segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

É tempo de retrospectiva…

 

Detesto desperdícios e sempre me pergunto quando vejo uma árvore carregada de frutos , por que ninguém gosta deles? Estarão estragados? Todos os dias vejo frutas se estragando no pé. Mamão, laranja, limão, banana, manga, acerola, pitanga e muitas outras.  Em casa não deixo que nenhuma se perca, congelo, faço doce, deixo desidratar, estou sempre buscando novos métodos de aproveitamento, acho um pecado que aqui no Brasil se perca tanto alimento e haja tantos famintos vivendo às custas das bolsas do governo, que afinal somos nós mesmos que financiamos.Não seria mais prático se cada um aprendesse a cultivar seu quintal ou jardim e se suprisse ao menos de frutas e verduras livres de venenos? Há certas coisas que vão além de minha parca compreensão. Sei que não vou mudar o mundo, mas me sinto grata a Deus por me ter dado iniciativa e coragem para fazer a minha parte.

Sempre vejo goiabeiras cheias de frutos, além dos que caem e apodrecem sob as copas.E doce de goiaba tem uma conotação toda especial para mim porque me faz reviver nitidamente a infância. Em casa se fazia doce conforme a safra da fruta que era guardado em latas para o resto do ano. O doce de goiaba era um caso à parte porque espirrava muito e eu tinha que usar uma blusa de mangas compridas para não me queimar. Lembro que era tão pequena que para alcançar o fogão minha mãe me colocava em cima da “lata de arroz”. Penso que ela não tinha medo que me queimasse , e eu ficava ali, colher de pau na mão mexendo tachos de doce, e como demorava para dar o ponto, àlgumas vezes era ponto de colher, outras ponto de cortar (mais demorado ainda). E não era só um dia não, era todo dia até acabarem as goiabas. Depois vinham as laranjas da terra, que demorava vários dias curtindo, e bananas, mamão verde, cidra (acho que ninguém mais come doce de cidra). O interessante é que se comia doce todo dia e todo mundo era magro. Atualmente esse hábito acabou e a obesidade virou epidemia.

Saí cedo para caminhar e não resisti a tanta goiaba desperdiçada, levei uma sacolinha vazia e trouxe cheia. Todas colhidas no pé , maduras no ponto de fazer doce. Pus mãos à obra, cozinhei na panela de pressão por 5’, peneirei e levei ao fogo com pouco açucar e esperei dar o tal do ponto, que no meu caso queria de colher. Quando deu o ponto, acrescentei o suco de um limão cravo, que dá um cor linda ao doce.

As goiabas eram amarelas, mas o doce ficou bem rosado. No dia seguinte fiz um rocambole para a sobremesa. Bem simples, com bastante recheio e açucar e canela polvilhado por cima. Ficou com muito gosto de antigamente, de saudade, de infância.

Ingredientes do rocambole

6 ovos

6 colheres de açucar

6 colheres de farinha de trigo para bolos

1 colher de raspas de laranja e limão

1 colherinha de extrato de baunilha.

Bati as claras em neve firme, juntei as gemas , as raspas e a baunilha, depois o açucar e bati até dissolvê-lo. Acrescentei a farinha de trigo em chuveirinho, mexendo com um fouet, delicadamente só para incorporar. Assei em forma para rocambole (aquelas bem baixinhas) de 45 x 35 cm, bem untada, forrada com papel manteiga também untado. Foram exatos 10’ de forno a 180°. Desenformei  sobre papel alumínio polvilhado com açucar de confeiteiro,, aparei todas as bordas, o que facilita para enrolar e evita que o bolo se quebre. Espalhei uma generosa camada de doce de goiaba e enrolei imediatamente, com auxílio do papel alumínio. Polvilhei açucar e canela só para aromatizar ainda mais.

Patchwork da Mommy



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