sábado, 28 de abril de 2012

Comfort food

 

Esse desejo de comfort food, não sei nos outros, mas em mim sempre chega devagarinho, como quem não quer nada. Um dia acordo lembrando um cheiro que não consigo identificar, mais tarde vem a lembrança de pessoas ou lugares agradáveis. E assim pouco a pouco vai se insinuando, às vezes demora horas, outras até uma semana. De repente algo estala em minha mente e é como se fosse transportada a uma época maravilhosa, onde me sinto segura e certa de que nada de mau pode acontecer. Sofro de uma síndrome, não sei o nome e nem se é considerada como tal pela ciência, o fato é que minha memória funciona de forma seletiva. Se determinado momento foi bom, ela exclui imediatamente qualquer traço que possa sombrear no fututo as boas lembranças. Assim, quando mais tarde me recordo, sinto-me transportada às nuvens, meu coração se expande, fecho os olhos e posso reviver aquele determinado momento entre suspiros de felicidade. E imediatamente me lembro de algo que comi e corro prá fazer porque afinal, fui criada para ser feliz e não devo fugir ao meu destino.

Com as noites mais frias, não parava de pensar em polenta e hoje tomei a sábia decisão de , com frio ou calor almoçar minha polenta. Sei que é uma comida bem prosaica, mas uma das minhas preferidas.  Comecei o ragu cedo, no fogo bem baixo para adquirir uma consistência encorpada, mas natural. Quando estava pronto, fiz uma polenta com ponto mais cremoso que o habitual. Despejei em um refratário bem untado com manteiga, cobri com uma camada de queijo parmesão filetado na hora, cobri com o ragu, polvilhei mais parmesão e levei ao forno para gratinar.

Quando tirei do forno, aquele aroma de casa de mãe se espalhou pelo ar. Meu neto, que acabara de chegar, olhou e logo opinou, isso nem parece polenta, está mole e tem muito molho.

Bom, prá mim estava perfeita, afinal cada um tem a sua comfort food, o que traz lembranças felizes pode não trazer a outros.

Sentei-me, então sozinha à mesa e me deliciei . Para completar ,  Freddie Mercury compareceu com uma seleção deliciosa e aquela voz incomparável.

Que sábado! Quem pode sequer pensar em ficar triste com tantas opções de ser feliz…

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Bed runner

 

Várias pessoas têm me perguntado o que é um “ bed runner”.  Costumo dizer que é o mesmo que um table runner, com a diferença que ao invés de ser usado na mesa, é utilizado como elemento de decoração na cama.

Como a maioria das coisas o bed runner foi criado como uma alternativa de se aquecer os pés à noite, sem que se precisasse usar uma colcha grande e pesada. Era colocado aos pés da cama. Depois seu uso popularizou-se e passou a ser uma peça de decoração do quarto. Fica muito bonito para compor a cama e dar um toque mais aconchegante ao quarto.. Se quiser seguir a tradição será colocada mais perto dos pés da cama, usada no meio da cama também fica muito bonita. Fiz a opção de colocar na cabeceira , sobre os travesseiros, ao usar esse modelo em particular, pelo fato de haver usado a foto do casal e também porque atrai mais o olhar para o foco principal da cama, a cabeceira.

Pão integral com linhaça e gergelim

 

Fico sensibilizada com a preocupação das pessoas em relação à minha paixão por pães .Acho que essa fama de que pão engorda, não faz bem para a saúde, aumenta a barriga é tudo balela. O pão tem sido um alimento constante desde a Antiguidade e que eu saiba a epidemia de obesidade começou nas últimas décadas do século passado. E agora culpam o pão.

Todos os ingredientes utilizados no pão são naturais e muito saudáveis. Quem faz pão em casa já deve ter notado que o além de tudo queima calorias durante seu preparo.  Jesus não dividiria o pão entre a multidão se esse fosse um alimento maléfico. E o maravilhoso aroma que o pão exala. Uma coisa que cheira tão bem não pode fazer mal.

Sim, sou uma defensora ferrenha de todo tipo de pão. Mais ainda do pão artesanal, onde se emprega a melhor farinha, sal marinho, açucar na medida exata, sem exageros, e outros complementos que apesar de não serem fundamentais vêm enriquecer a receita, como linhaça, gergelim, aveia etc.

Voltarei ao assunto em outro post.

Ingredientes

Iogurte natural integral                      300g

Leite integral                                     250g

Açucar mascavo orgânico                   30g

Sal marinho                                          13g

Linhaça  usei a dourada                       25g                     

Azeite de oliva extra virgem                 15g

Farinha de trigo integral                       90g

Farelo de trigo                                      50g

Farinha de trigo para pães                 700g

Fermento seco instantâneo                   14g

Gergelim para polvilhar (usei com casca e o negro)

Colocar os ingredientes na máquina , na ordem acima. Selecionar o ciclo massa e esperar completar. Depois de crescida dividir em 2 partes. Moldar , pincelar com clara batida com um pouco de água e polvilhar gergelim à gosto. Levar a crescer por cerca de 1 h. Forno preaquecido a 220°. Assar como de costume. Tirar da forma e deixar esfriar sobre uma grade.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Appliqué

 

Há estampas tão lindas que ficamos com pena de não aproveitá-las mais amplamente. Adoro tecidos com estampa de flores, principalmente violetas, hortências, amores-perfeitos e orquídeas. Tenho então utilizado algumas estampas que se destacam mais para fazer aplicações em meus trabalhos. Fica um efeito maravilhoso.

É necessário recortar o tecido com uma margem de segurança, colocar sobre o papel colante, riscar ao redor, cortanto o excesso para evitar que cole no ferro quando for adesivar o tecido

Procuro posicionar o recorte de várias maneiras antes da colagem definitiva, para melhor visualizar o efeito.

 

Também é interessante harmonizar as cores das linhas com as estampas e destacar alguns traços da figura para que ela fique mais integrada ao trabalho.

É necessário recortar o tecido com uma margem de segurança, colocar sobre o papel colante, riscar ao redor, cortanto o excesso para evitar que cole no ferro quando for adesivar o tecido .

Creio que as fotos dão bem para ilustrar a evolução do trabalho, acima recortei o tecido e procurei posicionar de diversas maneiras e ao lado, já aplicado no bloco.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Forros

 

colcha Alice

Os forros quase sempre são relegados a segundo plano. Planejamos , escolhermos os tecidos, executamos o projeto e só aí então pensamos no forro. Até algum tempo atrás eu mesma seguia  a onda de usar como forro o algodão acabado, que na realidade é muito bom, macio e encontrado em várias larguras. Só que é extremamente sem graça, fica com cara de forro mesmo. Vive dentro da minha cabeça um bichinho irrequieto e que se chama “Vamos experimentar”.  Comecei a fazer então o uso do percal, que também é encontrado em várias larguras e estampas, bom para se utilizar nas peças maiores evitando emendas.

Procuro encontrar uma estampa que combine com a parte superior do trabalho para que depois de pronto  o projeto transmita unidade e leveza.

Nem sempre é possível, mesmo porque encontrar percal estampado e bonito não é tarefa muito fácil. Mas há alguns até com estampa de patchwork que podem render uma boa combinação de trabalho.

 

 

Para trabalhos infantis também procuro harmonizar o forro com o topo. Estava com duas colchas já bordadas e montadas, faltando o forro. Encontrei tricoline com estampas infantis , com 1,50m de largura, o que é ideal para uma colcha infantil e não precisa emendar.

Já coloquei o forro na colcha rosa e vou começar a quiltar amanhã, e depois a amarelinha que acho vai ficar linda com esse forro de gatinha  e quadrinhos em patch.

Essa é uma das experiências que achei importante repassar porque sei que ainda tem muita gente que quebra a cabeça à procura de um forro liso, que no final das contas nem fica tão bonito assim.

domingo, 22 de abril de 2012

Dia da Terra

 

Comemora-se hoje o Dia da Terra. Pergunto-me, quantas pessoas saberão disso? Bem poucas.Não há manifestações coletivas e nem buchichos nas redes sociais.Sem ela não há sobrevivência, e no entanto o que fazemos para conservá-la? Nem mesmo seu dia é celebrado.  Não há valor comercial no Dia da Terra, os shoppings não ficam lotados de pessoas querendo comprar presentes para ela. Seu dia passa despercebido. É melhor que seja assim. Podemos acalmar nossa consciência esquecendo-nos de preservar as matas,  usar de modo racional a água e todas as dádivas que recebemos e que utilizamos como se fôssemos a derradeira geração a habitar o planeta.

O autor dessa imagem foi muito feliz em dar a forma de coração ao nosso planeta e com ela faço minha homenagem singela e solitária à nossa Mãe Terra.

sábado, 21 de abril de 2012

Um quilt de massas e recheios

 

Todo mundo já sabe que não gosto de desperdícios, então procuro fazer tudo pesando os ingredientes para que não haja sobras ao final do preparo. Acontece que nem sempre sai tudo como o planejado.  Foi o que aconteceu há uns dias atrás. Primeiro alguém me telefona pedindo  para fazer uma torta de bacalhau (uma das filhas). Meia hora depois a outra já telefona choramingando …”mãe você sabe que não como bacalhau”. Não tem importância filhota, prá você já ia fazer torta de legumes. Como era uma semana atarefada, resolvi fazer as tortas ao mesmo tempo, e também pão e biscoito de queijo e colocar tudo no freezer. 

A massa da torta de bacalhau fiz na fórmula 3, 2, 1. Já a de legumes a fiz uma massa menos amanteigada. Não é interessante fazer a mesma massa e só mudar os recheios, dá a quem vai degustar a impressão que foi tudo comprado na padaria da esquina. Devo ter errado nas medidas devido a tantas coisas ao mesmo tempo e quando fui cobrir a torta de bacalhau , a massa não foi suficiente. Peguei o processador e fiz mais um pouco, aí sobrou. Embrulhei em filme plástico e coloquei no freezer. Da torta de legumes também sobrou um pouco de massa, o tempo estava curto e não coloquei enfeite de gradinha. Embrulhei o restante e guardei no freezer. Não gosto de tortas com pouco recheio, coloco o máximo que cabe na forma, então faço a mais e o que sobra aproveito em uma salada , fritada, omelete etc. Dessa vez não dava tempo, então congelei também os recheios que sobraram.

Semana passada,  encontrei os pacotinhos no freezer e nem me lembrava mais o que era, ainda bem que não esqueci de rotular. A quantidade de cada um não era suficiente por si só , então pensei, vou juntar tudo como se fosse um quilt e completo o que faltar com outra coisa. Forrei o fundo e os lados de uma forma de abrir com uma das massas. Coloquei os recheios em camadas alternadas e completei com algumas azeitonas pretas, queijo parmesão refilado,  ervilhas congeladas e brócolis . Cobri com a outra massa, pincelei com ovo batido e salpiquei gergelim com casca. Cruzei os dedos e esperei para ver no que ia dar.

Ficou ótima, os recheios se mesclaram, mas o bacalhau sobressaiu e teve gente que provou e pensou que era só de bacalhau. A parte inferior da torta ficou mais crocante porque a massa era mais amanteigada e a de cima mais macia e suave. Mas formou uma boa combinação e aproveitamento nota 10.

Nota: Nenhuma das pessoas que comeu soube que era um aproveitamento. Prefiro não dizer porque tem gente que não gosta de sobras.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sunbonnet, a lua e as estrelas

 

 

Essa Sunbonnet é um pouquinho mais demorada para montar e bordar, mas acreditem, vale a pena. O efeito final é muito bonito e suave.

Está vestida de anjo, com asinhas e tudo e roupinha de dormir. Costumo fazer as asas com retalhos de tira bordada, acho que ficam mais etéreas. Mas podem ser feitas de qualquer tecido suave, nesse caso é necessário bordar o contorno das mesmas.          É bom lembrar que deve haver uma certa diferença de tom entre o tecido de fundo e as asas, para que sobressaiam. Feitas com tira bordada há a vantagem de ficarem em 3D.

                                                                                                                                      

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Dia do livro infantil


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Comemora-se hoje, 18 de abril, o nascimento de Monteiro Lobato e também o dia do livro infantil. Aprendi a ler muito cedo, pudera, na minha casa respirava-se livros, que eram tidos como o bem mais importante. Havia dicionários de várias línguas, enciclopédias, livros em latim, francês, alemão, inglês, italiano . Livros de botânica, de artes, de filosofia, religião, romances , dramas, policiais, de mistério etc. Autores clássicos e contemporâneos, prosa e poesia, enfim, uma maneira de conhecer o mundo sem precisar sair da sala. Com minha ânsia de saber tudo passava de um gênero a outro e achava estranho quando alguém me dizia que tinha preguiça de ler.Meu pai comprava coleções inteiras de livros infantis. Talvez tenha sido esse hábito que me despertou o gosto por escrever.
Não me lembro quantos anos tinha quando travei conhecimento com Monteiro Lobato, mas a primeira obra dele que li foi Dom Quixote das crianças. Posso afirmar sem medo de estar exagerando que Monteiro Lobato foi um marco em minha vida. Daí em diante entendi que não existe limite para a imaginação e que ela está intimamente ligada aos planos e objetivos de vida  de cada um.  Para se traçar um futuro é preciso ter um ideal e este se adquire aprendendo a interpretar seus anseios utilizando os caminhos que outros já desbravaram antes de nós. A cada vez que leio um livro, avanço um passo sem necessitar sair do lugar. Minha admiração por Monteiro Lobato é tão grande que me sinto incapacitada de falar sobre ele. Não tem ligação com o programa de tv da rede Globo . O meu Sítio do Picapau Amarelo foi todo criado na minha imaginação e os personagens conviviam comigo como se fossem pessoas vivas. Li tantas vezes a coleção que às vezes sonhava que havia me mudado para o Sítio.
É uma pena que as crianças hoje já não leiam tanto e Monteiro Lobato esteja um tanto esquecido.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Rosca Fernanda

 

Sempre que vou fazer algo novo, paro prá pensar, escrevo o que vou precisar, tento por as idéias em ordem cronológica, faço um desenho se for o caso etc.  Parece uma bobagem e perda de tempo, mas meu cérebro só funciona assim, planejando.Quando vou fazer um pão, na véspera faço o cálculo dos ingredientes, verifico se tenho todos em minha despensa, no caso de castanhas, nozes, amêndoas, já corto do tamanho que vou usar e deixo arrumado para o dia seguinte.

Com essa rosca não foi assim. Criei tudo na hora, na hora da saudade. Separei os ingredientes para uma massa de pão doce, coloquei na MFP e só então fui inventar o recheio e a cobertura. Queria usar todas as coisas que a Fernanda gosta então já estavam em cima da bancada chocolate, nozes, coco ralado, castanhas e manteiga.Separei o chocolate meio amargo em duas porções, cortei uma parte mais fina e a outra em pedaços maiores, para que ficassem mais inteiros mesmo depois de expostos ao calor do forno. Detesto coisas muito picadinhas que não dá para adivinhar o que é quando a gente está comendo. Quero textura nos recheios, morder os pedaços, para não ficar com a impressão que estou comendo uma pasta industrializada ou pior de algo desconhecido fazendo de conta que é outra coisa. Como umas gomas que fingem ser cerejas, chocolate hidrogenado em vez do nobre cacau e por aí vai.

Além da qualidade também considero importante a quantidade, nada pior do que ficar tentando achar um pedacinho de castanha ou chocolate e ver seus esforços em vão, porque justamente sua fatia não tinha recheio.

Misturei 100 g de manteiga sem sal com 4 colheres de açucar de confeiteiro peneirado e uma colherinha de extrato de baunilha até formar uma pasta em ponto de espalhar.Quando a massa ficou pronta coloquei na bancada e espalhei metade das castanha, virei, coloquei o restante e amassei para que as castanhas se incorporassem igualmente por toda a massa.Dividi em 3 partes, abri cada uma formando uma tira (não usei rolo, abri com a mão mesmo), espalhei com as costas de uma colher 1/2 da pasta de manteiga, polvilhei bastante coco ralado (uma camada grossa), distribuí as nozes e o chocolate em pedaços maiores. Polvilhei o chocolate mais fino , fechei cada tira unindo as laterais e apertando para o recheio não escapar. Formei uma trança, coloquei numa forma untada , forrada com papel manteiga também untado . Pincelei com um ovo levemente batido, espalhei nozes e chocolate em pedaços. Levei a crescer por 1 hora. Assei em forno médio, preaquecido a 180°. Depois de assada , polvilhei açucar de confeiteiro só para realçar a cor escura do chocolate e deixei esfriar sobre uma grade.

O cheiro é maravilhoso, o chocolate com a baunilha e as nozes dão água na boca.

Ingredientes

Leite ntegral                          350 ml

Manteiga sem sal                  100g

Ovo                                        1 unidade

Melado                                  50g

Açucar baunilhado                60g

Sal marinho                           12g

Farinha de trigo para pães    600g

Fermento seco instantâneo   20g

Recheio e cobertura

Manteiga sem sal                     100g

Castanhas do Pará                  60g

Nozes                                       100g

Coco ralado integral                 100g

Chocolate meio-amargo            250g

domingo, 15 de abril de 2012

Um oceano entre mim e a filhota

 

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Embora tenha tentado por diversas vezes, nunca consegui entender o mistério do cordão umbilical. Alimenta o bebê durante o período da gestação, é cortado logo após o parto, mas tem-se a impressão que permanece um liame invisível por toda a vida entre mãe e filho. Desde o nascimento a gente sabe que eles vão partir um dia, mas nunca estamos preparados para acordar um dia e vermos que cresceram, são donos de sua vida e ainda por cima sabem amarrar os sapatos sozinhos.

Quando o caso acontece com a caçulinha então…Pior ainda se entre ela e as outras houver uma diferença de idade maior.  É como se ela não fosse crescer nunca e no entanto, o tempo passou célere.. Eu aqui imaginando se ficará bem alimentada e agasalhada, esquecendo-me o quanto ela é preparada, que domina várias línguas e é  perfeccionista como a mãe porque o fruto nunca cai longe da árvore.

O que é que alguém como eu faz numa situação dessas? Chora? Desespera-se? Vai às compras? Não… vai para a cozinha e inventa uma receita .

Mas tem que ser algo que lembre a infância , mas também a adolescência . Que leve seus ingredientes preferidos, sem esquecer o quanto ela é seletiva para comer. Fui selecionando e descartando até que ficasse sobre a bancada uma barra chocolate, nozes, coco ralado, melado, açúcar baunilhado, manteiga sem sal.

E como diz meu neto Henrique, “ o que a vovó mais ama fazer é pão..” Fiz uma rosca e batizei de Rosca Fernanda, com tudo que ela gosta no recheio e ainda coberta com chocolate e mais chocolate ainda.

Ficou realmente deliciosa, o que vem provar que ingredientes apenas, não fazem um bom prato, é preciso amor também e talvez um pouco de saudade.

Sei que todos vão adorar, mas é assunto para outro post, me aguardem…

sábado, 14 de abril de 2012

A resposta da goiabeira

 

Quando adquiri minha casa, havia 2 goiabeiras, uma na parte de frente e outra no quintal. A da frente foi logo decepada pelos pedreiros sob a alegação que as raízes iam abalar a estrutura do muro e os canos de esgoto.  A outra, pequena ainda, não deixei que destruíssem e fiquei esperando que se desenvolvesse e desse frutos. Passaram-se 3 anos e nada, cresceu, florescia, mas as flores caíam ou quando polinizadas as frutinhas secavam e não se desenvolviam. Por fim os pés de maracujá resolveram se enroscar nela que então transformou-se em simples suporte.

Nasceram mais 4 goiabeiras e nenhuma delas ia para frente. Como o quintal estava ficando muito sombreado tive que fazer algumas opções e utilizei o parâmetro de fertilidade, quem não produzia iria embora. Eliminei as 4 goiabeiras menores, e ao acabar a safra do maracujá, deixei só 4 pés e podei para que saísse de cima da goiabeira e pudesse então mandar cortá-la.  Durante todo esse preparo expliquei muito bem a todas as plantas o que iria fazer. Não, não sou doida, mas tenho o hábito de me comunicar com todo ser vivente. Todos os dias falava para a goiabeira, você é linda, realmente acho lindo aquele tronco manchado e semi descascado das goiabeiras, mas vai ter que sair para dar lugar a uma espécie mais produtiva.

Comecei a busca em algumas floriculturas para encontrar alguma que reunisse as qualidades que queria. Haveria algumas desvantagens, seria daquelas goiabas lindas, mas não tão saborosas como as chamadas nativas.

Conversando com a dona de um viveiro aqui perto, e explicando o estado de minha goiabeira, ela me disse que talvez ainda fosse viável e que eu deveria esperar passar a estação chuvosa para avaliar melhor. Chegando em casa fiz uma poda de limpeza e coloquei algumas pás de compostagem em seu pé e disse é á sua última chance. Passados 15 dias ela floriu ( olha aí a abelhinha polinizando uma das flores). Agora já tem algumas goiabas crescendo e já as guardei nos saquinhos de papel para evitar visitas indesejáveis de pragas.

Aprendi a lição :Não se pode desistir de algo e nem de ninguém logo no primeiro embate, é sempre preciso dar mais uma chance.

Dei muitos beijos e abraços nela e estou esperando para provar a primeira goiaba, que espero seja bem saborosa.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Raspas de limão

 

 

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Prá todo mundo que perguntou, tenho o prazer de apresentar o meu aparelhinho de fazer raspas . É conhecido como  zester ,que numa tradução livre seria instrumento para fazer zest, ou raspas em inglês, não sei se aqui no Brasil tem um nome especial. Sei que é excelente para quem gosta de cozinhar e acrescentar aromas e sabores cítricos a seus pratos. Prático, as raspas saem em tirinhas e ficam lindas na decoração dos pratos, e além disso, nunca atinge  a parte branca, que deixa um certo amargor na raspa.

Antes de possuir esse aparelho fazia raspas com um ralo, mas precisa-se utilizar uma maior quantidade de frutos porque perde-se muito entre os furinhos do ralo e ainda tem o problema da parte branca do limão, laranja ou tangerina.Houve uma época em que envolvia o ralinho com um pedaço de papel filme e ralava bem de leve para não rasgá-lo e obter as raspas sem que penetrassem no interior do ralo. De qualquer forma dava trabalho e o resultado nem sempre era o esperado.

Como as raspas saem em tiras alongadas, pode-se usá-las formando arabescos ou picá-las para acrescentar à receita durante o preparo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Até breve…

 

 

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Sou avessa a tristezas e sempre procuro uma razão para justificar as coisas ruins que nos acontecem. Tenho grande fé em Deus e sei que seus desígnios, embora incompreensíveis para nós na maioria das vezes, têm sua razão de ser.

Hoje ao acordar recebi a notícia do falecimento de um primo, Renato. A morte, por si só, já é um fato doloroso, quando é inesperada, agrava-se ainda mais e quando é resultado de um ato de violência, deixa-nos com uma enorme sensação de impotência e revolta ante a impunidade que grassa em nosso País. Não há mais cidade segura, em todo lugar ocorrem atos de violência e tira-se a vida de um pai de família por quase nada. Tinha 42 anos e foi assaltado, segundo informações por 2 menores, ao sair de um shopping em Belém, no sábado à noite,levou 2 tiros, passou por cirurgia, mas acabou não resistindo.

Há bem poucos dias recebi as fotos da comemoração dos 15 anos de sua filha , Natasha, linda festa. Certamente ele será recebido no Céu também em uma linda festa. Mas como ficará essa família, a mãe, a esposa, irmãs e principalmente as filhas que serão privadas do convívio do pai? Esses assaltantes certamente já praticaram vários outros ilícitos e continuarão a fazê-lo já que com a fragilidade de nossas leis, sentem-se cada vez mais atrevidos e cientes que não sofrerão punição. E não me digam que são vítimas das drogas. Não há desculpas para quem tira a vida de outro ser humano, mormente por um motivo torpe.

Acontece hoje em minha família, amanhã em outra e assim por diante.Quando será que  nossos legisladores passarão a agir como verdadeiros representantes da população que os elegeu criando leis mais rígidas contra a criminalidade que assombra nossas comunidades? Será preciso uma revolução popular para que ouçam nosso clamor?DSCF7542

 

Renato Danin Neto, descanse em paz nos braços do Pai, sua missão aqui  terminou.

Agora é um anjo do Senhor , mais uma luz a brilhar no firmamento.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mousse de manga

 

  O outono costuma ser uma estação de temperaturas mais amenas, mas este ano o calor do verão está demorando um pouco mais a ir embora. Jogo no time dos que procuram tirar o máximo proveito da situação como ela se apresenta, evitando um inútil desgaste com reclamações e revoltas que afinal não levam a nada.

Tenho aproveitado o calorzinho para experimentar algumas delícias geladas. Fiz sorvete de acerola, mousse de maracujá, um maravilhoso sorvete de cacau que caiu como uma luva para acompanhar uns pedaços de bolo embrulhado que sobraram do aniversário. Lembrei-me então de fazer mousse de manga. Não sei porque razão não gosto de mousses que levam gelatina ou claras de ovos cruas, assim não é com qualquer fruta que consigo aquela textura cremosa, que trêmula na colher, desliza na boca com um toque aveludado e macio, despertando os sentidos gustativos para um redemoinho de sabores.

Com todas essas exigências não encontrei nenhuma receita, o que não é impecilho para mim, que não tenho o menor receio de inventar. Quando vou começar algo temerário digo a mim mesma “ se não der certo jogo fora e começo de novo”. Separei vários ingredientes que supus combinassem com a manga e fui dosando aleatoriamente, contra meu hábito que geralmente é fazer um esquema, pesar, calcular as porcentagens etc.

Coloquei no liquidificador 2 xícaras de polpa de manga em pedaços e bati com cerca de 50ml de água gelada. A manga que usei não tinha fibras, então não precisei peneirar. Acrescentei 1/2 lata de leite condensado ( não sei se já falei, só uso Leite Moça, porque contém menor quantidade de açucar que as outras marcas), 1 lata de creme de leite com soro , suco e raspas de 1 limão. Pulsei até ficar homogêneo e acrescentei 50 ml de vodka com baunilha, batendo rapidamente só para misturar.

Despejei em ramequins e por cima espalhei raspas de laranjas, não só para enfeitar como também para perfumar.

Dica: uso sempre aquele aparelhinho próprio para fazer as raspas tanto de limão como de laranja para evitar a parte branca que deixa um sabor amargo e também porque elas ficam mais longas e bonitas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tecidinhos

 

Não sei se já falei que estou fazendo uma colcha com a Sunbonnet para minha sobrinha-neta, que vai nascer daqui a alguns meses.   Como eu nunca consegui aprender a usar aqueles dedais de metal, por mais que minha mãe insistisse e não encontrei por estas paragens aqueles que têm uma parte de silicone que se amolda ao dedo, meus dedinhos mais parecem uma peneira. Tudo por culpa da ansiedade de ver logo a colcha pronta, e também porque ela mora longe, vou ter que mandar pelo sedex.

Escolhi para fazer o fundo dos quadros um tecido rosa bem clarinho com margaridinhas brancas, aqueles neutrinhos. Para o barrado e molduras externas, um tecidinho que já tinha há muito tempo e que estava aguardando uma peça especial para usar. Bem delicado, com minúsculas florezinhas em tons de rosa. Faltava então a moldura interna, que queria fazer em tom mais acentuado para se destacar um pouco mais na colcha.

Como minha cabeça está sempre à mil, pensei em um tecido “poeirinha”, num tom de rosa mais forte. Não encontrei, o que não é de se admirar, parece uma sina ser obrigada a improvisar ou esperar tempos até encontrar o que procuro. No momento atual não havia como esperar, então parti para o improviso e acabei escolhendo um rosa, sem “poeirinha”, mas que  foi o que mais realçou no conjunto.

Esse eu não tinha em casa, mas como tinha que ir à  Campinas, aproveitei e fui ao http://equilibriotextilonline.blogspot.com.br/, tendo o cuidado de me ater somente ao que precisava.

Mas, como é muito difícil resistir a certas tentações, principalmente quando se está sozinha e não tem ninguém do lado para me beliscar, acabe comprando dois tecidos que não estavam programados.

O primeiro é um barrado com umas garotinhas, apesar de ser só um retalho, é o suficiente para fazer uma fronha e a vira de um lençolzinho de berço, e quem vai ganhar é a Sofia.

O outro é essa tentação de gatinhos na grama, irresistível para mim que sou uma gateira de carteirinha. Ainda não escolhi o que fazer com ele, já que as gatas têm excesso de colchas, lençóis, fronhas, almofadas e tudo que felinos mimados devem ter.

Os dois tecidos são da Círculo, que tem se destacado com as lindas estampas para patch.

Indo à loja , não deixem de procurar o Rafael ou a Mônica e serão muito bem atendidos .Além da excelente gama de tecidos, têm cortadores, réguas, lâminas, cola spray, entretela dupla-face , tudo o que se precisa para um trabalho de qualidade.

Patchwork da Mommy



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