quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sopinha de ervilhas

 

Tenho uma certa invejinha de pessoas que mesmo doentes continuam com apetite de leão. Eu não consigo sentir vontade de comer nada. Dou tratos à bola tentando pensar em algo que me apeteça, mas parece que tudo perde o aroma e com ele vai-se o sabor também.

Também vejo que muitos adoram ficar em repouso, eu não. Gosto de fazer coisas, se possível muitas coisas, enquanto penso em outras para fazer logo depois. Assim sendo fico duplamente castigada, sem fazer nada e ainda por cima sem apetite.

Tenho cá comigo que quando se está doente, há a necessidade de sentir-se mimada, mesmo que não o seja. É a hora de comfort food. . Sempre que estava doente pedia a minha mãe para fazer bife à milanesa. Era a minha comfort food, agora não posso mais pedir .

Depois de ver desfilar em minha mente uma longa série de pratos que pudessem despertar algum sentimento, porque para mim comfort food é o supra sumo de todos os momentos felizes concentrados em aroma e sabor inesquecíveis. Em vão, só lembrava do bife à milanesa. Mas precisava de alguma coisa que me aquecesse a alma, foi aí que , de repente me apeteceu uma sopa de ervilhas. Mais simples não poderia ser, foi só tirar um pote de caldo de galinha do freezer, colocar as ervilhas, levar ao fogo brando por cerca de meia hora, até as ervilhas além de macias, roubarem o gosto de caldo que geralmente faço bem temperado de ervas, cenoura ,  salsão e alho poró.

Para acompanhar, cortei pão integral que tinha congelado, em forma de estrelinhas, para me mimar mais um pouquinho, reguei com azeite de oliva e ficou delicioso. O pão foi feito com farelo de trigo, gengibre e alecrim.

Estava pronta minha comfort food e certamente também minha recuperação.

Patchwork da Mommy



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