quinta-feira, 31 de maio de 2012

B.O.M - Sue e seu gatinho

 

Tinha que haver um gato, e de preferência um gato amarelo. Meu primeiro gato era amarelo, ganhei quando tinha 6 anos e foi batizado como Buridan.  Sempre me perguntaram por que esse nome.  Foi o que perguntei a meu pai. Buridan foi um  filósofo francês, que viveu na Idade Média e embora brilhante em sua época hoje é quase desconhecido.É de sua autoria a teoria do Ímpeto, que veio mais tarde a alicerçar Galileu  e Isaac Newton.  Ele defendia o determinismo moral segundo o qual diante de 2 alternativas o ser humano deveria sempre escolher o melhor bem, e em caso de indecisão, adiar a escolha até que obtivesse mais informações sobre as consequências de cada uma das opções.  Dito isso, vamos ao que interessa,, meu amor pelos gatos amarelos. Não é só meu, várias pessoas concordam comigo inclusive veterinários, eles são mais dóceis, mais apegados e mais carinhosos. E não tão ciumentos como os siameses, que sempre querem exclusividade.

Sunbonnet0005

Se a Sue queria escolher um gato era melhor então que escolhesse um amarelo, além do que combinou muito bem com o chapéu.

O  que não impede que cada um faça o gato da Sue da cor que mais gostar. Pode ser até o gato da Alice (no País das Maravilhas). O que importa é que seja um gatinho bem meigo, um filhotinho. Notem que o gato do desenho está de frente. Fiz o meu de costas, é uma mania minha, acho lindo gatinhos anônimos.

Esta foi a última Sunbonnet, a oitava, a quantidade certa para se fazer uma colcha. Basta acrecentar as molduras e barras. Como dizem os chefs, Enjoy!!

E para os meninos, nada?

 

Se existe algo com que toda mãe concorda é a  falta de opções quando vão preparar o enxoval  ou decorar o quarto de meninos. Quando se trata de meninas depara-se com uma profusão de sugestões, idéias, produtos prontos, revistas…. Mas quando é um menino, cai-se quase sempre no lugar comum, motivos náuticos, esportes, meios de transporte e outros do mesmo gênero. E, parece-me, há uma acomodação de todos a esse respeito. Não surgem idéias novas. Tenho pensado em montar alguns desenhos com meninos brincando, interagindo com o ambiente, com a natureza, animais etc.

Seguindo a mesma linha da  Sunbonnet Sue, minha amiga Sueli montou para nós blocos com o Sam, a versão masculina da famosa garotinha. Como grande fã de tecidos xadrez ela procurou misturar vários tons e padronagens mas sempre com o xadrez em evidência reforçando um estilo mais country.

Além de muito gracioso e fácil de bordar, esse designer foge aos tradicionais estilos navy, meios de transporte, ursinhos e outros que se repetem na decoração dos quartos de bebê.

Seu uso não se restringe à decoração do bebê, podendo ser utilizado em quartos de meninos maiores, já que representa sempre  cenas do cotidiano e que as crianças adoram.

Desde que comecei a trabalhar com decoração de quartos de criança tenho percebido que motivos menos rebuscados, proporcionando um visual mais clean e ao mesmo tempo representando cenas da vida cotidiana, fazem a criança interagir mais.

Pela simplicidade das formas tornam-se mais fáceis para os bebês que ainda estão começando a treinar os olhinhos e o tato. É deslumbrante quando os vemos tocar os bordados com os dedinhos e rir. É o início da socialização.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Bolo de fubá e netos famintos

 

Minha intenção hoje era fazer um bolo de chocolate, porém estava modelando os pães com fubá e coisa leva a outra. Por pura comodidade, o fubá já estava na bancada e o chocolate ainda estava na caixa lacrada, mudei de idéia rapidamente e optei pelo meu bolo expresso de fubá. É aquele bolo de liquidificador, rápido de fazer e que espalha um delicioso aroma pela casa toda.  Geralmente asso bolos enquanto o pão cresce pela segunda vez, assim aproveito o tempo e quando vou assar o pão, o forno está com a temperatura ideal e sem oscilação .

Tenho um neto que logo após o “ benção vovó”, corre para cozinha e pergunta tem bolo de quê?  Não pergunta  “se” tem bolo, mas de que é o bolo. Parece que apesar de bem simples o de hoje agradou porque quando foram embora, mais da metade do bolo já tinha sido devorada. Costumam levar um pedaço para comer mais tarde, mas hoje as mãos estavam ocupadas com o pão que tinha acabado de sair do forno. E anda me perguntam porque faço tanto pão e quem come. Taí a resposta. Deixaram um para meu café, que sorte! E que sorte também ter netos,  netos que gostam de pão e bolo, coisas que adoro fazer.

 Ingredientes

3 ovos

1 xícara de fubá

1 xícara de farinha de trigo

1 xícara de açucar cristal

1 xícara de coco ralado

1 xícara de óleo

2 xícaras de leite

1 colher de fermento químico em pó

1/2 colher de erva-doce.

Colocar no copo do liquidificador, os ovos, a açucar, o leite e o óleo e bater até dissolver o açucar. Acrescentar o fubá, a farinha de trigo e o fermento e bater apenas para incorporar. Colocar então o coco ralado e a erva-doce e misturar levemente. Forma untada e enfarinhada , forno a 180°.

Quando tirar do forno polvilhe canela , eu enfeitei com anis estrelado para dar um charme a mais.

domingo, 27 de maio de 2012

Memories

 

A vida é feita de momentos, alguns felizes, outros nem tantos e alguns inesquecíveis. Mesmo sentindo que esses momentos se perpetuarão em nossas mentes, temos, de  repente receio que se  esvaeçam e acabem por nos deixar. Colecionamos então albuns de fotos, recortes, o 1º sapatinho que o bebê usou e o mais que imaginamos nos trará  a sensação de aconchego que estamos vivendo na ocasião.

Penso que todos nutrem um certo gosto por fotos, alguns se recusam a confessar e nos olham de maneira superior como quem diz – não me importa o passado. Eu, não me envergonho de confessar, amo fotos. Não porque receie algum dia esquecer pessoas, momentos ou fatos que marcaram minha vida, mas porque gosto de folhear álbuns antigos, rever sorrisos , reviver emoções , voltar por instantes no tempo e espaço. Devo ter herdado de meu pai esse amor pelas fotos.

Quando nasci ele comprou uma máquina exclusiva para me fotografar. Eram fotos em profusão, em preto e branco, claro, que ele organizava em álbuns pela idade. Ainda guardo essa máquina, não sei como funciona ou se funciona, mas guardo pela importância que teve para ele o meu nascimento.

Adoro tirar fotos da natureza, dos animais, dos pássaros, de aranhinhas que vêm tecer suas teias nas minhas plantas e de pessoas que amo.

O trabalho acima retrata um momento de alegria da amiga Francis e sua amada família e é uma homenagem de minha filha Luciana a uma colega que soube transpor os limites do trabalho e apoiá-la nos momentos mais difíceis.

Obrigada, Francis, quem ama meus filhos vive no meu coração.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Renovar é preciso

 

Como seres humanos em constante processo evolutivo, é normal que a cada dia lancemos ao nosso redor um olhar diferente e ansioso por captar novidades.  Há dias em parece que o mundo está cinzento, aquela chama brilhante que agita nossa alma esqueceu-se de brilhar. É o prenúncio de um dia apagado e nesse momento temos duas opções, voltar prá cama, virar para o lado e dormir, ou, como aqueles longínquos ancestrais buscar novos caminhos ou renovar o que já estamos triilhando.

Nada melhor que pequenas, mínimas mudanças,  no visual da casa. Renovar alguma peça, customizar outra, trocar um móvel de lugar e no final do dia estaremos repletos de nova energia, radiantes e prontos para novos desafios.

Um simples jogo de toalhas traz novo brilho ao banheiro de todo dia e começamos a vê-lo  como um “novo banheiro”e até o banho fica mais relaxante. E não é preciso muita coisa, uma toalha, uma tira de tecido e tira bordada.  É necessário apenas que tudo seja de boa qualidade . Uma toalha de 1ª linha, macia, felpuda, absorvente. Uma tricoline macia e finalmente uma tira bordada de puro algodão. São pequenos detalhes que ao final fazem grande diferença já que o acabamento é de fundamental importância na aparência de uma peça.

E não tenha medo de ousar quando se cansar do branco. As cores nos renovam, transmitem alegria ao ambiente, dão vida  e cara nova à mesmice de sempre. Tenho dias de branco, mas também dias de cores e essa alternância me é muito saudável e instigante.

Renovar o ambiente em que vivemos equivale a renovar a vida.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pão com farelo de trigo e mel

 

 

Ninguém é obrigado a prometer nada, mas se prometeu tem que cumprir. Esse é um dos lemas que faço questão de seguir. Arregacei as mangas, ou melhor, coloquei o avental, escrevi a fórmula do pão em gramas como costumo fazer e depois fui medindo os ingredientes em xícaras e colheres. Deu tudo certinho e espero que ninguém mais tenha problemas com peso. Peso de ingredientes, claro, o peso pessoal já é outra estória, vai depender da coragem de cada um em fazer uma atividade física.

Nas minhas receitas procuro utilizar ingredientes bem saudáveis e equilibrados, uma das razões porque a maioria de meus pães leva farinha integral, farelo, germe de trigo, aveia etc.  Tem gente que torce logo o nariz ao pão integral, mas acho que é porque nunca provou um pão integral com ingredientes balanceados e frescos.

Observem na foto da fatia como o miolo é macio e aerado. O pão integral caseiro não tem a durabilidade do industrial porque não leva conservantes, em compensação o sabor  e o aroma são muito melhores, o que já se percebe ao tirar o pão do forno.

 

Ingredientes

Iogurte natural integral                         200 ml

Leite integral                                        250 ml

Farelo de trigo                                     1 xícara  (75 g)

Farinha de trigo integral                     3/4 xícara  (85 g)

Ovo                                                     1 unidade

Açucar mascavo orgânico                   1 colher

Mel de abelhas                                    2 colheres

Azeite de oliva                                     2 colheres

Sal marinho                                        2 colheres, das de chá

Farinha de trigo para pães                5 xícaras

Fermento seco instantâneo               4  colheres, das de chá

sábado, 12 de maio de 2012

Mães são mesmo eternas

 

 

Vovó Ana0001

Nunca consegui entender o mistério do cordão umbilical. Mesmo depois de cortado , por ocasião do nascimento, ele continua ali, um liame invisível, unindo mãe e filho. Percebi essa verdade melhor depois que minhas filhas nasceram. É um dom divino que nos faz saber, sentir, pressentir sempre o que se passa com nossos filhos, estejam onde estiverem e tenham a idade que tiverem. Serão sempre um pedaço de nós.

Este é o segundo ano em que passo um dia das Mães sem a presença física de minha mãe, e pensei que fosse mais fácil falar sobre ela agora. Enganei-me , só consigo é pensar que mães deveriam viver para sempre. Deus as fez para isso, não sei porque teimam em partir. Imagino que certo dia acordem e percebam que chegou a hora de se afastarem para que possamos caminhar sozinhos e cumprir nossos destinos. Mudam-se então para o céu das Mães e de lá continuam velando por nós.

Tenho uma certa dificuldade em absorver de imediato tristezas e perdas. Deixo tudo guardado em uma gaveta em minha mente e só abro quando me sinto forte o suficiente para olhar de frente. É a armadura que visto para enfrentar os moinhos de vento travestidos em gigantes que atravessam o caminho de todos nós.

Vovó Ana0002

Enquanto separava algumas fotos, tive a impressão de ouvir sua gargalhada ( e ainda não sabem porque tenho mania de rir) e dizer nada de coisas tristes. De acordo com D. Ana,  Deus só gosta de coisas alegres . E  Deus também é muito vaidoso, e a prova disso é que criou a natureza tão bela e perfeita .

Escolhi então uma foto do dia em que completei 2 meses, entre as flores do jardim da casa onde nasci. Um prenúncio que eu amaria flores para sempre.

A outra foto é do dia da colação de grau de minha filha caçula, Fernanda. As maiores preocupações dela é que seguíssemos uma religião e terminasse uma faculdade, só assim estaríamos encaminhados na vida. Tudo o mais viria com o tempo.

De onde estiver , minha mãe, me abençoe para que eu possa renovar sempre minha fé e prosseguir trilhando o caminho do bem e do amor como sempre me disse.

Transformando peso em medidas

 

Não, não se trata de nenhum tipo de nova dieta. Aliás, ultimamente tenho tomado verdadeira fobia dessa palavra. Parece que virou uma ditadura fazer dieta, uma obrigação sem a qual não se sobreviveria nos dias atuais. Creio que ninguém sabe exatamente como mania começou, mas tenho certeza que brotou de alguma mente conturbada. Em uma espécie de auto-flagelação a pessoa começa a comer só coisas que não gosta e  ao mesmo tempo  que pensa em como seria bom estar devorando delícias engordativas. É claro que ela não vai aguentar e em pouquíssimos dias volta a comer loucamente as delícias e com medo que elas se acabem , comem o dobro. Aí, já viu… Como existe uma espécie de cruzada contra carboidratos, englobando todos na mesma cesta, deixam de ingerí-los e em seu lugar comem apenas folhas, como os elefantes. Pensando bem não sei porque os elefantes não são magrinhos já que não comem massas e nem chocolates. Como esse não é meu departamento, vamos ao que interessa, o assunto deste post.

Várias pessoas têm encontrado dificuldades em fazer as receitas com os ingredientes em peso. Minha orelha está até queimando !… Primeiro preciso explicar porque passo as receitas em gramas. As fórmulas são em porcentagem, assim ao criar uma receita de pão, peso a farinha de trigo que é o ingrediente principal e vou aplicando os percentuais para acrescentar os outros ingredientes que pretendo agregar à receita. Uma receita não é uma simples inspiração, há que se  utilizar certos princípios de química para que o resultado final seja satisfatório. Não só por questão de comodidade habituei-me a raciocinar sempre em mediidas de peso, há também a questão das medidas desiguais. Existem xícaras e mais xícaras e cada um tem a sua, colheres, idem.

Depois de dar tratos à bola, creio que encontrei um caminho, mas por favor se continuar  complicado , me avisem que buscarei outra solução. Passarei a indicar nas receitas peso e também medidas, mas elas terão que ser feitas em recipientes adequados. Nada de medidas de “MÃE”. Após colocar o ingrediente na xícara ou colher, deve-se acertá-la para retirar o excesso. Os ingredientes não devem ser apertados na medida, exceto o açucar mascavo, esse sim, deve ser medido após uma certa pressão no recipiente de medida.

Uma boa maneira de acertar a medida é após colocar o ingrediente, passar as costas de uma faca , acertando a superfície.

Para medir tanto colheres como xícaras utilizo essas medidas plásticas padronizadas, vendidas em qualquer supermercado.  Para líquidos prefiro utilizar uma medida de vidro pela facilidade de visualizar as frações.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Colcha da Sofia

 

 

A colcha da Sofia está pronta. Apesar de ter sido feita em tempo recorde, aproveitando intervalos entre outros trabalhos para montar e depois bordar, fiquei muito satisfeita com o resultado. Adoro fazer coisas de criança, de bebês então…    Nada me dá maior prazer do que planejar e elaborar um enxoval de bebê. Cada ponto de bordado me transporta a um mundo de paz e tranquilidade e fico imaginando quão feliz será aquele bebê usando as peças que estou fazendo.

 

Todo bebê é especial, e a Sofia , tenho certeza vem a esse mundo para iluminar e alegrar o caminho de seus pais, que apesar de jovens já passaram por vários percalços na vida e tão valentemente estão vencendo cada desafio que se lhes apresenta.

 

Cada vez que vou escolher o design de uma colcha de menina acabo optando pela  Sunbonnet Sue, pela graciosidade, leveza, delicadeza dessa bonequinha tão amada em todo o mundo. Não adianta negar porque não é segredo para nnguém que prefiro trabalhar em peças para meninas, pela simples razão de haver mais liberdade para se produzir algo feminino, a imaginação pode alçar um voo mais alto, agrega-se mais detalhes sem correr o risco de cair no exagero.

A cada colcha que faço procuro variar as Sunbonnets , geralmente utilizo aqueles designs que me inspiram no momento em que penso nos pais e no bebê que vai chegar, sendo assim nunca há uma colcha igual a outra.

Mais uma coisa, toda menina tem direito a uma colcha de Sunbonnet, é um verdadeiro sonho e não se deve privar nenhuma criança de sonhos. Por mais simples que seja a decoração do quarto ela se transforma quando a caminha está coberta com um quilt delicado e feito especialmente para a criança.

Estou preparando um post com a versão masculina . Como meu tempo anda escasso, uma grande amiga está me ajudando, ou melhor está fazendo um quilt para meninos. Já está montado, vou até lá fotografar e publicar todos os quadros para quem se interessar em fazer.

Por enquanto fiquem namorando a colcha da Sofia e que Deus abençoe a ela e sua mamãe, a querida Danuta. Lá do céu sua vovó, que me inspirou a fazer essa colcha,  está velando por todos nós. E embora a saudade seja muito grande e dolorosa me leva a louvar o SENHOR por haver me proporcionado a oportunidade de vivermos a infância e a juventude juntas  e mesmo agora continuarmos unidas em pensamento.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Um mês muito especial!

 

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Maio é um mês muito especial. É o mês de Maria, mês das mães, mês das noivas, mês dos dias amenos.  Um mês outonal, com a calmaria que essa estação traz .Não há chuvas, não há calor, o sol é indolente, acorda mais tarde e prá compensar se recolhe mais cedo.  As flores já não exibem as exuberantes cores do verão, mas exalam um perfume suave e inconfundível. As quaresmeiras ainda estão floridas, nas mangueiras os primeiros frutos já despontam e as abelhas estão em polvorosa. Os pássaros, ah! esses então já amanhecem na lida e a todo instante me deparo com um casal à procura de material para construir um novo ninho. Sinal que logo haverá gente nova na copa das árvores. Uma coisa bastante interessante é que meus gatos nem se importam, ficam deitados na grama observando os pequeninos saltitando entre os galhos mais baixos, às vezes fazendo uma visita ao galinheiro, aproveitando a quirera que as donas Galinhas espalham.

E foi em um mês de maio, que Deus me agraciou com uma filha maravilhosa. Para ser mais exata, era dia das Mães e eu , não sei porque capricho do destino, fui a única a dar à luz naquele dia na maternidade. Ela foi um único bebê do berçario naquele dia das Mães. Essa data marcou muito e tem sido assim desde então e por muitos anos,  a família comemorou o aniversário dela no dia das Mães, não importando o dia em que caísse. Era sempre o dia das Mães e o dia da Luciana.

Mas, um só capricho do destino era pouco. E o Senhor mais uma vez estendeu sobre mim suas bênçãos e desta vez com uma neta.

Uma pessoinha especial,alegre, meiga, linda, carinhosa, habilidosa, caprichosa e além de tudo faz sobremesas maravilhosas.

Não é só corujice de avó, realmente a Júlia é tudo isso, basta olhar o sorriso dela para confirmar.

Ah! esqueci, ela também é bailarina.

 

A Júlia é como a avó, adora comemorações e por favor, que elas sejam feitas com bolo, de preferência inventados especialmente para a ocasião.

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Esse bolo é a mais recente invenção dela. Eu ia publicar uma receita de brownie que ela sempre faz, mas preferiu uma nova receita e eu não posso discordar, inovar realmente é o “must”.

Essa Júlia é das minhas. Não poderia ser diferente, como diria meu pai “…quem sai aos seus não degenera..

Parabéns Luci, parabéns Júlia, continuem exatamente como são, alegres, inovadoras e guerreiras, é disso que a vida gosta, e eu também.

Obrigado SENHOR por todas as  dádivas e por me agraciar com mais um 09 de maio.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O vôo dos gansos

 

Já faz algum tempo venho acalentando a idéia de executar um quilt que no meu entender é dos mais lindos já publicados. É um design da Pam Bono, e desde que adquiri o livro, em 2007,  faz parte da minha lista de metas.  No final do ano passado, decidi que seria um dos desafios para o ano de 2012.  O mais difícil era encontrar um tecido que me agradasse para fazer o fundo que representa o céu.  Sou muito minuciosa com certos detalhes e esse era um deles. Queria a colcha toda em azul, mas não um azul liso, teria que ser um tecido com nunces de textura e uma tonalidade de azul, que na hora em que visse saberia que era “ a cor”. Foram vários meses de busca, tanto em lojas físicas como em virtuais. Comprei alguns tecidos que na hora julguei ideais, mas que depois descartei . Abusei da boa vontade de algumas pessoas que também saíram à busca de tecidos azuis.Quem convive comigo já sabe que quando quero uma coisa, só serve o que tenho em mente, nada mais me satisfaz, só paro a busca ao encontrar o que procuro e que fica claramente gravado em minha mente.

Mas como as coisas acontecem na hora certa, fui comprar uns forros e dei de cara com o “"Tecido”, aquele que eu procurava, no tom, nas nuances e na cor. Comprei, molhei, separei os outros tecidos necessários entre os que já tinha e marquei para começar no dia 1º de maio. Comigo não tem essa coisa de feriado, minha vida já é um eterno feriado, um feriado de Ação de Graças.

Tenho por hábito, quando o lvro é em inglês, traduzir toda a parte necessária e salvar em uma pasta para consultas  que se fizerem necessárias durante e execuçaõ do trabalho. Só que estava tão ansiosa para começar que pulei essa parte, fui lendo e já cortando o tecido suficiente para fazer uma amostra experimental.

Está pronto o lº quadro, espero conseguir terminar tudo até o final do ano , enquanto isso vou fazendo uma lista dos possíveis futuros donos. Vamos ver quem vai merecer.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A receita do bolo do Zé Márcio

 

Ontem o tempo começou a esfriar tanto que meus dedos enrigeceram e não consegui digitar a receita do bolo. Tive que para tudo para tomar um chocolate quente com conhaque para me reanimar. Aí vai a receita, fácil, prática e deliciosa.

Ingredientes

150 g de flocos de milho pre-cozidos

80 g de coco ralado integral

50 g de queijo ralado ( usei parmesão por possuir um gosto mais acentuado)

50 g de farinha de trigo

400 g de açucar cristal orgânico

3 ovos grandes

750 ml de leite integral

150 ml de óleo

20 g de manteiga sem sal

1 colher de fermento químico em pó

Colocar no liquidificador os ovos, óleo, manteiga, leite e o açucar. Bater até dissolver o açucar. Acrescentar os outros ingredientes, bater só até misturar e levar ao forno preaquecido a 180°, por cerca de 50’. Teste com um palito.Espere esfriar um pouco antes de desenformar porque no meio ele fica com consistência de pudim.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Mais aproveitamentos

 

Prefiro comprar certos ingredientes em embalagens maiores, tanto pelo preço mais em conta, como pela qualidade que sempre é melhor nos produtos para uso profissional. Só que acontece de algumas vezes não utilizar tudo e certos produtos não podem ser armazenados por muito tempo. Quando fiz o bolo  embrulhado para o aniversário do João Victor, acabou sobrando muito coco ralado e leite de coco. O coco até poderia congelar, mas o leite de coco era conveniente usar logo. Pensei em fazer uns quindins ou bombocados, mas desisti porque estava em uma semana cheia de afazeres com data para entregar.  Enfim lembrei-me de uma receita que não fazia já há algum tempo e que em minha família é conhecida como “ o bolo do Zé Márcio”.  José Marcio é o pai do João Victor. Quando a Amanda, minha neta, nasceu, ele sempre servia esse bolo para as visitas. Quando voltavam , servia de novo, a gente pensava que era porque tínhamos elogiado. Depois descobrimos que era a única receita  de bolo que ele sabia fazer. Isso já faz muitos anos, atualmente ele é um excelente cozinheiro. Mas o bolo continuou como  sendo a especialidade dele. E vale a pena porque é delicioso e fácil, não tem clara em neve, bater manteiga em ponto de creme etc. Não, é só colocar tudo no liquidificador.

O bulezinho da foto , meu xodó, é sobrevivente de um jogo do casamento de minha mãe e me traz lindas lembranças. As xícaras eram tão finas que eu gostava de olhar através delas. Claro não sobrou nenhuma, só herdei o bule e o açucareiro. Mas como tudo em minha vida tem um certo traço de magia, aconteceu do querido neto Henrique me presentear com um jogo de xícaras que combina lindamente com meu bule. Assim quando quero saborear felicidade tiro meu “bulinho “ do armário e revivo minha infância.

Sunbonnet e seu bebê

 

Brincar de bonecas é algo que não se explica com palavras. É o encontro do mágico com o real. Um faz de conta que ao mesmo tempo em que desenvolve a imaginação, conecta com o dia a dia da vida. É como uma plantinha deitando raízes que a firmarão no futuro. Imagino que seja algo atávico esse instinto de proteger a descendência.Uma  boneca atiça a imaginação de qualquer criança e quanto mais ela se parece com um bebê, melhor. A criança procura reproduzir com a boneca a vida que tem em família, imitando a mãe nos mínimos detalhes.
O lar é a primeira escola, daí a grande responsabildade dos pais em proporcionar aos filhos um verdadeiro ninho, onde estejam protegidos, mas ao mesmo tempo aprendam a ter limites.

Bom Sunbonnet

Patchwork da Mommy



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