terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Férias…

 

 

 

GAto-lendo-livro

Vou descansar um pouco mas levo todos vocês no meu coração. Certamente aproveitarei para descobrir novidades e mais dicas para dividir com todos. Adoro isso de compartilhar o que aprendo.

Beijos e aproveitem as festas com muito juízo!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal e outras coisas mais…

 

O Natal sempre foi uma data muito importante para mim. Mal entrava o mês de dezembro e meu pai começava a fazer listas de compras e preparativos. E cartas ao Papai Noel com a consequente ansiedade da espera pelos presentes.

E idas ao bosque para cortar a árvore de Natal, só depois vieram as compradas prontas. E montar o presépio e as estórias da viagem da Sagrada Família à Belém e  que eram repetidas à exsustão todas as noites após o jantar…

Os anos se passaram e o mesmo sentimento continua a me embalar. Estaria mentindo se dissesse que o entusiasmo é o mesmo, nada resiste ao tempo. Não tenho mais junto a mim muitas pessoas queridas que antes faziam parte de minha festa.
Estão hoje comemorando o Natal junto ao Senhor. Certamente um dia voltarei a viver novamente essa data nos braços deles.  Como sei que não gostariam de me ver triste, levanto a cabeça e tento não chorar de saudades.

Enfeito a casa, faço os bolos que meu pai gostava, as rabanadas, panetone, doces de frutas e monto meu mini-presépio, prometendo a mim mesma que no próximo ano terei um maior que eu mesma pintarei.

Tudo a seu tempo!  Trago em mim a certeza que nada acontece sem a vontade do Pai, a mim me resta agradecer o que tenho, mesmo sem saber se mereço tanto.  Fecho os olhos e vejo a família maravilhosa que formei, os amigos que angariei pela estrada da vida e que são tantos e a cada dia mais se juntam a me dar as mãos com confiança e amor.

Escolhi para ilustrar o post de hoje, um prato que pintei há muitos anos e que só tiro do armário na época do Natal.  Até hoje posso sentir a emoção de cada traço e pincelada por isso me é tão caro. Em mim soam mais fortes sempre os sentimentos e não os valores materiais.

Não poderia deixar passar essa data sem desejar a todos os meus queridos amigos muito amor e paz.

Que todos se lembrem do aniversariante de hoje ao menos por alguns momentos e agradeçam a Ele a graça da vida.

Deus abençoe a todos, queridos amigos!

E como ninguém é de ferro, vai uma rabanada aí?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Panetone - a receita

 

Como disse no post anterior, essa receita adaptei do Chef Álvaro Rodrigues.  Fiz algumas modificações para ficar mais ao meu gosto e também porque adoro dar pitacos.

1ª parte

Ingredientes

250 g de farinha de trigo para pães

2 ovos orgânicos

2 colheres de açucar cristal orgânico

2 1/2 colheres de fermento seco instantâneo

150 ml de leite integral

Misturar a farinha, o fermento e o açucar em uma tigela, acrescentar os outros ingredientes e mexer até ficar bem agregado. Cobrir a tigela com um saco plástico e descansar por 20’.

2ª parte

Ingredientes

500 g de farinha de trigo para pães

150 g de manteiga sem sal

100 g de açucar cristal orgânico

3 gemas

1 ovo inteiro (clara e gema)

2 colheres de mel de abelhas

1 colher, das de sobremesa, de extrato de baunilha

1/4 de xícara de óleo de milho

1 pitada de sal

1 colher de extrato de amêndoas

1 colher de raspas de limão

1 colher, das de chá, de canela em pó

1 colher, das de chá, de pimenta da jamaica em pó.

Usei a MFP, coloquei todos os ingredientes, escolhi a função massa e acrescentei  a parte com o fermento. . Terminado o ciclo, coloquei em uma tigela grande e cobri com plástico para crescer por 2 horas.

3ª parte

Ingredientes do recheio

250 g de chocolate meio amargo em pedaços ( gosto de pedaços irregulares e não muito pequenos para que não desapareçam após assar)

150 g de nozes picadas

150 g de amêndoas picadas

150 g de castanhas do Pará picadas

250 g de passas escuras sem sementes.

Misturar as castanhas e polvilhar farinha de trigo nas passas. Dividir a massa em 2 partes e trabalhar cada uma separadamente. Abrir levemente com as mãos colocar o recheio em ambos os lados, enrolar e colocar na forma própria. Pincelar com clara e salpicar castanhas.  Dexar crescer por 1 h. Antes de levar ao forno fazer um corte em cruz e colocar meia colher de manteiga  no meio, de modo que penetre na massa. Colocar as formas em um tabuleiro.

Forno quente nos primeiros 10’. Depois reduzir a 150° e deixar por cerca de mais 1h.  Quando estiver bem dourado, tirar do forno e deixar esfriar sobre uma grade por 24 h.

Nota-  Guardo minhas passas em um vidro grande onde acrescento conhaque, vodka ou vinho madeira e fecho bem. Quando vou usar elas estão macias e hidratadas. Retiro o que necessito e coloco mais passas, assim sempre tenho as passas prontas para qualquer receita de última hora.

Jogo americano de scraps

 

Não queria terminar o ano sem fazer ao menos mais um projeto de aproveitamento dos pedacinhos de tecidos que sobraram de outros. Cheguei à conclusão que não adianta querer fazer um  trabalho muito grande e demorado para aproveitar is “sobrantes”, como é o caso de uma colcha que fiz para minha cama, porque os pedacinhos acabam e tem que se esperar juntar mais, o que termina por desmotivar-nos. Pelo menos por hora não pretendo fazer grandes estoques de retalhos e nem ficar guardando-os por muito tempo. Farei então pequenos projetos, só para aproveitá-los e recordar técnicas que a gente aprende e depois deixa de lado.

Flauteando pela net encontrei esse vídeo do Marinaldo Ferreira, a quem agradeço a presteza com que atendeu meu pedido de reproduzir e publicar seu trabalho.  Bom, claro que foi amor à primeira vista. Tratei logo de fazer, nem selecionei os tecidos, abri uma caixa e fui pegando os que tinham o tamanho necessário e não parei enquanto não ficou pronto. Agora falta colocar o forro e quiltar, o que vou deixar para o ano que vem, já que o mundo pode acabar na próxima semana e eu ainda nem escolhi a roupa que vou vestir e nem a cor do esmalte das unhas.

O nome dessa técnica é  “Tessellating Crosses” e apesar de parecer complicada devido ao maravilhoso efeito final, na realidade é muito simples de fazer e o Marinaldo explica muito bem. Pode parecer sem importância, mas o entusiasmo com que a pessoa transmite seus conhecimentos  influencia e muito a percepção de quem está aprendendo. É por isso que adoro gente entusiamada.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Panetone

 

Pode ser uma coisa meio estranha partindo de mim, dizer que não gosto de panetone, mas é verdade.  Como alguém que adora fazer e comer pães pode não gostar de panetone que já se tornou uma mania nacional e é encontrado em qualquer padaria da esquina? No mês de novembro já se escontra panetone nas prateleiras e se estende janeiro a dentro a oferta deles. Talvez seja por isso mesmo. Quando era pequena, panetone era uma iguaria para se degustar no Natal, era algo tido como especial, e geralmente era uma massa seca e sem muito sabor. Quase ninguém gostava.

De uns anos para cá as receitas foram sendo modificadas e modernizadas e o panetone passou a fazer parte de todas as mesas, o que acho muito democrático, mas que nem por isso muda minha maneira de pensar a respeito dos panetones industrializados.

Começo não gostanto do cheiro e todos que me conhecem sabem o quanto aromas são importantes para mim. Detesto cheiro de panetone, é uma essência artificial e enjoativa e ainda exageram na medida o que só piora tudo.

Depois, não se usa mais cada padaria fazer sua massa personalizada, imprimindo sua marca. Não, as massas agora vêm semi-prontas e em grandes sacos são adquiridos por todas as panificadoras, que só acrescentam os ingredientes essenciais, assam e está feito. Os custos ficam bastante diminuidos e  em uma época que os sentidos ficaram embotados, o que mais importa é o preço barato.

Há anos atrás, muitos anos, aprendi com o  Chef Álvaro Rodrigues, uma receita de panetone que me agradou, fiz umas pequenas modificações, trocando a essência de panetone por extrato de amêndoas e dispensando a cobertura de glacê, que não gosto muito.

Não ponho frutas cristalizadas, a não ser que eu mesma as tenha feito, a maioria das compradas já cortadinhas têm gosto de bala de goma. Como esse ano não fiz doce cristalizado, recheei o panetone com uvas passas escuras, castanhas do Pará, nozes, amêndoas  e chocolate. O sabor ficou excelente e o aroma também.  A textura nem se fala, macia e aerada na medida certa.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Maratona na cozinha

 

De muito bom grado concordo com os arquitetos contemporâneos quando afirmam que a cozinha é o coração da casa. Esse conceito não é novidade, data de sempre. Em todas as civilizações o ato de alimentar sempre foi tido como primordial pois dele depende a sobrevivência. Considero o ato de cozinhar como uma oração de agradecimento ao Ser Supremo que nos concede a  cada dia a possibilidade de continuar vivendo e nos alimentando das dádivas que Ele nos concede. É algo um tanto ou quanto celestial que me aviva os sentimentos de paz, esperança, bondade e alegria.

Preparar alimentos é sempre motivo de muita alegria para mim. Esqueço o mundo lá fora. Aquela profusão de sabores, texturas, aromas que desfilam ali à minha frente prontos para serem combinados e transformados me encanta.   Sinto-me uma verdadeira alquimista, a toda poderosa que reina soberana tendo a sua disposição um verdadeiro tesouro que são os ingredientes.  Tomo entre as mãos uma simples batata, que veio de sob a terra e a torno um delicioso prato de nhoque, que além de tudo, dizem, dá sorte.

Cozinhar para mim tem ainda outro significado. O sentido verdadeiro de ser mãe, aquela que alimenta o filho desde o momento do nascimento, quando o aconchega ao seio para que sacie sua fome com o leite morno que se multiplica como os pães e peixes na Bíblia. Quanto mais o bebê mama, mais leite é produzido, um sinal que Deus está ali presente. E então um belo dia ele passa a necessitar de outros alimentos, quem melhor que a mãe para prepará-los com segurança?  As mães tendem a ser superprotetoras em todos os sentidos, mas na alimentação batem recorde. Talvez seja alguma coisa atávica, oriunda do chamado subconsciente coletivo e que data de remotas eras quando a fome rondava as habitações e a principal preocupação era proteger suas crias da inanição.

Ainda naqueles tempos a cozinha era importante porque era lá que ficava o fogão, única fonte de luz e calor e onde todos se reuniam para se proteger nas longas noites de inverno.

Não sei porque trago tudo isso dentro de mim, talvez seja apenas um escudo atrás do qual me escondo tentando justificar esse amor à cozinha. Talvez seja oriundo do sangue português e italiano de meus antepassados que nunca se envergonharam de preparar seus próprios alimentos. Não trago em mim aquela  concepção que cozinha é algo para subalternos e gente da senzala, mesmo porque cozinhar não é para todos. É para quem nasceu abençoado com o dom da alquimia, mas que ao invés de transformar qualquer metal em ouro, transforma ingredientes simples e banais em iguarias dignas do paladar de deuses.

E já que amo cozinhar e nunca vou conseguir romper com esse amor, passei o domingo inteirinho na cozinha. Comecei com os biscoitos de chocolate e terminei com vários bolos, não sem antes passar por panetone, pão, torta de carne e sorvete de morango.  Foi maravilhoso, esqueci da vida e do tempo, um verdadeiro mergulho em um mundo que temo nem seja real tanto se assemelha com o paraíso.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Biscoitos de chocolate

 

Todo mundo já ouviu falar da tradição de deixar um prato de biscoitos e um copo de leite para Papai Noel, debaixo da árvore  no dia de Natal. Supõe-se que o velhinho com tanto trabalho a fazer em uma só noite, não tenha tempo para fazer uma refeição. Os biscoitos e o leite então vêm bem a calhar.  Geralmente tem a forma de bonecos de neve, pinheiros natalinos, cometas etc, figuras que lembram o natal. E levam gengibre e outras especiarias.  Penso que esses ingredientes são indispensáveis devido ao clima frio no hemisfério norte, origem da tradição.

Nós aqui nos trópicos apenas nos limitamos a copiar, isto é, nem sempre, já há muitas idéias bem originais e que ressaltam a utilização de nossas frutas nas preparações.

Como muita gente, eu também faço biscoitos no Natal.  A cada ano tento variar a receita e acrescento um sabor novo. Este ano resolvi inovar mesmo,  fiz biscoitos de chocolate e ao invés de usar os cortadores tradicionais, os fiz em forma de estrela. Chocolate é sempre bom, com leite combina perfeitamente, acho que meu Noel vai gostar.

É uma receita bem simples, nunca dá errado e se fechado em uma lata dura vários dias, desde que não  se receba visitas no período.

Ingredientes

200 g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente

2 xícaras de açucar mascavo orgânico

3 xícaras de farinha de trigo peneirada

4 colheres de chocolate em pó, usei 50% cacau

3 colheres de água

2 colheres, das de chá, de extrato de baunilha

1 pitada de sal

2 colheres, das de chá, de fermento químico.

Misturar os ingredientes e amassar com as mãos. Deve ficar uma massa lisa e que solte das mãos, se necessário acrescente masi 1 ou 2 colheres de água.

Fazer uma bola com a massa, achatar, colocar em um saco plástico e levar à geladeira por algumas horas. Fica mais fácil trabalhar com a massa gelada pois a manteiga fica sólida. Abrir a massa aos poucos, em superfície polvilhada, na espessura de 0,5 cm. Cortar, colocar em forma forrada com papel manteiga e levar novamente à geladeira até terminar de abrir toda a massa.  Forno preaquecido  a 150° por cerca de 15’.  Tire da geladeira e leve diretamente ao forno, fica mais crocante. Ao tirar do forno deixe esfriar sobre uma grade para que não amoleçam.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Sunbonnet na praia

 

Consegui terminar  de bordar as Sunbonnets. Aquelas mais coloridas. Tenho a mania nada salutar aliás,  de começar vários projetos ao mesmo tempo ou então começar o segundo antes de terminar o primeiro e por aí adiante.  Parece que minha mente não consegue se acomodar ou é a destreza das mãos que já não é lá essas coisas e perde a corrida.  Esses quadros bordados à mão, faço sempre à noite enquanto assisto meus seriados preferidos. Sou uma “seriemaníaca” mas não me concedo o privilégio de assistir tv de mãos abanando. Completam-se quadros de 2 colchas de Sunbonnets para serem montadas, o que só será feito no ano que vem.

Faltam os adereços ainda, quando termino de bordar, gosto de lavar e passar e só então finalizo com as rendinhas, botões e outros detalhes que proporcionar mais encanto ao trabalho.

Como não poderia deixar de ser, já tenho outra série montado e no ponto de começar a bordar. Também será no ano que vem.  Tenho um prazer enorme em falar que só vou fazer determinada coisa no “ano que vem”, parece que vai demorar a chegar e que terei um longo período de ócio.  Aquela coisa de enganar a si próprio. De qualquer maneira pretendo fazer uma pausa nesse fim e começo de ano, vou hibernar. Não sei se vou conseguir, mas vou tentar desacelerar um pouco, não digo a mente que essa não desliga nunca, mas pelo menos o corpo está merecendo uma pausa.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Pão com sabor do Mediterrâneo

 

Fiquei por muitos dias acalentando a idéia de fazer esse pão. Imaginava quais ervas utilizaria e quando as combinava em minha mente chegava a sentir o aroma e o sabor que teriam.  Era preciso algo que transformasse uma simples massa de pão em algo sublime e consegui.

Sei que muita gente não gosta de queijo parmesão, mas nessa receita acho imprescindível o seu uso, não só pela textura, mas porque também acentua o sabor das ervas. Não é recomendável comprar o queijo parmesão já ralado, o ideal é adquirir um pedaço, guardar embrulhado em um papel e ralar na hora de usar.

Usei ervas frescas porque tenho em minha horta, no caso de utilizar ervas desidratadas deve-se reduzir pela metade a quantidade. Depois de cortar as azeitonas deve-se deixá-las escorrer em um papel toalha e depois polvilhar com farinha de trigo. Prefiro azeitonas pretas, mas creio que as verdes não destoariam com as ervas.

Como sou uma adoradora de pães, considero-me suspeita para dar opinião sobre minhas invenções, mas esse pão vale a pena fazer.  Já na hora em que estava assando um delicioso perfume de ervas se espalhou  pelo ambiente. A aparência também me encantou e o sabor superou minhas expectativas. Sem falar na textura com casca firme e miolo macio  e muito saboroso.

Ingredientes

350 ml de água

100 ml de azeite de oliva

2 colheres, das de chá, de sal marinho

1 colher de açucar mascavo orgânico

2 colheres de leite em pó integral

1 colher, das de chá, de erva-doce

2 colheres, das de chá, de orégano fresco

50 g de queijo parmesão ralado em filetes.

1 colher de alecrim fresco picado

650 g de farinha de trigo para pães

2 colheres, das de chá, de fermento seco instantâneo

Se for utilizar a MFP, selecionar o ciclo massa. Depois de levedada, colocar a massa na bancada , incorporar 100g de azeitonas pretas picadas e 100 g de queijo parmesão filetado.  Modelar , deixar descansar e antes de levar ao forno pincelar com ovo batido  e polvilhar queijo filetado generosamente. O forno deverá estar bem quente nos primeiros 10’, depois reduzir e esperar assar bem.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Tapete de patchwork para caneca

 

Adoro novas idéias,  principalmente as que considero úteis. Sempre que encontro alguma invenção que me chama a atenção trato logo de testar e se der certo, divido.  Sou fã de canecas, lembram minha infância. Até algum tempo atrás eu imaginava que a infância era o melhor período na vida de qualquer pessoa, até que comecei a perceber que, com raras exceções,  as pessoas que alcançam sucesso descrevem suas infâncias como um mar de pobreza e sofrimentos. Pessoas que tiveram infância comum, feliz, cheia de brincadeiras, pé no chão, subindo em árvores, pulando corda, devem fatalmente ser destinadas à mediocridade segundo a mente deturpada de alguns.

Como certamente vim de algum outro planeta, todas as fases de minha vida foram formadas de momentos alegres, tristes, felizes, menos felizes, com ganhos e também com perdas. Sem essa temperança não saberia dar o valor correto a cada momento vivido. E tendo sido agraciada com uma memória muito seletiva e decididamente fraca para momentos ruins, só me lembro dos bons.

Caneca de leite quente com chocolate é o máximo para mim, não consigo ir para a cama sem ela. Essa foi uma das razões de achar tão interessante     esse trabalho. Imediatamente abri minha scrap box e separei alguns tecidos . Muito simples de fazer. O tutorial está  aqui.

Fiz esse com tecido natalino e outros com  pedacinhos de tecidos que tinha guardados. É muito bom para se aproveitar aquelas sobrinhas e excelente para presentear aqueles amigos que também não passam sem uma caneca de leite antes de dormir, ou ao levantar ou qualquer hora.

Para dar maior volume fiz um quilt seguindo as pétalas da flor e ao redor da gatinha fofucha.

Já utilizei e aprovei. Possuo várias canecas e nenhuma tem pires então esse tapetinho veio mesmo a calhar.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pão caracol com alho e queijo

 

Adoro temperos, especiarias, ervas, condimentos e tudo que acrescenta sabor aos alimentos, mas entre meus super preferidos está o alho. Não consigo entender gente que não gosta de cheiro de alho. Principalmente quando recém-colhido, ainda úmido e mesclado com o aroma da terra. É, também já plantei alho e vou voltar a plantar, estou reorganizando minha horta,  deixei a terra descansando por uma estação, coloquei a compostagem e já semeei rúcula, espinafre, couve, tomate, coentro, salsa graúda e crespa, cebolinha e ciboulette. E também algumas flores comestíveis, gosto muito de flores na salada. O hortelã que estava raquítico, resolveu crescer e já está quase tomando conta de um canteiro.

Voltando ao alho, gosto muito de acrescentá-lo quando estou preparando algumas massas. Na massa de pizza, acho indispensável, essa é minha preferida, além de acentuar o sabor do recheio, torna a própria massa mais apetirosa. Queijo é um dos recheios que, entendo eu, faz par perfeito com o alho, e como não custa nada experimentar, fiz a massa com alho  e o recheio com queijo e creme de leite. Quem provou disse que gostou.

Ingredientes

200 ml de iogurte integral

200 ml de leite integral

1 ovo orgânico

1 colher de açucar cristal orgânico

2 colheres, das de chá, de sal marinho.

1 colher de alho bem espremido ou amassado no almofariz.

1 colher de alecrim fresco picado

3 colheres de azeite de oliva

700 g de farinha de trigo para pães

3 colheres, das de chá, de fermento seco instantâneo..

Fazer a massa da maneira habitual, deixar levedar, abrir em formato de retângulo, espalhar o recheio  uniformemente e enrolar como rocambole apertando ligeiramente para o recheio ficar agregado à massa. Cortar em fatias de cerca de 2cm e arrumar em uma forma untada e forrada com papel manteiga também untado e enfarinhado.  Crescer mais 50’, polvilhar gergelim e linhaça antes de levar ao forno.

Recheio

200 g de creme de leite de caixinha

150 g de queijo ralado, prefiro o parmesão, mas pode ser o  Minas meia cura.

1 colher de orégano fresco picado

1 colher de manjerona fresca picada.

Misturar bem todos os ingredientes e deixar na geladeira para firmar até a hora de utilizar.

Não desenforme imediatamente ao tirar do forno, pode quebrar o pão. Deixe a forma sobre uma grade e quando tiver morno desenforme.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Bolo de cenoura com calda de manga

 

bolo de cenoura com calda de manga .

Já falei muito sobre o encanto de viver as estações na época certa. Não é saudosismo apenas, mas qual é a graça de se esperar pelo tempo de morangos, de há morangos o ano inteiro nas gôndolas dos empórios?  E mangas então, há manga todo dia, assim como carambolas, goiabas etc. O sabor é que não é o mesmo. Há muita diferença entre elas e as frutas resultantes de flores polinizadas naturalmente por abelhas nativas e colhidas na época certa. Certamente receberam sol e chuva na quantidade necessária, foram adubadas naturalmente pelas folhas que caíram e cumpriram seu ciclo voltando ao solo.

Como agora é época de manga estou aproveitando para testar algumas receitas.  Dessa vez fiz uma calda para servir com bolo ou sorvete. Para acompanhar,  um bolinho de cenoura simples com cobertura de chocolate. O chocolate 50% cacau tinha acabado, então usei cacau orgânico.

Ingredientes

2 mangas grandes cortadas em cubinhos

2 colheres de açúcar cristal orgânico

1 colher de manteiga sem sal.

Em uma frigideira com anti-aderente derreta a manteiga e acrescente o açucar, mexa até derreter o açucar. Junte então a manga, reduza o fogo e deixe cozinhar lentamente. Evite mexer para não desmanchar os cubinhos. Depois que tirei do fogo acrescentei umas raspinhas de limão.

Iogurte com geléia de manga

 

Não gosto de coisas diet ou ligth porque sei que no lugar da substância que suprimem ou reduzem sempre acrescentam outra para equilibrar e essa outra pode ser tão ou mais nociva.  No chocolate diet tiram o açucar e acrescentam mais gordura, no refrigerante acrescentam mais sódio e por aí afora.  Assim acho preferível comer menor quantidade  de coisas saudáveis e naturais que sei não contém produtos químicos, conservantes, acidulantes, corantes e outras espécies incompreensíveis ao ser humano normal. E também não vejo essas pessoas que comem tudo diet ficarem mais magras ou saudáveis.

Sou, porém, a favor da temperança, comer o que tiver vontade em quantidades razoáveis. Pessoalmente excluo ao máximo os industrializados, margarinas, sucos em caixinha, pratos semi-prontos, bolo de caixinha, miojo e outros do gênero porque sei que contém muita gordura e sódio, o que é até certo ponto compreensível pois vão ficar nas prateleiras por algum tempo até serem comprados e consumidos. Diferentemente, um alimento preparado em casa, que não leva conservante, sal ou açucar em excesso deve ser consumido logo. O açucar é tratado atualmente como um inimigo, no meu entender não é, mas deve ser usado com parcimônia e de preferência os orgânicos.

Como as mangas estão bem madura e doces tive a idéia de experimentar fazer uma geléia com o mínimo de açucar possível, o suficiente apenas para adoçar.

Escolhi as mais maduras, depois de descascadas e picadas, bati no liquidificador sem acrescentar nenhum líquido.  Coloquei em uma panela de inox, levei ao fogo bem brando e deixei que fosse encorpando lentamente. Vez por outra provava para sentir se estava ficando como imaginara. Quando vi que quase todo o líquido evaporara acrescentei então um bago de cardamomo e uma pequena quantidade de açucar cristal orgânico.  Depois de alguns minutos provei e acrescentei mais um pouco. Ficou do meu gosto, levemente adoçado e realçando o sabor da fruta.

Como o iogurte já estava pronto, servi com ele. Não ponho açucar no iogurte, tempero apenas com frutas ou geléias caseiras. O iogurte que se faz em casa não tem acidez e eu não gosto de coisas muito doces. Ficou perfeito.

Ingredientes

1 kg de mangas bem maduras ( usei a rosa que é a que tenho no quintal)

100g de açucar cristal orgânico

1 bago de cardamomo ( opcional).

Amanhã vou experimentar no pão.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sampler - parte central

 

A parte central do Sampler está terminada. Uni os primeiros 12 blocos com quadros do tecido que escolhi para fazer o fundo. Fiz esses modelos, mas poderia ter feito outros, já que um sampler é um mostruário, o objetivo é não nos deixar esquecer os mais diversos blocos e como são confeccionados. Nessa primeira etapa optei pelos que considero bem tradicionais.

Depois de unir os blocos e fotografar, percebi que se colocasse uma moldura do mesmo tecido do fundo, daria um aspecto mais “clean” ao projeto, pois destacaria mais os blocos.

Primeiramente cortei uma tira do tecido, coloquei junto à peça e fotografei para ver se realmente o efeito seria o desejado. Como gostei, cortei as outras e uni. Pelas fotos dá para perceber  que uma simples moldura muda o trabalho, proporcionado mais beleza .

Gosto de fotografar cada passo do trabalho justamente para adaptar pequenas mudanças e verificar o resultado.

domingo, 11 de novembro de 2012

Pão doce de canela e passas

 

Para falar a verdade não sou muito fã de pães doces, na maioria das vezes deixa-me enjoada. Porém, vez por outra é necessário dar uma variada na vida para fugir da monotonia, com comidas ocorre o mesmo. Faço sempre em quantidade menor ou modelo de formas diversas e congelo uma porção para um dia de preguiça.  Para o recheio fiz um creme com manteiga sem sal, açúcar cristal e canela. Depois de aberta a massa em forma de retângulo, espalhei uma generosa camada do creme e por cima passas escuras sem sementes. Enrolei firmemente, como rocambole e cortei fatias com cerca de 2cm de espessura.  Esse tipo de pão gosto de assar em forma untada e forrada com papel manteiga, também untado no fundo, para facilitar na hora de desenformar e evitar que as passas que escaparem na parte de baixo, queimem.

Ingredientes

6 xícaras de farinha de trigo para pães

2 ovos

100 ml de óleo

450 ml de água fria

2 colheres de leite em pó integral

3/4 de xícara de açúcar cristal

1 1/2 colher, das de chá, de sal marinho

4 colheres, das de chá, de fermento seco instantâneo.

A massa pode ser feita à mão ou na MFP, da maneira usual. Depois de crescida, abrir a massa e empregar o recheio.

Ingredientes do recheio

150 g de manteiga sem sal

1/2 xícara de açúcar cristal

2 colheres de canela em pó de boa qualidade

150 g de passas escuras sem sementes, previamente hidratadas.

Misturar a manteiga com o açúcar e a canela até formar um creme. Depois de modelada deixar crescer novamente, pincelar com um clara e polvilhar açucar cristalizado. Assar da maneira habitual.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pão delicioso para lanche

 

Esse é um daqueles pães que faço nos dias em que estou meio sem idéia e no entanto com muita vontade de fazer alguma coisa gostosa. Aí vou inventando na hora, o que, diga-se de passagem não é meu estilo, sou daquelas que gosta de planejar tudo com antecedência. Verifico os ingredientes, providencio a compra do que falta ou mudo de idéia se falta muita coisa e passo prá outra receita.

Mas era uma tarde particularmente preguiçosa, não queria sair para comprar nada e nem quebrar a cabeça inventando algo. Só curtir a chuva e um café.

Fiz então uma massa básica, para ser mais exata , esta aqui e enquanto levedava cuidei do recheio.

Abri a massa, não muito fina para não rasgar. Com as costas de uma colher passei uma camada leve de manteiga e espalhei fatias de presunto sem capa de gordura. Por cima cobri com queijo muçarela também fatiado e polvilhei orégano e tomilho. Enrolei como rocambole, passei clara nas bordas para que ficasse bem fechadas e deixei crescer mais 40’. Pincelei então com um ovo misturado com uma colher, das de chá, de azeite e polvilhei gergelim. Levei a assar como de costume.

É proibido cortar pão recheado ainda quente, pois mesmo fora do forno ele continua assando e acomodando os recheios, portanto nada de ansiedade, espere o pão esfriar.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Bolo Zebra

 

Todo mundo gosta de novidades, coisas diferentes e criativas. E que principalmente chamem a atenção das crianças em geral. Dos adultos também, porém eles são mais contidos e quase sempre deixam de demonstrar essa curiosidade pelo que é novo.

A primeira vez que vi um Bolo Zebra me encantei e corri logo a fazer, decepcionei-me porque o resultado não foi o esperado. Acho que coloquei muitas expectativas.  Isso já faz algum tempo, bastante tempo, aliás. Nunca mais tentei a receita.  Um dia desses dando uma geral na parte de minha estante destinada à culinária, me deparei com um apanhado de receitas presas com um clips e com um post it “ receitas para testar”.  Nunca publico uma receita sem antes testar.  Entre elas estava uma receita de Bolo Zebra, resolvi então dar nova oportunidade a ele.bolo zebra 012

Esse bolo nada mais é do que uma variação mais criativa do tradicional bolo Mármore. Eu queria que o meu ficasse preto e branco como uma zebra que se preze, vi porém que seria impossível obter o preto sem corante e meus ovos tem a gema muito amarela. Fiz então uma zebra marrom e amarela. É um bolo de massa mais firme, caso contrário não se consegue o efeito das listras.

A forma deve ser baixa e sem furo no meio, untada e enfarinhada.

Ingredientes

4 ovos

1 xícara de açucar cristal

1 xícara de leite

1 xícara de óleo

2 xícaras de farinha de trigo para bolos

1/2 colher de raspas de laranja

1 colher de fermento químico em pó

1 colher, das de chá, de bicarbonato de sódio

1/2 xícara de chocolate 50% cacau

2 colheres de cacau em pó.

Peneirar juntos a farinha de trigo, o fermento e o bicarbonato e reservar.

Bater os ovos com o açúcar até o ponto de creme. Adicionar  o óleo mexendo delicadamente.  Acrescentar a farinha aos poucos, alternando com o leite e por fim as raspas de laranja. Dividir a massa em 2 partes iguais e em uma delas acrescentar o chocolate e o cacau, misturando até ficar homogêneo.  Use uma colher de servir para montar o bolo. Comece colocando uma colherada de massa branca bem no meio da forma. Por cima, uma de massa de chocolate e vá alternando. Deixe que a massa se espalhe sozinha, aos poucos ela irá preenchendo toda a forma. Forno preaquecido a 180 graus, por cerca de 40’.

Fiz uma cobertura de chocolate.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sampler - Lady of the lake

 

Este é um dos blocos que mais aprecio e embora seja meio trabalhoso, por causa dos muitos triângulos, vale a pena fazer. Pelo menos para mim é indispensável em um projeto de mostruário um bloco tão criativo. No começo é um pouco difícil acertar os cantos dos triângulos, mas depois vem a prática e tudo fica mais fácil.

 

Quando começamos a treinar uma técnica é bom persistirmos nela até adquirirmos bastante prática, só assim chegaremos a executar um trabalho perfeito.  Se escolhermos triângulos, então é conveniente fazer todos os blocos que utilizam triângulos e só depois passar para a técnica seguinte.

Seguindo esse preceito, após o Lady of the lake, parti para um bloco de nome Mosaico antigo e que de fato nos faz lembrar aqueles belos painéis de mosaicos que vemos em fotos de ambientes antigos preservados.

domingo, 4 de novembro de 2012

Sampler

 

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UmSampler nada mais é que um mostruário. Não sei quando surgiu o hábito de fazê-los, mas sei que existem desde tempos bem remotos. Creio que era uma forma simplificada de se transmitir ensinamentos. Um precursor dos livros. Imagino quão curta era a expectativa de vida naquele tempo e como era difícil realizar um trabalho, não só pela escassez de materiais como por desconhecimento de técnicas. Tudo era inventado na hora, pelo rudimentar método da experimentação. Nada mais lógico então que iniciar um trabalho que seria terminado por outra  pessoa. Quando por fim concluíam certamente davam pulos de alegria e expunham para que outros pudessem copiar sem passar pelas mesmas dificuldades e demora. Pronto, estava inventado o Sampler”.

Como o primeiro bordado que se teve notícia foi o ponto-cruz feito nas vestes dos povos pré-históricos, utilizando-se agulhas de osso, os primeiros mostruários a surgir devem ter sido os que utilizavam esse ponto. Depois de inventados os primeiros, deve ter sido mais fácil criar e colecionar modelos para se guardar e passar aos descendentes.  Uma forma de herança, recebida e guardada com respeito por muitas gerações. Aqueles pioneiros que vieram da Europa para habitar o Novo Mundo, certamente trouxeram entre seus poucos pertences alguns mostruários de bordados e outros trabalhos manuais e  foram eles que deram origem à divulgação de tão belos trabalhos.

Penso que todos deveriam produzir um “Sampler, pois apesar de toda a tecnologia que hoje temos a nosso dispor, tocar em uma peça feita por ancestrais não tem preço.

Utilizando os retalhinhos de minhas caixas iniciarei então meu primeiro “Sampler”. Espero que seja apenas o começo e muitos  nasçam depois na esteira desse pioneiro.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Retalhos - mais blocos

 

 

Continuando com o projeto do Sampler, mais dois blocos estão prontos, o Card tricks , que acho muito lindo e dá-nos a impressão de movimento. A vantagem é que pode-se aproveitar pedaços pequenos de tecidos, basta que combinem entre si, usei um fundo neutro e claro para destacar mais o motivo.

Para dar um toque alegre e imprimir um ar  de simplicidade , fiz uma variação dos chamados Four patch, assim denominados por serem feitos de quatro pedaços ou patchs.

Usei tecidinhos de estampa leves e que remetem ao campo, lembrando frescor e alegria, com o vermelho para tornar mais vívida ainda essa impressão.

Estou escolhendo modelinhos bem básicos no patchwork e que até tenho a impressão estão sendo meio que desprezados pelos artistas da atualidade que procuram dar a seus trabalhos um toque maior de sofisticação. Aquele patchwork tradicional e que tanto fascínio exerce sobre mim está caindo em desuso.

Como sou teimosa e gosto de manter as tradições volto-me sempre a eles e assim pretendo continuar.

Gatos, pretos ou brancos, não dão azar!..

 

Sempre achei superstição uma tolice e gente que acredita nelas muito ingênuas. Como é que alguém acredita que seu destino pode ser modificado porque deixou cair um pouco de sal? E ainda sujar a cozinha jogando mais sal?

Basta-se pensar um pouco, usando um raciocíno lógico, para se chegar à conclusão que as superstições datam de um tempo em que a ciência ainda estava adormecida. Restava então ao povo o imaginário. Alguém passou debaixo de uma escada, ela quebrou e atingiu o incauto, como não conheciam as leis da Física, o que restava para culpar? Algum ser inexistente, que como todo desocupado se divertia em atormentar a vida alheia. Nascia assim o personagem chamado Azar e por tabela seu oposto a Sorte.

Teoria simplista e que eu acabei de inventar. Estudar dá trabalho e cansa, acreditar em bobagens que dizem por aí … é muito mais cômodo.

Entre as muitas superstições está a que diz respeito a gatos pretos e de uns tempos para cá, gatos brancos também.

Eu tenho ambos, duas gatinhas, irmãs de uma mesma ninhada, a mãe branca e o pai preto. São lindas, dóceis, carinhosas e como todo gato, bem independentes, cada uma sabe o que quer , enquanto uma adora terra e se esparramar no quintal, a outra prefere o conforto de uma cama.

Nunca me trouxeram azar e nem sorte tampouco. Não costumo deixar meu destino nas mãos de outros, eu mesma gosto de traçá-lo. O destino não é senão consequência de nossos atos. É amanhã o resultado do que fazemos hoje. A colheita do que hoje semeamos. E é por isso que tenho absoluta certeza que quem sacrifica animais, sejam gatos ou outras criaturinhas de Deus, estão plantando sementes do Mal. Pergunto-me, será que algum dia esperam colher Felicidade?…É preciso ser muito ingênuo para acreditar que se planta melancia e colhe jabuticaba.

Até por uma questão de segurança prefiro sempre semear Amor, assim não preciso me preocupar com a colheita, ela será sempre Divina.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Colcha de scraps–primeiros quadros

 

 

Andei selecionando os modelos de blocos para a parte central da colcha , procurando me recordar dos primeros que aprendi a fazer. Isso aconteceu há bem mais de uma década, mas  continuam presentes em minha memória como se fosse ontem. É a beleza do Patchwork , atemporal, simples e que muda completamente ao se trocar as padronagens ou a textura dos tecidos. Esse quadro é o Churn Dash, além de  decorativo é  bem fácil de fazer e faz parte dos clássicos do Patchwork.

Escolhi também um bloco chamado Album Autograph Block, muito utilizado nos Memories Quilts,  há sempre uma faixa em branco ou outra cor clara, onde as pessoas assinam o nome e colocam a data.  Minha intenção com esse é colocar a data, para que fique registrado também na frente do quilt a data em que foi feito.

Nossa memória costuma ser traiçoeira e com o passar dos anos mais ainda  ela nos deixa na mão, nada melhor então que prevenir e deixar tudo registrado.  Também acho muito bonito um Memory Quilt e tenho tentado em vão fazer um para minha neta mais velha , desde que ela terminou o 1º grau, mas as assinaturas das amigas nunca são colhidas.  Miinha intenção era fazer algo que marcasse o encerramento de um período tão importante na vida escolar, mas acho que vai ficar para quando terminar a universidade.

Não gosto de coisas demoradas e não posso me dar ao luxo de cuidar de mais um UFO, portanto vou ver se consigo de 2 a 2 , cortar, costurar e postar as fotos dos blocos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Scraps, retalhos, tecidinhos…

 

Por incrível que pareça, por mais que tenha me controlado, já tenho uma porção de scraps, retalhos, paninhos ou o que queiram chamar.  Além de UFOs. Mas como não se pode fazer tudo ao mesmo tempo, vou começar dando um trato nos retalhos. Com o auxílio do  EQ6 consegui iniciar um projeto, onde à exceção do tecido de fundo, todos os quadros serão feitos de pedacinhos. Depois de pronto será um bom exemplo de "Sampler", já que não haverá nenhum quadro igual ao outro e tentarei não repetir também os tecidos. Como  o objetivo é o aproveitamento dos pedacinhos de tecidos, sobras de outros projetos, o ideal é que não se compre e nem corte nenhum tecido inteiro e sim fazer todos os quadros apenas com sobras.   Mais uma maneira divertida de esvaziar as caixas de retalhos e ter ao fim uma peça bonita e criativa onde não se precisou comprar nada, a não ser o tecido de fundo que deverá ser igual, pois será o elo de ligação entre os coloridos quadros de scraps.

A parte central da colcha será formada por 12 blocos, cada um com um desenho diferente, porém todos modelos clássicos de patchwork. A graça ficará por conta da grande variedade de cores e estampas.

Cada bloco deverá, depois de pronto, medir 15 cm de lado, antes de costurar a medida então será 16,5 cm.

A parte que acho mais demorada em qualquer projeto, além da escolha do modelo, é a adequação dos tecidos. E no caso de aproveitamento de retalhos temos ainda que encontrar aqueles cujo tamanho seja suficiente para fazer cada quadro.

Sorvete de manga

 

 

A cada dia estou mas viciada em sorvetes. Apesar de ter adquirido a sorveteira já há alguns anos, nunca a havia usado tanto como agora. É só o tempo de acabar um e fazer outro. Também com o calor que aqui fez morada e não quer se mudar, só mesmo com um sorvetinho para se aguentar.

O sorvete caseiro tem a vantagem de ser feito apenas com produtos naturais, sem adição de gorduras saturadas ou hidrogenadas, sem corantes ou conservantes, ligas e emulsificantes. E ainda tem a vantagem de se usar as frutas da estação, sempre frescas e mais saudáveis já que são colhidas no tempo certo. Como não gosto que o sabor da fruta fique encoberto por outro ingrediente evito ao máximo usar leite condensado, optando pela calda de açúcar que além de não encobrir o sabor da manga, deixa o sorvete mais leve.

Ingredientes

600 g de manga fatiada e processada ou batida no liquidificador

225 g de açúcar cristalsorvete de manga 002

250 ml de água

300 ml de creme de leite fresco

2 colheres de vodca ou rum

Em uma panela dissolver o açúcar na água elevar ao fogo brando até formar uma calda leve. Deixar esfriar bem. Bater no liquidificador com a polpa de manga, acrescentar o creme de leite gelado e a vodca. Levar a gelar por pelo menos 4 h e depois colocar na sorveteira e bater conforme o manual se sua máquina. Depois de batido leve ao congelador para firmar. Sirva puro ou acompanhado de fatias de manga e calda de chocolate, como fiz.

Nota : Se a manga a ser utilizada tiver fiapos será bom passar por uma peneira antes de fazer o sorvete. Usei manga rosa de meu quintal que não tem nem um fiapinho.

Bolo de cenoura especial

 

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Bolo de cenoura é uma unanimidade nacional, não conheço quem não goste.   Resolvi dar uma incrementada e transformar uma receita corriqueira em um bolo mais elegante e que pudesse ser considerado um bolo de aniversário. Assei uma receita de bolo de cenoura na qual acrescentei uma colher de flores de lavanda desidratadas, porque adoro o aroma de lavanda que se espalha pela cozinha quando abro o forno. Com o calor os óleos essenciais se desprendem e perfumam todo o ambiente.

Assei em forma redonda de fundo falso e depois de bem frio cortei em 3 camadas.  Fiz o recheio de chocolate e em uma das camadas espalhei em cima do recheio nozes picadas e na outra passas e bombons  Sonho de Valsa em pedaços médios.

Ingredientes do bolo

3 cenouras picadas

3/4 de xícara de óleo

4 ovos

1 1/2 xícara de açúcar cristal

2 xícaras de farinha de trigo

1/2 xícara de amido de milho

1 colher de fermento químico em pó

1 colher de sementes de lavanda (opcional)

Bater no liquidificador as cenouras com o óleo e os ovos, a seguir juntar o açúcar. Em uma tigela peneirar a farinha, o amido e o fermento misturando bem. Acrescentar a cenoura batida, misturar, colocar as sementes de lavanda , se desejar e levar ao forno médio preaquecido.

Recheio

1 lata de leite condensado Moça

1 lata de leite de vaca

2 colheres de farinha de trigo

3 colheres de chocolate em pó 50% cacau

2 colheres de cacau em pó

1/2 colher de café solúvel

1 lata de creme de leite

1 colher de manteiga sem sal.

Misturar a farinha de trigo com o leite condensado, juntar o leite de vaca, o chocolate e o cacau, levar ao fogo brando mexendo sempre até o ponto de brigadeiro mole. Tirar do fogo, acrescentar o café solúvel, o creme de leite e a manteiga. Bater bem para misturar e levar a gelar. Fica mais fácil empregar os recheios gelados.

Cobertura

Usei essa mesma cobertura , cobrindo o topo do bolo com nozes picadas e deixando as laterais só com o chocolate, espalhando com uma espátula para proporcionar um efeito rústico.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sunbonnet no campo

 

 

As graciosas Sunbonnets coloridas têm me conquistado cada dia mais. O que no começo achei meio extravagante, já agora me parece normal e bem alegre. É como se elas se cansassem das telas claras em que se viam obrigadas e viver e de repente tivessem o poder de se transportar aonde quisessem.  E campos alegres e verdejantes são a opção de qualquer um, ainda mais de tão alegres garotinhas.

Está pronto mais um quadro da colcha que ainda não escolhi o nome. Sim, dou nome às colchas e a tudo o mais que me rodeia, é um direito de todos possuir um nome.  Mamãe levou as crianças a um passeio e agora descansam sob a copa de uma frondosa árvore. Para distraí-los ela conta estórias de fadas, príncipes, princesas, gnomos e anões.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sorvete de jabuticabas

 

 

Ingredientes

500g de jabuticabas maduras e bem frescas

150g de açucar cristal

300g de creme de leite fresco gelado

Lavar bem as jabuticabas, colocar em uma panela de inox e amassar com as mãos de modo a romper todas as cascas. Colocar água somente o suficiente para cobrir levemente as jabuticabas. Levar ao fogo brando e cozinhar por 10’.

Colocar no liquidificador e bater. Coar com uma peneira de inox ou nylon, de furos grandes. Colocar novamente na panela, juntar o açucar e levar ao fogo brando por 5’, até o açucar estar bem incorporado à polpa de jabuticaba.

Deixar esfriar e acrescentar o creme de leite. Leve a geladeira por no mínimo 4h. Colocar na sorveteira e bater como de costume.

~cidra, anjos, jabuticaba 042

Quem ajudou a vovó a colher as jabuticabas para o sorvete foi o Gabriel.  Ele ficou maravilhado e chupava as frutas até a casquinha ficar lisa, quando então cuspia.

Patchwork da Mommy



...um lugar para se falar de patchwork, quilt, receitas culinárias,gatos, plantas e o que mais vier...

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