sábado, 30 de junho de 2012

Salada de verão no inverno

 

Sempre é em agosto ou setembro que chegam aquelas mangas fora de época. Este ano vieram mais cedo, e os passarinhos que não são nada tolos já atacaram com vontade. Ainda não estão maduras e são bem menores do que as de tempo normal, mas já estão gostosas. Ontem não resisti e colhi 2 para fazer uma saladinha com outros ingredientes que tinha . A princípio não percebi que todos eram ou verde ou amarelos, ficou então uma salada muito patriótica. Eu sou patriota e não me envergonho de dizer, sou daquelas que fica arrepiada e não poucas vezes choro quando ouço o Hino Nacional.  Colhi umas folhas de rúcula, coentro, cebolinha  e orégano.  Rasguei algumas folhas de alface americana e formei uma caminha, no centro coloquei um punhado de ervilhas apenas descongeladas e as outras folhas verdes. Fiz uma coroa com a manga  que fatiei e depois cortei com um aro de biscoito pequeno. Sobre as ervilhas alguns champignons fatiados e hortelã picadinha. Reguei com um molhimho bem saudável de iogurte natural, gotinhas de azeite extra-virgem e gergelim  torrado com sal marinho.

Não sei se foi a saudade de manga ou porque estava refrescante e leve, o certo é que agradou muito meu exigente paladar.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A goiabeira continua respondendo…

 

 

Jantar romântico Comunidade Maria Nazaré 022

Era uma vez uma goiabeira que não queria dar frutos, até o dia em que resolvi substituí-la . Deu-se pressa então em se encher de folhas e quando menos esperei estava com três frutos promissores que me fizeram até sentir remorsos por ter pensado em me desfazer dela. Ensaquei as goiabinhas e esqueci. Semana passada o saquinho de papel se rasgou e delícia…Duas devorei ali mesmo, a outra deu tempo de fotografar e aí está, linda como a me dizer “ tá vendo o que quase perdeu?..”  Podem apostar foi a goiaba mais gostosa que comi nos últimos tempos, com sabor de goiaba verdadeira, sabor de infância, quando para desespero de minha mãe eu vivia em cima das goiabeiras.

Comecei a escrever e não resisti a tentação de tentar fotografar minha goiabeira. Uma coisa  que sempre admirei nas goiabeiras é o tronco nodoso, liso mas que dá a iimpressão de textura e que nos passa a sensação de solidez e majestade. Só então reparei como ela está crescida, já ultrapassou o muro e breve se escontrará com a mangueira. Os pés de maracujá que eram maiores que ela ficaram para trás, ou melhor para baixo. Com frutos tão deliciosos ela pode tomar a forma que quiser, foi a melhor resposta que já recebi de uma goiabeira.

Confesso que esperava que as goiabas fossem brancas ou amarelas, são porém vermelhas, de um vermelho rosado que aguça o apetite. A cor natural da fruta que amadurece no pé, que é nutrida com adubo orgânico produzido ali no quintal mesmo pelas minhocas e galinhas.

Essa estória da goiaba me fez recordar  um fato de minha infância. Não sei se apenas comigo acontecem fatos pitorescos ou se possuo uma memória mais arguta do que as outras pessoas, ou ainda  pode ser porque as letras teimam saltar sob meus dedos formando palavras, frases , contando casos…

Bom, é assunto para outro post embora envolva goiabas, fico devendo.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ainda o pão com farelo e linhaça

 

O danado do pão de farelo acabou tão rápido que ontem à noite tive que fazer mais. Assei  uma porção em uma forma de pudim para ficar diferente e ficou bem bonitinho. Não gosto de fazer promessas porque fico incomodada enquanto não as cumpro, tenho medo de esquecer  e pensarem que fiz pouco caso. O bom é cumprir logo o prometido.  Foi por isso que apesar de chegar em casa cansada, arregacei as mangas e fui  para a cozinha fazer mais pão. Hoje às 7 horas levei para as amigas do Colégio Olegário que são sempre tão amáveis comigo, tomarem café.

Espero que tenham gostado. Eu fiquei de coração leve, prometi e cumpri. Beijos a todos vocês e aproveitem as férias.

Pão com farelo de trigo e linhaça

 

 

Minha MFP está com defeito e a fábrica parece querer testar minha paciência, pois desde o dia 04/05 a autorizada pediu a peça e ainda não chegou. Lógico que já fiz várias reclamações direto ao SAC, mas que definitivamente não lograram êxito. Mas como como sou teimosa e não desisto nunca hoje enviei outro email reforçando meu aborrecimento por não ser tratada com o respeito que todo consumidor deveria ter direito. Tenho feito portanto minhas massas manualmente. Não há diferença no resultado final, apenas que na MFP coloca-se os ingredientes e como ela mistura e sova sozinha, a gente pode cuidar de outros afazeres. Com máquina ou sem, não diminuo a frequência que faço pães, no mínimo 3 vezes por semana. O prazer de sovar uma massa para mim só se compara a comer chocolate, além de ser um excelente exercício para os braços.

Domingo meu tempo estava meio curto então resolvi fazer um pão com poucos ingredientes , na realidade  os que estavam mais à mão. Fui pesando, medindo e anotando sem a certeza que o resultado seria o que esperava. Misturei os ingredientes na planetária e depois sovei até atingir o ponto de véu, cerca de 10’.Deixei descansar por 90’, dividi em 2 partes, abri em retângulo e polvilhei um pouco de sal de ervas para acrescentar um toque diferente. Enrolei apertando para evitar bolhas de ar, coloquei em formas de pão de forma e pincelei com clara, polvilhando depois gergelim.Cresceu mais 45’ e levei ao forno preaquecido a 220° por 10’, reduzi para 180°.

Ingredientes

300 ml de iogurte natural integral

300 ml de água gelada

2 colheres de açucar mascavo

3 colheres, das de chá, de sal marinho

2 colheres de manteiga sem sal

1 ovo e 1 gema

2 xícaras de farelo de trigo

6 xícaras de farinha de trigo para pães

2 colheres de linhaça escura

2 colheres de linhaça dourada

4 colheres, das de chá, de fermento seco instantâneo

Sal com ervas à gosto para polvilhar

Gergelim para polvilhar na quantidade que desejar.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Um passeio sobre a cidade

 

Fiz esse painel há alguns anos atrás e o considero como um auto-retrato ou  a realização inconsciente de um desejo. O interessante é que a princípio não percebi , apenas quando acrescente os sapatos vermelhos e o gato amarelo é que me dei conta disso. Amo sapatilhas vermelhas e gatos amarelos são os meus prediletos, que os outros não me ouçam.

Esse design não é meu, é de autoria de Annie Segal e foi publicado originalmente na revista Quiltmaker- edição September/October 2001 e o nome dado foi Endora’s Night Out, certamente uma homenagem à mãe de Samantha, a feiticeira que tanto sucesso fez na tv. Os mais jovens não devem conhecer, de tão antigo nem reprise passam mais.

Utilizei o método foundation piecing, empregando como base entretela sem adesivo e   bem fina. Finalizei com quilt livre.

Por uma questão de gosto pessoal, não fiz o céu em tonalidades de azul, preferi o violeta, minha cor predileta e que realçou as molduras feitas em duas cores do mesmo tecido, amarelo ouro e azul marinho, representando o céu estrelado.

domingo, 24 de junho de 2012

Bolinho com cobertura de chocolate

 

Meu desejo era testar uma cobertura de chocolate que tivesse um sabor mais intenso, creio que para isso seria ideal um bolo branco, talvez com baunilha ou mesmo laranja. Mas acontecesse que eu tinha bananas, bananas bem maduras do último cacho colhido, e que eu havia guardado na geladeira há mais de uma semana por absoluta falta de tempo de utilizar.  Como estavam meio feiosas, as frutas orgânicas não são cobiçadas  pela beleza e sim pelo sabor, pensei em dar para as galinhas. Mas a tentação de uma nova experiência me venceu, resolvi fazer um bolo com bananas hiper, extra, super maduras. Fiz a receita do bolo de bananas com farinha de rosca, passas e castanhas do Pará. As bananas estavam meio desidratadas, lembrando as que minha mãe deixava ao sol quando eu era pequena, para virarem banana-passa. Enquanto assava espalhou-se pela casa um delicioso e concentrado aroma de banana.

Bolo pronto passei à cobertura. Comecei com uma base de brigadeiro.

1/2 lata de leite Moça

1/2 colher de manteiga sem sal

3 colheres de chocolate em pó 50%

1 colher de cacau orgânico

1 colher , das de chá, de Nescafé Tradição.

Misturei tudo muito bem e levei ao fogo bem baixo , mexendo sem parar até o ponto de brigadeiro, mais ou menos 10’.

Piquei então 150g de chocolate meio amargo 70% e juntei com 70g de creme de leite. Levei ao microondas por 1 ‘tirei e mexi até ficar homogêneo e agreguei ao brigadeiro, perfumei com uma colherinha de extrato de baunilha e espalhei sobre os bolinhos.

Assei o bolo numa forma normal e depois cortei com um cortador de biscoitos redondo. Por cima polvilhei com castanhas do Pará laminadas.

A cobertura ficou com o sabor intenso de chocolate que queria e casou perfeitamente com o das bananas intensificado pelo tempo longo de maturação.

sábado, 23 de junho de 2012

Milo, sabor da minha infância

 

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O post de hoje é dedicado a todas as pessoas que riem de mim quando começo a desfiar  lembranças da minha infância. Não sei bem porque tenho a memória tão viva e me lembro tão nitidamente das coisas , coisas boas e momentos felizes, os tristes devem , estar guardados em alguma gaveta secreta cuja chave se perdeu. Duas pessoas se destacam nas críticas e têm a petulância de me imitar ao falar, são minha filha Fernanda e minha amiga Sueli.

Houve uma época em que passávamos muito tempo juntas e elas estavam sempre a rir da filhinha do papai que tomava Milo, não cansavam de rir e dizer que enquanto as pessoas normais tomavam Toddy, eu afirmava que tomava Milo, um chocolate granulado que parece ninguém em Goiânia tomava. Era comprado em farmácia como a Drogasil e outra que não lembro o nome, que ficava na Anhanguera com a rua 8. E se não tinha, mandava buscar em São Paulo. Como vivem me amolando até hoje por causa do Milo, resolvi fazer uma pesquisa para saber se mais alguém tinha passado a infância tomando aquela delícia. E encontrei: http://santa-nostalgia.blogspot.com.br/, vi então que não sou uma criatura do espaço que caiu aqui na Terra com um pacote de fraldas e algumas latas de Milo e leite Ninho.  E tem mais o Milo ainda é fabricado na Austrália e em Gana de onde vem o chocolate e comercializado em vários países do mundo. Essa Leite com Milo

imagem que peguei emprestada no blog citado acima, mostra a delícia que ficava o leite e os grânulos do chocolate se dissolvendo lentamente enquanto se esperava, com os olhos brilhando,antevendo o prazer que um chocolate quente proporciona.

Depois de pesquisar outras fontes cheguei à conclusão que a Nestlé deixou de fabricar o Milo aqui no Brasil, lançando em seu lugar o Quik, por uma questão econômica, já que o Milo,   feito com chocolate de melhor qualidade era mais caro e por isso  não se tornou popular. Mas que era gostoso levantar e ter diante de si uma caneca fumegante de leite com Milo, isso era mesmo…

E quem não acreditava em mim, pior ria de mim, fique sabendo só falo daquilo que posso provar.

Ah, o nome Milo era uma referência ao lendário Milo de Creta. Pronto falei!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Nem todo fim é ruim…

 

2012-06-22 rosas, Mel

Adoro começos ou inícios, como queiram, detesto fins. Deve ser por isso que adoro acordar, levantar, tomar café e fazer tudo que gosto logo pela manhã. À tarde já vou ficando meio preguiçosa e à noite não contem comigo, só quero saber do meu quarto. Acomodada em minha cadeira, almofada nas costas, bordado na mão e a tv ligada em minhas séries favoritas, quando fico com sono escorrego para a cama e caio nos braços de Morfeu.

Está passando em um canal de tv, não sei se o Sony, uma propaganda que diz….” um filme é como o encontro de um casal apaixonado, intenso, mas que logo se esvai, já uma série, uma série …é amor . Amar é  aprender a gostar um pouquinho mais a cada dia, a desculpar os defeitos a exaltar as qualidades, curtir cada riso, entristecer-se a cada choro, amar é tornar-se um com o outro. Sempre gostei de seriado e ficava imensamente triste quando chegavam ao fim, mas pelo menos durante os anos de convivência éramos todos imensamente felizes. Minha mãe também gostava muito, a gente assistia junto Dr. Kildare, I love Lucy, Perdidos no espaço, A Feiticeira, Bonanza e tantos outros. Cresci mas o amor pelas séries continua até hoje. E fico muito triste quando anunciam a última temporada. Tem mais assisto todas as reprises, até ficar saturada, como aconteceu com E.R., eu disse prá minha filha não vou suportar mais ver  aquele médico fazer quimioterapia outra vez. Mas se reprisassem agora ia ver novamente. Brothers&Sisters foi outra série que me marcou, Law and Order,todos os C.S.I e por aí vai, e ainda me perguntam porque não assisto novela, cadê o tempo?  Já deu para notar que meus preferidos são os de médicos e sobre justiça.; Pensei então que não resistiria ao fim de House.  Um verdadeiro espécime para ser odiado e amado, com todos os defeitos possíveis, chato, arrogante e ao mesmo tempo tão cativante.Sinceramente esses oito anos passaram muito rápido, quase não acreditei quando anunciaram que era a última temporada, mas concordo com Hugh Lauriem quando disse é melhor sair quando ainda nos querem do que ser expulso.Já que vai haver um fim, que ele seja bom.  O fim de House superou minhas expectativas e agora sei que nem todo fim é necessariamente ruim.

Adeus House, receba essas rosas do meu jardim como homenagem de uma fã de carteirinha.

Reciclar é preciso…

 

Diz a sabedoria popular que cada louco tem sua mania, a minha certamente são as latas.Não posso ver uma lata bonita que logo quero. Como parece que todos sabem disso muitos  presentes que recebo vêm em latas. Latas lindas que eu logo utlizo para os mais diversos fins como guardar elásticos, botões, linhas de bordar, zíper e tudo que puder ser guardado em latas no ateliê.

Já na cozinha utilizo as latas para guardar os ingredientes que compro a granel como farinha integral, aveia em flocos, farelo de trigo, cacau, chocolate ,café … As latas não deixam passar a luz que oxida os alimentos e também vedam bem. Não gosto de nada guardado em saquinhos com prendedor de roupa na boca. Chego em casa com as compras e despejo nas latas . O que guardo em vidro deixo sempre ao abrigo da luz nas gavetas próprias para tempero ou no armário, geralmente são as especiarias que também compro a granel, canela, cravo, pimenta da jamaica, noz moscada, cúrcuma e outras.

Os vidros de palmito prestam-se muito bem para esse uso, depois de bem lavados fervo com um pouco de bicarbonato e deixo secar cobertos. Citei palmito porque é quase só o que compro em vidros, mas há também os de azeitona e outras conservas. E claro há os vidros de Nescafé, que tenho aos montes e utilizo para tudo. Não me envergonho de dizer que sou viciada em Nescafé, coloco no chocolate, nas coberturas, nos bolos de chocolate, nas trufas etc. Não precisa ninguém tentar me livrar desse vício, amo cafeína e o que amo quero continuar amando.

Tanto o vidro como as latas acima fiz com a entretela dupla face, a melhor ajudante que um artesão pode querer. Esse tecidinho lindo de gato trouxe de Gramado e estava guardado para alguma coisa especial. Primeiro foi o tampo de um banquinho , agora um vidro, depois não sei.

Essas outras aqui ao lado foram pintadas, o que é um processo mais trabalhoso, tem que lixar, passar um fundo, a tinta e o verniz. A decoupáge transparente foi feita com guardanapo e a outra com papel. Já são bem antigas, estou substituindo algumas que estão feias. A sorte é ter um neto que toma leite em pó que vem em latas grandes.

Não reciclo como uma espécie de obrigação, reciclar me dá um imenso prazer, transformar algo que iria para o lixo em um objeto bonito e útl e onde pude colocar um pouco da minha arte.l

domingo, 17 de junho de 2012

A magia do Log Cabin

 

Log Cabin

O que torna a vida tão bela é a diversidade.  Nem consigo imaginar a monotonia que seria se todos gostassem das mesmas cores, estampas, padrões e o mais. Seria como o exército de Mao.  Uma das coisas que muito me atrai no artesanato é justamente cada peça ser única, resultado de um momento distinto de criação.

No patchwork apesar de haver vários modelos chamados de “clássicos”já não há mais aquela obrigatoriedade de se seguir à risca os trabalhos que foram criados em séculos passados, mesmo porque aqueles tecidos já não existem mais e aquele momento histórico já se foi . Eu mesma sou uma grande adepta da criatividade e da renovação, ainda que se conservem as raízes bem fincadas no ponto onde brotou a primeira inspiração.

O Log Cabin é um dos blocos de patchwork que mais me apaixona, talvez pela  estória de sua origem, diversidade de maneiras de união, o que resulta sempre em um padrão diferente e encantador e também porque é uma excelente maneira de se aproveitar as tiras que sobram de outros trabalhos.

table runner  em log cabin

Brincando com o EQ6 criei esses 2 modelinhos que pretendo modificar apenas trocando de lugar os blocos na hora da montagem. O primeiro pode ser utlizado para uma colcha e o segundo para um ”  table runmer “, popularmente conhecidos como caminhos de mesa.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tudo tem seu preço

 

Melhor dizendo, todos têm seu preço, alguns mais caros outros nem tanto…Quando o preço é na base da troca ou escambo melhor ainda, porque além do valor coloco meu carinho e gratidão

Aproveitando a massa da rosca de Santo Antonio fiz uma rosca de goiabada.É muito simples,primeiro preparo uma forma de bolo, untando e enfarinhando. Depois divido a massa em bolinhas e vou modelando cada uma e  colocando em ordem sobre a bancada quando acabo, volto à primeira , abro com a mão e coloco um pedaço de goiabada dentro. Fecho bem e coloco na forma e assim faço com todas, formando camadas e encaixando as bolinhas no vazio das camadas anteriores. Deixar crescer por cerca de 45 minutos e levar ao forno preaquecido a 180°. Depois de assada, polvilhar açucar de confeiteiro com uma peneirinha para dar esse aspecto de nevado.

Bom, mas o assunto era o preço de cada um. Apesar de gostar dessa rosca, sempre que faço é para comprar um dos meus genros. Peço vários favores a ele e pago com rosca de goiabada. No final do ano é com panetone de goiabada. Às vezes para variar faço um bolo de fubá com pedacinhos de goiabada ou um rocambole com goiabada, ou cookies, qualquer coisa que leve goiabada. O interessante é que ele traz a goiabada e deixa na minha geladeira esperando ser comprado com a goiabada que ele mesmo trouxe.  Essa já estava guardada há uns 2 meses. Só não me acuse se os ponteiros da balança subirem porque além de gostar de goiabada ele é guloso. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O pão de Santo Antonio

 

Santo Antonio é reverenciado como o santo casamenteiro e já li muitas versões que apóiam  essa lenda. Não sei se é verdadeira, mas dizem que onde há fumaça, há fogo, então por vias das dúvidas é melhor acreditar.

Mas minha crença em Santo Antonio foi sempre alicerçada no seu caráter de pessoa extremamente caridosa, de memória prodigiosa e que se dedicava sobretudo a amparar os empobrecidos e excluídos dos círculos sociais. Aprendi isso com minha mãe desde pequena e todos os anos guardo um dos pães distribuídos na missa e só troco no ano seguinte. Os mais antigos costumavam guardar na despensa, na lata de arroz. Como sou mais moderna, guardo o meu na geladeira, bem embrulhado e atado com fita, afinal o Santo merece coisas bonitas.Mel e pão 003

Todo ano faço um pão especial nessa data, esse ano resolvi inovar e criei uma rosca bem aromática e saborosa, com um formato que lembrasse um pão rústico.

Ingredientes

300 ml de suco de capim limão

150 ml de óleo

2 ovos

2 gemas

3/4 de xícara de açucar cristal (usei o baunilhado)

2 colheres de mel

1 colher, das de chá, de sal marinho

6 1/2 xícaras de farinha de trigo para pães

raspas de 1 limão

4 colheres, das de chá, de fermento seco instantâneo

Para o suco de capim limão usei 1 xícara de folhas e bulbos fatiados, batidos no liquidificador com 1 xícara de água gelada. Depois é só coar. Se for usar a MFP é só colocar os ingredientes na ordem acima.  É bom lembrar que as massas de roscas geralmente são massas mais ricas , isto é, levam maior quantidade de gordura, ovos e açucar , e por isso necessitam de mais fermento e um tempo maior para levedar. Há que se levar em conta também a temperatura e umidade do ambiente, estará pronta para modelar quando tiver dobrado de volume.

Recheio – Ingredientes

1/2 lata de leite condensado Nestlé ( as outras marcas têm muito açucar e não dão ponto)

50 g de coco ralado

50 g de castanhas do Pará fatiadas

raspas de 1 limão

1 colher de extrato de baunilha

1 colher de manteiga sem sal

.Levar ao fogo baixo o leite condensado com a manteiga, o coco e as castanhas. Mexer sempre até aparecer o fundo da panela. Tirar do fogo, acrescentar as raspas e a baunilha. Deixar esfriar bem.

Para a rosca em homenagem a Santo Antonio utilizei metade da massa. Abri em forma de retângulo comprido, espalhei o recheio já frio bem no meio, dobrei um dos lados da massa sobre ele e fechei bem. Fiz o mesmo com o outro lado, formando assim um rolo apertado e fechei as pontas para evitar que o recheio saísse na hora de assar.Deixar crescer por cerca de 1 hora. Antes de levar ao forno pincelar com uma mistura de claras com açucar de confeiteiro e polvilhar castanhas picadas. Fazer estrias com uma lâmina para enfeitar. Forno preaquecido a 180 °

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Sunbonnet cresceu…

 

  Preciso confessar que tenho paixão pela Sunbonnet, em todas as versões, em qualquer cenário e não me  canso de imaginar novos projetos  em que ela possa brilhar. Nas colchas de bebê, as menores e com design mais infantil ficam mais adequadas. Quando a criança  cresce um pouco mais, prefiro bordar aquelas com cenas do cotidiano infantil, como brincando com bonecas, colhendo flores ou passeando com o cãozinho.

Mas o tempo passa, só não passa o encanto das garotinhas e aí é hora de mais uma vez mudar as Sunbonnets, agora alterando aquele aspecto de bebê rechonchudo e inserindo-as em outros cenários.

Para que haja uma maior interação da criança com a decoração do quarto é bom que sejam sempre que possível, retratados momentos marcantes de sua vida.  Esse é o caso das festas juninas, tão tradicionais e ansiosamente esperadas por toda criança em idade escolar.

Toda decoração infantil deve despertar na criança o desejo de interagir com o ambiente, despertando seu lado lúdico  e preparando sua imaginação para sonhos futuros. É preciso lembrar que o mundo adulto é difícil de ser entendido para elas e nada melhor do que introduzir cenas que permeiam os dois mundos  para facilitar a transição.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Scraps…

 

A colcha montada.  O início já faz tempo, foi o ano passado, mas quem tiver memória de elefante vai lembrar.  Para quem como eu não tem é melhor rever aqui a colcha da Sueli. Este é o efeito com as molduras já adicionadas. Como por si só os quadros são muito recos em cores ela optou por uma moldura bem discreta, um tecido tontom azul marinho. Embora a intenção inicial fosse desocupar o espaço tomado pela grande quantidade de retalhos, não se pode negar que o efeito final está maravilhoso. A cama dela é super, extra, mega, hiper king, então a colcha ficou enorme 3m X 3m.

Para continuar com o mesmo tema , o barrado foi feito mudando-se apenas  a posição dos scraps . Na barrinha mais estreita estão aplicados na posição horizontal e na borda final, mais larga no sentido vertical.

Essa disposição, horizontal, vertical e na diagonal trouxe ao projeto um visual uma sensação de maior integração e continuidade entre os vários blocos.

Agora ela vai partir para o quilt, depois de pronto posto a foto. Enquanto isso quem já tiver um bom estoque de retalhos pode começar com os primeiros blocos.  Só para relembrar a técnica que utilizada foi o fondation , que no início a gente pensa que dá trabalho, mas na realidade é muito fácil e prático.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Avencas e fidelidade

 

Sempre ouvi dizer que a avenca é a planta da fidelidade. Não sei se é verdade, nunca busquei pesquisar sobre isso, já que as avencas sempre exerceram sobre mim um grande fascínio. Quando vi pela primeira vez uma avenca  fui conquistada imediatamente pela delicadeza de suas folhas, pelos vários tons de verde em uma só planta, o que dá aquela sensação de vida e liberdade quando lentamente uma brisa move seus ramos.  E a brisa tem que muito suave, qualquer arrebatamento mais forte queima suas folhas e de um dia para o outro ela ela pode fenecer.  Talvez  tenham resolvido usá-la como símbolo da fidelidade justamente por isso. É muito delicada, precisa de muito amor, carinho, cuidados, nem sol e nem sombra demais, enfim muita temperança.

Muitos dizem que sua sensibilidade é tamanha que é suscetível até a olhares invejosos. Prefiro não acreditar que existam pessoas que têm coragem de emitir pensamentos negativos a seus semelhantes. Talvez o dono tenha é se esquecido de regar e conversar com ela. Isso sim é verdade, toda planta gosta de ser lembrada e paparicada. Aliás qualquer ser vivente gosta , seja planta, animal, criança, homem , mulher, jovem ou idoso.

Não há nada mais gostoso no mundo do que um agrado, um mimo. Aquela sensação de ser lembrada com carinho, pode ser um simples alô, um docinho, um Sonho de Valsa ou mesmo um sorriso. Cada um tem também sua própria maneira de  se expressar e é preciso muito cuidado para não magoar quem nos ama e ainda não aprendeu a “paparicar ou mimar.”

Nada mas chato do que aquelas pessoas grudentas, verdadeiras dependentes emocionais e que vivem de cobranças . Tudo menos isso.

Melhor cultivar avencas pelo simples prazer de observá-las, são muitas espécies e estão sempre crescendo e multiplicando conforme a lei da natureza, o próprio vento se encarrega de levar os esporos. Aqui é raro o vaso que não tenha pelo menos uma mudinha nascida aleatoriamente.

Finalmente não sei se a avenca é o simbolo da fidelidade, mas se for eu devo ser a pessoa mais fiel do universo, porque as minhas estão sempre lindas, qualquer seja a estação do ano.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Gente teimosa é gente feliz…

 

Tem gente que vive de teimoso que é. Planta também. Quando vou a algum supermercado , não deixo de fiscalizar a seção de plantas para … para nada, é porque gosto mesmo e não consigo ficar longe de plantas.  Mas quando vejo alguns vasinhos murchos e deixados para morrer não tenho coragem de deixá-los e acabo comprando para resgatá-los.  E não sei se por gratidão essas plantinhas sempre revivem e me dão grande prazer.

Há mais ou menos um ano , uma de minhas filhas me trouxe um vasinho com uma mudinha de  Kalanchoe muito maltratada e prestes a dar seus últimos suspiros. Ela ia viajar e queria deixar a plantinha internada no pronto-socorro da Mommy.

Sem muita esperança replantei-a numa jardineira que tenho debaixo da janela do meu quarto e que na época estava repleta de Impatiens híbridas, que são muito lindas, mas só duram uma estação. Bom as Impatiens terminaram a florada e desapareceram e o pequeno Kalanchoe ficou com o vaso só para si.; Tentei lhe dar a companhia de algumas outras plantas, como a azulzinha e a vinca, mas não duraram muito.

O Kalanchoe, ao contrário cresceu , se esparramou e agora toma conta do vaso todo.  De manhã quando abro a janela ele olha para mim majestoso , cheio de florezinhas vermelhas, abelhas , borboletas e aranhas que tecem suas teias entre seus ramos.

Tem planta que realmente é teimosa e eu, bom, eu aprendo com elas a ser também teimosa e lutar por cada momento da vida que Deus graciosamente me concede.

Cookies de aveia com passas

 

Desconfio que todos amam cookies. É claro que não se vai confessando assim sem mais nem menos. Mas pode  haver sensação melhor do que morder aquele biscoito crocante e que ao mesmo tempo se desmancha na boca? Vão bem com chá, café e com chocolate quente então nem é bom falar. Houve uma época em que não conseguia passar sem eles, principalmente os de chocolate.
Hoje pensei em reviver uma receita que não fazia há pelo menos 1 ano e que também gosto muito. Esses cookies são muito aromáticos devido às especiarias e fáceis de fazer. Costumo deixar a massa por 2 horas na geladeira antes de levar a assar para que a manteiga fique firme e facilite a tarefa de moldar. Como não tenho aquele aparelho próprio , que parece uma colher de sorvete e também gosto que fiquem menores, utilizo uma colher de sobremesa como medida e empurro com outra diretamente na forma forrada com papel manteiga. Asso em tabuleiro raso, próprio para assas biscoitos. Quem não tiver pode usar as costas de um tabuleiro comum, untado e forrado com papel .

Ingredientes

1 xícara de farinha de trigo

1/2 colher, de chá, de bicarbonato de sódio

1/2 colher, de chá, de fermento em pó

1/2 colher, de chá, de sal marinho

1/4 de colher, de chá, de canela em pó

sementes trituradas de 4 bagos de cardamomo (opcional)

Misturar bem esses ingredentes e reservar.

Na batedeira coloque

100 g de manteiga sem sal, amolecida

1/2 xícara de açucar cristal

1/2 xícara de açucar mascavo

2 ovos

1 colher, das de chá, de extrato de baunilha

1 colher, das de chá, de essência de amêndoas

Bata até o ponto de creme. Acrescente a mistura de farinha e incorpore delicadamente com uma espátula, até ficar uniforme.

Acrescente então

2 xícaras de aveia em flocos( misturo flocos finos e grossos)

3/4 de xícara de passas ( eu conservo minhas passas em rum, então estão sempre úmidas na hora de usar e ficam mais macias)

Leve a massa à geladeira e deixe descansar por 2 horas. Unte e forre com papel 2 formas para biscoitos. Faça os biscoito e leve a assar em forno médio preaquecido a 180°, por 20 minutos. Eles estarão moles quando saírem do forno, só endurecem depois de frios. Retire cuidadosamente e deixe esfriar sobre uma grade.

Guarde em lata fechada depois de bem frios.

Ingredientes: considerações importantes

 

 

Por vezes algumas receitas não dão certo e ficamos dando tratos à bola pra descobrir o porquê. Por experiência própria já concluí que na grande maioria das vezes a culpa é mesmo da utilização errada dos ingredientes ou da substituição indevida deles.

Respondo então a algumas indagações começando com o  Iogurte que além de ser um alimento que adoro, utilizo muito em minhas receitas tanto doces como salgadas e principalmente em minhas receitas de pão. O iogurte que uso é caseiro e sou eu mesma  quem faço . Uso iogurteira elétrica, já tive muitas e de marcas diferentes. A primeira era da Arno, já devem fazer uns 30 anos, mas os copos quebravam e não se achava para repor. A que uso agora faz um litro e fica pronto em mais ou menos 6 horas. Coloco apenas o leite e uma colher de iogurte integral, sem conservantes ou corantes. Fica sempre espesso e firme e sem acidez. Há bem pouco tempo fiquei sabendo que quase não se encontra iogurte para comprar, a maioria é leite fermentado, a textura é líquida e fiquei sabendo parece que tem efeito meio laxante. De qualquer maneira não dá para ser usado em minhas receitas, quando o ingrediente for iogurte se não for utlizar o caseiro tem que procurar um que tenha no rótulo escrito iogurte natural e livre de conservantes e corantes, de consistência firme.

Discorrerei depois sobre outras diferenças entre os ingredientes. Espero ter esclarecido o problema do iogurte. Ah, uso sempre leite integral, tipo A, não gosto de nada desnatado. Como não como frituras, utilizo muitos grãos e fibras, posso me dar ao luxo de utilizar alguns alimentos com sua gordura natural.

sábado, 2 de junho de 2012

Um despretensioso pão para sanduiches

 

Sabe aqueles dias em que a gente apesar de ter idéias e vontade de fazer as coisas, não tem tempo? Aconteceu comigo essa semana. Prometi fazer várias sacolinhas de juta para enfeitar as mesas da festa junina da Escola Municipal, e como soltam fiapos e pó. Foi um dia todo de espirros  e no final da tarde lembrei que não tinha feito pão para o café  da manhã. Então tinha que fazer algo simples e que não demorasse a levedar como os pães integrais . Fazer pão é algo quase mecânico para mim. Peso a farinha de trigo , separo e vou pesando os outros ingredientes de acordo com a porcentagem que imagino vai dar o resultado que espero. O iogurte ainda não estava pronto, então resolvi usar água mesmo. Misturei os iingredientes, sovei a massa e deixei levedar ainda sem saber se ia dar certo. Pelo menos  estava bem elástica e macia.E depois de assado me fez ficar bem contente, além da aparência apetitosa e do aroma, a textura ficou perfeita, ideal para um sanduiche.

Ingredientes

450 ml de água gelada

2 colheres de leite em pó integral

2 colheres de manteiga sem sal

2 colheres de açucar (usei o demerara, mas pode ser o cristal)

3 colheres, de chá, de sal marinho

1 ovo grande

6 xícaras de farinha de trigo para pães

4 colheres , de chá, de fermento seco instantâneo

Proceder como de costume para fazer a massa, deixar levedar até dobrar de volume. Modelar e esperar o 2º crescimento, levar ao forno preaquecido a 220°.

Depois de assado, desenformar sobre uma grade para esfriar. Devido a sua textura extremamente macia esse pão só deve ser cortado após estar bem frio.

Patchwork da Mommy



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