de tecido para o próximo natal.

Os tecidos que utilizei no painel eram de uma mesma estampa, em cores diferentes mas  todos com dourado, o que fez uma espécie de ligação entre eles.Na moldura utilizei o friendship star block, a popular estrela da amizade, usando tecidos com a mesma estampa de estrelas , mas em 3 cores diferentes. Para o painel central as estampas também foram similares, sendo o fundo em branco e dourado e a árvore em verde.

O design é de Sindy Rodenmayer, de 2007, e eu fiz algumas modificações mínimas para adaptar às minhas necessidades.

Fica aí mais uma sugestão de aproveitamento de scraps.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Por que os filhos crescem? Pior, por que os netos crescem?

Monteiro Lobato e seu mundo mágico povoaram minha infância. Meu sonho era viver no Sítio do Picapau Amarelo na companhia de todos aqueles seres maravilhosos. A Emília era a boneca dos sonhos de qualquer uma menina e talvez por isso ainda hoje ame bonecas de pano. Elas são macias, se moldam aos nossos braços, não têm pilhas, não são de corda, não falam, não sujam fraldas etc. Elas simplesmente ficam nos nossos braços e deixam nossa imaginação voar atribuíndo-lhes os dons que quisermos.

Adoro fazer bonecas de pano, é imensurável o prazer que sinto depois de corrigir por diversas vezes um molde até que ele fique de meu gosto, finalmente dar vida a uma boneca. Desenhar seu vestido, escolher os tecidos, os enfeites, o cabelo e juntar tudo para fazer o milagre de fazer brotar o que antes apenas imagináramos.

O único problema é que a gente cresce, depois os filhos crescem e como se não bastasse, os netos crescem.

Houve um tempo em que minhas netas ficavam esperando as bonecas que eu fazia e inventar tamanhos, cabelos, roupas diferentes era um exercício de criatividade. E colocar nomes então.  Tinha bonecos e bonecas com os nomes dos netos . Infelizmente o tempo voa e quando percebemos não há mais para quem fazer bonecos ou bonecas e as mãos ficam coçando, sem falar nas idéias que ficam fervilhando, loucas para sair.

 

Semana passada fiz algumas, pequenas e mimosas, loiras, morenas,todas bem vestidas, assim como não gosto de gente sem roupa, também não gosto de bonecas mal vestidas, ou quase sem roupa como estão saindo das fábricas.

Quando ficam prontas dá uma vontade enorme de abraçá-las de tão macias e fofinhas. Vão ser de filhas ou netas de outras pessoas, porque as minhas já cresceram e esse é um caminho sem volta.

As muitas faces da saudade…

 

DSC00138

Este lindo da foto é o James, meu fiel companheiro por 17 anos.  Tomei-me de amores por ele no mesmo momento em que nasceu, de parto domiciliar, há exatamente 18 anos atrás.  Era escandaloso, manhoso, guloso, obeso, preguiçoso, adorável. Chegou a pesar 9 quilos, depois o forcei a emagrecer fazendo caminhadas do quintal até o jardim.Certa vez o veterinário me aconselhou a comprar a ração Royal Canin Ligth para ajudar na perda de peso, ele puxava um tapete e cobria o prato para não comer. Nenhum gordo gosta de coisas ligths, não têm sabor. Como todo siamês que se preza ele não se resignava a miar como os de sua espécie, berrava tentando articular palavras como  só os siameses fazem. Não gostava que ninguém ficasse perto de mim, reclamava se alguém me telefonava e dizia isso em altos brados perto do telefone para que ouvissem do outro lado da linha.

Ao mesmo tempo era um bebezão, como era filho único e vivia com os pais, Charles e Samantha, portava-se como tal, o dono de tudo. Eu o imaginava eterno e um dia, triste dia, ele sofreu um infarto em meus braços. A veterinária tentou reanimá-lo, aplicou adrenalina, mas nada adiantou, ele se fora, e com ele uma parcela de mim que o aprendera a amar tanto. Eu não era a dona dele, ele era meu dono. Sempre que eu adoecia, ele se deitava ao meu lado e não se levantava, como a cuidar de mim.James 

Sei que ele teve uma longa vida como gato, se fosse gente teria vivido até perto de 100 anos, mas mesmo assim sinto saudades e presto aqui minha homenagem a ele agradecendo os anos que me dedicou.

No céu dos gatos onde você está, com sua mãe e seu pai, James, receba meu beijo e o obrigada pelo tempo que passou comigo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Árvore de Natal

 

Para os cristãos a árvore, um dos símbolos do Natal, significa luz e vida.  A renovação da vida a cada vez que comemoramos o nascimento do Menino Jesus.

O Natal, com o passar dos anos tem se tornado extremamente comercial, os símbolos natalinos acompanham essa tendência. Assim, a cada ano temos um tipo de árvore na moda, com todas as bolas azuis, ou todas vermelhas, com laços, sem laços, branca, dourada etc, contanto que se renove sempre.

Resolvi fazer uma toalha de mesa que lembrasse as árvores antigas, quando os enfeites eram guardados ano após ano e nada combinava com nada, mas dava-nos a sensação de união na família quando se reunia para montá-la. Cada um colocava seu enfeite predileto e depois das luzinhas ficava tudo lindo, simples, mas lindo.

Respeitando as cores natalinas, essa toalha é formada por diversos quadros cada um tentando dizer a que veio, e todos juntos trazendo alegria para a mesa de Natal.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

É tempo de retrospectiva…

 

Detesto desperdícios e sempre me pergunto quando vejo uma árvore carregada de frutos , por que ninguém gosta deles? Estarão estragados? Todos os dias vejo frutas se estragando no pé. Mamão, laranja, limão, banana, manga, acerola, pitanga e muitas outras.  Em casa não deixo que nenhuma se perca, congelo, faço doce, deixo desidratar, estou sempre buscando novos métodos de aproveitamento, acho um pecado que aqui no Brasil se perca tanto alimento e haja tantos famintos vivendo às custas das bolsas do governo, que afinal somos nós mesmos que financiamos.Não seria mais prático se cada um aprendesse a cultivar seu quintal ou jardim e se suprisse ao menos de frutas e verduras livres de venenos? Há certas coisas que vão além de minha parca compreensão. Sei que não vou mudar o mundo, mas me sinto grata a Deus por me ter dado iniciativa e coragem para fazer a minha parte.

Sempre vejo goiabeiras cheias de frutos, além dos que caem e apodrecem sob as copas.E doce de goiaba tem uma conotação toda especial para mim porque me faz reviver nitidamente a infância. Em casa se fazia doce conforme a safra da fruta que era guardado em latas para o resto do ano. O doce de goiaba era um caso à parte porque espirrava muito e eu tinha que usar uma blusa de mangas compridas para não me queimar. Lembro que era tão pequena que para alcançar o fogão minha mãe me colocava em cima da “lata de arroz”. Penso que ela não tinha medo que me queimasse , e eu ficava ali, colher de pau na mão mexendo tachos de doce, e como demorava para dar o ponto, àlgumas vezes era ponto de colher, outras ponto de cortar (mais demorado ainda). E não era só um dia não, era todo dia até acabarem as goiabas. Depois vinham as laranjas da terra, que demorava vários dias curtindo, e bananas, mamão verde, cidra (acho que ninguém mais come doce de cidra). O interessante é que se comia doce todo dia e todo mundo era magro. Atualmente esse hábito acabou e a obesidade virou epidemia.

Saí cedo para caminhar e não resisti a tanta goiaba desperdiçada, levei uma sacolinha vazia e trouxe cheia. Todas colhidas no pé , maduras no ponto de fazer doce. Pus mãos à obra, cozinhei na panela de pressão por 5’, peneirei e levei ao fogo com pouco açucar e esperei dar o tal do ponto, que no meu caso queria de colher. Quando deu o ponto, acrescentei o suco de um limão cravo, que dá um cor linda ao doce.

As goiabas eram amarelas, mas o doce ficou bem rosado. No dia seguinte fiz um rocambole para a sobremesa. Bem simples, com bastante recheio e açucar e canela polvilhado por cima. Ficou com muito gosto de antigamente, de saudade, de infância.

Ingredientes do rocambole

6 ovos

6 colheres de açucar

6 colheres de farinha de trigo para bolos

1 colher de raspas de laranja e limão

1 colherinha de extrato de baunilha.

Bati as claras em neve firme, juntei as gemas , as raspas e a baunilha, depois o açucar e bati até dissolvê-lo. Acrescentei a farinha de trigo em chuveirinho, mexendo com um fouet, delicadamente só para incorporar. Assei em forma para rocambole (aquelas bem baixinhas) de 45 x 35 cm, bem untada, forrada com papel manteiga também untado. Foram exatos 10’ de forno a 180°. Desenformei  sobre papel alumínio polvilhado com açucar de confeiteiro,, aparei todas as bordas, o que facilita para enrolar e evita que o bolo se quebre. Espalhei uma generosa camada de doce de goiaba e enrolei imediatamente, com auxílio do papel alumínio. Polvilhei açucar e canela só para aromatizar ainda mais.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Vivendo o Natal

 

 

Sim, sou daquelas pessoas que gosta de mergulhar de cabeça e viver de forma integral  as comemorações. Natal é a data mais importante do ano para mim. Não só pelo significado religioso, mas também porque renova a esperança nos corações,   como por milagre todo mundo fica feliz, bom, alegre, bonito, amigo etc. Quem é que pode não gostar de uma data assim? Eu amo, e instintivamente começo o mês de dezembro adornando meu ninho. A cada ano produzo algo novo, pois é da minha natureza me apegar às tradições, mas não às formas como são representadas,  minha opinião  é que sempre se pode criar, mesmo conservando as raízes bem fincadas ao solo.

Tem  anos em que fico embevecida ante um pinheiro e tudo que desejo é ornamentá-lo da maneira mais tradicional possível, em outros brota a chama da inovação, da originalidade. É quando me sinto cansada de tudo que já vi e quero criar algo próprio .Este ano foi um desses e meu suporte de avencas se tornou minha árvore de Natal. E fiquei muito satisfeita quando terminei de de colocar algumas bolas e laços nele, ficou justamente como imaginei que ficaria, discreto, mas dizendo a que veio.

Pensei em simbolizar em uma peça fatos que me marcaram durante o ano e surgiu uma toalha de mesa. Tem até um gatinho que bordei em ponto cruz., representando todos os meus adorados pets que foram morar no céu dos gatos e uma gatinha pretinha, a Morgana, que está sempre aonde estou, seja dia ou noite. Símbolo da fidelidade felina que muitos dizem não existir, mas que todo gateiro conhece bem.

E estrelas simbolizando as vitórias que alcancei, flores pela primavera que sempre volta cheia de vida e esperança e corações que são muito importantes e itens primordiais para quem quer sobreviver nesse mundo, já que primeiro temos que amar e muito, o resto vem depois, por acréscimo da misericórdia de Deus, que nos mandou seu Filho para nos ensinar um pouco desse Amor que teimamos em ignorar e que pode estar bem próximo de nós.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Uma torta inspirada no sol da Toscana

 

 

Assim como as carnes devem descansar após saírem do forno para que seus sucos refluam e o sabor se acentue, o mesmo acontece com as massas ou com os pães, bolos etc. Não se deve cortar nada fumegando, uma parte do sabor foge com o vapor.Asseguro que com essa torta a tarefa fica difícil,tal o leque de aromas que ela exala ao sair do forno. Mas calma, espere, é preciso um pouco de ar fresco para que a massa se torne mais firme e o recheio adquira a  consistência ideal, bem cremoso.

Prepare a massa antes e leve à geladeira para descansar. Toda massa de torta deve ficar na geladeira para facilitar na hora de abrir e assar.

Ingredientes da massa

Farinha de trigo  branca                   250g

Farinha de trrigo integral                    50g

Manteiga  gelada                              150g

Ovo                                           1 unidade

Sal marinho                       1 colher, das de chá

Corte a manteiga em pedaços e leve todos os ingredientes ao processador e ligue no modo pulsar. Não bata muito, só até a massa começar a formar uma bola.Tire, coloque em um saco plástico e leve à geladeira por pelo menos 1h. Caso vá fazer a massa manualmente, utilize um garfo para misturar, só depois use as mãos que geralmente são quentes e costumam amolecer a manteiga. Massas de torta nunca devem ser muito trabalhadas, só o suficiente para agregar os iingredientes.

Ingredientes do recheio

Azeite de oliva                             3 colheres

Cebola cortada à brunoise         2 unidades

Alho fatiado                                1 dente

Alho poró fatiado                        1 unidade

Abobrinha ralada em filetes        1 unidade

Cenoura ralada em filetes          1 unidade

Cogumelos                                100g

Azeitonas pretas                        50g

Farinha de trigo                        2 colheres

Manteiga                                   2 colheres

Caldo de galinha                      200ml

Creme de leite                          200g

Mix de ervas frescas, usei manjerona, orégano, alecrim, coentro, salsa, cebolinha e sálvia , depende do gosto e disponibilidade de cada um.

Pimenta da Jamaica                 1/2 colher, das de chá

Pimenta ardida, fatiada            à gosto – Se for dedo de moça , 1 é suficiente.

Tomate cereja                          à gosto

Queijo parmesão ralado grosso     à gosto

Os ingredientes estão listados na ordem de ser usados. Comece aquecendo o azeite e refogando a cebola, alho, acrescentando um novo ingrediente quando sentir que o anterior já está refogado, na ordem acima, alho poró, abobrinha, cenoura, cogumelos. Utilize fogo alto para que os legumes não criem água. Em uma frigideira prepare um roux, com a manteiga e a farinha de trigo, até ficar tostada, mas não deixe queimar. Acrescente o caldo de galinha, e mexa até adquirir consistência lisa e junte ao refogado de legumes. Deixe cozinhar um pouco, em fogo baixo, mexendo sempre para não grudar. Desligue o fogo e acrescente o creme de leite, as azeitonas picadas, as pimentas e as ervas. Coloque em um prato para esfriar mais depressa.

Abra a massa, forre o fundo e as laterais de uma forma de fundo falso, sem untar. Coloque o recheio e por cima distribua os tomates cortados ao meio. Polvilhe o queijo generosamente e cubra com o restante da massa. Decore à gosto. Pincele com ovo levemente batido com 1 colher de azeite e 1 pitada de sal. Forno quente.

Dicas : Para abrir a massa , coloque-a entre 2 pedaços de plástico, facilita para abrir e colocar na forma.

Para evitar aquela sensação de massa encruada no fundo, após forrar a forma, pincele com clara e leve à geladeira por alguns minutos para selar a massa. Só então coloque o recheio. O tom dourado escuro da crosta da minha torta é porque minhas galinhas comem milho, se usar ovos de granja talvez fique mais clara.

Acreditem, é de comer de joelhos. Quem não tiver impedimentos acompanhe de um bom vinho. As flores orgânicas e comestíveis são de minha horta.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sob o sol da Toscana ou nada melhor que a simplicidade na vida

 

 

Parece que todos nos sentimos meio apreensivos no mês de dezembro, há um certo clima de ansiedade no ar, um meio que medo de alguma coisa não sair como planejado.  E fazemos planos e listas e nos perdemos em tantos preparativos que ao chegar o tão esperado dia de Natal, estamos cansados  e nem conseguimos curtir como gostaríamos.

Quando decidi simplificar minha vida, eliminei várias etapas que hoje vejo eram totalmente dispensáveis, só eu não percebia. Dou a cada coisa o valor que verdadeiramente tem. O Natal , que deveria ser uma comemoração cristã, há muito perdeu essa conotação e passou a ser uma data meramente comercial. O verdadeiro significado nem é mais ensinado às crianças, que anseiam apenas por presentes caros e que logo serão esquecidos. Meus preparativos passaram a ser mais espirituais do que materiais. Assim não preciso enfrentar shoppings abarrotados de pessoas esbaforidas, hipermercados fervilhando ou ruas com engarrafamentos enervantes.

Só faço o que considero essencial e especial como o bolo de Natal, que faço no 1º domingo do Advento e deixo concentrando os sabores e aromas  até a manhã do dia 25, quando será devidamente apreciado por alguns e esnobado por outros. Costumo vestir a casa para o Natal, com avental, panos de prato, tapete da porta e outros detalhes, todos feitos por mim.  Com a casa pronta, guirlanda de anjo na porta, luzinhas piscando e bolinhas nas plantas, resolvi me dar um tempo para não fazer nada. Ligo a tv e que filme estava começando? Sob o sol da Toscana. Perfeito, tudo o que poderia desejar, enroscar-me no sofá com uma manta de patchwork, barulho de chuva lá fora e as lindíssimas paisagens da região da Toscana. Realmente, há certas coisas que não têm preço. Aquela sensação de paz, tranquiilidade e harmonia perdurou e me inspirou a fazer uma torta que pelos sabores fizessem que aqueles momentos durassem aiinda mais. Na lista das coisas que mais gosto de fazer os pães ocupam o lugar de honra, mas logo em seguida vêm gloriosas as tortas, com suas massas quebradiças e recheios cremosos. Eis aí a minha torta, recém-saída do forno enchendo minha cozinha de deliciosos aromas de ervas. Decorei com estrelinhas para ficar mais natalina.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Bolinhos de banana e figo

.

Tive a idéia de fazer esses bolinhos depois de assistir  a um episódio da Guerra dos cupcakes, onde um dos concorrentes fez um cupcake de banana que  algum jurado famoso, não lembro quem, achou que não tinha gosto de banana.  Bom, pensei, o meu bolinho vai ficar com gosto de banana. Notem que me recuso a nomear meu bolinho de cupcake. Cupcake é aquele bolinho metido a besta, com coberturas lindas, mas nem sempre saborosas ou práticas para se comer, principalmente se forem de pasta americana. O meu é bolinho mesmo, e ficou tão gostoso que deve ser feito´para pessoas muito especiais. No dia seguinte fica melhor ainda e congela bem, então pode-se fazer em quantidade maior e guardar para quando visitas especiais chegarem. Não pus cobertura, se o fizesse, seria de ganache, que combina muito bem com a banana e o figo. Apenas polvilhei com cacau e  açucar demerara. A banana foi utilizada na massa, e no recheio compota de figo maduro , pedacinhos de manga verde cristalizada para quebrar um pouco a doçura do figo e gotas de chocolate meio amargo. Usei forminhas de papel próprias para forno, que coloquei nas cavidades da forma de muffins, coloquei um pouco de massa em cada uma, um pedaço de figo, um de manga e algumas gotas de chocolate, cobri então com mais um pouco de massa, tendo o cuidado de não ultrapassar 3/4 da capacidade da forminha.
Os figos são do meu quintal, aliás, as bananas do bolo também. Adaptei a receita do bolo da Luci.

Ingredientes

Banana prata madura          3 unidades

Ovos                                     3 unidades

Óleo                                       100ml

Açucar cristal                          1/2 xícara

Açucar mascavo                     1/2 xícara

Farinha de rosca                     2 xícaras

Canela em pó                         1 colher, das de chá

Fermento químico em pó        1 colher

Bater no liquidificador as bananas com os ovos e o óleo, acrescentar os açucares. Despejar em uma vasilha e acrescentar a farinha de rosca com o fermento e a canela.

Recheio

Gotas de chocolate  meio amargo    

Figos maduros em compota, escorridos e cortados em pedaços

Manga verde cristalizada em pedaços.

Cacau em pó e açucar demerara para polvilhar antes de ir ao forno.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Appliqué , o teste

 

Prometi testar as diversas entretelas dupla-face e opinar . Foi uma semana e tanto. Geralmente gasto mais tempo decidindo o que vou bordar, escolhendo os riscos, fazendo alguma modificação que ache pertinente, separando tecidos etc. Mas como queria ver o resultado o mais depressa possível, pulei algumas etapas. Separei meus riscos prediletos e resolvi fazer o teste com eles.

Dizem que cada pessoa pertence a uma tribo,  como ainda não me decidi a qual tribo pertenço, divido-me entre a tribo das crianças, dos gatos , das galinhas e algumas outras. Daí os motivos que escolhi bordar.

Testei o Heatnbond lite  e o UltraHold, o Teclabel e um que a vendedora não soube dizer qual era a marca, ficou de verificar depois e me avisar. 

Para copiar os riscos a Heat bond lite foi o que mais me agradou porque é mais transparente, facilita o trabalho, caso vá copiar de uma revista ou livro. Pessoalmente tenho o hábito de sempre passar os riscos para uma folha de acetato, com caneta de retroprojetor para torná-los mais visíveis.

É necessário do ferro em temperatura morna e no modo seco para “colar” a entretela nos diversos tecidos do motivo em todos os casos. Agora vem a diferença: no Heatnbond, tanto o lite, quanto UltraHold é necessário o uso do ferro mais uma vez quando se vai unir os pedaços do risco ao tecido de fundo.  Com a Teclabel e a outra testada, não é necessário mais o uso do ferro. Convenhamos já é uma grande avanço não ser necessário o uso do ferro para fixar os pedacinhos o que nos dá a opção de fazer pequenas alterações se não ficarmos satisfeitos com o resultado, é só puxar e colar novamente.

Montadas as aplicações, comecei o bordado. Meus pobres dedinhos nunca mais serão os mesmos. Acabava um e começava o outro logo em seguida, sem intervalos, para que a impressão do anterior ainda estivesse bem presente. Resultado, dizer que os dedos ficaram furados seria um eufemismo, na verdade eles ficaram cheios de crateras, já que nunca consegui usar dedal e gosto de agulhas bem finas. Ao bordar os blocos com o Heatnbond lite não tive problemas.

Com o Teclabel e o sem marca, também não, embora por vezes a agulha ficasse um pouco grudada de cola. É só limpar com um paninho com álcool. Agora, com o Heatnbond UltraHold ficou mais complicado. Ele endurece muito o que torna o bordado difícil de fazer, a agulha encontra muita resistência para penetrar o tecido, a linha ficadesfiando … Quebrei várias agulhas nessa empreitada, até que resolvi bordar comuma agulha mais grossa, a nº 9 da Corrente, usada para acabamentos à mão. Não quebrei mais agulhas, mas os dedos sofreram o dobro

 

appliqué 007Conclusão: a entretela dupla face nacional preenche todos os requisitos que necessitamos para um trabalho perfeito, dá menos trabalho para usar , é muito mais barata e mais fácil de ser encontrada nas lojas de armarinhos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A broa do genro, um pitaco meu…

 

Parece que todo mundo já ouviu falar que o que é bom, algumas vezes pode ficar melhor ainda. Foi o que aconteceu com a broa do genro.  Testei a receita, achei maravilhosa, mas alguma coisa estava me deixando em alerta e quando fico nesse estado, o Tico e o Teco não param de trabalhar tentando saber o que está me incomodando.

Hoje, enquanto fazia minha caminhada, uma ideiazinha começou a desabrochar. Cheguei em casa e pus mãos à obra. Repeti a receita, acrescentando desta vez  meia colher de fermento químico em pó. Era o que faltava para a perfeição total. A broa ficou mais crescida e não perdeu a forma ao esfriar. Adquiriu um aspecto  maravilhoso, devo frisar que gosto de texturas mais firmes e talvez nem todos tenham essa mesma opinião.Para mim ficou perfeita, mas espero outras opiniões.

Nota: Não se deve usar o fermento instantâneo, tipo Pó Royal, mas daqueles se só começam a agir em contato com o calor, como o Oetcker ou D. Benta.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Se está cansado de bolinho de chuva, experimente a broa do genro…

 

Senhoras e senhores, tenho o imenso prazer de apresentar a “ Broa do genro “, o nome foi dado por ele mesmo. Segundo ele é a melhor do Brasil, como não viajei o País inteiro provando broas, vou acreditar nele.   Porém , mesmo sendo genro, a receita dele teve que passar pelos mesmos testes probatórios por que passam todas as outras antes de serem publicadas aqui. É um compromisso de respeito que tenho com meus visitantes e leitores – só publico receitas que testei antes e aprovei, seja pela simplicidade, praticidade, ingredientes de qualidade e principalmente pelo sabor.

A receita do genro passou por essas etapas e foi aprovada. É uma broa fácil de fazer, a massa não dá trabalho para atingir o ponto certo, o que em broas,  é fundamental, é fácil de modelar, tem bom crescimento e o que é melhor é muito saborosa. Como qualquer broa que se preze pede um café de qualidade para acompanhar. Eu prefiro um arábica, mas vai do gosto de cada um.

A massa pode ser congelada, já modelada, para assar depois. Assim quando chegar uma visita inesperada, ligue o forno, coloque a broa e faça o café. À receita original dele acrescentei 1 colher de erva-doce, já que tem muito sangue português correndo em minhas veias e não consigo ficar sem especiarias. Quem não gosta de erva-doce faz a receita original. Ele modela usando uma manga de confeiteiro, mas eu não iria jamais passar por tal trabalheira, segui então meu método antiguinho mesmo de modelar broas, que consiste em colocar um pouco de fubá mimoso em uma chávena, depois uma colher, de sobremesa, de massa, mais um pouco de fubá e sacudir delicadamente. Aí é só colocar no tabuleiro untado e enfarinhado.

Essa receita deve ser feita com fubá de moinho , caso contrário , segundo ele, não dá ponto. Como só uso tanto fubá de milho como de arroz, artesanais, não testei com outro.Fiz só meia receita e rendeu bastante.

Ingredientes 

Fubá de canjica             220g

Farinha de trigo             220g

Óleo de milho                400ml

Água                             800ml

Açucar cristal                300g

Sal           1 colher, das de chá

Ovos grandes        10 unidades

Misturar  o fubá, a farinha de trigo, o sal e o açucar em uma tigela. Levar ao fogo a água e o óleo, quando estiverem quentes, tire da chama, acrescente a mistura de fubá, mexa bem e leve novamente ao fogo moderado, mexendo sempre até aparecer  uma crosta nofundo da panela. Retire para uma bacia para esfriar mais depressa.Quando a temperatura estiver suportável vá acrescentando os ovos, 6  de uma vez e depois 1 a 1, até dar o ponto, que é de uma massa mole e pegajosa, porém lisa .Deixe descansar cerca de 15’ antes de modelar, fica mais fácil.

O forno deverá estar preaquecido a 180°. Resista à tentação e não abra durante os primeiros 15’. Quando estiverem bem douradas, tire do forno e coloque o tabuleiro sobre uma grade para esfriar um pouco, depois retire as broinhas com uma espátula e coloque diretamente nas  grades de biscoito para esfriar.

Quase esqueci, o nome do genro é Omar.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Appliqué, dúvidas e mais dúvidas.

 

Muitas têm sido as dúvidas sobre o appliqué, a começar pelo nome. O appliqué nada mais é do que a antiga técnica de aplicação que mudou de nome, foi afrancesada, mas é a mesma do tempo da vovó. Até os pontos continuam os mesmos, e se sobreviveram por tanto tempo é porque funcionam. É claro que hoje existem as sofisticadas máquinas que bordam com perfeição e com incrível rapidez. Mas, convenhamos, um bordado à mão tem sempre mais valor, além do mais é uma maneira de ocupar algum tempo ocioso. Eu, por exemplo, não consigo ver tv com as mãos vazias, acho um grande desperdício, então tenho sempre preparado algum bordado para fazer nessas horas.Uma maneira de organizar melhor o tempo é tirar um dia para escolher riscos, selecionar tecidos, montar uma porção de aplicações e ir bordando à medida que o tempo surgir.

A grande revolução na técnica de aplicação aconteceu com os facilitadores que surgiram principalmente com a maior difusão do patchwork aqui no solo da Pátria Amada. Primeiro foram as colas de tecido, os sprays de adesivo temporário, as entretelas com uma face colante e depois a grande descoberta - as entretelas dupla-face. Falando assim parece fácil, mas demorou um pouco. Até alguns anos atrás só se conseguia comprar a famosa Heatn Bond, nas grandes cidades, onde havia lojas que importavam o produto, aqui no coração do Brasil nem pensar. Os lojistas até riam da gente, pensando que éramos malucas ao pedir que comprassem tal apetrecho. Assim ainda tínhamos que pagar frete.

figos, mudas etc 040

Felizmente os mal reconhecidos pesquisadores brasileiros houveram por bem nos presentear com uma entretela dupla-face, genuinamente nacional e que funciona às mil maravilhas, além do excelente custo-benefício, comparada com as similares importadas, é a Teclabel.

Como ainda tenho alguns metros da iimportada pude fazer essa semana uma comparação entre as duas.

Para não me alongar demais, farei outro post sobre o assunto, por ora passo o  link  de um vídeo que o Sr. Renato Samarco, do departamento de vendas da TECLABEL, gentilmente me enviou e permiitiu a publicação.

Meus agradecimentos a ele, que prometeu mandar outros.

http://www.youtube.com/watch?v=PwaJVgeqiKw&feature=channel

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mais scraps…

 

Enquanto nos distraímos, conversamos, bordamos, costuramos… os retalhos vão se multiplicando. Aí precisamos parar um pouco, organizá-los, fazer planos para saber como vamos utilizá-los e por fim cumprir as metas, o que é mais importante, caso contrário nunca chegaremos a lugar algum.

Eis aqui mais uma amostra do que se pode fazer com os famigerados  “scraps”. Não fui eu que fiz, foi a Sueli, e ela faz questão de frisar que não cortou nenhum tecido, fez tudo com retalhos de outros trabalhos.

A técnica usada foi a foundation. De entretela bem fina e sem cola foram cortados quadros de 24cm. Riscado com régua da  largura desejada, e depois é só costurar o 1º retalho e ir sobrepondo os outros.

Depois de prontos os quadros pode-se emendar com ou sem moldura. Ela está fazendo uma colcha e serão necessários 56 quadros.

Quem tiver uma boa quantidade de retalhos já pode por mãos à obra, e quem não tiver pode ir fazendo aos poucos e ir guardando até completar a quantidade necessária .

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Aproveitando as dádivas da natureza

 

006

 

Caminhar de volta à natureza não é algo muito fácil, temos que buscar tudo o que deixamos para trás quando iniciamos nossa jornada rumo à “modernidade”. As gerações mais novas já nasceram em plena era moderna e  nem chegaram a conhecer a delícia de colher fruta no pé e saboreá-la ali mesmo.  Até alguns anos atrás as árvores tinham época certa para frutificar, ficávamos então ansiosos à espera do tempo de determinada fruta. Agora, vai-se ao supermercado e encontra-se todo e qualquer tipo de fruta,  em qualquer época do ano. É bem verdade  que não possuem o mesmo sabor pungente, mas para quem nunca conheceu outras, está muito bem.  Só sentimos falta do que conhecemos um dia, e é esse o fator que impulsiona nossa vontade de resgatar a cultura orgânica. Não é apenas uma questão de alimentos, mas de qualidade de vida total, ..” com tempo para colher e tempo para deixar de colher”

Tenho me esforçado para viver assim, aproveitando as dádivas conforme me são enviadas. Então quando tenho muitas bananas, faço doce, pão, bolo, torta  e especialmente sorvete que adoro, tem uma receita da Cinara   que é excepcional.Com as mangas, a mesma coisa, e agora chegou o tempo de acerola. Tenho 2 pés, que frutificam de 3 a 4 vezes por ano, mas em grande quantidade. Aprendi que devemos deixar sempre 25% do frutos para os pássaros, então fiz um acordo de deixar os mais difíceis de pegar para eles.

Quando vou fazer suco, tenho por hábito ir colhendo aos poucos, lavando, processando, embalando e guardando, para evitar que amassem se a quantidade for grande e preservem melhor o frescor sendo congelados imediatamente. Acreditem, isso dá trabalho e toma muito tempo. Sábado passei o dia inteiro nessa tarefa, quando pensava que tinham acabado as acerolas, ainda tinha mais. Ainda bem que só um pé frutificou, o outro ainda está florescendo. Tinha decidido fazer um sorvete, mas estava tão cansada que fiz mesmo aquele modelinho básico da Nestlé.

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de suco super concentrado de acerola
  • 1 lata de creme de leite
  • 1 colher de suco de limão

Coloquei os ingredientes numa tigela de vidro, misturei tudo com um fouet, até ficar bem homogêneo, cobri com filme plástico e deixei na geladeira até o dia seguinte. Coloquei na sorveteira e bati por 30’. Levei ao freezer e ficou delicioso. Quando estava batendo acrescentei uma colher de vodka porque gosto do sorvete mais macio, mas é só uma questão de gosto totalmente opcional. Enfeitei as taças com hortelã fresco e não resisto e vou mostrar meu canteiro de hortelãs.

Nota: Meu suco de acerola é muito concentrado, coloco água só o suficiente para bater as frutas, fica bem espesso.

É muito refrescante e tenho certeza que vai fazer sucesso no verão.

domingo, 20 de novembro de 2011

Pão de canela , passas e castanhas

 

Há certos ingredientes que combinam entre si com uma perfeição inacreditável. Pode-se dizer que são almas gêmeas. Por exemplo, maçã com canela, banana com passas, banana com canela,  nozes com chocolate, passas com vinho do Porto, chocolate com tudo…

Durante os exercícios de caminhada ou corrida, algumas pessoas ouvem música, outras aproveitam para rezar o terço, outras conversam com o companheiro do lado, cada um acha a atividade que lhe dar mais prazer durante esses momentos em que se dedicam a si próprios e à busca de uma vida mais saudável. Eu, não me envergonho em dizer, penso em comidas, em sabores, mais precisamente, ocupo minha mente inteiramente na busca de novas combinações de sabores. E por vezes me surpreendo ao sentir até o cheiro e o sabor de determinadas combinações. 

Foi assim que comecei a amadurecer a idéia de um pão com o aroma da canela (uma de minhas especiarias prediletas), o sabor das passas demolhadas em vinho Madeira e a crocância de alguma castanha. Pensei primeiro em nozes, mas como já tinha aberto um pacote de castanhas de caju para um bolo, decidi aproveitá-las. Sei que há pessoas que não gostam ou não acham correto o uso de bebidas alcoólicas até mesmo no preparo de alimentos. Quando aquecido, o álcool evapora, ficando apenas o chamado “espírito” da bebida, isto é, o sabor. Mas cada um deve seguir suas próprias orientações, assim como tenho minhas convicções, cada um tem as suas e deve seguí-las para ser mais feliz. Se não quiser usar vinho, demolhe as passas em água. O que interessa mesmo é que a combinação dos ingredientes ficou muito boa, bem como a apresentação, a textura e o sabor. Casa muito bem com um chá , muito embora minha primeira escolha seja sempre um delicioso café. Confesso que adoro o cheiro de café e a sensação de bem estar que a cafeína proporciona. Pronto, falei…ou melhor confessei, sou mais uma dependente de cafeína.

Ingredientes

Água fria                              220g

Leite em pó                           10g

Sal marinho                            6g

Manteiga sem sal                 20g

Gema de ovo           2 unidades

Açucar demerara                 60g

Canela em pó      1 colher de chá

Farinha de trigo para pães  500g

Fermento seco instantâneo    12g

Ingredientes para o recheio e cobertura

Castanhas picadas                150g

Passas escuras                     100g

Clara de ovo                 1 unidade

Manteiga sem sal                  50g

Canela em pó para polvilhar

Siga seu modo preferido para fazer a massa. Depois de crescida, coloque sobre uma superfície enfarinhada, abra em forma de retângulo, espalhe uma generosa camada de manteiga. uma de castanhas picadas ( picadas, não moídas), passas previamente demolhadas e polvilhe canela em pó. Enrole como rocambole, fechando bem as extremidades. Coloque em forma de pão ou bolo inglês, pincele clara misturada com 2 colheres de água e polvilhe castanhas picadas .Deixe crescer por 50’ e leve a assar em forno preaquecido a 220º. Após 15’ reduza para 180 graus e deixe por mais 30’, ou até que esteja bem assado. Desenforme e coloque sobre uma grade para esfriar bem.

sábado, 19 de novembro de 2011

Pão de hamburguer

 

 

Não há como negar, o famoso pão de hamburguer, além de prático é muito saboroso, uma unanimidade entre crianças, adolescentes e adultos. Tem um visual bonito, aceita uma infinidade de recheios, pode ser saboreado com uma simples fatia de queijo e uma folha de alface para aqueles que estão de dieta , ou podem abarcar uma grande variedade de complementos  por aqueles que levam uma vida mais ativa ou sofrem um desgaste maior de energia.

É fácil de fazer e podemos enriquecer a massa com a adição de grãos variados, que de outra maneira talvez deixassem de ser ingeridos. É uma massa leve, fácil de trabalhar efica um pão bem aerado, o que é bom para absorver recheios como maionese e patés. Gosto sempre de mostrar o pão cortado, para que possa se visualizar a parte interna e julgar melhor se a referida massa vai agradar.

Ingredientes

Água fria                                         220g

Açucar cristal                                   25g

Sal  marinho                                      8g

Manteiga sem sal                            30g

Leite em pó                                     15g

Farinha de trigo para pães           500g

Fermento seco instantâneo             8g

Linhaça                               2 colheres

Não usei a MFP para fazer esse pão. Misturei os ingredientes na planetária, depejei a massa na bancada enfarinhada e fui sovando e acrescentando mais um pouquinho de farinha quando começava a grudar muito. Sovei por 10 ‘, sempre testando o ponto de véu de glúten, o principal indicador de que a massa está pronta para ser posta a levedar. Coloquei então em uma vasilha bem maior que a quantidade de massa, cobri com um plástico e deixei crescer por 1h30min.  Pus a massa na bancada enfarinhada, tirei o ar e dividi em pedaços mais ou menos iguais, se quiser pode usar a balança para que todos fiquem do mesmo tamanho.  Modelei, pincelei com 1 clara misturada com 2 colheres de água , polvilhei gergelim com casca e coloquei em assadeiras baixas, untadas e enfarinhadas. Deixei descansar mais 40min. Levei ao forno preaquecido, a 220° por 15min, reduzi para 180 e deixei até que estivessem assados e dourados.

Se quiser congelar, espere que estejam bem frios, embale em saco plástico próprio para congelamernto, ou em papel alumínio e leve ao freezer. Para descongelar é só deixar em temperatura ambiente , fora da embalagem.

Patchwork da Mommy



...um lugar para se falar de patchwork, quilt, receitas culinárias,gatos, plantas e o que mais vier...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...