quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Gatos, minha maior paixão…

 

Hoje todas as gateiras e gateiros estão homenageando e paparicando seus amados felinos.    Conviver com esses seres abençoados é como espiar pelas portas do Paraíso.

Morgana 002

Sem precisar de nenhuma formação especial ou anos de terapia, eles se comportam exatamente como nós humanos gostaríamos de ser. Livres, independentes, orgulhosos, bastam-se a si mesmos. Nunca imploram, sempre mandam.

Nunca são desprezados, desprezam antes. Amam a liberdade acima de tudo. Ninguém vê um gato fazendo o que não quer só para agradar alguém. Ele é que precisa ser agradado, conquistado, encantado.

E quando ele se sente amado e necessário, não há ninguém tão doce, amigo dedicado e fiel. Você não escolhe um gato, ele é quem escolhe você. São possuidores de sexto sentido e por isso são temidos por algumas pessoas. Dizem que não se aproximam de pessoas que não possuem uma aura límpida e protegem o dono quando alguém nesse estado chega perto deles. Meu amor pelos gatos é algo que não consigo explicar, só sei que é mútuo e me torna uma pessoa melhor.D'Artagnan 008

Essas duas princesas são Morgana e Mel.

Embora não pareça, são gêmeas, filhas de mãe branca e pai preto, para mostrar que não há preconceito entre os felinos.

Happy Catloversday para todos os gateiros deste planeta!!!

Hoje é dia de comer Nhoque da Sorte

 


 

Não sou supersticiosa, não muito pelo menos, mas não custa dar uma mãozinha prá sorte...Ainda me lembro claramente da primeira vez que fiz nhoque, devia ter 14 ou 15 anos e tirei a receita de um antigo D. Benta, lá de 1950. Foi difícil e ficou sem sal, mas aprendi. Desde então faço sempre e vario os ingredientes, às vezes da massa, às vezes do molho. Gosto do mix de batata inglesa e batata doce (que eu adoro) e molho com ricota caseira.Fica delicioso e pode se acompanhar de  uma salada de rúcula, beterraba, salsa , castanha torrada e um pouquinho de maionese e iogurte natural.

Ingredientes

Batata inglesa       700g moldura Sunbonnet 017

Batata doce           400g

Ovo                1 unidade

Manteiga                   30g

250 a 300g de farinha de trigo (vai depender da batata, vá colocando aos poucos)

Cozinhar as batatas inteiras e com casca para evitar que absorvam muita água, o que prejudica o sabor. Esprema ainda quentes. Espere esfriar até amornar, junte então a manteiga, sal à gosto e misture bem. Acrescente o ovo e comece a adicionar a farinha amassando a cada adição até a massa adquirir consistência macia, mas que não grude nas mãos ou na bancada. Enfarinhe a bancada, vá tirando bocados da massa, faça cordões , corte com uma faca também enfarinhada e vá arrumando em um tabuleiro polvilhado com farinha. Se quiser e estiver com tempo frise os nhoques com um garfinho ( ajuda a segurar o molho). Quando todos os nhoques estiverem prontos leve a cozinhar em uma panela grande com agua fervente e temperada com sal. Vá colocando aos poucos e retirando quando subirem à superfície levando a um escorredor de macarrão ou o equivalente que possuir. À medida que forem escorrendo leve a um prato refratário com uma colher de manteiga para que eles não fiquem grudados. Cuidadosamente agite o prato para que todos fiquem envolvidos. Despeje o molho de modo que cubra bem os nhoques, polvilhe com uma mistura de queijo ralado e farinha de rosca em partes iguais e leve ao forno quente para gratinar ( em torno de 20 minutos). Retire quando estiver bem dourado e sirve a seguir. Se quiser decore com azeitonas e manjericão ou sálvia.

Molho com ricota

3 colheres de farinha de trigo

3 colheres de manteiga

3 colheres de cebola micro picada

750ml de leite quente

250g de ricota peneirada

1/2 colher (de chá) de noz moscada ralada

Sal e pimenta à gosto.

Refogue a cebola em 1 colher de manteiga até ficar transparente, adicione o restante da manteiga e a farinha de trigo mexa até que fique tudo dourado. Acrescente o leite e mexa sem parar com um fouet para que não encaroce.Quando ferver, abaixe o fogo e mexendo sempre acrescente a ricota e a noz moscada. Ponha então o sal e pimenta( se quiser usar) , prove e acerte a seu gosto. O molho está pronto.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pão integral com jeitinho de criança…

 

Amo pão integral, não que não goste de todos os outros tipos de pão, mas o pão integral é realmente o campeão da minha lista.Pão integral 020Fico então sem palavras quando até adultos me dizem não gostar de pão integral. Se adultos não gostam o que dirão as crianças, então?. Como chamar a atenção da criança para comida saudável? Com boa apresentação…  Tenho certeza, que aquele pão integral em formato de pão de forma, comprado no supermercado, não possui tem nenhum atrativo para a criançada. É escuro, seco, mal acabado e sem gosto.

Resolvi então dar uma leve incrementada em uma de minhas receitas de pão integral e assei na forma de muffins, mas também poderia ser em forminhas de empada, ou outra também de formato interessante.

Ingredientes

Água fria                                    270g

Iogurte natural integral              220g

Sal marinho                                   6g

Açucar mascavo orgânico           30g

Cacau orgânico                           10g

Manteiga sem sal                        30gMassa ao ser retirada da MFP

Farinha integral fina                  140g

Farinha de trigo para pães        600g

Linhaça                               1 colher

Mix de especiarias               1 colher de chá

Usei pimenta da jamaica, anis, canela e cardamomo.

Colocar os ingredientes na cuba da MFP, seguindo a ordem acima. Escolher a função massa e ligar. Quando a massa estiver pronta, ponha para crescer em uma tigela untada,coberta com filme plástico também untado.

Se quiser pode deixar crescer na MFP, eu prefiro tirar porque na minha região é muito quente, então não é necessário manter-se o equipamento ligado para manter a temperatura e por outro lado, a massa se desenvolve melhor em uma vasilha que tenha mais espaço livre.Massa após 1h de fermentação

Deixe crescer por 1 h, em local fresco, a temperatura deve estar sempre entre 24° e 26°. Colocar a massa em superfície enfarinhada, abaixar e esperar 10’.

Dividir a massa, e bolear na mesma ordem em que foi dividida. Colocar então em forma de muffins ou de empadas, bem untadas e enfarinhadas.Pão integral 013                                                  Deixe crescer por 50’, em local protegido de correntes de ar. Preaqueça  o forno a 220°.   Após 10’, reduzir para 200° e assar por mais 20’.

Tirar do forno e pincelar com manteiga. Desenformar e colocar sobre uma grade para esfriar.

O aroma do cacau, combinado com  o das especiarias se espalha pelo ar, junte-se isso ao formato delicado do pão e ninguém se recusará a provar, adulto ou criança.Pão integral 015

Fica com miolo bem macio e aerado.

Obesidade infantil, uma questão de escolha…

 

É fato que a obesidade está atacando a humanidade. Quanto aos adultos não há muito o que possamos fazer, eles próprios é que devem tratar de sua reeducação alimentar. Cada um deve ser responsável por sua saúde e está claro que sobrepeso é um sinal que a saúde não vai muito bem. E por falar em responsabilidade, vou entrar no assunto que realmente me preocupa – a obesidade infantil – que vem a passos largos tomando conta de nossas crianças. E nesse caso os pais são totalmente responsáveis, já que criança não vai sozinha ao supermercado, à lanchonete da esquina e a outros lugares onde a comida saudável não faz muito sucesso. E os maus hábitos começam logo ao nascer, quando mães deixam de amamentar os bebês antes dos 6 meses e introduzem mamadeiras engrossadas ou saborizadas com as mais diversas farinhas. Mamar ao seio dá trabalho, o bebê cansa e após algum tempo seu cérebro sinaliza que está satisfeito. Na mamadeira a coisa é diferente, o esforço é menor, então ingere-se uma quantidade muito maior de alimento durante o mesmo período de tempo. E o bebê se acostuma, são assim formados os hábitos. Como aprendeu a ingerir açucar na mamadeira, provavelmente não vai sentir o doce sabor das frutas, que todas têm seu açucar natural. Acrescenta-se então açucar nas papinhas, quando não se desiste de dá-las ante as primeiras recusas. Daí para os refrigerantes é um pulo, é comum e ninguém se espanta ao ver bebês com mamadeiras cheias de refrigerante. Os pais aplaudem ante a “precocidade” de seu pimpolho. Todos provavelmente acima do peso.

Criança, porém, não nasce com um cardápio pendurado no pescoço. Ela vai aprender a comer imitando os adultos, principalmente os pais. Não adianta empurrar legumes no seu bebê, se você não os ingere. Mais cedo do que espera ele vai perceber isso e vai se recusar a comer. Vamos salvar nossas crianças alimentando-as de maneira saudável e natural, eliminando na medida do possível, conservantes, saborizantes, espessantes, corantes e tantos outros “antes”. Voltemos às raízes e ofereçamos alimentos orgânicos, sempre que possível crus ou cozidos ao vapor. Vamos deixá-los aprender a gostar do sabor de cada alimento, sem mascará-los com excessos de sal e açucar. Eles precisam crescer vendo o exemplo dentro de casa, o ritual de uma refeição é muito importante na formação da criança saudável. Lá fora ela será uma formadora de opinião e não uma absorvedora de maus hábitos alimentares.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mais um quilt pronto…

 

 

Já falei que sou muito ligada à natureza. Sei que nem todos dão importância ao tema, mas para mim a natureza é a prova viva do amor de Deus por nós humanos. No rastro do amor à natureza me especializei em amar as plantas, os animais, as formações rochosas, as águas e todas as mudanças que neles se processam durante o decorrer de um ano. As estações do ano, perceber suas nuances, suas alterações tão sutis a princípio, para não nos assustar e depois vão se transformando e é impossível não percebermos.

Comecei esse trabalho ao findar do inverno, para mim a estação da dormência, da recuperação de forças para enfrentar novas lides. Decidi chamá-lo  “Aclamação à Primavera”. Não me perguntem o porquê, simplesmente achei apropriado. Fiz primeiro o módulo central e com o EQ 6 passei a criar o restante. Minha primeira opção de cores não foi essa, mas quando os blocos já estavam prontos e os fotografei na tela da parede, vi que o vermelho no centro transmitia melhor o meu sentimento de alegria pela chegada da nova estação.

É uma manta para sofá, mede  1,70m X 1,40m e não está morando mais comigo, mas sei que alegrará a casa de alguém, levando todo o amor e paciência que dediquei ao concretizar mais esse  projeto.

Pão francês, continuando…

 

Pronta a biga, passemos ao pão .Coloque na MFP os ingredientes da massa, na ordem abaixo.

Ingredientes

Água fria                                           290g

Sal marinho                                         12g

Farinha de trigo para pães                410g

Biga

Selecionar a função massa e ligar. Quando a massa estiver pronta, retirar da cuba e colocar em uma tigela com espaço para crescer. Cobrir com filme plástico untado  e deixar descansar por 2 h. Lembrar de sempre deixar em local fresco, com temperatura entre 24° e 26° e livre de correntes de ar, para não roubar umidade da massa. Depois de crescida, colocar a massa em uma superfície bem enfarinhada , abaixar e esperar 10’. Dividir em pedaços iguais , modelar e colocar em tabuleiro de laterais baixas, untado e enfarinhado.              Borrifar com spray de água e deixar crescer por 1h. Se a umidade do ambiente estiver baixa, é recomendável borrifar água mais 2 vezes durante o processo de crescimento.

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Ligar o forno com antecedência e colocar uma vasilha com gelo para formar vapor. Quanto mais vapor houver no forno, mais crocante ficará a casca do pão A temperatura deverá ser 250°. Levar a assar e após 15’, reduzir para 200° e deixar mais 10’. Durante o tempo que estiver assando borrifar com o spray de água por 2 vezes. Tirar do forno, colocar sobre uma grade para esfriar.

O resultado desse pão é muito bom, a crosta fica bem crocante e o miolo típico dos pães de fermentação lenta. Só é preciso praticar a paciência, como para tudo que vale a pena na vida.

Pão francês, a biga

 

Para quem gosta de um pão mais denso, com acentuado sabor artesanal, a receita de Ciril Hitz vem a calhar. Costumo comparar o gosto pelo pão ao gosto pelo vinho. Algo que se desenvolve com o tempo e uma vez adquirido vai sendo aprimorado e se tornando sempre mais exigente. A receita de Ciril segue os moldes tradicionais de fazer pão e leva somente os ingredientes essenciais – água, farinha, fermento e sal – É bem simples, porém um pouco mais demorada se a “biga”, não estiver pronta. Entre os aficcionados em pão fala-se muito em “biga” e todo padeiro que se preza tenta, já tentou , ou tentará um dia produzir sua própria “biga”, que em termos comuns podemos dizer que é uma “isca”, ou massa mãe e que  vai individualizar e personalizar o sabor do pão de cada padeiro. É uma coisa trabalhosa porque o fermento é um organismo vivo e deve ser cuidado como tal, alimentando-o diariamente.  Vamos à receita da  “biga”.

Ingredientes

Farinha de trigo            280g

Água gelada                 168g

Fermento instantâneo      2g

Misturar tudo em uma tigela,  com um batedor por cerca de 3 ‘. Não acrescente mais água mesmo que se sinta tentado. Coloque em uma vasilha que tenha espaço suficiente para permitir o crescimento, cubra com filme plástico de deixe em local fresco ( 20° a 21°). Depois de 2 h , já poderá ser usada, mas para que o aroma e sabor se desenvolva é conveniente preparar à noite e fazer o pão no dia seguinte pela manhã.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sunbonnet Sue, o sonho de toda princesinha…

 

Não posso negar, cada vez que acabo de bordar um projeto me sinto realizada. É mais um sonho concretizado. E fico imaginando se quem vier a ser o futuro dono ou dona, vai se sentir feliz, vai conseguir absorver todo o carinho e amor que coloquei em cada desenho, em cada ponto, em cada tecido que escolhi. O processo criativo às vezes é algo demorado porque quero sempre dar o melhor de mim mesma, então escolho tudo e, no outro dia mudo de idéia. Refaço, torno a analisar e assim, passo a passo vou tentando chegar aonde minha mente me levar. Só quando estou inteiramente satisfeita começo a bordar.

Aí passo a pensar nas molduras, nas barras, na ordem de colocação dos quadros…Foi assim com esses doze quadros que acabei de bordar. Depois de muitas montagens, resolvi que sendo o melhor seria dividir como estações do ano. Escolhi os quadros que poderiam representar os meses, mas também lembrando as estações. Como havia escolhido as trabalhosas molduras de “scraps”, procurei e encontrei um tecido que também suave e delicado,  contem as mesmas cores das molduras.

  Minha intenção era  fazer uma colcha delicada, mas ao mesmo tempo alegre e que despertasse a paixão de qualquer garotinha que a visse. A tudo isso juntou-se também uma maneira gostosa de aprender os meses e as estações do ano.

Prefiro fazer as colchas sempre em um tamanho que as crianças possam aproveitar por muitos anos e convenhamos qualquer quarto fica mais bonito e aconchegante  com uma colcha como essa.

Essa também vai para a fila do quilt. Espero que a fila ande logo para que possamos admirar o trabalho completo.

Pão francês, receita com toque brasileiro…

 

Antes de começar a receita é bom verificar se há gelo pronto, vai precisar para fazer vapor no forno, e também um spray de água. Prepare o mise en place e tenha em mente que o pão francês artesanal exige um pouco de paciência. Lembre também que os ingredientes, inclusive os líquidos devem ser pesados e não esqueça de usar a função tara.

Ingredientes

  • Água fria                            350g
  • Açucar cristal                       15g
  • Manteiga sem sal                   5g
  • Sal marinho                            9g
  • Farinha para pães              500g
  • .Fermento seco instantâneo   8g

Em uma tigela coloque 150g de farinha, o fermento e misture bem. Acrescente então 100g de água e mexa até formar uma massa.Cubra com filme plástico e deixe descansar por 30’. Passado esse tempo coloque o restante da água, o sal, o açucar e a manteiga na cuba da máquina. Acrescente a farinha e por cima a massa de fermento.Escolha a função massa e espere parar. Retire da cuba, coloque em uma vasilha que tenha bastante espaço para a massa crescer. Cubra com filme plástico untado e deixe crescer em local fresco, mas protegido de correntes de ar por 1h.pão francês 006

Coloque sobre superfície enfarinhada, abaixe, e divida em pedaços de cerca de 40g.

                      pão francês 018

Quando terminar de dividir e seguindo a mesma ordem, vá abrindo as bolinhas e círculo, vire as duas bordas para dentro e enrole os pãezinhos. Coloque em assadeira de bordas baixas, untada e enfarinhada. Quando terminar, pulverize um pouco de água com o spray e deixe crescer  por 50’. Antes de levar ao forno faça estrias com uma  lâmina.  O forno deverá ser preaquecido a 220°, quando estiver quente coloque uma vasilha com bastante gelo dentro para que se forme o vapor. Não fique muito tempo co a porta do forno aberta para o vapor não escapar. Durante os primeiros 15’, pulverize o pãp com o spray de água por 3 vezes. Reduza então a temperatura para 180°. Quando estiver com a crosta dourada está pronto. Retire do forno , coloque sobre uma grade e deixe esfriar . Nunca corte um pão logo ao sair do forno, pois interromperá o processo de assar e o ar escapará, murchando o pão.

                                        

 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

E a primavera, enfim, está voltando…

 

Tem gente que diz não saber diferenciar as estações do ano. Ah! Isso nunca ocorreu comigo. Sei exatamente quando a natureza está se preparando para trocar a roupagem.Talvez porque conviva muito com árvores, plantas ornamentais e principalmente com ervas, que são minha paixão.  Há vários dias a primavera, toda galante tenta invadir o restinho do inverno, despertando as plantas de sua dormência, anunciando que é novamente hora de produzir…

Em homenagem a essa bela estação publico uma foto da minha Baltimore, que já está na fila para ser quiltada. Como a cada dia me lanço em novos desafios, só posso dizer, que até agora foi minha obra mais trabalhosa. São trinta quadros escolhidos, pacientemente montados e inteiramente bordados à mão. Até agora porque tenho a mais absoluta certeza que farei outras com mais detalhes e minúcias.

Pão francês

 

Hoje dediquei meu dia ao pão francês. Precisava atender alguns pedidos de receita e vi que era uma ótima oportunidade de continuar a testar as receitas do livro antigo que recebi de herança.  Até agora sempre fazia o pão francês com a receita do fermento SAF, que por sinal é muito boa, mas queria inovar. E já que ia testar, por que não testar logo duas?

Escolhi então uma receita do Baking Artisan Bread, que é mais ao estilo francês, pois não leva nem manteiga e nem açucar , para fazer ao mesmo tempo que a receita antiga e que segue os padrões brasileiros do pão francês, com açucar e uma gordura. Ficaram diferentes, tanto na aparência como na textura. O da esquerda lembra um pão mais rústico, com crosta mais grossa e miolo bem aerado e tem a cor mais clara pois não levando açucar, não há a caramelização do mesmo quando no forno. O da direita é a receita abrasileirada, fica bem crocante, mas com casca fina e miolo também fino e macio. A crosta é bem dourada. Para mim os dois são belos, cada um em seu estilo e quanto ao sabor, são ambos deliciosos. Mas primeiro tem o característico gosto e aroma do pão de fermentação mais longa, excelente para quem como eu, é fã desse tipo de pão, mais rústico e de sabor marcante. Aí estão os dois, lado a lado, dá para notar a diferença de textura entre ambos. Estou organizando um PAP e publicarei, um de cada vez, juntamente com as receitas.

Pão francês I                                                                     Pão francês II

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pão italiano

 

Um de meus passatempos é pesquisar. Gosto de saber a origem das coisas e como eram feitas antes de tanto conhecimento tecnológico. Refazer o caminho desde a origem até o aperfeiçoamento atual, tirar minhas próprias conclusões e introduzir modificações que julgar válidas. Foi assim que descobri um livro bem antigo de pães e resolvi que vou testar algumas receitas. Comecei com o Pão italiano, meio temerosa resolvi seguir a receitapão italiano 002 à risca para ver o resultado sem nenhuma interferência dos meus conhecimentos atuais. As medidas eram em xícaras e colheres. Tive o cuidado de após medir cada ingrediente, levar à balança e pesar para obter assim a quantidade exata para o caso da receita ser aprovada e quiser repetí-la sem conservando o mesmo padrão.  Primeiro prepare a biga ou fermento, com os seguintes ingredientes:

Farinha de trigo para pães                   50g

                                                              Fermento seco instantâneo                    5g

                                                               Água fria                                              100g      Em uma vasilha de vidro ou louça misture bem a farinha com o femento e acrescente a água aos poucos formando uma massa . Tampe com um pano e deixe em temperatura ambiente por 1 h. Separe então os outros ingredientes do pão.

Ingredientes

Leite integral frio                                                 150g

Ovos                                              1 unidade        50g

Sal marinho                                                             7g

Açucar cristal                                                           7g

Banha ou manteiga (usei banha)                           30g

Farinha de trigo para pães                                   500g

Quando o fermento estiver pronto, comece o preparo do pão. Coloque os ingredientes na cuba da máquina na ordem acima e por último coloque a mistura do fermento. Ligue, escolha a função massa e complete o ciclo. Coloque em superfície enfarinhada, abaixe e espere 10’.  Modele então a massa em formato redondo, tendo o cuidado de ir embutindo as laterais da massa para dentro, para que o pão cresça somente para cima.Polvilhe farinha de trigo e coloque em forma baixa (tipo pizza), untada e enfarinhada.  Deixe crescer em local protegido de correntes de ar por 50’. Preaqueça o forno a 200°, com uma vasilha com água dentro para formar o vapor.  Ao colocar o pão no forno, faça estrias em forma de cruz com uma lâmina ,pão italiano 006 pulverize com spray de água e repita o processo por mais 2 vezes com intervalos de 5’. Reduza então a temperatura para 150° e asse por mais 20’. . Desenforme sobre uma grade e deixe esfriar bem. Repare que a crosta fica  bem brilhante, rija e crocante. Por dentro o miolo é bem macio e tem ótimo sabor. Foi amplamente aprovada essa receita.

Passarei a testar outra do mesmo volume.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Pão integral com iogurte, mel e passas

A grande maioria das pessoas me diz que não gosta de pão integral. Não consigo entender o porquê. Talvez tenha algo a ver com a vida moderna, onde tudo tem que ser feito às pressas e mastigar se tornou uma coisa supérflua. Sim porque o pão integral deve ser bem mastigado, para que os diversos sabores se misturem e se transformem em algo novo, único.  Pode ser também que só tenham provado pães integrais não muito bem feitos, ou com ingredientes sem qualidade.

Não é tarefa fácil fazer o pão integral perfeito logo de cara. Há de se fazer várias experiências, em panificação tudo depende da qualidade da farinha, do fermento, do ambiente em que se está processando o pão e outras variáveis. Quando vou promover o nascimento de uma nova receita, levo em consideração dois fatores, a palatabilidade e a excelência dos ingredientes que vou utilizar.  Partindo daí começo a testar, tendo em mente as proporções que toda receita precisa ter para dar certo. O pão integral é mais difícil de se acertar porque além da proporção líquido/farinha, há ainda a farinha integral/farinha branca. Já testei várias receitas, dos mais diversos autores e também já criei muitas, tenho então uma certa prática, mas mesmo assim, quando é a primeira vez que vou fazer uma determinada receita, vou dosando os ingredientes aos poucos. Faço apenas metade da receita, tento acertar os sabores que idealizei e só então parto para anotar o resultado definitivo. O aroma do pão assando também é muito importante, vai atestar a qualidade do resultado.

Essa é uma nova invenção, gostei e meus provadores oficiais também deram o sim.

Ingredientes

Água gelada                                        250g

Iogurte natural                                    360g

Mel de abelhas                                     64g

Sal marinho                                          15g

Manteiga sem sal                                 40g

Farinha de trigo para pães                800g

Farinha Integral fina                          200g

Aveia em flocos inteiros                       50g

Fermento seco instantâneo                13g

Passas de uva, claras                      150g

Coloque os ingredientes na cuba da máquina, na ordem acima, com exceção das passas. Selecione a função massa e ligue. Quando os ingredientes já estiverem misturados acrescente as passas e deixe completar o ciclo. Despeje a massa sobre uma superfície enfarinhada, abaixe e deixe descansar 10’. Divida a massa, essa quantidade é suficiente para 2 pães.   O da foto foi modelado em forma de trança e depois colocado em forma de pão de forma untada e enfarinhada. Deixe crescer em local abrigado de vento por 50’. Forno preaquecido a 200°. Pulverize um pouco de água antes de colocar o pão. Após 15’, reduza para 180° e deixe mais 20’, ou até que esteja com a parte superior dourada e resistente ao toque. Desenforme e deixe esfriar sobre uma grade.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dicas para escolher molduras

 

Baltimore Album 008

  Não sei como fazem para “ sentir “ como ficará uma peça, eu tinha muita dificuldade nesse item, até que tive a idéia de forrar parte de uma parede do ateliê com feltro branco, mais ou menos 1m x 1,5m. Qualquer tecido adere bem ao feltro e fica seguro , vou arrumando então os blocos, quadros, tecidos de moldura e barra e assim tenho uma visão do “ depois “ bem real. Vou mudando os quadros de lugar, observando de longe, às vezes deixo uma noite ou duas, para ver minha própria reação depois de passado o entusiasmo do momento. Quando sinto que cheguei aonde queria, fotografo e passo para a tela do computador. Aí é o julgamento final. Tem vezes que não gosto e começo tudo outra vez. Um dos segredos do Patchwork é a paciência, quem não a tem terá que cultivá-la, o que, aliás, é um ótimo exercício para combater o stress e outros males da vida moderna. Se aprovo, dou início ao próximo passo, que é cortar as molduras, se for o caso, ou unir os blocos e começar a montagem. Fotografo cada passo, assim fica mais fácil conferir e tirar dúvidas.Baltimore Album 005

Para facilitar  , pode-se deixar em uma caixa separada, restos de molduras de quilts feitos anteriormente, assim como tiras que às vezes sobram de algum trabalho. É bom que se experimente muitas opções para ter certeza, ao final, que se fez a escolha certa.Coloque sempre as molduras verticais e depois as horizontais, fica mais fácil e gasta-se menos tecido.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Colcha da Sunbonnet com moldura de scraps

Quando terminei de bordar as Sunbonnets, decidi, claro que foi depois de torrar os neurônios, uní-las em uma colcha.  Como escolhi o layout conto depois, hoje vou falar sobre as molduras.

Como ficaram bem coloridas e alegres, queria uma moldura que seguisse a mesma linha, nos remetesse àquela época em que tudo era cuidadosamente aproveitado e que também iluminasse o trabalho. Experimentei vários modelos e tecidos e nada me agradava. Resolvi então fazer uma moldura com pedacinhos , unidos harmoniosamente. Além de iluminar o trabalho era mais uma maneira de diminuir minha coleção. Selecionei as cores e estampas que mais combinavam, tirei a medida exta de cada quadro e calculei que tamanho deveriam ter os pedacinhos de tecido.

Não é um trabalho fácil e nem rápido, mas é muito bom para praticarmos nossos conhecimentos de matemática, geometria, física … e mais uma vez a paciência e o senso estético.  Vejam que as molduras verticais  e horizontais têm dimensões diferentes, tive que fazer assim para adaptar a medida dos quadros ao tamanho final da colcha.

Espero que tenham gostado da idéia.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Couronne o pão em forma de coroa

O Couronne é um pão de origem francesa, que possui massa rústica.Tradicionalmente é feito com o sourdough, quando se deixa a massa levedar lentamente e só depois de dois dias se faz o pão.  Essa receita que fiz hoje é uma versão simplificada adaptada por Sara Lewis, em O Livro dos Pães, da Larousse.

Embora não tenha o sabor tão acentuado dos pães tipicamente rústicos, feitos com a massa fermentada, tem miolo macio e casca crocante e resistente , é muito saboroso e o odor que ele exala enquanto está assando é realmente fabuloso. O iogurte seria o responsável por tal performance. Ele deve ser assado com vapor, o que pode obter colocando uma vasilha com gelo e água dentro do forno quente até que se forne uma nuvem de vapor, antes de colocar o pão para assar e , ainda, pulverizar com um spray de água a  pequenos intervalos, tendo cuidado de não deixar a porta do forno aberta por muito tempo para que o vapor não saia.  É o vapor que vai dar  crocância e rusticidade à casca do Couronne.  Esse pão acompanha muito bem uma sopa e fica delicioso servido em fatias grossas, com uma pasta de alho ou ricota e ervas, e um bom vinho que, afinal,  ninguém é de ferro. Fiz por minha conta algumas modificações na receita da Sara, suprimi o açucar e acrescente creme de leite.

Ingredientes

Água gelada                                         170g

Iogurte integral                                     200g

Sal marinho                                              5g

Creme de leite fresco                   2 colheres

Farinha de trigo para pães                   500g

Fermento seco instantâneo                      5g

Coloque os ingredientes na cuba da MFP, na ordem acima. Selecione o ciclo massa e ligue. Quando  a massa estiver formada, retire da máquina e coloque para crescer em uma vasilha grande, coberta com filme plástico, assim a massa terá mais espaço para crescer. Depois de 1 h, coloque em superfície enfarinhada e tire o ar e deixe descansar 10’. Dê um formato redondo à massa, faça um furo no meio e vá alargando com a mão até que tome a forma desejada.  Transporte para uma forma rasa, tipo de pizza, bem untada e enfarinhada e coloque uma pequena bacia untada com óleo, no meio para conservar o furo central. Deixe crescer por 40’. Faça ranhuras com uma lâmina e leve ao forno preaquecido  a 200° e já com vapor. Depois de 10’, reduza para 180° e asse por mais 25’ ou até que a casca esteja rija e a cor bem dourada.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Rosquinha com recheio de manga

   Parece que as mangas chegaram mais cedo este ano. Deve ser o calor escaldante que paira sobre o Centro Oeste. No mês passado, olhando o quintal, observo uma altercação entre as galinhas, chego perto e vi que disputavam uma manga recém caída e que parecia estar deliciosa, pena que cheguei tarde.  Mas o incidente me deu uma idéia. Fazer um pão com recheio de doce de manga, dos vidros que ainda tenho estocados da safra passada. Se bem pensei, melhor agi, e pus imediatamente a mão na massa, literalmente. Preparei minha massa padrão para pão doce. Entre as várias receitas que vamos colecionando ao longo da vida, sempre temos aquela que mais nos apetece e que volta e meia fazemos. E variando a forma de moldar, é como se a cada vez fosse uma nova receita.

O doce de manga emprestou ao pão um sabor diferente e muito agradável, mas também pode ser substituído, na falta dele, por uma geléia de damasco ou o doce da preferência de cada um, desde que não seja carregado no açucar.

Ingredientes

Água                                                           200g

Sal marinho                                                    7g

Açucar cristal orgânico                               120g

Manteiga sem sal                                        100g

Ovos                                                  1 ovo inteiro e 2 gemas

Farinha de trigo para pães                          600g

Fermento seco instantâneo                           16g

Colocar os ingredientes na ordem acima na cuba da MFP e utilizar o ciclo massa até o final. Colocar a massa em superfície enfarinhada e abrir com um rolo até formar um retângulo de 40cm x 30cm.  Espalhar o doce de manga generosamente, tendo o cuidado de não espalhar até as bordas. Enrolar com cuidado, fechando bem as extremidades.

Preparar uma forma, de preferência de fundo falso, untando e forrando o fundo com papel manteiga, também untado e enfarinhado.  Cortar, então o rolo formado pela massa em fatias de 2cm de largura e arrumar na forma, deixando um pequeno espaço entre elas.  Cobrir com um filme plástico e deixar crescer por cerca de 1h30min.

Levar a assar em forno preaquecido a 200°. Após 10’ reduzir para 180°, e assar por mais 25 a 30 min, depende do forno. Quando estiver pronta vai ficar bem dourada e firma ao toque.

Deixe descansar sobre uma grade para esfriar um pouco. Se a forma for de fundo falso é só apoiá-la sobre uma lata que soltará e assim poderá esfriar mais depressa. Caso contrário espere mais um pouco porque o recheio permanece quente por algum tempo podendo queimar ao tentar desenformá-lo antes de esfriar totalmente.

Barras em Seminole

seminole 006

Uma boa dica para se administrar melhor a quantidade de retalhos , é manter sempre um número limite de caixas, ou um determinado prazo para fazer uma avaliação nos mesmos.

Já tive uma quantidade imensa, e vi, depois de algum tempo,  que era impossível se conviver mantendo um bom aproveitamento dos mesmos, pois acabamos perdendo o controle e começamos a guardar compulsivamente para usar num futuro que sempre vamos adiando, diante da enorme variedade. Determine um dia no mês para revisar e organizar seus “tecidinhos”. Enquanto está lidando com eles, certamente vão surgindo idéias, algumas ótimas, outras nem tanto. Talvez não seja conveniente agir com precipitação, deixe fluir , mas não espere muito . Separe um determinado número de retalhos e se proponha a fazer uma peça com eles. A primeira vez é mais difícil, depois nos acostumamos e as idéias vêm mais facilmente. Para quem ainda tem poucos retalhos um bom começo é fazer uma barra em uma toalha de lavabo ou de rosto. Pode-se usar a técnica seminole, que além de enfeitar muito é simples. Depois é só fazer o acabamento  com um bordado inglês. Uma simples toalhinha torna-se uma linda peça e você se livra de alguns retalhos.

seminole 001

Esses modelo de corações fica particularmente gracioso e torma a toalhinha ainda mais bonita.

Sempre tenho algumas dessas barras prontas, pois é muito mais fácil, no caso de surgir uma emergência e tiver que providenciar um presente de última hora. Além do que, diminuo a caixa de retalhos .

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Scraps, continuando a organização…

 

 

Para obtermos sucesso em qualqueratividade na vida, precisamos em primeiro lugar nos organizarmos e estabelecer objetivos. Daí passamos a traçar e trilhar os caminhos que vão nos levar a efetivamente chegar lá. Separar os retalhos por tamanho e utilização é um deles. Há aqueles de tamanho médio, que podem ser aproveitados em uma colcha ou outro trabalho de “scraps”, ficam lindos.

Há os pequenos, que podem ser utilizados para fazer fuxicos e aplicações em tamanhos maiores e há os micro, que servem para completar e complementar as pequenas partes de um appliqué.

Vamos separá-los então, em caixas, eu uso as de sapato, e deixo juntos os que servem para fazer folhas, flores, bichinhos etc.Quando estiver sem fazer nada, apenas vendo TV, vá cortando e fazendo fuxicos. Guarde-os em uma caixa e quando precisar decorar algum trabalho, eles já estarão prontos. Faça-os em diversos tamanhos e cores.

Nunca, jamais, saia para comprar tecidos sem verificar antes tudo que você tem em casa e isso inclui principalmente os retalhos.

Quando for montar um bordado, comece procurando nas caixas de retalhos pequenos e só depois passe às outras, assim você fará um melhor aproveitamento, ao mesmo tempo eliminando primeiro os menores.

Outra idéia é guardar separado as tiras que sobram , elas podem ser aproveitadas em barras ou em um trabalho com Log Cabin, vá juntando as tiras e quando tiver uma quantidade razoável, separe as cores e comece um projeto.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pão com canela e especiarias

 

Além de bonito, esse pão é muito saboroso e é feito com a mesma massa que utilizo para fazer o pan de mie. É uma massa enriquecida com manteiga e um pouco mais de açucar, não chegando porém a ficar adocicado, o que proporciona contraste de sabor com o recheio de especiarias. Esse pão não deve ser cortado no mesmo dia, já que a massa é muito delicada. Desenforme e deixe descansar por uma noite.

pão de canela 013

Esse da foto guarneci com gergelim preto, mas pode-se usar outra semente, ou não usar nada, deixando-o com a crosta lisa. A receita é do livro  Baking Artisan Bread, de Ciril Hitz.

Ingredientes

Leite integral                                       400g

Sal                                                         16g

Açucar                                                   26g

Manteiga sem sal  amolecida               120g

Farinha de trigo para pães                  666g

Fermento seco instantâneo                     7g

Coloque os ingredientes na ordem acima, na cuba da MFP, selecione o ciclo massa e espere o término. Despeje a massa em superfície enfarinhada , tire o ar e deixe descansar por 10’..

Prepare o recheio:

Ingredientes

Açucar cristal                                        100g

Canela em pó                                           5g

Cardamomo moído (opcional)                  1g

Cravo em pó (opcional)                            1g

Misture bem todos os ingredientes

Abra a massa com rolo, formando um retângulo de 46cm x 30cm. Espalhe a mistura de especiarias sobre a massa aberta. Enrole como um rocambole, pressionando delicadamente a cada volta. Feche bem as extremidades. Coloque em forma para pão de forma untada e enfarinhada. Deixe crescer por 1h, coberto com um plástico. Antes de levar ao forno pincele com um ovo ligeiramente batido com 2 colheres de água e se quiser enfeite com sementes ou castanhas picadas. Forno preaquecido a 200°, nos primeiros 10 ‘. Reduza para 180º e continue a assar cerca de mais 20’. Coloque a forma sobre uma grade e espere em torno de 15’ antes de desenformar. Depois de tirar da forma coloque novamente sobre uma grade e deixe esfriar completamente. Não cubra e deixe para cortar no dia seguinte.

Nota: O cardamomo dá um toque especial ao recheio. Se quiser um sabor mais suave, dispense o cravo em pó, ou use só uma pitada.

Merecido descanso …

Gabriel 003

Após uma exaustiva mamada, nada melhor do que um descanso despreocupado. Uma das utilidades da almofada de amamentar é apoiar o bebê após a mamada. Ela forma um colo, onde o bebê pode descansar  com as costas protegidas observando o mundo ao redor.  Além de salvar as costas da mãe daquelas dores incômodas tão nossas conhecidas, do período de amamentação, quando não temos um encosto  confortável, descansa também o bebezinho. Esse aí é o Gabriel, aos 45 dias, descansando e calculando quanto tempo falta para a próxima refeição, que ele espera seja de leite.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Scraps ou retalhos, como queiram…

 

Toda quilter que se preza tem um cesto de retalhos. São sobras de trabalhos que vão se acumulando . Ao adquirir um tecido sempre acrescentamos um pouco a mais na metragem como margem de segurança. E depois vamos colecionando as sobras, às vezes organizadas, outras não. Depende também da  personalidade de cada um. O certo é que ao final  de algum tempo nos assustamos com a quantidade de retalhos e ficamos em dúvida sobre o que fazer com eles.   Por muito tempo ocupei minha mente pensando, pesquisando e inventando as mais diversas maneiras de organizar e aproveitar melhor as sobras.  Antes de tudo, precisamos manter um controle sobre os dito cujos scraps, já que eles tendem a crescer , se misturar e teimam em nuca estar onde os procuramos quando estamos com pressa e necessitamos urgentemente de um retalhinho para completar um bloco.

Primeiramente escolha recipientes adequados para guardar seus scraps, caixas e gavetas ou recipientes que fiquem bem fechados, são uma boa escolha, pois ficarão protegidos da poeira e da luz.

Separe por tamanho, grandes, médios e pequenos, segundo seu próprio sentido de utilização, o que é muito subjetivo. Depois, separe cada uma das divisões anteriores em cores. Para facilitar faça apenas 2 divisões, cores claras de um lado e escuras de outro. É Um bom começo. Agora, passe tudo a ferro e dobre, além de diminuir o volume, vai facilitar na hora de procurar o que precisa. Dobre cada retalho individualmente e vá colocando no recipiente escolhido, lado a lado, e não um em cima do outro, facilita a procura.retalhos 002    Rotule tudo, fica mais funcional. Por exemplo : - Tecidos para aplicações , tecidos para molduras, tiras de tecido etc. Além de dar um visual mais limpo e organizado ao seu local de trabalho, sua vida vai ficar muito mais fácil.

À medida que seus retalhos forem se multiplicando é só fazer novas divisões, lembrando de guardar tudo bem passado e dobrado.                      

sábado, 3 de setembro de 2011

Variações sobre um mesmo tema ou como fazer vários pães com a mesma massa

 

Quando entro em uma boa padaria o que mais me impressiona é a variedade de pães encontrados. Vitrines, cestas, prateleiras e outros expositores com as mais diversas formas de pão.  Ficava a imaginar a quantidade de receitas que tinham que processar todo dia, claro, estava certa que cada modelo de pão tinha sua própria receita. Então quantos padeiros e ajudantes seriam necessários em uma padaria?  Não sou só eu, outras pessoas também devem pensar assim. Santa ingenuidade!! Mas nem tanta pois

variações de baguettes 012 lendo Baking Artisan Bread, de Ciril Hitz, descobri que até ele tinha suas dúvidas sobre o segredo de se fazerem tantos modelos de pães nas padarias. Aí ficou fácil, ele descobriu que com poucas receitas de massa é possivel se fazer uma infinidade pães, é só modelá-los das mais diversas formas, claro, compatíveis com o tipo de massa que estiver usando.

Mostro então, hoje, variações com a massa de baguette, que simples de fazer, rende uma grande variedade de modelos, onde cada pode usar a imaginação para produzir. É só modelar o pão no formato de baguette, deixar crescer pela segunda vez e antes de levar ao forno, com uma tesoura de cozinha fazer diversos cortes. Quando submetida ao calor do forno a massa vai se abrir nos locais cortados emprestando beleza e originalidade ao que antes era simples.variações de baguettes 010

Utilizando pois a mesma receita podemos fazer 4 pães, cada um de um modelo diferente, aumentando assim a beleza da mesa do café, ou chá como preferiram. Pessoalmente acho que pão combina mais com café, mas é só a opinião de quem ama café.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Como começar bem o dia, ou uma baguette e café fresquinho

baguettes 003

Nem sempre conseguimos “viver”  um café da manhã. Muito já foi dito sobre a correria da vida atual, mas sabemos que o tempo também é algo subjetivo. Podemos viver uma eternidade em um minuto e vice-versa. Depende de nós. Será que não vale a pena acordar meia hora  mais cedo e se presentear com um café da manhã tranquilo, saboreando o prazer de estar à mesa bem acompanhado, de outras pessoas , ou com você mesmo, afinal quer companhia melhor do que você? E não é necessário que se façam grandes preparos, café (prá mim indispensável), manteiga de boa qualidade, talvez uma geléia , se gostar, queijo e uma baguette. Experimente, tenho certeza que seu dia terá outra dimensão.

Essa receita é muito simples e aprendi em um curso do fermento SAF, leva apenas os ingredientes básicos  e fica com a casca crocante e muito saborosa.

 

Ingredientes

Água gelada                                         300g

Azeite de oliva                                        10g

Açucar cristal orgânico                             5g

Sal marinho                                            12g

Farinha de trigo para pães                   500g

Fermento seco instantâneo                      7g

Colocar na cuba da MFP, os ingredientes na ordem acima. Selecionar a função massa e ligar. Ao final do ciclo, colocar a massa em uma superfície enfarinhada, abaixar e deixar descansar por 10’. Dividir em 4 partes e modelar as baguettes, tendo o cuidado de afinar as pontas.  Pulverize com água e enfeite com sementes de gergelim. Colocar em tabuleiro de bordas bem baixas, ou se não tiver em uma forma virada ao contrário, bem untado e enfarinhado. Deixar crescer, em temperatura ambiente por 1h.Com uma lâmina ou faca bem afiada faça cortes na superfície do pão.  O forno deverá ser preaquecido a 200°. Coloque dentro uma vasilha com bastante gelo para que se forme vapor. Antes de colocar as baguettes pulverize as paredes do forno com spray de água. Feche a porta rapidamente. Pulverize mais 2 ou 3 vezes o pão com o spray de água. Estará bom quando estiver bem dourado, com a casca durinha e emitir um som oco quando batermos com os nós dos dedos. Tire do forno, desenforme sobre uma grade e deixe esfriar.

Nota: A quantidade de vapor no forno é que proporcionará a casca crocante característica desse tipo de pão.

Se não puder utilizar farinha de trigo própria para pães, use uma de 1ª qualidade e acrescente 1 colher de suco de limão ao colocar os ingredientes na máquina.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sunbonnets, a saga chega ao fim…

Sunbonnet Sue 002

 

  De um total de 12, estas são as duas últimas. Agora é começar a montar a colcha.

Muito já foi dito sobre as Sunbonnets, essas garotinhas, cuja figura transmite ternura e carinho e que nos faz lembrar de tempos passados, quando as crianças eram consideradas seres angelicais e se vestiam de uma maneira peculiar, como crianças mesmo e não como adultos miniaturizados. O que nos faz ficar tão ligados a elas talvez seja a vontade de trazer para os dias de hoje  a marca de uma época que todos consideramos mais feliz. O tempo em que trabalhos manuais eram a única opção para as mulheres saírem de casa, se encontrarem e sonhar com um mundo mais justo e igualitário. Hoje temos toda a liberdade, mas continuamos lutando pelos mesmos objetivos, e como nos faz falta o romantismo daquela época…

Sunbonnet Sue 001 Pessoalmente, elas me trazem à memória os livros de Laura Ingalls Wilder, que contam a saga de sua família rumo ao oeste dos EUA, em busca de terras e melhores condições de sobrevivência. Esses livros me marcaram muito e as meninas eram sempre descritas com suas touca com abas que as protegiam do sol enquanto avançavam na conquista do Oeste. E à noite faziam quilts, com sobras e com roupas que não serviam mais, já que naquela época era muito difícil encontrar tecidos, mais ainda para quem não possuía recursos .

Para enriquecer o conhecimento sobre as adoráveis meninas, sugiro que consultem :Sunbonnet, que discorre sobre a criadora e as primeiras publicações sobre o assunto.

Tecidos - parte 2

 

Estou fazendo uma pesquisa sobre as lojas, aqui em Goiânia, que comercializam não só tecidos como também acessórios para patchwork. À medida que for conhecendo os produtos e a qualidade do atendimento, irei indicando.

Equilibrio Textil  tecido 1 O ideal é que a loja possua não só tecidos para confecção do topo do trabalho, mas também para o forro, manta acrílica de boa qualidade, cortadores, lâminas, réguas, tapetes, pés calcadores e demais acessórios para que não se precise deslocar a mais de um local para realizar as compras, sem falar no trânsito caótico que se tem que enfrentar.Há alguns anos atrás conheci uma loja, pequena, acolhedora e com atendentes simpáticas, pacientes e interessadas, o que convenhamos é receita para sucesso. Àquela época a variedade de tecidos não era muita, porém os donos souberam aproveitar o nicho que se abria e investiram com qualidade e bom gosto. Há uma grande variedade de tecidos nacionais e importados, o que é difícil se encontrar por aqui, acessórios e principalmente empatia e vontade de atender os desejos dos clientes. Quando é difícil se encontrar um produto, às vezes nos submetemos a um atendimento sem qualidade, porém se existem vários locais oferecendo o mesmo produto, então o bom atendimento é quem vai fazer a diferença.Quero deixar bem claro que não recebo nenhuma vantagem pecuniária para fazer essa indicação, é apenas um serviço de utilidade pública , para facilitar a vida de muita gente. Este local, que espero continue acolhedor e simpatico chama-se Equilíbrio Textil e fica na rua Santa Luzia nº 645, ali perto do Mercado de Campinas.

Patchwork da Mommy



...um lugar para se falar de patchwork, quilt, receitas culinárias,gatos, plantas e o que mais vier...

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