quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mais cor em minhas Sunbonnets

 

Há muito tempo embalava o desejo de fazer uma colcha mais colorida e vibrante. Com Sunbonnets, claro, mas não com aquele fundo clarinho e certinho. Sempre gostei de questionar coisas certinhas e depois  fazer diferente. Não concordo com a premissa que há só uma maneira de se fazer algo. Não há uma só pessoa igual à outra, portanto cada um tem sua maneira própria de agir. Vou devagarinho, primeiro faço tudo de acordo com o figurino e quando começo a sentir firmeza introduzo minhas modificações. Faço isso com meus bordados, minhas invenções culinárias e minha vida.

Não gosto de nada morno e coisas que se repetem acabam ficando mornas. Quem vive ao meu lado pode se queixar de tudo menos de monotonia. Meu cérebro está sempre fervilhando de idéias loucas para sair e adquirir vida própria.

Vez por outra tenho que parar, respirar fundo e colocar ordem, caso contrário fica impossível conviver com as tantas Anas que existem em mim. Sei que isso dá até medo, deve até ser essa a razão porque vivo tão só. O ser humano gosta de se sentir sempre seguro, estável, dono da situação.  Há uma Ana dentro de mim que adora descobrir coisas novas, trilhar novos caminhos mesmo que seja para alcançar coisas já sabidas. E no entanto há outra que gosta de escarafunchar  origens, curiosidade de saber como tudo foi feito pela primeira vez, quem fez etc.  Há a que gosta de cozinhar. Não cozinha porque precisa ou por obrigação, mas porque ama ver a transformação dos ingredientes, sentindo-se uma alquimista agitando seu cadinho com uma varinha mágica. E há a que se cansa de tudo bem depressa, essa é a mais difícil porque nunca se mostra e lutar com ela é como duelar com moinhos de vento. E muitas outras mais e por fim há aquela Ana que tem a missão de unir todas como se apenas uma fosse. Para sso precisa sempre se recolher um pouco o que nem sempre é bem compreendido, alguns chegam até a pensar que está amuada, não é nada disso, é só um tempo necessário para respirar e deixar tudo como dantes.

Últimamente tenho a impressão que o tempo está passando mais célere, o que me faz sentir urgência não só em criar como também em viver. Uma pena que nem sempre o físico consiga acompanhar a mente,  temos que lutar com as armas que temos, o que não impede que novas armas sejam criadas a qualquer momento, saídas quem sabe de recantos esquecidos mas não inertes de uma cabeça irrequieta e que pretende deixar para descansar no Além.

Começo assim  um novo trabalho, bem alegre e com cenas do cotidiano, vamos ver no que vai dar!

Patchwork da Mommy



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