sábado, 25 de fevereiro de 2012

Será mesmo que os pássaros me amam?…

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Já ouvi pessoas reclamarem de portas que rangem, janelas que retrucam ao som do vento, cachorros que latem ao longe, vento que assobia entre os galhos…Tem gente que se incomoda com barulhos da natureza, pingos de chuva , granizo batendo na vidraça, coisas tão naturais, mas que incomodam ouvidos que se habituaram ao som alto dos hits do momento, algazarra do trânsito e irritantes buzinas.

Amo os sons da natureza, mas sobretudo o alegre chilrear dos pássaros ao amanhecer. Gosto de acordar cedo e despertar ouvindo esses pequenos maestros, não tem preço.Depois de morar por muitos anos em apartamento, a primeira diferença que senti ao me mudar para uma casa foi justamente a possibilidade de observar os pássaros. À princípio imaginei queatas 001 deveria espalhar vasilhas com ração ou grãos para atraí-los .  Com o passar do tempo, vi que não havia necessidade , eles vinham espontaneamente. Primeiro um ou outro, depois já traziam os amigos, de várias espécies e cores. Agora já tenho várias famílias que se hospedam esperam os bebês nascerem, partem por algum tempo e tornam a voltar. Adoram frutas, na época das mangas, não raro caía alguma que já tinha sido totalmente devorada, restando apenas o caroço.  Tenho tentado tirar fotos deles, mas são muito tímidos e voam antes, fotografei então as bicadas nas frutasfigos e maracujás 005, atualmente as preferidas são as atas e os figos. Mas como têm um gosto eclético, quando essas acabarem, voltarão às pitangas , acerolas, jabuticabas etc

Semana passada havia um pintassilgo solitário bicando uma ata, no dia seguinte voltou trazendo mais três amigos, resultado, só sobrou a casca.

Foi assim que descobri que já consideram meu quintal uma hospedaria e vêm e vão sem nenhuma cerimônia.

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E me encantam sempre mais, e eu que pensava não conseguir distingui-los pelo canto, agora já sei que posso. Pela manhã o canto é de despertar e geralmente estão na guapeva, mais tarde vão para as frutas e o canto passa a ser estridente, acho que deve ser de alegria pelo almoço pronto.

Sei então que eles me amam muito mais do que eu poderia um dia esperar.

E quando vão deixam sempre um ninho com um resto de peninhas dos filhotes.

Novelo da Amizade

 

 

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É com imenso prazer que comunico a todos vocês, leitores queridos, que o Patchwork da Mommy foi selecionado para participar da Campanha Novelos da Amizade, da Círculo, antes eu dizia apenas as Linhas Círculo, mas agora são tantos os produtos e lançamentos que o nome linha teve que ser deixado para trás. Com a parceria passarei a repassar a vocês novidades saindo do forno. Idéias de customização, fios indicados para a estação, além de maravilhosas receitas de trabalhos que sei darão comichão nas tricoteiras e crocheteiras de plantão.O bom é que além das receitas, há também vídeos explicativos, mais uma forma de tirar nossas dúvidas. Prá começar dêem uma olhada:http://www.circulo.com.br/receitas

http://www.youtube.com/linhascirculo

São tantas receitas de trabalhos maravilhosos que vai faltar tempo  e sobrar vontade.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Delícia Fatal

Quando li o livro Convite para um homicídio, de Agatha Christie, logo me pus a imaginar como seria o bolo Delícia Fatal, feito pela refugiada Mitzi, somente para ocasiões especiais  devido aos ingredientes especiais e tão escassos naquela época de guerra. Por muitos anos embalei o desejo de elaborar um bolo, que pelo menos para mim lembrasse o Delícia Fatal.  Dando tratos à bola, comecei a reunir os ingredientes citados, manteiga, açucar, chocolate em barra. Um bolo de derreter na boca e com cobertura de chocolate, oh! maravilha, só poderia mesmo ser chamado de Delícia Fatal.

Como não tinha a menor noção de como era feito o tal bolo, inventei eu mesma uma receita , que espero não fique fatal, mas deliciosa. Fiz uma massa de bolo de chocolate e assei em uma forma alta, já imaginando a audácia de fazer três camadas. A idéia inicial do recheio era uma camada de brigadeiro mole com Sonhos de Valsa picados e outra com chantilly e cerejas frescas. Depois de 2 dias tentando encontrar as tais cerejas, desisti e mudei para baba de moça e nozes picadas, não moídas. Cortei  o bolo em 3 camadas, reguei com uma calda ralinha com baunilha e vodka, primeiro espalhei a baba de moça com as nozes e por cima o brigadeiro mole e espalhei os bombons picados. Repeti a camada e na última, depois de regar cobri com o restante do brigadeiro.

Levei à geladeira por 3 horas até firmar bem o recheio, fiz então uma ganache e recobri totalmente o bolo, sendo que no topo enfeitei com raspas de chocolate meio-amargo e cerejas.  Por princípio, opção, ética ou seja lá o que for, não uso jamais chocolate fracionado, que dá aquela aparência linda, mas deixa muito a desejar tanto no sabor quanto na qualidade. Prefiro despender um pouco mais de tempo para ralar e depois dar choque térmico necessário ao se usar o chocolate nobre.Mas quem gostar pode usar o fracionado, que é muito mais fácil de ser manuseado.

Ingredientes do bolo

4 ovos

350 g de açucar cristal

300 g de farinha de trigo

50 g de amido de milho

30 g de cacau orgânico

100 g de chocolate 50% cacau

250 ml de leite integral

200 ml de óleo de milho

15 g de fermento químico em pó.

Bater no liquidificador os ovos, o óleo e o açucar. Transferir para uma tigela e acrescentar os  outros ingredientes. Forno médio, preaquecido a 180°.

Ingredientes da baba de moça

200 ml de leite de coco

150 g de açucar cristal

5 gemas

Extrato de baunilha ou amêndoas.

100 g de nozes picadas.

Levar ao fogo o leite de coco com o açucar até formar uma calda em ponto de fio fraco. Deixar amornar e juntar as gemas batidas com um garfo. Misturar bem e levar novamente ao fogo brando até engrossar. Deixar esfriar bem e juntar as nozes picadas.

Ingredientes do recheio de brigadeiro

1 lata de leite condensado Nestlé

1 lata de leite integral

1 colher de maizena

1 colher de manteiga sem sal

1 colher de Nescafé

3 colheres de chocolate 50% cacau

1 colher de cacau orgânico

8 bombons Sonho de Valsa picados

Misturar os ingredientes, menos os bombons e levar ao fogo brando mexendo sempre até o ponto de brigadeiro mole. Deixar esfriar bem antes de utilizar.

Cobertura

150 ml de creme de leite fresco

200 g de chocolate meio-amargo bem picado.

Aquecer o creme de leite no micro-ondas por 1’, juntar metade do chocolate, misturar bem e depois acrescentar o restante, mexendo para dar brilho.

Enfeitar com raspas de chocolate e cerejas.

Pena que não apareceu ninguém para saborear meu bolo, perderam .

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Rosquinha de nozes

 

O nome original dessa receita é “Biscoitos americanos”, mas resolvi rebatizá-la de rosquinha de nozes, porque o resultado final é mesmo  uma rosquinha de nozes deliciosa.

Gosto muito de garimpar , adaptar e às vezes até modernizar um pouco receitas tradicionais, daquelas de “antigamente”, mais uma vez foi o que fiz, quando folheando um livro antigo, me deparei com a foto que me chamou a atenção, porque lembrava as famosas rosquinhas hùngaras, que minhas filhas tanto pediam que eu fizesse. Também é do tempo em que ninguém reclamava para si a autoria de determinada receita, elas simplesmente eram passadas entre as famílias e as amigas, em cadernos bastante manuseados e se tornavam como um ritual nas reuniões. Não havia a preocupação do direito autoral, mas sim de quem melhor sabia ensinar os chamados “pulos do gato”, que tornavam o prato em questão com sabor incomparável.

A receita utiliza o método da pré-esponja, o que contribui para um melhor resultado final na levedação da massa. Que minhas filhas não me ouçam, mas achei que ficaram bem mais saborosas do que as amadas rosquinhas húngaras, talvez porque prefira nozes à coco. É uma opinião pessoal porque tem gente que não suporta nozes.

Transformei as medidas em peso porque é a maneira mais simples e mais segura de equalizar os ingredientes, dando menos margem a erros.

Ingredientes

Esponja

Água fria                             125g

Açucar cristal                        60g

Farinha de trigo                    50g

Fermento seco instantâneo  15g

Misturar muito bem e deixar descansar, coberto por cerca de 40’.

Massa

Farinha de trigo                  500g

Açucar mascavo                   50g

Manteiga sem sal                100g

Ovo                           2 unidades

Sal marinho                             5g

Acrescentar os ingredientes à esponja,  sovar até o ponto de véu e deixar levedar por 1h.Enquanto isso prepare o recheio e a cobertura.

Recheio

Açucar cristal              60g

Açucar mascavo         30g

Manteiga sem sal        60g

Nozes picadas             80g

Misture tudo muito bem e reserve

Cobertura

Açucar cristal               60g

Nozes picadinhas         40g

Canela em pó         à gosto

Manteiga sem sal derretida.

Após a massa descansar, dividir em 2 partes e abrir cada uma com rolo em formato retangular, espalhar metade do recheio em cada uma e enrolar como rocambole. Cortar com faca em afiada em fatias  de cerca de 2cm.Colocar em forma untada e forrada com papel manteiga também untado e enfarinhado. Deixar crescer por 40’. Antes de levar ao forno, que deverá estar pre aquecido, pincelar as rosquinhas com a manteiga derretida e polvilhar a cobertura com cuidado.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Hoje é dia de Nega Maluca

 

Nada melhor para comemorar o carnaval do que essa delícia, que creio eu, deve ser uma unanimidade nacional. Todo mundo conhece e os chocólatras amam de paixão. Essa receita , resgatada de guardados bem antiguinhos, é a que minha mãe fazia. Para mim é a melhor e este post é dedicado a minha sobrinha Alice , que está com desejo e não encontrou nenhum que fosse igual ao da D. Ana.

A receita original do Nega Maluca leva água quente, mas duas coisas minha mãe não admitia na cozinha, bolo feito com água e pão de queijo com pouco queijo. Assim conservei as modificações introduzidas por ela, utilizando leite integral no lugar de água.

Fazer esse bolo me conduziu a uma espécie de retrospectiva, mergulhando de cabeça nos sabores da infância, cheiro de bolo assando e pão de queijo soltando fumaça quando partido.  E pastel, pastel com vários recheios diferentes e que eram devorados muito mais rapidamente do que eram fritos. Hoje quando vou a festinhas de aniversário com todos os salgadinhos exatamente iguais em formato e gosto,como  feitos em linha de produção  e  distribuidos por todas as festas, sinto saudades daquele tempo em que cada aniversário tinha o  sabor personalizado dos quitutes feitos pela família. E o bolo, ansiosamente esperado, não tão bonito e elaborado como hoje o são, mas por certo muito mais saboroso , feito com ingredientes frescos e muito amor. E criança não liga para luxo e complicação, elas querem mesmo é uma festinha simples e alegre.

Ingredientes

3 ovos

300g de açucar cristal

300g de farinha de trigoarroz lentilha e frango e nega maluca 011

80g de chocolate em pó (usei 50% cacau)

200ml de óleo

250 ml de leite integral

1 pitada de sal

1 colher, das de sopa, de fermento

Ligar o forno a 200°. Untar e enfarinha uma forma retangular. Bater no liquidificador os ovos com o óleo e o açucar e o sal. Esquentar  bem o leite e dissolver o chocolate (é o que vai acentuar a cor escura do bolo), acrescentar ao liquidificador e bater até misturar bem. Colocar a farinha já peneirada, em uma tigela e aos poucos despejar a parte líquida, mexendo com um fouet ou espátula até que fique tudo agregado, peneirar por cima o fermento, mexer delicadamente e despejar na forma preparada.  Após 10’ de forno, reduzir para 180° e terminar de assar, como cada forno é diferente, o melhor é fazer o teste do palito.

Cobertura

1 xícara de açucar cristal

1/2 xícara de chocolate em pó

1 colher de manteiga sem sal

4 colheres de leite integral

Misturar bem e levar ao fogo baixo mexendo sempre até ficar bem homogeneizado. Essa cobertura endurece quando esfria, se necessário levar ao fogo mais um pouco na hora de usar. A cobertura deve ser espalhada quente, no bolo também quente ( eu gosto de fazer uns furinhos com palito em toda a superfície do bolo para a cobertura penetrar).Esse passo deve ser feito rapidamente para que a casquinha se forme de maneira igual por sobre o bolo.

Observem bem a foto para ver a casquinha quebradiça da cobertura.

Bom carnaval e aproveitem para queimar as calorias do Nega Maluca.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pão de hamburger integral

 

Sempre fui adepta de uma alimentação saudável, não só pelo bem estar que nos proporciona, como também pelos seus benefícios a longo prazo.  Herdei esses hábitos de minha mãe e na medida do possível procuro transmití-los não só às minhas filhas e netos, como também a todas as pessoas que me são caras. Sei que às vezes sou chata ao defender meus pontos de vista a respeito de uma vida com alimentação mais natural e funcional.  Isso me fez lembrar um grande amigo que costumava dizer :” ..de que adianta a gente se salvar se os amigos não nos acompanharem? Quero me salvar, mas quero levar todos comigo..”

É assim que penso, se tive a oportunidade de aprofundar meus conhecimentos sobre alimentos e aprender a distinguir o que nos é necessário e vital do que não passa de caloria vazia, quero ter a chance de transmitir a todos o que aprendi. Com a massiva propaganda de alimentos calóricos, recheados de gordura e açucar refinado, reconheço que é muito difícil . Há ainda o agravante dos inúmeros compromissos e afazeres que nos levam a optar por refeições fora de casa e alimentos semi-prontos industrializados.

Sendo complicada uma mudança radical, podemos começar apenas acrescentando ingredientes mais saudáveis nos alimentos do dia a dia. E se houver reclamações ainda resta a opção de introduzir as modificações em doses homeopáticas, o importante é começar. Mudar a  margarina por azeite de oliva, o açucar refinado por uma versão mais natural, como o cristal ou o mascavo orgânico, ou ainda adoçar com mel de abelhas ou melado de cana. Adicionar fibras com a utilização dos farelos , são mudanças mínimas que no final farão a diferença, principalmente na alimentação das crianças.

Ingredientes

Água fria                             460 ml

Melado de cana                      45g

Azeite de oliva                        50g

Sal marinho                            16g

Lete em pó integral                 20g

Ovo                               1 unidade

Farinha de trigo integral         160g

Farinha para pães                  800g

Fermento seco instantâneo      13g

Para não me tornar repetitiva, não transcreverei o modo de fazer a massa, que é o mesmo das outras receitas de pão. Depois de atingir o véu de glútem, descansar por 1h, modelar os pãezinhos e levar a crescer. Antes de colocar no forno, pincelar com 1 ovo batido com 1 colher de água e polvilhar gergelim com casca ou sem, como preferir.

Tem gente que acha pão integral seco, então fiz questão de postar uma foto mostrando a textura desse pão, bem fofinho e macio. Com certeza tanto crianças como adultos vão adorar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pão de polenta

 

Adoro polenta e adoro pães, a união dos dois  só poderia ser uma coisa maravilhosa. Foi o que logo pensei ao me deparar com essa receita nohttp://www.williams-sonoma.com/ , porém guardei na fila de receitas a testar e acabei me esquecendo. Com a obrigatoriedade do repouso comecei a rever meus guardados e a primeira receita que me caiu às mãos foi justamente ela.

Procurei seguir a receita à risca, para melhor mensurar o resultado. Só modifiquei o modo de modelar, fazendo uma trança em vez de um pão redondo.  Ficou um pão excelente, macio e aerado, com o gosto de milho mas sem lembrar os pães de milho tradicionais. Utilizei uma medida de 250 ml.

Ingredientes

3 xícaras de farinha de trigo para pães

1/2 xícara de flocos de milho pré-cozido para polenta (usei o sem sal)

2 colheres, das de chá, de fermento seco instantâneo

1 colher, das de chá, de sal marinho

1 1/3 de xícara de água

1 ovo batido com 1 colher de água

1 colher, das de sopa, de azeite de oliva extra-virgem.

O pão é feito da maneira tradicional, seja na MFP ou manualmente. Fiz do modo manual para sentir melhor o ponto da massa. É fácil de ser trabalhada e dá ponto de véu rapidamente. Deixei levedar por 1h. Após modelar polvilhei com flocos de milho e esperei mais 40 minutos para levar a assar. Forno preaquecido a 220°, nos primeiros 15’, depois reduzi a 180 e assou por mais 25’.

Sunbonnet na chuva

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Inspirada pelo tempo chuvoso, escolhi a Sunbonnet  na chuva  para publicar hoje.     Além de ser  simples de fazer, já que não tem muitos detalhes pequenos, a bonequinha de hoje representa muito bem essa estação chuvosa em que estamos.

Utilizei tons de azul que sempre nos remete à agua e a galocha em cor  bem contrastante, assim como o cabo do guarda-chuva..

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Lembrar que o risco é espelhado, portanto se quiser que fique virada para o outro lado , depois de passar para o acetato, virar o molde.

As gotinhas de chuvas são feitas com ponto margarida, e a poça de água com pontinhos de alinhavo. É só uma sugestão, ficando a critério de cada um realizar o bordado conforme seu gosto.

Faço minhas aplicações sempre com linhas de meadas, usando 2 fios na agulha. Para fazer os detalhes, como aqui as gotas de chuva, uso apenas um fio, para ficar mais delicado.

É bom não esquecer que não só os tecidos devem ser de boa qualidade, é muito importante que as linhas também o sejam, assim como as agulhas e os outros aviamentos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O que não tem remédio…

 

Refém de um repouso obrigatório e não programado, resta-me apenas colocar “Tico e Teco” para trabalhar.  Não posso costurar, não posso cozinhar, não posso caminhar, mas posso sonhar.   Estou então selecionando trabalhos para fazer quando se passarem os 30 dias do repouso. Embora temerosa, planejo me aventurar em 2 projetos de Sunbonnet diferentes dos que já fiz até hoje, e, ainda uma colcha com gansos alçando vôo em um firmamento totalmente azul. Nesse,  o mais difícil será encontrar o tecido de base, que imaginei poderia ser um azul claro, mas não excessivamente esmaecido e com alguma textura, para dar mais vida ao espaço que representará o céu.

Quem convive comigo sabe que desafios  são sempre muito bem vindos para mim e não há nada que me entedie mais do que a mesmice de não ousar sempre vôos mais distantes e logicamente mais difíceis. Não sei se dessa vez estou exagerando, ao fechar o meu planejamento para esse ano com 3 peças difíceis, sem levar em conta que durante o decorrer do tempo, inevitavelmente outros pequenos projetos surgirão e serão entremeados entre os principais.  Mas é assim que aprecio a vida, um desafio após o outro e sempre galgando mais um degrau na aprendizagem, seja em obras ou na vida.

Montei o primeiro quadro da Sunbonnet.  Depois de 2 dias de “quebra-cabeças”,decidi-me  por modelo publicado no livro All Through  the year, certamente que farei algumas adaptações, com idéias que surgirão no decorrer da realização do projeto.

É diferente do que já fiz porque não se trata de um simples appliqué. Mais como uma pintura exige um pano de fundo trabalhado, os motivos avançam sobre as molduras, como se o espaço no quadro fosse insuficiente e eles criam vida em busca de outras paragens. Assim sendo as molduras, por vezes, têm que ser adicionadas antes de terminar o bordado, invertendo o modo tradicional de produzir um Quilt.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Presentes

 

  Quando vou presentear alguém fico imaginando qual a melhor maneira de demonstrar à pessoa meu afeto. Admiro muito aquelas pessoas que simplesmente entram em um shopping e sem mais delongas escolhem logo uma porção de presentes e vão distribuindo, sempre acertando de primeira. Comigo isso nunca acontece. É um tal de pensar que não acaba mais. Por vezes tenho um insight e em minha primeira tentativa fico satisfeita com a idéia, sim, porque preciso antes me sentir completamente satisfeita com a escolha, para só então imaginar que vai agradar à pessoa que pretendo presentear.

Quando mal conheço a pessoa, então a coisa fica mais difícil ainda. É o que me ia acontecendo um dia desses, conhecia a pessoa há muito pouco tempo e absolutamente não sabia o que agradaria. Quando minhas idéias estão um pouco anêmicas, parto para explorar outras paragens, ou melhor outras mentes que comungam com a mesma linha de pensamento.

Apesar de já haver presenteado várias pessoas com jogos de toalhas bordados e personalizados  por mim, nunca o havia feito bordando o nome se não tivesse intimidade suficiente para saber se agradaria. Uma amiga me fez ver que agradaria em cheio. Dito e feito, creio que nunca recebi tantas demonstrações de carinho ao presentear uma pessoa.  Prova mais uma vez que a simplicidade, aliada ao cuidado , e  à escolha de bons aviamentos, são sempre uma solução para nossas dúvidas.

Ainda não consegui , porém, me livrar do fantasma do perfeccionismo, de querer agradar sem “sombra de dúvidas”, não pelo valor material do presente, mas pelo sentimento que tentei transmitir no momento de fazer.

Por vezes teimo em fazer do meu gosto e por puro receio, desclassifico o presente e o relego a um canto qualquer, nunca sabendo se afinal as cores agradariam ou não.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Bebês, mamães e papais de 1ª viagem

 

Quando se vai fazer alguma coisa pela primeira vez, dá uma insegurança!…Ser mãe pela primeira vez, então,  nem fale, é de enlouquecer. Tenho notado que uma das grandes dificuldades para os papais e mamães de 1ª viagem é como embrulhar o bebê. Bom, ele saiu de um local quentinho, aconchegante e de repente é jogado nu, com frio e solto num ambiente,para ele, bem inóspito. O bebê precisa se sentir aconchegado nos primeiros dias para que possa fazer essa transição sem traumas. E como quando se muda de casa, precisa de um tempinho para acostumar.

Para dar uma mãozinha às mamães que têm me escrito e estão nessa situação fiz um PAP que espero ajude.

Vamos falar primeiro dos cueiros.

Colocar o cueiro sobre o trocador ou outra superfície firme .

Dobre para dentro a parte que não tem aplicação de barra, mais ou menos 20cm.

 

 

 

 

Acomode o bebê sobre o cueiro e envolva-o, delicadamente com um dos lados da peça.

 

Dobre, então para cima a parte de baixo, que fica além dos pezinhos, assim eles ficarão mais protegidos e quentinhos.

 

 

 

 

Envolva-o, então com o restante do cueiro. Note que ficará como um embrulhinho, o que facilitará, inclusive para segurar o bebê, pois ficará mais firme e aquele medo que temos de que “quebre”, acabará. As costinhas ficarão retas e o bebê aconchegado e quentinho, como se ainda estivesse na barriga da mamãe.

No próximo post falarei sobre as mantas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Croissant, falso… porém gostoso

 

 

pizza da vovó Ana 018

Quem não ama croissant? Com chocolate quente me faz lembrar o detetive Poirot, dos livros da Agatha Cristhie , não sei além de mim, mais alguém gosta desse tipo de leitura, pelo menos não conheço ninguém.

Houve tempo em que fazia muito croissant, além de ter gente para comer,  podia contar com minha filhota Fernanda para folhar a massa para mim. Nada como uma massa caseira bem folhada, porém são necessários disposição e força no braço. E com essa fobia de engordar, as pessoas sistematicamente recusam essas delícias, então fazer prá quem comer?

Quero deixar claro que detesto as coisas ditas “falsa”, falso brigadeiro, falso quibe, falso pudim etc. Se não puder comer o verdadeiro por qualquer razão, não como nenhum, recuso imitações. Porém… para pagar minha língua, um dia desses fiz uma massa que acabou sendo muita para o que se destinava. Deixei a parte que sobrou nun canto, olhando para mim e pensando no que iria se transformar, pois jamais desperdiço seja lá o que for, principalmente alimentos. Como era uma massa rica, portanto macia, resolvi enriquecê-la ainda mais, acrescentando manteiga sem sal e um pouquinho de farinha de trigo, só o suficiente para agregar a manteiga adicionada. Abri e enrolei na famosa forma de meia lua, ainda sem saber no que ia dar. Pus na geladeira e no dia seguinte assei, ainda gelados, em forno bem quente, pulverizando água gelada. Bom, não ficou aquele folhado francês, que vai soltando as casquinhas só de tocar, mas folhou. E creio, ficou menos “engordiet'’, tem gente que me censura quando escrevo engordativo, então mudei para “engordiet”.
Degustei, como diz meu neto Henrique, com mel, manteiga de ervas, geléia de acerola, cream cheese e aprovei tudo, sendo que com o cream cheese me apeteceu mais.

Ingredientes

Farinha de trigo para pães           500g

manteiga sem sal                          200gpizza da vovó Ana 020

sal marinho                                       5g

Açucar cristal                                   10g

Fermento seco instantâneo                5g

Água gelada                                    200m

Fazer a massa utilizando 100g da manteiga e juntar a água até o ponto de formar uma massa macia e que solte das mãos, porém sem estar seca. Descansar por 1h. Abaixar em uma superfície, abrir ligeiramente com as mãos e agregar a manteiga restante rapidamente e sem manusear demais a massa. Enfarinhar a bancada, abrir com rolo e moldar. Colocar em forma untada e enfarinhada e levar à geladeira. Só asse depois de bem gelada. Forno 250° nos primeiros 10’, depois reduza e asse até dourar. Não pincelei porque meus ovos são muito vermelhos o que acaba deixando o croissant muito escuro.

Dedico essa receita à Fernanda que ainda por cima teve a coragem de falar em público da minha falta de apetite quando estou doente.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A pizza da Vovó Ana

 

pizza da vovó Ana 011

 

Minha mãe não gostava de cozinhar, fazer comida do dia a dia, mas os chamados  extras, era com ela mesma. Era especialista em várias receitas, que repetia sempre e que se tornaram sua marca registrada.

Qualquer fosse o dia ou a hora, ninguém saía de lá sem comer pão de queijo, eu disse comer, não provar. Se comesse só um ou dois é porque não tinha gostado e aí era uma ofensa, além do que era gostoso mesmo, todo mundo queria mais.

Um capítulo à parte era a PIZZA, sempre havia massa pronta, e se não houvesse rapidamente era feita, e em grande quantidade.  As coberturas eram as mais variadas , conforme o gosto do visitante da hora e se estava a família toda reunida, a cada instante saía uma diferente. Havia até pizza de salsicha   - alô Fernanda e Alice –, era só pedir que logo era inventado. Mas creio que o diferencial mesmo era a massa, tudo no ponto certo, o sabor, o aroma,  crocante e macia ao mesmo tempo  E haja pizza para aqueles devoradores, filhos, netos, bisnetos e agregados. Hoje me deu saudade daquela pizza, folheei meus caderninhos antigos até encontrar a receita, já desbotada, que escrevi talvez há mais de 30 anos.

Como ela, nunca deixei que a tristeza ou a adversidade me abatessem, espero estar sempre de cabeça erguida, aconteça  o que acontecer.  Se possível saboreando uma pizza, com qualquer cobertura, o importante é o que ela representa. A cobertura é só a cereja do bolo.

Ingredientes

500g de farinha de trigo

5 g de fermento seco instantâneo

15g de açucar cristal

10g de sal marinho

100 ml de óleo

250 ml de água

Colocar a farinha em uma tigela, ou diretamente sobre a bancada, acrescentar os outros ingredientes, sendo a água aos poucos, até o ponto de soltar das mãos. Sovar bem. É uma massa muito fácil de trabalhar. Deixar crescer  até dobrar de volume. Abaixar, dividir em quantas pizzas desejar, bolear e abrir em superfície polvilhada . Prefiro polvilhar com semolina, mas pode ser fubá de milho ou mesmo farinha de trigo.  Abrir, colocar na forma sem untar e levar ao forno quente para pré assar. Tirar do forno colocar a cobertura e terminar de assar . Pode ser congelada pré assada, para terminar de fazer quando der aquela fominha fora de hora, ou em dias chuvosos, frios, quentes, qualquer dia que der vontade. Lembrar que o forno para assar pizza dever ser bem quente.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sopinha de ervilhas

 

Tenho uma certa invejinha de pessoas que mesmo doentes continuam com apetite de leão. Eu não consigo sentir vontade de comer nada. Dou tratos à bola tentando pensar em algo que me apeteça, mas parece que tudo perde o aroma e com ele vai-se o sabor também.

Também vejo que muitos adoram ficar em repouso, eu não. Gosto de fazer coisas, se possível muitas coisas, enquanto penso em outras para fazer logo depois. Assim sendo fico duplamente castigada, sem fazer nada e ainda por cima sem apetite.

Tenho cá comigo que quando se está doente, há a necessidade de sentir-se mimada, mesmo que não o seja. É a hora de comfort food. . Sempre que estava doente pedia a minha mãe para fazer bife à milanesa. Era a minha comfort food, agora não posso mais pedir .

Depois de ver desfilar em minha mente uma longa série de pratos que pudessem despertar algum sentimento, porque para mim comfort food é o supra sumo de todos os momentos felizes concentrados em aroma e sabor inesquecíveis. Em vão, só lembrava do bife à milanesa. Mas precisava de alguma coisa que me aquecesse a alma, foi aí que , de repente me apeteceu uma sopa de ervilhas. Mais simples não poderia ser, foi só tirar um pote de caldo de galinha do freezer, colocar as ervilhas, levar ao fogo brando por cerca de meia hora, até as ervilhas além de macias, roubarem o gosto de caldo que geralmente faço bem temperado de ervas, cenoura ,  salsão e alho poró.

Para acompanhar, cortei pão integral que tinha congelado, em forma de estrelinhas, para me mimar mais um pouquinho, reguei com azeite de oliva e ficou delicioso. O pão foi feito com farelo de trigo, gengibre e alecrim.

Estava pronta minha comfort food e certamente também minha recuperação.

Sunbonnet com sorvete

 

Para os blocos de Sunbonnet precisei de 80cm de tecido neutrinho branco estampado com margaridinhas também brancas.  Já tinha esse tecido em casa, sobra de outro trabalho. As aplicações também foram feitas com retalhos de outros projetos.

Uma dica para quem não tem muita prática é passar o risco em um pedaço de acetato, marcar o meio, tanto do tecido quanto do risco, sobrepor e fixar com um pedaço de fita crepe.

Lembrar sempre que o risco é espelhado, se quiser que o bordado depois de pronto fique virado para o lado esquerdo, posicione o risco virado para a direita. É bom não se esquecer de fazer uma marquinha nos riscos indicando qual lado deve ser o direito.

Com o risco fixado no tecido fica mais fácil montar o bordado, basta levantar o acetato a cada vez que for acrescentar uma parte do desenho.

Para quem não conhece, acetato é aquele filme transparente, também usado em raios X.

Dois fatores  devem ser levados em consideração para a beleza do trabalho . A combinação das cores e tecidos é muito importante, mas o capricho na execução da aplicação também vai  agregar bastante valor ao final.

Existem vários métodos de aplicação e cada um deve utilizar aquele em que possui mais habilidade. Não adianta pressa, deve-se fazer tudo com calma para que saia perfeito já na primeira vez.

Pretendo publicar um risco a cada 15 dias, espero que esse seja um prazo razoável para cada um terminar o bordado do quadro anterior.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

BOM propriamente dito…e já que vamos fazer, mãos à obra.

 

11Antes de iniciarmos o projeto é preciso que se escolha o tecido que fará o fundo dos blocos bordados. Como graças a Deus somos todos diferentes, cada um escolha o tecido a seu gosto. Apenas uma dica, os tons claros ficam mais delicados para as crianças e os tecidos chamados “neutrinhos” ou “tom tom”, dão um ar mais sofisticado à peça, além de disfarçar pequenas falhas que às vezes acontecem, principalmente quando ainda não se tem muita prática de bordado.

Feito o cálculo da quantidade necessária , é bom que se compre um pouco mais para evitar surpresas, se for necessário refazer algum quadro.

Escolhido o tecido, molhar dobrado, e sem torcer estender à sombra.

Passar à ferro deixando bem liso.

 

Nesse projeto usaremos quadros com 30cm x 35cm. A margem de costura será de 1,5cm, portanto cortaremos cada quadro com 31,5cm x 36,5cm. Serão utilizados 8 quadros para aplicar as Sunbonnets, mas não é necessário que se corte todos de uma vez, pode –se ir aos poucos, cortando de 2 em 2.

Cortado o tecido do fundo, o passo seguinte é copiar o risco na entretela dupla-face, usando um lápis macio (uso o 6B).Recortar as partes, tendo o cuidado de deixar maior margem de costura nas peças que vão ser colocadas por baixo de outra. Colocar no avesso dos tecidos escolhidos, passar a ferro e recortar nas linhas marcadas. Montar observando bem o desenho.digitalizar0001

Este é o 1º bloco, observar que a imagem será sempre espelhada, isto é, depois de montado o bordado ele ficará virado parao lado contrário do risco. É bom fazer uma marca se quiser que cada bonequinha fique virada para um lado diferente.Os riscos em tons mais claros indicam que a peça fica por baixo de outra. Estou explicando bem detalhadamente porque algumas pessoas são iniciantes na arte. Desculpem-me as que estiverem mais avançadas.

Patchwork da Mommy



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