domingo, 29 de janeiro de 2012

O primeiro BOM do Patchwork da Mommy

 

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Tudo que se faz em parceria é mais gostoso. Em bandos , então, nem se fala. Por essa razão sempre fui grande fã de  certas atividades dentro do Patchwork.                            De todas, talvez a mais difundida seja o popular BOM – Block of the Month .É uma deliciosa maneira de fazer e conservar amizades por um ano inteiro, trocando idéias sobre dificuldades e métodos utilizados para vencê-las. Sem falar da ansiedade para terminar logo um bloco e esperar pelo seguinte e por fim completar todo o projeto.

Apesar de ter participado de vários, nunca me atrevi a projetar, eu mesma, um BOM. Sempre imaginei que era uma tarefa para gente grande. Acontece que tenho recebido muitos pedidos de modelos e riscos,quase sempre sobre a Sunbonnet e nem sempre tenho conseguido responder tão agilmente como gostaria. Devagarzinho foi brotando em mim a idéia de juntar tudo e publicar, o que pode servir até de incentivo para quem ainda não tinha pensado em participar de um projeto desses.

Estou traduzindo e adaptando alguns riscos da Sunbonnet, fazendo os cálculos de tamanho pretendo publicar ainda em fevereiro o primeiro “episódio”, me desculpem, mas assim como tem gente viciada em doces, novelas e tais, sou uma “seriemaníaca”. Não sou fiel a um canal, sou fiel ao seriado, quando ele muda de canal, também mudo .Atualmente me divido entre o Sony e  Universal Channel, e é nos intervalos que fico projetando meus modelos.

O que considero mais temível  e desestimulante em um BOM, é a desistência ante as dificuldades, por isso de antemão me coloco à inteira disposição para consultas e espero que todos concluam o trabalho.

Na medida do possível o tecido de fundo dos quadros deverá ser o mesmo em todos, mas para as aplicações é hora de aproveitar todos os pedacinhos que estiverem guardados. Separem seus retalhos, passem a ferro, dobre, afiem as tesouras e aguardem, vão usá-los mais cedo do que imagimam.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Enquanto isso, em alguma sala de espera…

 

Minha produção  de bordados em salas de espera está em franco progresso. Quando bordava essa gatinha aí, futuro pano de prato, fui pega de surpresa por uma seguidora do Blog, que pode então comprovar que não brinco em serviço .

Últimamente foram tantas esperas que estou colecionando blocos para projetos que ainda vou criar.

Melhor assim, o tempo passa muito mais rápido quando a gente está distraída, e se ao mesmo tempo puder produzir algo útil, então não tem preço.

Montei uma série de galinhas e similares  que provavelmente vão se transformar em peças de cozinha. Talvez uma toalha de mesa . Cortei todos os blocos do mesmo tamanho e as aplicações também seguem um certo padrão, tanto no estilo como nos tecidos escolhidos. Busquei utilizar apenas retalhos de outros projetos, para assim tentar diminuir a quantidade deles, que não sei bem porque teimaram em crescer muito no final do ano passado.

 

Gosto da cozinha bem alegre e acolhedora, os bordados seguem então essa linha. Já bordei 5 blocos e espero sinceramente que não sejam necessários mais.

Tomara que possa  logo sentar em frente à minha máquina de costura e tornar concreta mais uma peça de patchwork.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Pão com castanhas de pequi

 

Com a crescente necessidade de nos voltarmos para uma vida mais saudável e natural, a ciência tem se ocupado em estudar os poderes dos alimentos nativos em cada bioma. O pequi é considerado uma bênção de Deus para os habitantes do cerrado. Vencendo toda hostilidade do solo e o desprezo do homem, é um fruto generoso e durante sua temporada alimenta a todos sem distinção, proporcionando ainda ao sertanejo uma renda extra com a produção e a venda de seu óleo.

A cor amarela do pequi é que mais tem chamado a atenção dos pesquisadores que estudam as fontes de betacaroteno, precursor da vitamina A. Já se sabe portanto que o pequi além de rico em proteínas, fornece grande quantidade de vitamina A.

O pequizeiro é protegido por lei e seu corte é considerado crime contra o meio ambiente. É consumido no nordeste, norte de Minas Gerais e em todo o centro oeste, mas é considerado um fruto tipicamente goiano.

Com o pequi é assim -  “ Ame-o ou deixe-o”. Seu aroma é muito forte e o gosto não se compara a nenhum outro. Alguns, como eu, o amam de paixão, outros não suportam ao menos entrar em uma cozinha onde esteja sendo preparado.

O pequi faz parte da Arca do Gosto, catálogo do movimento Slow Food, onde constam produtos cujos sabores estão se tornando esquecidos devido à ameaça de extinção, mas que ainda se conservam vivos e com potencial exploratório para agricultura de subsistência.

Para extrair a castanha do pequi basta secar a semente ,já utilizada e que iria para o lixo, por 2 dias, depois é só abrir e a castanha sai inteira. O sabor não é tão acentuado como o do fruto, mas é delicioso.

 

Ingredientes

Água fria                                560

Ovo                                1 unidade

Sal marinho                              14g

Açucar mascavo                        20g

Mel de abelhas                           30g

Manteiga sem sal                        30g

Chocolate em pó 50% cacau       30g

Farinha de trigo para pães         800g

Farelo de trigo                            120g

Cardamomo (opcional)               1/2 colher, das de chá

Castanhas de pequi                1/2 xícara

Fazer a massa do pão da maneira habitual  e  deixar levedar. Quando for moldar acrescentar as castanhas de pequi em pedaços, deixar crescer e levar a assar.. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pontos de vista

 

Tudo na vida depende da maneira como encaramos os pequenos problemas que surgem no dia a dia. Como há sempre dois lados, cabe somente a nós a escolha, podemos ficar com o prazer e procurar encaixar nele tudo que aparecer , ou , então, o que também é válido, vai depender da vontade de cada um, escolher ser infelizes e tornar tudo e todos ao nosso redor como motivo de desconforto, tristeza, incômodos e permanecer indefinidamente nesse estado de inércia, sem ânimo para promover uma reviravolta em nossa ótica de encarar os fatos. Há um ditado muito verdadeiro que diz…”uns preferem os olhos, outros as remelas..”, acho que é meio nojento, mas verdadeiro.

Tentando escolher os olhos e sem muita opção diante de várias salas de espera de consultórios médicos, me armei com linhas, agulhas e riscos de bordado.

Montei algumas peças e passei a levá-las na bolsa, à princípio apenas como forma de companhia, é bom trazer junto a si alguém ou algo de que se goste muito para dar segurança em momentos de incerteza.

Enquanto esperava para fazer uma ecografia, bordei o avental acima. Por coincidência quando acabei de dar o último ponto, chegou a miinha vez.

A façanha me animou e logo tratei de montar outro bordado, devido à pressa optei por uma Sunbonnet, que depois poderei aproveitar em algum projeto futuro. Elas nunca são demais, sempre há alguma princezinha esperando por uma colcha com elas. E já que comecei… me aguardem com mais pelo menos 11, no decorrer dos próximos meses. Se alguém quiser se habilitar, escreva que mando os riscos.

Bolinho de cenoura

 

Não conheço ninguém que não goste de bolo de cenoura, eu adoro. Mas a gente se acostuma com certas coisas e elas passam a ser tão prosaicas que deixamos de lhes dar o devido valor. Aconteceu comigo e o bolo de cenoura, tornou-se um bolo comum e deixei de dar-lhe importância.Foi aí que algo aconteceu para me sacudir e me fazer ver mais uma vez que as coisas simples quase sempre são as melhores. Fui convidada para uma festa da comunidade, daquelas em que cada um leva um pratinho e partilha-se ao fim. Foi um dia muito atarefado e jamais eu iria a levar algo comprado em padaria. Estava em cima da hora e lembrei-me da fazer um bolo de cenoura, era o que seria mais rápido. Enquanto assava , fiz a cobertura e não pude nem desenformar porque estava muito quente e fatalmente quebraria. Não gosto de coisas mal apresentadas, mas fui obrigada a levar o bolo no próprio tabuleiro em que foi assado. Coloquei lá no fim da longa mesa, na esperança que ninguém reparasse nele, e aí tratei de esquecer o “mico”.

Lá pelo meio da festa, uma pessoa me disse..” sou especialista em comer bolo, mas esse é o melhor que já comi..” , logo depois outra pessoa elogiou, e outra..quando fui ver a forma estava vazia e eu nunca tinha recebido tantos elogios .

E era um simples bolo de cenoura! …

Acabei testando a receita com algumas modificações e todas ficaram muito boas, assei em formas de bolo inglês, formas de cupcakes,alguns com cobertura de calda com cacau, outros com ganache.Faço uma massa básica, divido em tigelas e acrescento diferentes ingredientes complementares em cada uma para depois fazer um teste de sabor

Esse foi um dos que se destacaram, ficou macio, úmido e muito saboroso.

Ingredientes

Ovos                                  4 unidades

Óleo vegetal                      250 ml

Farinha de trigo                250g

Farinha de trigo integral   80g

Farelo de aveia                 10g

Açucar mascavo orgânico 100g

Açucar cristal orgânico      200g

Cenoura crua ralada          400g

Maçã picada                     1 unidade grande

Uvas passas sem sementes   50g

Fermento químico em pó    1 colher

Bater no liquidificador os ovos com o óleo e acrescentar os açucares aos poucos para dissolver bem. Passar para uma tigela e juntar a cenoura ralada, o  farelo, farinhas , maçã , passas e o fermento misturando tudo muito bem. Levar a assar em forno preaquecido a 180°. Se quiser cupcakes, coloque 2 forminhas em cada cavidade da forma para que fiquem mais firmes. Ao tirar do forno deixe esfriar sobre uma grade. Faça a cobertura e espalhe depois do bolo esfriar um pouco.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aventais etc…

 

O ano começa e dá uma vontade louca de começar coisas novas. Dia 06 recolhi minhas toalhas, aventais, panos de prato com motivos natalinos e me vi obrigada a colocar novamente em usos os antigos. Depois de passar um mês usando coisinhas novas, voltar ao passado é um castigo.É como se o tempo tivesse andado para trás. Ainda mais no começo de um ano, quando se está cheio de esperanças e energia, com a cabeça cheia de planos, alguns até mirabolantes.

Nessas horas é bom ser precavido e ter uma reserva para ser usada em casos de emergência. Sempre tenho algumas peças guardadas para o caso de um agrado de última hora.A emergência porém, agora é minha cozinha e a pessoa a ser mimada sou eu mesma.

A cozinha para mim é  o lugar mais importante da casa. Considero- a o cérebro , já que é lá que se realiza a alquimia.

É de onde surgem os aromas e sabores maravilhosos que transformam uma casa em lar.Uma casa são paredes e móveis, um lar é aconchego, carinho, amor e para ser completo precisa estar bonito. Pequenos detalhes fazem toda a diferença. Estou então começando uma maratona de renovação do enxoval de minha cozinha. Primeiro os aventais, agora é a vez dos panos de prato.

Geralmente tiro um dia para montar bordados e vou deixando guardados. Nunca saio de casa sem um na bolsa, principalmente se vou ao médico. Sou daquelas pessoas que detestam ficar ociosas enquanto esperam ou lendo ensebadas revistas de fofoca, tão comuns em salas de espera.

No ano de 2011 bordei uma enorme quantidade de galos e galinhas, acho lindos e ainda não me fartei deles, porém quero mudar um pouco e seguindo sugestão de uma amiga, vou começar com pássaros, embora sinta que logo vou querer bordar alguns gatos e ainda as Sunbonnets, porque já comecei um novo projeto.

A cada um que começo imagino que será o melhor, espero estar com a razão e ainda que o “Tico e o Teco”, não me deixem desamparada, pois neles reside toda a minha confiança.

Tenho mais facilidade de me organizar se elaborar listas, mas este ano estou tentando fazer um planejamento que inclui o ano todo, dividindo o tempo em projetos maiores, que seriam a médio prazo e intercalá-los com o que costumo chamar de “refrescos para a mente cansada” e que visam tão-somente desfazer a tensão e avivar a criatividade.

Foi dada a partida… espero conseguir chegar, seja lá onde for.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mangas

 

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A temporada de mangas chegou ao fim.

As últimas foram colhidas para o Gabriel. Espero que todos que delas provaram tenham se deliciado. Não sei se devido à seca e calor que se prolongaram mais que o costumeiro no ano passado, as mangas do meu quintal estiveram particularmente saborosas e lindas, com uma cor de dar inveja. Agora, só em agosto ou setembro, quando alguns frutos costumam dar o ar da graça e aguçar nosso paladar.

Aprecio muito um filé de frango com chutney de manga,mas como infelizmente não partilho da companhia de ninguém com o mesmo gosto, resolvi que nessa safra não faria chutney. Fiz geléia, doce em calda, em massa, de manga madura, verde, sorvete, bolo,mousse, mas não sou uma grande fã de doces. Parti para pesquisar receitas salgadas que levassem manga. Creiam, não há muitas. A maioria é da culinária indiana e quase sempre sem muita variação. Separei algumas, testei e modifiquei para ficar ao meu gosto. Algumas ficaram melhores que outras, tanto em sabor, como em textura e apresentação. Usei a manga rosa madura, mas firme, e filé de frango que supus combinaria bem, já que é uma carne leve e não encobriria o sabor da manga. Usei maionese caseira, que eu mesma fiz, com gemas de ovos fresquinhos do meu quintal, azeite extra virgem, algumas gotinhas de limão e sal. Bato à mão mesmo com um fouet.Quem não tem essas facilidades pode usar maionese industrializada..Usei pimentão amarelo para acentuar ainda mais o lindo tom dourado que o açafrão  proporciona em qualquer prato em que entra como ingrediente.

.Congelei algumas mangas já fatiadas para fazer outros testes, por agora postarei a receita que se sobressaiu ou  melhor a que mais me agradou.

                                    Filé de frango com manga

Ingredientes

Filé de frango em cubos               400g

Sal marinho                         à gosto

Cebola picadinha                  1 unidade

Alho espremido                      2 dentes

Azeite de oliva                      2 colheres

Açafrão (cúrcuma)               1 colher

Caldo de frango caseiro       1 xícara

Mangas em cubinhos           2 unidades

Cebolinha picada                  2 colheres

Coentro picado                    1 colher

Gengibre em pó                   1/2 colher

Pimenta vermelha              1 grande

Pimentão amarelo               1 médio

Castanhas do Pará picadas     20g

Maionese                               1/4 xícara

Aquecer o azeite e refogar o frango com o alho e a cebola, até perder a cor rosada. Dissolver o açafrão e o gengibre no caldo de frango e juntar ao frango. Cozinhar em fogo brando até ficar macio (cerca de 10’). Acrescentar a manga, a cebolinha, pimentão, pimenta e o coentro. Colocar no prato de servir , acrescentar a maionese, misturar levemente e polvilhar as castanhas por cima.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Bolo de Reis, a minha receita…

 

Parece que não temos por aqui a tradição de comemorar o dia de Reis, talvez por não ter sido uma data eleita pelo comércio como rentável. Em algumas pequenas comunidades ainda conserva-se o hábito de da Folia de Reis, mas nas grandes cidades passa quase despercebida, a não ser pela Igreja que na data comemora a Epifania do Senhor, quando os 3 reis magos, após 12 dias de jornada seguindo a estrela-guia, encontraram o Menino Jesus e o adoraram.

Não se sabe ao certo a origem do tradicional Bolo de Reis, se francesa ou portuguesa, por cá seguimos mais a tradição portuguesa, como era de se esperar. Conta a lenda, que quando os Reis Magos empreenderam a jornada em busca de Jesus, não conseguiam chegar a um acordo quanto a quem entregaria o primeiro presente ao Menino Deus. Um padeiro resolveu, então intervir e fez um bolo. Colocou dentro uma fava e o partiu em 3 partes iguais. O que saísse com a fava seria o primeiro a entregar o presente. Assim um deles tirou a fava, não se sabe qual, se Gaspar, Baltazar ou Melchior, mas a tradição se estendeu através dos tempos e até hoje quem tira a fava ou o equivalente, faz o bolo do ano seguinte.

Lendas e tradições à parte, é um bolo delicioso . A receita portuguesa utiliza a fórmula de panificação, incluindo recheio de passas e frutas cristalizadas. Considero muito importante que as pessoas devem dar asas à imaginação e sem sair da receita base, acrescentar as frutas ou o recheio que mais lhe agradar ou estiver disponível. Na minha receita utilizei , além das passas, ameixas secas, mangas e figos do quintal e passas de caju que vieram de Fortaleza. Formou um mix bem harmonioso e saboroso. Também utilizei as castanhas que tinha em casa e fiz a cobertura com amêndoas sem pele processadas.

Ingredientes

Água                                    300g

Manteiga sem sal                 100gbolo de reis 012

Açucar mascavo                     20g

Mel de abelhas                       20g

Sal marinho                              5g

Ovos                            3 unidades

Raspas de laranja      1/2 colher, das de chá

Farinha de trigo para pães   700g

Fermento seco instantâneo    10g

Colocar os ingredientes na ordem na MFP e processar no ciclo massa. Enquanto leveda, preparar o recheio.

Ingredientes do recheio

Conhaque                               20ml

Passas escuras                     100g

Castanhas do Pará                  40g

Nozes                                       40g

Amêndoas torradas                 40g

Ameixas secas                         80g

Passa de caju                          80g

Figo cristalizado                       80g

Manga cristalizada                    80g

Extrato de baunilha           1 colher

Pique as frutas e misture ao conhaque  e a baunilha. Fatie à mão, ou passe no processador apenas pulsando as castanhas.

Ingredientes da cobertura

1 clara

150 g de açucar de confeiteiro

50 g de amêndoas sem pele, processadas.

1 colher, das de café, de extrato de amêndoas.

Misturar todos os ingredientes e deixar na geledeira para ficar mais firme, até a hora de utilizar.

Depois da massa descansar, divida em duas partes , alongue-a e abra com as mãos, distribua metade das castanhas e metade das frutas. Dobre , fechando bem para que não escapem e role ligeiramente para formar um cilindro. Faça omesmo com a outra parte da massa. Trance as duas e feche formando uma coroa. Coloque em forma , de preferência redonda e baixa, como forma de pizza, untada e forrada com papel manteiga, também untado. Descansar por cerca de 50’. Pincelar com 1 ovo ligeiramente batido e levar ao forno preaquecido a 200° por 15’. Reduzir para 150° e deixar mais 20’.

Tirar do forno, espalhar a cobertura com pincel  de maneira aleatória para que fique com aspecto de escorrido e retornar para que a mesma asse e fique crocante. Depois de pronta desenforme sobre uma grade , deixe esfriar e decore à gosto.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Torta de cenoura, que veio para provar que o que era bom pode ficar melhor ainda…

 

 

Por mais que tenhamos cuidado ao adquirir alimentos, vez por outra nos deparamos com excessos, que fatalmente se transformarão em sobras , principalmente nas ocasiões em que a  oferta de delícias é muito grande.

Acontece comigo, deve também acontecer com outras pessoas. Pensando assim, levantei ontem disposta a eliminar os excedentes das compras do final do ano. Caminha, pensa, repensa e nada de idéias. Ao abrir a gaveta de verduras, deparo-me com uma grande quantidade de cenouras necessitando ser consumidas de imediato.Não queria nada doce, pensei em fazer um suflé, mas me lembrei que também precisava utilizar o restante do pernil do ano novo.

Preparei o recheio e enquanto matutava na melhor forma de fazer uma massa rápida e fácil, aquela pessoa que se auto-intitula “ o Genro”, chegou e foi logo perguntando pelo almoço. Quando soube que eu estava fazendo uma experiência e ainda por cima com sobras, tratou de fugir com medo de se transformar em cobaia. Perdeu, porque o resultado se mostro acima de mnhas expectativas e pretendo repetir com outros recheios.

Ingredientes da massa

500g de cenoura ralada

400ml de leite integral

4 ovos, de preferência orgânicos

100g de queijo parmesão ralado

150ml de azeite de oliva (usei o extra virgem)

240g de farinha de trigo

1/2 colher, das de chá, de pimenta da jamaica ou noz moscada ralada

Sal à gosto ( prove porque o queijo já é salgado)

1 colher de fermento químico em pó

1/2 xícara de ciboulette picada (fica mais delicada, mas pode usar a cebolinha comum, desde que bem picadinha.

Bater no liquidificador os ovos com o leite e  o azeite  Em uma tigela colocar a cenoura  e o queijo ralados , despejar os líquidos e misturar. Acrescentar a farinha peneirada com o fermento e a pimenta da jamaica e mexer com um fouet para ficar bem agregados. Colocar então a cebolinha. Em forma untada e enfarinhada , coloque 2/3 da massa , espalhe o recheio e cubra com o restante da massa, espalhando com uma espátula. Polvilhar farinha de pão misturada com parmesão ralado na proporção 50/50.

Recheio

O recheio da torta vai do gosto de cada um, ou das sobras que tiver na geladeira como frango ou carne assada, legumes variados, alho-poró e ervilhas, cogumelos, atum etc.

No meu caso usei o pernil assado que sobrou da ceia de Ano Novo e que tinha congelado. Com a faca elétrica fatiei a carne bem fininha. Cortei 2 cebolas à julienne e refoguei em azeite, acrescentei 2 dentes de alho bem esmagados , 1 pimenta fatiada, a carne e deixei por cerca de 10’, refogando para tomar gosto. Juntei então meio pimentão picadinho (usei amarelo, porque já tinha e também ,por ser mais suave não brigar com o sabor da cenoura).Tirei do fogo e agreguei alecrim, salsa, coentro bem picadinhos. O recheio deve estar frio para ser utilizado. Após colocar o recheio sobre a massa (delicadamente pois a massa é semi-líquida), espalhei azeitonas pretas em rodelas, tomates cereja cortados em 4 e colheradas de requeijão cremoso, não o catupiry, o de copo mesmo,

Nota: Faço a farinha de pão artesanalmente. Coloco o pão amanhecido no processador e vou pulsando, de maneira que fique esmigalhado, mas não muito fino. Fica bem mais saborosa e com mais textura do que o industrializado, e o principal, é sempre novinha pois não ficou na prateleira esperando para ser levada para casa.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Depende de nós…

 

Sempre fico impressionada com a rapidez com que mudamos de humor. Encaro tudo na vida de uma forma cíclica, assim a uma tristeza, logo sobrevem uma alegria e vice-versa Nossos sentidos são afetados  e passamos a ver tudo sob o prisma do humor do momento.

Quando estamos tristes uma nuvem cinzenta se abate sobre tudo que olhamos e as coisas ao nosso redor perdem absorvem aquela cor opaca e sem sentimento que sai de dentro de nós.

Em dias de alegria, um arco-iris se abre à nossa frente e tudo brilha, o mundo se torna mágico. Sabe o ditado  “semelhante atrai semelhante “ ? Aplica-se maravilhosamente a nosso estado de espírito. Quando estamos tristes, só nos acontecem mais tristezas. Ao contrário nos dias felizes, parece que a felicidade tira uma licença especial para cuidar apenas de nós.

Essa dualidade de sentimentos é que nos faz valorar a vida. É claro que nem todos pensam assim, há pessoas que encontram  até certo prazer em ser tristes, depressivas e assim se acomodam, é como se sentissem que estão protegidas de males ainda maiores que poderiam ocorrer. Outras, ao contrário, têm o complexo de Pollyana, e nunca admitem que estão por baixo. Acho que sofro um pouco disso, talvez de tanto ler os livros e ver os filmes. Mas, considero que o normal é saber entender que a sequência de bons e não tão bons momentos é que fazem a beleza da vida. Nos tiram da monotonia, do lugar-comum, înjetam ânimo, nos fazem manter o foco, ter fé e esperança.

Todo esse preâmbulo é somente uma tentativa de mostrar que nossos olhos nos mostram o que queremos ver. Se quisermos ver coisas bonitas, tenha certeza, elas pularão à nossa frente. Depende  apenas de nós transformar o limão em limonada. Aprender a despertar o ímpeto latente e desbravar a vida em busca das oportunidades que um dia deixamos passar. Tenho que confessar que não gosto de nada morno,  leite,  comida, e muito menos gente. Gente que deixa a vida escorrer pelos vãos dos dedos por puro medo de tentar ser feliz.

Prefiro os corajosos que  amando a vida não temem a morte. Tendo fé, nunca desesperançam, lutando jamais jogam a toalha, sendo despojados nada temem, nem mesmo a escassez de sentimento, pois eles mesmos têm sempre muito  amor para distribuir.

Depende tão somente de nós aumentar nossa cota de felicidade, de alegria, de amor. Aproveitemos esse ano, que tem um dia a mais, para intensificar  esses sentimentos e vivê-los em todo seu esplendor.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pão com castanhas do Pará

 

O lindo pão aí da foto acabou de nascer . Literalmente. A receita foi criada hoje pela manhã.

Estou decidida a lutar para fazer calar as vozes que alardeiam que pão integral é ruim. Além de ser um alimento equilibrado, repleto de fibras, é muito saboroso e nos faz habituar a mastigar, uma prática que está ficando meio esquecida, de tanto ingerirmos alimentos líquidos , processados, pastosos etc. A pressa nos faz escolher o que é mais prático, mas nem por isso mais saudável.

Confesso que nem sempre é fácil agregar em uma só receita elementos funcionais que enriqueçam e ao mesmo tempo realcem os sabores entre si.Além do que , para elaborar uma receita , principalmente de pão, devemos seguir uma certa fórmula, dosando os ingredientes na quantia exata, ou não conseguiremos que a levedura se complete  e libere os aromas e sabores que temos em mente. Nessa receita, além do farelo de trigo, juntei cacau, aveia , gergelim, linhaça e castanhas do Pará.

Felizmente consegui um bom resultado logo na 1ª vez, o que nem sempre acontece. Quando estou investida dos poderes do Prof.Pardal, costumo fazer a massa manualmente para sentir melhor as mudanças na textura e precisar melhor o ponto de véu de glútem.

Ingredientes

Água gelada                  560g

Azeite extra virgem          32g

Sal marinho                     16g

Açucar mascavo              24g

Ovo                         1 unidade

Cacau                              15g

Aveia em flocos                 30g

Gergelim                            20g

Linhaça                              30g

Farelo de trigo                    50g

Farinha de trigo integral    110g

Farinha de trigo para pães    800g

Fermento seco instantâneo   14g

Castanhas do Pará                 30g.

Coloque os ingredientes na MFP na ordem habitual, com exceção das castanhas. Selecione o ciclo massa e siga normalmente. Sempre deixo a massa levedar em uma tigela coberta com plástico em vez da cuba da máquina. Acho que cresce melhor. Divida a massa em 2 partes. Acrescente as castanhas, em lascas, e modele os pães. Deixe crescer, em local abrigado de correntes de ar, por 50’. Forno preaquecido a 220°. Após 10’, reduza a temperatura para 180°  deixando mais 30’, ou até que batendo com os dedos emita um som oco. Tire da forma e deixe esfriar sobre uma grade.

Fica muito saboroso com uma leve camada de mel de abelhas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Netos são filhos com açucar ou a torta de limão da Júlia…

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Estava preparando um post para ser publicado como o primeiro do ano de 2012, quando recebi um telefonema de minha neta Júlia, que é a delicadeza em pessoa. Além de ser  bailarina , fala mansinho e é muito amorosa. Muito reticente me contou de sua primeira aventura culinária independente.

Sempre considerei os netos um presente especial de Deus, quando os filhos já cresceram e partiram para a liberdade, somos agraciados com essas coisinhas que nos levam a reviver a mágica da vida.

Há alguns dias atrás,  conversava com uma pessoa e como geralmente acontece quando se acaba de conhecer alguém, além de interesses  e atividades, começa-se a falar da família e acabamos falando sobre os netos. Repentinamente ele disse “…netos são fillhos com açucar..”, demorei alguns instantes a responder e ele repetiu, considero meus 3 netos filhos com açucar. Caiu então a ficha. Como é que não tinha pensado nisso antes? Os netos são tudo o que os filhos foram, mas bem adoçados, pois só temos deles os bons momentos, além do que já adquirimos experiência, estabilidade e tempo suficientes para doar a eles, sem cobranças, sem pressa, só com amor.

 

Tenho que reproduzir ipsis literis o que ela me disse, não me contenho:

“Oi vó

Copiei esta receita da caixinha de leite condensado moça, eu modifiquei um pouco pq fiz a cobertura com chantily, inclusive coloquei esta sugestão na receita. Todos gostaram da minha primeira  torta.                                                                              Bjs, Julia    “          Não precisa ninguém recomendar, já estou de babador, aliás, ultimamente tenho sido tão surpreendida pelas proezas dos netos, que já trago um babador no bolso.

Corujices à parte, considero de grande importância que os pequenos façam constantes incursões pela cozinha.  Faz parte da formação do ser humano aprender a se alimentar para se tornar independente e quanto mais cedo isso ocorrer, melhor.

1 - Ingredientes

Massa:

02 xicaras de chá de farinha de trigo

04 colheres de sopa de manteiga

½ lata de creme de leite nestle

1 colhe de chá de fermento em pó

Recheio

1 cx. de leite moça

6 colheres de sopa de suco de limão

½ lata de creme de leite nestle

1 colher de sopa de raspas de casca de limão

Cobertura

3 claras

6 colheres de sopa de açúcar

2 - Modo de preparo

Massa

Em uma tigela, misture a farinha trigo com a manteiga com o creme de leite e o fermento em pó até soltar completamente das mãos. Deixe na geladeira por cerca de trinta minutos, coberta com filme plástico. Forre com a massa o fundo e a lateral de uma forma de aro removível (20 cm de diâmetro) e fure com o auxilio de um garfo. Leve ao forno a 200 graus, pré-aquecido por cerca de 20 min e reserve.

Recheio

Em uma tigela misture bem o leite Moça com o suco de limão até obter um creme consistente. Adicione o creme de leite nestle e as raspas de limão, e reserve.

Cobertura

Em uma batedeira, bata as claras em neve, junte o açúcar aos poucos e bata mais um pouco até obter mais um merengue bem firme. Recheie a torta com creme de limão, cubra-a com a cobertura e retorne ao forno por cerca de dez minutos, para dourar o merengue. Sirva gelada.

Sugestão

Pode substituir o merengue por chantili.

Meus parabéns à Julia e que esse seja apenas o começo do famoso"…quem sai aos seus não degenera ..”

O pão nosso de cada dia , o retorno

bolo de banana e chocolate 007

Ao longo do ano que findou recebi várias mensagens de pessoas preocupadas em saber qual o destino da quantidade de pães que fazia. Apesar de sempre responder, cheguei à conclusão que não estava me fazendo entender, resolvi então dar um tempo nas receitas de pão.

Não… não parei de fazer  e nem de inventar receitas de pães. Isso seria impossível já que fazer pães para mim envolve todo um ritual, talvez alguma coisa atávica, pois o pão parece ter sido sempre um dos principais alimentos do ser humano e da disposição de fazê-lo dependia a sobrevivência das famílias. Na Santa Ceia, Cristo repartiu o pão, bastaria isso para torná-lo um alimento sagrado para mim. Não vou ficar inventando mil desculpas, eu adoro pão e mais ainda, adoro fazer pão e criar receitas de pão, pronto, falei…

E o que é mais importante, pão é um alimento saudável, pão não engorda, pão não aumenta o colesterol, pão não dá barriga … Pão possui porções equilibradas de carboidratos, gorduras , proteínas e fibras, ao contrário de muitos outros alimentos. O que provoca gordura localizada, obesidade, colesterol alto, pneuzinhos, é alimentação sem equilíbrio, sedentarismo, e toda a espécie de excessos, de doces, refrigerantes, sorvetes, gorduras etc. Mais uma vez bato na mesma tecla, a temperança é a chave da sabedoria. Se todos passassem de repente a se alimentar com equilíbrio, a obesidade desapareceria da face da terra.

Quando classifico o pão como um alimento completo, refiro-me à versão integral.  Noto que existe um certo preconceito ao pão integral. Tem gente que nunca provou e já diz que é ruim, seco e sem gosto. Talvez essa opinião seja devida ou à falta de hábito ou à má qualidade de alguns pães que não respeitam na receita a proporção ideal dos ingredientes ou que não são tão frescos ou orgânicos.

Quero iniciar 2012 homenageando meu alimento preferido, “  Sua Majestade o Pão”

Esse da foto é minha mais nova criação, que publicarei a posteriori, para não prolongar em demasia minha apologia .

Patchwork da Mommy



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