sábado, 28 de abril de 2012

Comfort food

 

Esse desejo de comfort food, não sei nos outros, mas em mim sempre chega devagarinho, como quem não quer nada. Um dia acordo lembrando um cheiro que não consigo identificar, mais tarde vem a lembrança de pessoas ou lugares agradáveis. E assim pouco a pouco vai se insinuando, às vezes demora horas, outras até uma semana. De repente algo estala em minha mente e é como se fosse transportada a uma época maravilhosa, onde me sinto segura e certa de que nada de mau pode acontecer. Sofro de uma síndrome, não sei o nome e nem se é considerada como tal pela ciência, o fato é que minha memória funciona de forma seletiva. Se determinado momento foi bom, ela exclui imediatamente qualquer traço que possa sombrear no fututo as boas lembranças. Assim, quando mais tarde me recordo, sinto-me transportada às nuvens, meu coração se expande, fecho os olhos e posso reviver aquele determinado momento entre suspiros de felicidade. E imediatamente me lembro de algo que comi e corro prá fazer porque afinal, fui criada para ser feliz e não devo fugir ao meu destino.

Com as noites mais frias, não parava de pensar em polenta e hoje tomei a sábia decisão de , com frio ou calor almoçar minha polenta. Sei que é uma comida bem prosaica, mas uma das minhas preferidas.  Comecei o ragu cedo, no fogo bem baixo para adquirir uma consistência encorpada, mas natural. Quando estava pronto, fiz uma polenta com ponto mais cremoso que o habitual. Despejei em um refratário bem untado com manteiga, cobri com uma camada de queijo parmesão filetado na hora, cobri com o ragu, polvilhei mais parmesão e levei ao forno para gratinar.

Quando tirei do forno, aquele aroma de casa de mãe se espalhou pelo ar. Meu neto, que acabara de chegar, olhou e logo opinou, isso nem parece polenta, está mole e tem muito molho.

Bom, prá mim estava perfeita, afinal cada um tem a sua comfort food, o que traz lembranças felizes pode não trazer a outros.

Sentei-me, então sozinha à mesa e me deliciei . Para completar ,  Freddie Mercury compareceu com uma seleção deliciosa e aquela voz incomparável.

Que sábado! Quem pode sequer pensar em ficar triste com tantas opções de ser feliz…

Patchwork da Mommy



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