domingo, 23 de outubro de 2011

Mais uma sugestão para esvaziar a caixa de scraps

 

Embora pareça, às vezes,  que os retalhos são frutos de geração espontânea, tal a rapidez com que se reproduzem, demora um pouco até termos a quantidade necessária para nos aventurarmos a produzir uma colcha  de scraps.

Para uma colcha de patchwork nós adquirimos os tecidos de acordo com o projeto em mente e por medida de segurança sempre compramos alguns centímetros a mais.

Quando terminamos o trabalho, guardamos as sobras. De preferência bem dobrados e organizados e separados por tamanho. Conforme forem aumentando podem até ser selecionados por cores. Esses são os  “ scraps “, e diversas são as maneiras de aproveitá-los, mas penso que toda quilter tem imensa vontade de fazer uma colcha toda de scraps. É  gratificante a sensação de organizar, cortar e unir uma colcha toda utilizando apenas sobras de outros trabalhos. É a própria essência do patchwork, a volta aos tempos em que tecidos eram caros e muito difíceis de adquirir e precisavam ser aproveitados e reutilizados várias vezes. Não foi de uma hora para outra que consegui reunir retalhos suficientes para fazer meu primeiro  Scrap Quilt. O melhor é não se afobar, apenas ir guardando os retalhos. Demorei alguns anos, e quando comecei a cortar e emendar ainda não tinha o suficiente para o trabalho completo. Imaginei que à medida que os blocos fossem ficando prontos já haveriam mais retalhos me esperando. É um trabalho minucioso, que exige tempo e paciência, já que os retalhos em geral são pequenos e tem que haver uma certa sintonia entre eles.

De alguma forma as cores, texturas, estampas, devem fazer um elo de ligação entre um bloco e outro para que haja harmonia quando o trabalho estiver finalizado

Utilizei molduras e barras em tons de amarelo porque queria algo que remetesse à luz do sol. Esse trabalho foi como um tributo àqueles valentes pioneiros, de quem sou grande admiradora, não só pela coragem que tinham, como também pela fé em Deus, pela disposição de cair e levantar, viver em uma terra inóspita e mesmo assim não se deixar abater, seguindo sempre em frente, numa época que se costurava à mão. Imaginem o tempo que se gastava para fazer uma colcha.

Quando terminei e a estendi na cama me senti realizada, ficou luminosa e alegrou meu quarto, dando uma sensação de aconchego, de vida simples, ao lado de minha penteadeira restaurada ao estilo provençal. Foi um casamento perfeito.

Patchwork da Mommy



...um lugar para se falar de patchwork, quilt, receitas culinárias,gatos, plantas e o que mais vier...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...