sábado, 29 de setembro de 2012

Sorte, não custa dar uma mãozinha…

 

Mais um dia 29, mais um dia de comer nhoque prá dar sorte. Se é superstição ou não, se é certo acreditar ou não, não vem ao caso. O que me interessa mesmo é que adoro nhoque e isso de dar sorte é uma ótima desculpa para saboreá-lo.

Gosto tanto de nhoque que nunca me esqueci da primeira vez que preparei sozinha uma receita de nhoque, tinha 14 anos, convidei umas colegas de escola para almoçar e elas foram minhas cobaias. Como eram educadas disseram que estava uma delícia, eu acreditei porque o resto da família também gostou.  Tirei a receita do livro da D.Benta com que meu pai tinha presenteado minha mãe no 1º aniversário de casamento. Creio que era um incentivo para que ela se dedicasse às panelas, não deu certo, ela nunca gostou de cozinhar, embora fosse especialista em algumas receitas como pizza, pão de queijo, biscoito de queijo, bolo de amor e a famosa canja de galinha amada por todos os netos e bisnetos.  Bastava alguém se queixar de alguma dor ou gripe e lá vinha a canja de galinha, inesquecível,  a panela era grande mas nunca sobrava nada.

O presente de meu pai não deu certo prá minha mãe, mas foi meu primeiro guia rumo à arte, por muitos desvalorizada, que é transformar simples ingredientes em iguarias inesquecíveis.

Em uma onda de saudosismo tentei reproduzir o nhoque da mesma maneira que o fiz naquele domingo distante. Algumas modificações foram inevitáveis, como a maneira de cozinhar as batatas.  As batatas eram cozidas em uma panela cheia de água, creio mesmo que muitas pessoas ainda o fazem, eu porém acho que ficam encharcadas, perdem sabor e torna-se necessário acrescentar muita farinha para obter o ponto de enrolar.

Na verdade não cozinho legumes ou verduras em água, ou os faço assados ou no micro-ondas sem acrescentar nenhum líquido, só o que cada alimento já contém.  Aproveito o forno quente depois de assar o pão e coloco minhas beterrabas, cenouras, batatas-doces, batatas inglesas, abóboras etc, todas embrulhadas em papel alumínio . Não deixo que atinjam o ponto de cozimento completo, verifico com um garfo e tiro antes que amoleçam. Coloco imediatamente na geladeira para cortar o cozimento e depois vou utilizando quando necessito.  O que se ganha em sabor é incrível.

Passo as batatas bem quentes pelo espremedor e acrescento a manteiga, incorporo bem e deixo esfriar, só então acrescento os outros ingredientes. Prefiro o queijo parmesão, não aquele de saquinho, melhor comprar em pedaço e ralar na hora de usar. Quem acha o parmesão muito forte pode usar o minas curado.

Ingredientes

1.300 g de batata inglesa cozida e espremida

3 colheres de manteiga

1 ovo

3 colheres de queijo ralado

10 colheres de farinha de trigo.

À medida que os nhoques vão cozinhando, vou colocando no escorredor e logo após passo para o refratário e os envolvo com um pouco de manteiga para que se conservem soltinhos e polvilho queijo ralado para que fiquem mais saborosos. Só então coloco o molho e não em grande quantidade, só o suficiente para gratinar. Sirvo o restante do molho à parte.  Esse nhoque foi servido com molho de carne e tomates que fiz logo cedo e demorou umas 3 h para ficar pronto, em fogo bem baixo e reduzindo lentamente.

Mais uma vez colaborei com minha sorte, mal não faz!!!

Patchwork da Mommy



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