terça-feira, 27 de setembro de 2011

Obesidade infantil, uma questão de escolha…

 

É fato que a obesidade está atacando a humanidade. Quanto aos adultos não há muito o que possamos fazer, eles próprios é que devem tratar de sua reeducação alimentar. Cada um deve ser responsável por sua saúde e está claro que sobrepeso é um sinal que a saúde não vai muito bem. E por falar em responsabilidade, vou entrar no assunto que realmente me preocupa – a obesidade infantil – que vem a passos largos tomando conta de nossas crianças. E nesse caso os pais são totalmente responsáveis, já que criança não vai sozinha ao supermercado, à lanchonete da esquina e a outros lugares onde a comida saudável não faz muito sucesso. E os maus hábitos começam logo ao nascer, quando mães deixam de amamentar os bebês antes dos 6 meses e introduzem mamadeiras engrossadas ou saborizadas com as mais diversas farinhas. Mamar ao seio dá trabalho, o bebê cansa e após algum tempo seu cérebro sinaliza que está satisfeito. Na mamadeira a coisa é diferente, o esforço é menor, então ingere-se uma quantidade muito maior de alimento durante o mesmo período de tempo. E o bebê se acostuma, são assim formados os hábitos. Como aprendeu a ingerir açucar na mamadeira, provavelmente não vai sentir o doce sabor das frutas, que todas têm seu açucar natural. Acrescenta-se então açucar nas papinhas, quando não se desiste de dá-las ante as primeiras recusas. Daí para os refrigerantes é um pulo, é comum e ninguém se espanta ao ver bebês com mamadeiras cheias de refrigerante. Os pais aplaudem ante a “precocidade” de seu pimpolho. Todos provavelmente acima do peso.

Criança, porém, não nasce com um cardápio pendurado no pescoço. Ela vai aprender a comer imitando os adultos, principalmente os pais. Não adianta empurrar legumes no seu bebê, se você não os ingere. Mais cedo do que espera ele vai perceber isso e vai se recusar a comer. Vamos salvar nossas crianças alimentando-as de maneira saudável e natural, eliminando na medida do possível, conservantes, saborizantes, espessantes, corantes e tantos outros “antes”. Voltemos às raízes e ofereçamos alimentos orgânicos, sempre que possível crus ou cozidos ao vapor. Vamos deixá-los aprender a gostar do sabor de cada alimento, sem mascará-los com excessos de sal e açucar. Eles precisam crescer vendo o exemplo dentro de casa, o ritual de uma refeição é muito importante na formação da criança saudável. Lá fora ela será uma formadora de opinião e não uma absorvedora de maus hábitos alimentares.

Patchwork da Mommy



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