quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Retalhos - mais blocos

 

 

Continuando com o projeto do Sampler, mais dois blocos estão prontos, o Card tricks , que acho muito lindo e dá-nos a impressão de movimento. A vantagem é que pode-se aproveitar pedaços pequenos de tecidos, basta que combinem entre si, usei um fundo neutro e claro para destacar mais o motivo.

Para dar um toque alegre e imprimir um ar  de simplicidade , fiz uma variação dos chamados Four patch, assim denominados por serem feitos de quatro pedaços ou patchs.

Usei tecidinhos de estampa leves e que remetem ao campo, lembrando frescor e alegria, com o vermelho para tornar mais vívida ainda essa impressão.

Estou escolhendo modelinhos bem básicos no patchwork e que até tenho a impressão estão sendo meio que desprezados pelos artistas da atualidade que procuram dar a seus trabalhos um toque maior de sofisticação. Aquele patchwork tradicional e que tanto fascínio exerce sobre mim está caindo em desuso.

Como sou teimosa e gosto de manter as tradições volto-me sempre a eles e assim pretendo continuar.

Gatos, pretos ou brancos, não dão azar!..

 

Sempre achei superstição uma tolice e gente que acredita nelas muito ingênuas. Como é que alguém acredita que seu destino pode ser modificado porque deixou cair um pouco de sal? E ainda sujar a cozinha jogando mais sal?

Basta-se pensar um pouco, usando um raciocíno lógico, para se chegar à conclusão que as superstições datam de um tempo em que a ciência ainda estava adormecida. Restava então ao povo o imaginário. Alguém passou debaixo de uma escada, ela quebrou e atingiu o incauto, como não conheciam as leis da Física, o que restava para culpar? Algum ser inexistente, que como todo desocupado se divertia em atormentar a vida alheia. Nascia assim o personagem chamado Azar e por tabela seu oposto a Sorte.

Teoria simplista e que eu acabei de inventar. Estudar dá trabalho e cansa, acreditar em bobagens que dizem por aí … é muito mais cômodo.

Entre as muitas superstições está a que diz respeito a gatos pretos e de uns tempos para cá, gatos brancos também.

Eu tenho ambos, duas gatinhas, irmãs de uma mesma ninhada, a mãe branca e o pai preto. São lindas, dóceis, carinhosas e como todo gato, bem independentes, cada uma sabe o que quer , enquanto uma adora terra e se esparramar no quintal, a outra prefere o conforto de uma cama.

Nunca me trouxeram azar e nem sorte tampouco. Não costumo deixar meu destino nas mãos de outros, eu mesma gosto de traçá-lo. O destino não é senão consequência de nossos atos. É amanhã o resultado do que fazemos hoje. A colheita do que hoje semeamos. E é por isso que tenho absoluta certeza que quem sacrifica animais, sejam gatos ou outras criaturinhas de Deus, estão plantando sementes do Mal. Pergunto-me, será que algum dia esperam colher Felicidade?…É preciso ser muito ingênuo para acreditar que se planta melancia e colhe jabuticaba.

Até por uma questão de segurança prefiro sempre semear Amor, assim não preciso me preocupar com a colheita, ela será sempre Divina.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Colcha de scraps–primeiros quadros

 

 

Andei selecionando os modelos de blocos para a parte central da colcha , procurando me recordar dos primeros que aprendi a fazer. Isso aconteceu há bem mais de uma década, mas  continuam presentes em minha memória como se fosse ontem. É a beleza do Patchwork , atemporal, simples e que muda completamente ao se trocar as padronagens ou a textura dos tecidos. Esse quadro é o Churn Dash, além de  decorativo é  bem fácil de fazer e faz parte dos clássicos do Patchwork.

Escolhi também um bloco chamado Album Autograph Block, muito utilizado nos Memories Quilts,  há sempre uma faixa em branco ou outra cor clara, onde as pessoas assinam o nome e colocam a data.  Minha intenção com esse é colocar a data, para que fique registrado também na frente do quilt a data em que foi feito.

Nossa memória costuma ser traiçoeira e com o passar dos anos mais ainda  ela nos deixa na mão, nada melhor então que prevenir e deixar tudo registrado.  Também acho muito bonito um Memory Quilt e tenho tentado em vão fazer um para minha neta mais velha , desde que ela terminou o 1º grau, mas as assinaturas das amigas nunca são colhidas.  Miinha intenção era fazer algo que marcasse o encerramento de um período tão importante na vida escolar, mas acho que vai ficar para quando terminar a universidade.

Não gosto de coisas demoradas e não posso me dar ao luxo de cuidar de mais um UFO, portanto vou ver se consigo de 2 a 2 , cortar, costurar e postar as fotos dos blocos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Scraps, retalhos, tecidinhos…

 

Por incrível que pareça, por mais que tenha me controlado, já tenho uma porção de scraps, retalhos, paninhos ou o que queiram chamar.  Além de UFOs. Mas como não se pode fazer tudo ao mesmo tempo, vou começar dando um trato nos retalhos. Com o auxílio do  EQ6 consegui iniciar um projeto, onde à exceção do tecido de fundo, todos os quadros serão feitos de pedacinhos. Depois de pronto será um bom exemplo de "Sampler", já que não haverá nenhum quadro igual ao outro e tentarei não repetir também os tecidos. Como  o objetivo é o aproveitamento dos pedacinhos de tecidos, sobras de outros projetos, o ideal é que não se compre e nem corte nenhum tecido inteiro e sim fazer todos os quadros apenas com sobras.   Mais uma maneira divertida de esvaziar as caixas de retalhos e ter ao fim uma peça bonita e criativa onde não se precisou comprar nada, a não ser o tecido de fundo que deverá ser igual, pois será o elo de ligação entre os coloridos quadros de scraps.

A parte central da colcha será formada por 12 blocos, cada um com um desenho diferente, porém todos modelos clássicos de patchwork. A graça ficará por conta da grande variedade de cores e estampas.

Cada bloco deverá, depois de pronto, medir 15 cm de lado, antes de costurar a medida então será 16,5 cm.

A parte que acho mais demorada em qualquer projeto, além da escolha do modelo, é a adequação dos tecidos. E no caso de aproveitamento de retalhos temos ainda que encontrar aqueles cujo tamanho seja suficiente para fazer cada quadro.

Sorvete de manga

 

 

A cada dia estou mas viciada em sorvetes. Apesar de ter adquirido a sorveteira já há alguns anos, nunca a havia usado tanto como agora. É só o tempo de acabar um e fazer outro. Também com o calor que aqui fez morada e não quer se mudar, só mesmo com um sorvetinho para se aguentar.

O sorvete caseiro tem a vantagem de ser feito apenas com produtos naturais, sem adição de gorduras saturadas ou hidrogenadas, sem corantes ou conservantes, ligas e emulsificantes. E ainda tem a vantagem de se usar as frutas da estação, sempre frescas e mais saudáveis já que são colhidas no tempo certo. Como não gosto que o sabor da fruta fique encoberto por outro ingrediente evito ao máximo usar leite condensado, optando pela calda de açúcar que além de não encobrir o sabor da manga, deixa o sorvete mais leve.

Ingredientes

600 g de manga fatiada e processada ou batida no liquidificador

225 g de açúcar cristalsorvete de manga 002

250 ml de água

300 ml de creme de leite fresco

2 colheres de vodca ou rum

Em uma panela dissolver o açúcar na água elevar ao fogo brando até formar uma calda leve. Deixar esfriar bem. Bater no liquidificador com a polpa de manga, acrescentar o creme de leite gelado e a vodca. Levar a gelar por pelo menos 4 h e depois colocar na sorveteira e bater conforme o manual se sua máquina. Depois de batido leve ao congelador para firmar. Sirva puro ou acompanhado de fatias de manga e calda de chocolate, como fiz.

Nota : Se a manga a ser utilizada tiver fiapos será bom passar por uma peneira antes de fazer o sorvete. Usei manga rosa de meu quintal que não tem nem um fiapinho.

Bolo de cenoura especial

 

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Bolo de cenoura é uma unanimidade nacional, não conheço quem não goste.   Resolvi dar uma incrementada e transformar uma receita corriqueira em um bolo mais elegante e que pudesse ser considerado um bolo de aniversário. Assei uma receita de bolo de cenoura na qual acrescentei uma colher de flores de lavanda desidratadas, porque adoro o aroma de lavanda que se espalha pela cozinha quando abro o forno. Com o calor os óleos essenciais se desprendem e perfumam todo o ambiente.

Assei em forma redonda de fundo falso e depois de bem frio cortei em 3 camadas.  Fiz o recheio de chocolate e em uma das camadas espalhei em cima do recheio nozes picadas e na outra passas e bombons  Sonho de Valsa em pedaços médios.

Ingredientes do bolo

3 cenouras picadas

3/4 de xícara de óleo

4 ovos

1 1/2 xícara de açúcar cristal

2 xícaras de farinha de trigo

1/2 xícara de amido de milho

1 colher de fermento químico em pó

1 colher de sementes de lavanda (opcional)

Bater no liquidificador as cenouras com o óleo e os ovos, a seguir juntar o açúcar. Em uma tigela peneirar a farinha, o amido e o fermento misturando bem. Acrescentar a cenoura batida, misturar, colocar as sementes de lavanda , se desejar e levar ao forno médio preaquecido.

Recheio

1 lata de leite condensado Moça

1 lata de leite de vaca

2 colheres de farinha de trigo

3 colheres de chocolate em pó 50% cacau

2 colheres de cacau em pó

1/2 colher de café solúvel

1 lata de creme de leite

1 colher de manteiga sem sal.

Misturar a farinha de trigo com o leite condensado, juntar o leite de vaca, o chocolate e o cacau, levar ao fogo brando mexendo sempre até o ponto de brigadeiro mole. Tirar do fogo, acrescentar o café solúvel, o creme de leite e a manteiga. Bater bem para misturar e levar a gelar. Fica mais fácil empregar os recheios gelados.

Cobertura

Usei essa mesma cobertura , cobrindo o topo do bolo com nozes picadas e deixando as laterais só com o chocolate, espalhando com uma espátula para proporcionar um efeito rústico.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sunbonnet no campo

 

 

As graciosas Sunbonnets coloridas têm me conquistado cada dia mais. O que no começo achei meio extravagante, já agora me parece normal e bem alegre. É como se elas se cansassem das telas claras em que se viam obrigadas e viver e de repente tivessem o poder de se transportar aonde quisessem.  E campos alegres e verdejantes são a opção de qualquer um, ainda mais de tão alegres garotinhas.

Está pronto mais um quadro da colcha que ainda não escolhi o nome. Sim, dou nome às colchas e a tudo o mais que me rodeia, é um direito de todos possuir um nome.  Mamãe levou as crianças a um passeio e agora descansam sob a copa de uma frondosa árvore. Para distraí-los ela conta estórias de fadas, príncipes, princesas, gnomos e anões.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sorvete de jabuticabas

 

 

Ingredientes

500g de jabuticabas maduras e bem frescas

150g de açucar cristal

300g de creme de leite fresco gelado

Lavar bem as jabuticabas, colocar em uma panela de inox e amassar com as mãos de modo a romper todas as cascas. Colocar água somente o suficiente para cobrir levemente as jabuticabas. Levar ao fogo brando e cozinhar por 10’.

Colocar no liquidificador e bater. Coar com uma peneira de inox ou nylon, de furos grandes. Colocar novamente na panela, juntar o açucar e levar ao fogo brando por 5’, até o açucar estar bem incorporado à polpa de jabuticaba.

Deixar esfriar e acrescentar o creme de leite. Leve a geladeira por no mínimo 4h. Colocar na sorveteira e bater como de costume.

~cidra, anjos, jabuticaba 042

Quem ajudou a vovó a colher as jabuticabas para o sorvete foi o Gabriel.  Ele ficou maravilhado e chupava as frutas até a casquinha ficar lisa, quando então cuspia.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Panquecas de carne

 

Ao contrário do que muita gente pensa, panqueca não dá trabalho para fazer, é um prato delicioso e uma simples salada é o acompanhamento ideal.

O que muitos temem é a parte de fritar a panqueca mas utilizando a frigideira certa e uma massa de boa consistência fica muito fácil. É claro que no começo a gente apanha um pouco, depois tira de letra. Eu pessoalmente prefiro reservar uma frigideira só para panquecas, a minha é grossa, revestida com antiaderente e tem 20 cm de diâmetro, o que considero um tamanho ideal para uma panqueca e que permite dobrá-la de várias maneiras. Adquiri o hábito de dobrar de acordo com o recheio para diferenciar na hora de servir.

Há diversas receitas de massa e é bom depois de acertar com uma, conservá-la, basta mudar os recheios. Gosto de massas finas, portanto minhas panquecas são quase transparentes de tão finas. Antes de começar pincelo levemente a frigideira com óleo, depois não é preciso mais untar já que a massa leva óleo.

Ingredientes

1/2 litro de leite

3/4 de xícara de farinha de trigo

3/4 de xícara de amido de milho

3 colheres de óleo

4 ovos

1 pitada de sal

Bater tudo no liquidificador usando a tecla pulsar.

Recheio

750 g de carne moída

Cebola picadinha, alho, cebolinha, coentro, salsa e outra ervas que preferir

2 tomates sem peles e sem sementes

2 xícaras de água quente

1 colher de farinha de trigo.

Frite a cebola e o alho em azeite de oliva, refogue a carne, acrescente a farinha de trigo e deixe dourar, junte então os tomates picados,sal e pimenta a gosto, a água quente e deixe cozinhar em fogo brando por cerca de 20’. Acrescente os temperos verdes, prove o sal e deixe esfriar antes de utilizar.

Molho

Separe um pouco da carne do recheio. Em um pouco de azeite frite 2 dentes de alho e uma cebola média picada, acrescente a carne, 1/2 quilo de tomates  picados e temperos a gosto. Se quiser  no lugar dos tomates empregue meia lata de polpa de tomates ou molho pronto.

Depois de montar as panquecas, coloque num refratário, polvilhe farinha de rosca, cubra com o molho e parmesão filetado ou ralado, à gosto. Leve ao forno para gratinas. Sirve quente.

 

sábado, 13 de outubro de 2012

Torta de mandioquinha e legumes

 

 

Torta de legumes é sempre uma opção saudável, rápida e muito saborosa. Dessa vez precisava aproveitar um recheio que tinha sobrado de outra e que havia congelado porque todos já sabem que detesto desperdícios. O recheio era este, mas eu não queria uma torta com cara de anteontem.

Como o recheio estava pronto tratei de incrementar a massa, abri a geladeira e fui tirando os ingredientes, dosando e escrevendo tudo para não esquecer. Quando faço uma receita procuro testá-la depois de pronta sob alguns aspectos que considero essenciais. Primeiro o aroma que exala enquanto cozemos, aquele cheirinho que desperta o apetite e dá vontade de correr para a mesa. Logo em seguida fico atenta às cores e textura que o prato apresenta, a beleza em si. Só então vou provar o sabor.

Tenho o imenso prazer que essa torta foi aprovada em todos os quesitos. O melhor é que fiz apenas com ingredientes que tinha em casa e utilizei o recheio que tinha no freezer.

Ingredientes

250 g de mandioquinha  cozida e em rodelinhas.

150 ml de iogurte natural integral

250 ml de leite integral

100 ml de

50 ml de azeite de oliva

3 ovos

2 colheres de amido de milho

6 colheres de farinha de trigo

3 colheres de queijo parmesão ralado

1 colher de fermento químico em pó.

Bater todos os ingredientes no liquidificador, com exceção da mandioquinha. Em um refratário untado e enfarinhado com farinha de rosca, coloque metade da massa. Por cima espalhe as rodelas de mandioquinha e sobre elas o recheio. Cubra com o restante da massa  e polvilhe com farinha de rosca e queijo parmesão filetado. Coloquei umas lascas maiores para proporcionar mais textura. Forno preaquecido a 200°. Ao tirar do forno enfeito com tomatinhos.

Espere esfriar um pouco antes de cortar.

 

Nota: Cozinho a mandioquinha já cortada no microondas sem nenhum líquido e ainda quente acrescento 1 colher de manteiga com sal.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Deixai vir a mim as criancinhas…


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Não há como duvidar,  das crianças é o Reino dos Céus. Não há nada tão belo e puro, só os anjos seus companheiros de brincadeiras. Mas eles, os anjos, são criaturas celestes. Tenho em mim que as crianças são feitas à imagem e semelhança dos anjos e por isso são por eles guardadas.
Sendo ao mesmo tempo tão frágeis e confiantes há de ser porque por trás delas há um par de asas. Asas celestiais que ao mesmo tempo que as protegem alegram toda a família. Não há como haver tristeza em uma casa onde há uma criança, ao contrário há a renovação, a vida se torna mais leve, a esperança floresce com todas as forças encobrindo qualquer dor acaso existente.
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Gabriel tem nome de anjo, o Anjo da Anunciação. Não há como duvidar que ele foi-nos enviado por Deus em um momento bem difícil de nossas vidas. Minha mãe tinha partido de forma  abrupta deixando um vazio no lugar de sua risada sempre alegre e vibrante. Não entendia e lutava comigo mesma para não externar a revolta que teimava em se infiltrar em minha alma.
Então vem a notícia que uma criança iria chegar e preencher nossas vidas como só elas sabem fazer. Foi como se uma brisa suave soprasse em minha direção e aos poucos me devolvesse o entusiasmo e a vontade de continuar mais uma vez.
Uma criança com nome de anjo me reacendeu a chama e abreviou meu luto que ameaçava se estender indefinidamente. Duas coisas que não posso transmitir a ninguém, a dor de perder quem te deu a visa e a alegria da chegada de um neto.  Alguém formado nas entranhas de quem saiu de dentro de você mesma. Uma continuação do milagre da criação.
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É uma sensação que Deus em sua infinita bondade concedeu somente à mulher. Ser avó é ser duplamente mãe. Um amor que se multiplica numa progressão infinita. Tornar-me avó do Gabriel me fez reavivar todos os sentimentos momentaneamente adormecidos pela dor e desesperança. Em um só momento fez-se luz, vida, alegria, esperança…
Gabriel, um anjo, chegou anunciando vida nova para todos nós, mas principalmente para mim, sua avó.
Deus guarde e proteja todas as crianças do universo aqui representadas pelo sorriso maroto de meu neto.
Este ano a homenagem é para você Gabriel, seja abençoado hoje e sempre!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Pão integral com passas e lavanda

 

Tenho o péssimo hábito de imaginar que todos gostam das mesmas coisas que eu. Acho que esse é um sintoma de egoísmo nato em todo ser humano. Enxerga os outros sempre como num espelho.

Assim estava outro dia comprando farinhas, linhaça, gergelim e outros ingredientes e me lembrei de levar lavanda desidratada, já pensando em fazer um delicioso e aromático pão. Comentava isso com a Filhota que estava comigo quando uma atendente começou a rir e intrometendo-se na conversa me explicou que lavanda não se comia, servia apenas para chá. Ela me olhava como se eu fosse um alienígena de hábitos recém-chegado ao planeta Terra. Aproveitei e só para causar mais escândalo contei que também faço bolo com lavanda. Penso que ela não acreditou ou pensou que fosse louca mesmo.

Prá provar que não sou fiz esse pão maravilhoso. Quando saiu do forno perfumou a casa toda.

Ingredientes

360 ml de água gelada

1 ovo

2 colheres, das de chá, de sal marinho

2 colheres de açucar mascavo

2 colheres de manteiga sem sal

120 g de farelo de trigo

100 g de passas escuras sem sementes

1 colher de flores de lavanda desidratadas

3 colheres, das de chá, de fermento seco instantâneo.

Colocar os ingredientes na MFP, com exceção das passas e das flores de lavanda. Quando os ingredientes estiverem bem misturados e a massa tomando forma , acrescentar então as passas e as flores de lavanda. Deixar crescer, modelar , crescer novamente e levar ao forno preaquecido a 220°.

Sunbonnet Sue e sua pipa ao vento…

 

Comecei esse projeto das Sunbonnets coloridas com muita animação, acho que até demais. Agora estou temerosa que esteja ficando com cor demais. Acostumada com as cores clarinhas e bem suaves próprias de quartos de bebê, repentinamente me vejo bordando garotinhas com vestidos alegres e esvoaçantes. Os cenários, antes em tons neutros, agora são exuberantes, com extensos gramados, colinas e o céu sempre azul.

Como se de repente houvesse,  como num passe de mágica, uma explosão no arco-íris e as cores se espalhassem enchendo todo o horizonte de vida palpitante. É a Terra se vestindo para uma festa de gala com todo esplendor que trazia guardado em segredo e que agora brota revigorado iluminando os mínimos recantos.

Planejei oito quadros retratando as cenas do cotidiano que costumo fazer, no entanto assim coloridas  elas crescem, tomam fôlego e parecem vivas.  Penso mesmo que a qualquer momento saltarão do bordado e seguirão caminho próprio me deixando a ver navios.

Temerosa guardo o bordado na caixa e me afasto dele por alguns dias, logo volto porém, é minha sina produzir garotinhas para alegrar quartos de princesas.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Calda de chocolate para sorvete

 

Ingredientes

2 colheres de manteiga

1/2 xícara de açucar

3 colheres de chocolate em pó, 50% cacau

2 colheres de mel de abelhas

1/4 de colher, das de chá, de sal marinho

2 colheres de água

1 colher, das de chá, de extrato de baunilha

Misturar os ingredientes com exceção da baunilha. Levar ao fogo brando, mexendo sempre até engrossar, tirar do fogo, bater colocar a baunolha e bater um pouco. Utilizar quente sobre  sorvete, bolo, panquecas, frutas etc.

Pode ser guardada na geladeira em recipiente com tampa e aquecido no micro-ondas na hora de utilizar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sorvete de bananas

 

Com o calor que se abateu nesta cidade abençoada por Deus, acho que vou deixar minha sorveteira morando em cima da bancada da cozinha. Não sei o que faria sem ela.  Fui votar e vendo a cidade toda suja, inclusive meu jardim, coberto da imunda propaganda eleitoral,  pensei não me resta outra alternativa a não ser fazer um sorvete de bananas, que eu adoro. A receita é da Cinara e já fiz várias vezes e a cada uma gosto mais.

Sou uma fã incondicional dessas máquinas maravilhosas que nos auxiliam no dia a dia, poupando-nos tempo e trabalho e com excelentes resultados, acontece que há algumas que para mim são indispensáveis como a batedeira planetária, a sorveteira, a MFP e  a iogurteira. Quem já provou sorvete feito em casa, com creme de leite fresco e frutas, sem conservantes, gorduras e outras coisas, não consegue mais se contentar com outros. Com iogurte é a mesma coisa, fica suave, sem acidez.

Ingredientes

2 colheres de manteiga sem sal

1/4 de xícara de açucar mascavo medido bem apertado

1/4 de colher, das de chá, de canela em pó

3 bananas

2 colheres de rum

2 gemas grandes

1/3 xícara de açucar cristal

1 1/2 xícara de leite integral

2 xícaras de creme de leite.

Aquecer o leite e reservar.

Em uma frigideira derreter a manteiga até ferver, acrescentar o açucar e a canela espalhando bem, cozinhar por um minuto e meio. Adicionar as bananas e cozinhar até que amoleçam e estejam completamente envolvidas na calda. Colocar no liquidificador e acrescentar 1/2 xícara do leite sobre as bananas e bater até formar um purê liso. Esfriar.

Bater as gemas  com o açucar até formar um creme claro. Acrescentar o restante do leite e continuar batendo. Volte à panela e cozinhe em fogo baixo  mexendo sempre por 6 minutos. Tire do fogo, misture as bananas e deixe esfriar. Junte então o creme de leite e leve à geladeira por 4 h.  Bater na sorveteira como de costume e levar ao freezer até o momento se servir.

Guarneci com calda quente de chocolate, que combina muito bem com banana.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Rosquinhas de coco

 

 

 

Rosquinhas sempre me despertam as melhores lembranças. Parece que todo mundo adora rosquinha de coco. Minhas filhas adoravam quando pequenas, acho que até hoje.  Toda criança gosta, o que me faz recordar do tempo das lancheiras, a gente levava o lanche de casa e não era algo comprado, era preparado em casa. Eu fazia as rosquinhas e colocava no freezer em vários pacotinhos, assim como os enroladinhos de queijo, de salsicha, empadinhas, biscoito de queijo, pão de queijo etc. O lanche estava lá para qualquer  emergência. E a vida também era corrida, isso não é privilégio dos dias de hoje, aliás sempre encontramos  ou pelo menos deveríamos encontrar tempo para fazer o que nos dá prazer. Prá mim cozinhar é um prazer e dos maiores, a qualquer hora estou sempre disposta a ir para a cozinha e nunca me canso de experiências culinárias. Pesquiso, leio livros antigos e se não fico satisfeita, crio minhas fórmulas.

Ingredientes

450 ml de água fria

2 colheres de leite em pó integral

100 ml de óleo

3/4 de xícara de açucar cristal  (usei baunilhado)

2 colheres, das de chá , de sal marinho

2 ovos

6 xícaras de farinha de trigo para pães

4 colheres, das de chá, de fermento seco instantâneo

Coloque os ingredientes na MFP e escolha o ciclo massa. Quando terminar tire a massa, coloque em uma bacia, cubra com plástico e deixe em local bem fresco para crescer lentamente. Quando dobrar de volume, coloque na bancada, abaixe, divida em 4 partes e trabalhe uma de cada vez. Abra com um rolo em espessura fina, espalhe o creme do recheio na metade, polvilhe o coco ralado, dobre a parte sem recheio sobre a outra, aperte bem com as mãos, fazendo pressão para que se unam bem. Enrole como rocambole, apertando e depois corte em fatias de 1 dedo de largura. Coloque em tabuleiro untado, forrado com papel manteiga e novamente untado e enfarinhado. Esse cuidado evita que as rosquinhas se queimem. Deixe crescer por 1 hora e leve a assar em forno preaquecido a 200° nos primeiros 10’, depois reduza para 150° e deixe até que dourem. Passe a calda com pincel e polvilhe coco ralado. Deixe esfriar sobre uma grade.

Recheio

100 g de manteiga sem sal

3/4 xícara de açucar cristal

100 de coco ralado, integral.

Misture o açuar com a manteiga até que fique um creme, fica mais fácil espalhar som as costas de uma colher para não rasgar a massa.

Cobertura

Faça uma calda  leve com 1/2 xícara de água e 1 xícara de açucar, quando tirar do fogo acrescente 4 colheres de leite condensado Moça, misture bem e deixe esfriar antes de empregar.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Conversão de medidas

 

conversão medidas 002

A gente se acostuma a fazer as coisas de uma maneira e torna-se um hábito já quase automático.  Acontece comigo e creio que com a maioria das pessoas. Um hábito muito arraigado em mim é o uso da balança nas receitas culinárias. Por uma questão disciplinar usa-se a balança para que as medidas fiquem uniformes e não haja alteração na qualidade final da receita.

Não faz, porém parte da cultura de nosso país  possuir balanças de cozinha. O costume é passar as receitas em medidas, xícaras e colheres, sendo que há xícaras e colheres dos mais variados tamanhos.  Habituei-me desde cedo ao uso da balança, minha mãe tinha e depois adquiri a minha. Isso há muitos anos, podem notar na foto que ela é bem antiguinha, talvez da idade da Filhota. Quando passei a me aperfeiçoar e criar minhas próprias receitas de pães, senti a necessidade de uma balança digital  com escala de 1 grama. Tem sido utilíssima, sem ela não teria como finalizar minhas receitas.

À princípio grafava todas minhas receitas em medidas de peso, até que conheci uma leitora que me disse da dificuldade que sentia ante as “gramas” das minhas receitas. Percebi imediatamente que essa poderia ser uma queixa comum, apenas algumas pessoas, talvez por timidez, não reclamassem.  Há algum tempo atrás fiz um post com algumas dicas,  mas andei pesquisando e afinal encontrei  nesse blog uma que me pareceu simples de utilizar e bem completa.   E para quem só quer saber o básico do básico:

1 xícara de farinha de trigo…………………..150g

1 xícara de açucar cristal………………………200g

Não meço ingredientes em copos, americanos ou de requeijão. Utilizo aquelas xícaras próprias de medidas que podem ser encontradas em qualquer loja de utilidades e até de 1,99.

Para medir líquidos acho mais fácil o copo graduado da Marinex, também facilmente encontrado.

Espero que seja útil para todos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mais cor em minhas Sunbonnets

 

Há muito tempo embalava o desejo de fazer uma colcha mais colorida e vibrante. Com Sunbonnets, claro, mas não com aquele fundo clarinho e certinho. Sempre gostei de questionar coisas certinhas e depois  fazer diferente. Não concordo com a premissa que há só uma maneira de se fazer algo. Não há uma só pessoa igual à outra, portanto cada um tem sua maneira própria de agir. Vou devagarinho, primeiro faço tudo de acordo com o figurino e quando começo a sentir firmeza introduzo minhas modificações. Faço isso com meus bordados, minhas invenções culinárias e minha vida.

Não gosto de nada morno e coisas que se repetem acabam ficando mornas. Quem vive ao meu lado pode se queixar de tudo menos de monotonia. Meu cérebro está sempre fervilhando de idéias loucas para sair e adquirir vida própria.

Vez por outra tenho que parar, respirar fundo e colocar ordem, caso contrário fica impossível conviver com as tantas Anas que existem em mim. Sei que isso dá até medo, deve até ser essa a razão porque vivo tão só. O ser humano gosta de se sentir sempre seguro, estável, dono da situação.  Há uma Ana dentro de mim que adora descobrir coisas novas, trilhar novos caminhos mesmo que seja para alcançar coisas já sabidas. E no entanto há outra que gosta de escarafunchar  origens, curiosidade de saber como tudo foi feito pela primeira vez, quem fez etc.  Há a que gosta de cozinhar. Não cozinha porque precisa ou por obrigação, mas porque ama ver a transformação dos ingredientes, sentindo-se uma alquimista agitando seu cadinho com uma varinha mágica. E há a que se cansa de tudo bem depressa, essa é a mais difícil porque nunca se mostra e lutar com ela é como duelar com moinhos de vento. E muitas outras mais e por fim há aquela Ana que tem a missão de unir todas como se apenas uma fosse. Para sso precisa sempre se recolher um pouco o que nem sempre é bem compreendido, alguns chegam até a pensar que está amuada, não é nada disso, é só um tempo necessário para respirar e deixar tudo como dantes.

Últimamente tenho a impressão que o tempo está passando mais célere, o que me faz sentir urgência não só em criar como também em viver. Uma pena que nem sempre o físico consiga acompanhar a mente,  temos que lutar com as armas que temos, o que não impede que novas armas sejam criadas a qualquer momento, saídas quem sabe de recantos esquecidos mas não inertes de uma cabeça irrequieta e que pretende deixar para descansar no Além.

Começo assim  um novo trabalho, bem alegre e com cenas do cotidiano, vamos ver no que vai dar!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Bolo de chocolate do aniversário do Blog

 

Vou começar pedindo mil desculpas por ter esquecido de publicar a receita do bolo do aniversário do Blog. Lembro que no dia estava muito emotiva, com muitas lembranças de infância, era o aniversário de meu irmão João Danin, que tão jovem foi morar com os anjos, e tive que encerrar o post porque as lágrimas não me deixavam mais enxergar o teclado. Minha intenção era publicar no dia seguinte mas infelizmente a memória me traiu. Então sem mais delongas lá vai a receita. Asseguro a todos vocês que esse bolo é de comer de joelhos, rezando.

Ingredientes do bolo

4 colheres de cacau peneirado

1 xícara de chocolate em pó 50% cacau

2 colheres de açucar mascavo orgânicobolo de aniversario blog 016

250ml de leite quente

150g de manteiga sem sal

250g de açucar cristal

250g de farinha de trigo

50g de amido de milho

4 ovos

1 colher de fermento químico em pó

1/2 colher, das de chá, de bicarbonato

Misturar o açucar mascavo, o cacau e o chocolate em pó e acrescentar o leite quente, mexer bem e reservar. Em outra vasilha peneire a farinha, o amido, o bicarbonato e o fermento, misture bem e reserve.

Bater a manteiga com o açucar até o ponto de creme, sem parar de bater acrescente os ovos, um a um, alternando com 2 colheres de farinha de cada vez.  Desligar a batedeira e acrescentar o restante da farinha, alternando com a mistura de leite e chocolate. Untar bem a forma, forrando o fundo com papel manteiga e untando novamente e enfarinhando para facilitar na hora de desenformar.  Uso forma de fundo falso porque acho mais prático, as mesmas que uso para assar tortas. E monto o bolo na mesma forma que usei para assar. Forno pré-aquecido a 180°. Teste com palito no meio do bolo para ver se está bem assado depois de 30’.   Esfriar um pouco antes de desenformar e esperar esfriar bem antes de começar a montar.

Recheio da 1ª camada

100 gramas de tâmaras picadas e deixadas de molho em 1/2 xícara de água por meia hora. Levar ao fogo brando mexendo para amolecerem. Acrescentar 1 lata de leite condensado Moça ( outro não dá ponto) e mexer até ponto de brigadeiro mole. Tirar do fogo e acrescentar 1 colherinha de baunilha. Esfriar bem na geladeira.

Recheio da 2ª camada

Fazer um brigadeiro com 1 lata de leite condensado Moça, 1 lata de leite de vaca, 2 colheres de farinha de trigo, 1/2 xícara de chocolate em pó  50% cacau, 2 colheres de cacau em pó . Mexer em fogo baixo até o ponto de brigadeiro mole. Esfriar na geladeira.

Outros ingredientes do recheio:   100 gramas de nozes picadas e 8 bombons Sonho de Valsa ou Ouro Branco, à gosto.

Calda para regar o bolo

Misture bem 1 xícara de água, 1 xícara de leite, 3 colheres de chocolate e 3 colheres de açucar. Levar ao fogo até ferver e deixar esfriar antes de utilizar.

Forrar a forma com filme plástico deixando sobrar as pontas. Cortar o bolo em 3 partes, na horizontal. Colocar a 1ª parte no fundo da forma e regar com a calda. Espalhar o recheio de tâmaras e por cima as nozes picadas. Colocar a 2ª camada de bolo, regar e colocar o brigadeiro. Espalhar por cima do brigadeiro uma camada com os bombons picados. Cobrir com a última camada de bolo, regar com o restante da calda, cobrir com filme plástico, apertar levemente e levar à geladeira para firmar bem. Esse bolo é muito úmido. É melhor fazer a cobertura no dia seguinte.

Cobertura

125ml de água

3 colheres de açucar mascavo

180g de manteiga sem sal

300g de chocolate  meio-amargo finamente picado

Levar ao fogo baixo a água,  o açucar e a manteiga. Quando começar a borbulhar tirar do fogo, colocar o chocolate girando a panela  e esperar 1 minuto para derreter mexendo. Bater até ficar liso e brilhante.  Vai estar como uma calda fina,  mas à medida que esfria vai encorpando.  Passe uma primeira camada, leve à geladeira e quando estiver bem frio complete a cobertura, vai estar bem encorpado e opaco. Essa cobertura é uma receita da Nigella e é deliciosa. Conserve o bolo na geladeira até a hora de servir. Decore com nozes.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Primavera, lavandas e amor…

 

Há algum tempo atrás comprei um daqueles rolinhos de tecidos só porque tinha várias estampas em roxo e lilás, minhas favoritas. Como eram pequenos não davam para fazer um projeto grande, vi esse quadro não me lembro mais onde e resolvi experimentar pensando em uma almofada para minha cadeira de balanço. Fiz, guardei e me esqueci dele não sei porque motivo. Começando agora minha limpeza de primavera, encontrei em uma de minhas caixas de quadros prontos.

Não sei se todos são como eu que tenho o hábito de associar a tarefa que estou fazendo à música que por acaso está tocando no momento, ao clima, principalmente se estiver aquela chuva fininha que tanto amo e principalmente a aromas.  Não lembro qual música tocava no momento em que cortava e costurava esse quadro, alguma havia de ser, já que nunca fico sem uma boa música. Mas há algo que me lembro, as lavandas estavam floridas. Adoro lavandas e foi por isso que escolhi fazer os corações da cor delas. Fiquei duplamente feliz, por encontrar esse quadro de que não me lembrava mais e me recordar do perfume das lavandas . Gosto de enfiar o rosto entre seus ramos floridos para que permaneça em mim por mais tempo uma certa sensação de leveza quase etérea que me toma  a alma.

Não foi sem razão que o plano de fundo do blog agora na primavera tem campos floridos, moinho de ventos e uma enorme sensação de felicidade.  Fica em nítida a certeza que amo a vida com todas as suas nuances e que em cada estação se renova me trazendo forças para continuar, mesmo que às vezes tenha que remar contra a maré.

Agora vou terminar minha almofada e colocar no recheio sementes de lavanda que tenho bem guardadas em um vidro escuro.

Patchwork da Mommy



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