sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Bolo de nozes

Adoro nozes, bolo de nozes e tudo que leva nozes. Mas existe uma combinação que considero divina, nozes, chocolate e baba de moça.

Então fiz esse bolo, a massa é de nozes , o recheio baba de moça e brigadeiro mole e a cobertura chocolate.

Tenho que confessar que não gosto muito de doces, a não ser que levem chocolate ou cacau.  Coisas doces não me fazem ficar com a boca “cheia  d’água”, então quando posto uma receita doce é porque testei, gostei e não é enjoativa.

Fiz esse bolo para um aniversário, como foi elogiado creio que ficou bom mesmo.

Ingredientes

6 ovos

1 xícara de açúcar

1 xícara de farinha de rosca

2 xícaras de nozes moídas

1 colher, das de sobremesa, de fermento em pó.

Misturar a farinha de rosca com as nozes moídas e o fermento em pó.

Bater as claras em neve, acrescentar as gemas e aos poucos o açúcar.  Desligar a batedeira e juntar delicadamente a mistura de nozes e farinha de rosca, cuidando para que a massa não perca volume.

Levar a assar em forma untada, forrada com papel e novamente untada e enfarinhada. Isso facilitará desenformar. Forno médio.

Deixar esfriar sobre uma grade.

Recheio de brigadeiro

1 lata de leite condensado Moça

1 lata de leite integral

1 colher de manteiga sem sal

3 colheres de cacau em pó

1 caixinha de creme de leite.

Levar ao fogo brando o leite condensado, o leite de vaca, a manteiga e o cacau, mexendo sempre até o ponto de brigadeiro, que é mais ou menos 10 minutos. Tirar do fogo, acrescentar o creme de leite batendo bem e deixar esfriar.

Baba de moça

1 xícara de açúcar

1 xícara de água

6 gemas

1 colher de amido de milho

1 colher, das de chá, de essência de nozes

200 ml de leite de coco.

Levar ao fogo a água e o açúcar  para formar uma calda grossa. Coloque as gemas e a essência na tigela da batedeira e bata até que fiquem claras .Despeje  a calda quente sobre as gemas  e continue batendo até engrossar.  Voltar para a panela em que fez a calda, juntamente com a maizena dissolvida no leite de coco. Levar ao fogo brando mexendo até engrossar. Deixar esfriar.

Montagem do bolo 

Calda

Nozes picadas

Prefiro montar bolos recheados em forma de fundo falso para facilitar na hora de desenformar, mas quem não possui uma pode forrar uma forma mais funda com filme plástico e montar o bolo assim. Desenformar o bolo e cortar em 3 camadas. Colocar a primeira na forma onde vai ser montado. Regar com calda simples, espalhar metade da baba de moça, metade do brigadeiro e polvilhar com nozes picadas. Colocar a 2ª camada e repetir o recheio. Cobrir com a última camada, apertar levemente para que o bolo se acomode, cobrir com filme plástico e levar à geladeira de um dia para o outro.

Cobertura

100 g de manteiga sem sal

1 caixinha de creme de leite

3 colheres de açúcar mascavo

300 g de chocolate meio amargo picado

Levar ao fogo o creme de leite, a manteiga e o açúcar mascavo. Mexer sempre até que borbulhe. Tire do fogo e acrescente o chocolate, bata para que fique incorporado e brilhante.  Coloque sobre o bolo. Decore à gosto.

Calda para regar bolo




Todo bolo recheado precisa ser regado com uma calda para conservar a umidade, caso contrário ficará um bolo seco, com o recheio se separando da massa.
Há diversas receitas de calda para regar bolo. É conveniente que se faça opção por uma que não modifique ou brigue com o sabor do bolo.
Se o bolo for branco prefiro usar uma calda simples de açúcar e água. Se o bolo for de chocolate pode-se acrescentar uma colher de chocolate e meia lata de leite condensado.
Caso seja um bolo gelado, com sorvete, deve-se acrescentar uma bebida alcoólica para que não congele, endurecendo na hora de servir.

Calda simples

1 xícara de açúcar
2 xícaras de água
Levar ao fogo brando até o ponto de calda rala. Se quiser pode perfumar com anis estrelado, canela, cravo ou outra especiaria que goste.


Calda para bolo de chocolate

2 xícaras de água
1/4 lata de leite condensado
3 colheres de chocolate.
Leve ao fogo brando por cerca de 10 minutos.

Calda para bolo gelado

2 xícaras de água
1 xícara de açucar
1 xícara, das de café, de vodka ou outra bebida alcoólica
Levar o açucar e a água ao fogo até formar uma calda rala, tirar e acrescentar a vodka.



Torta de sorvete

 

Essa a torta de sorvete, aquela que foi devorada em poucos minutos no dia da revelação do amigo secreto.

Houve uma reclamação geral, principalmente por parte dos netos. Então fiz outra…

O interessante dessa torta é que é bastante simples de fazer, é leve e muito saborosa. O único senão é que precisa ser feita com antecedência, o que por vezes é até bom, a gente faz e deixa no freezer. Quando quiser servir é só deixar por algumas horas na geladeira e colocar a cobertura de chocolate no momento de servir.

Deve-se usar 2 sabores de sorvete, de preferência com cores contrastantes para um visual  mais bonito depois de cortado. Nessa usei creme em uma camada e sonho de bombom na outra. Para a base fiz um bolo de chocolate, o Nega maluca. Depois de assado dividi em duas camadas, pois a base da torta não deve ficar alta.

Também pode-se usar aparas de bolo, é só apertar na forma formando a base.

Se quiser desenformar depois de pronta ela deve ser montada em uma forma de fundo falso. Se não possuir uma forma desse tipo pode montar em um pirex grande e fundo, as camadas ficarão igualmente visíveis e bonitas.

A primeira cobertura é de marshmallow e a segunda de chocolate despejada ainda quente para causar esse efeito escorrido e desigual.

Ingredientes

1 pote de sorvete de creme

1 pote de sorvete de chocolate, usei o sonho de bombom.

1 bolo de chocolate, fiz o nega maluca.

Calda para regar o bolo

1 receita de marshmallow.

Bombons variados, picados

Castanhas picadas. Usei de caju, mas pode ser nozes, amêndoas ou outra .

De véspera fazer o bolo e esperar esfriar bem. Forrar o fundo da forma ou do pirex com uma camada de 3 cm de bolo. Regar generosamente o bolo com a calda, uso um pincel de silicone para ficar mais uniforme.

Espalhar então uma camada de sorvete de creme que deverá estar um pouco amolecido para facilitar e salpicar as castanhas . Levar ao freezer para firmar.  Depois de firme espalhar o sorvete de chocolate e por cima os bombons picados. Cobrir com filme plástico de deixar no freezer até o dia seguinte.

Tirar o plástico,cobrir com o marshmallow e levar ao freezer  para que o marshmallow também fique firme.

Duas horas antes de servir coloque na geladeira. Faça a cobertura de chocolate e despeje ainda quente sobre a torta antes de levar à mesa.

Marshmallow

2 xícaras de açúcar

1/4 xícara de Karo

1 xícara de água

! colher, de chá, de extrato de baunilha.

3 claras.

Dissolva bem o açucar e o Karo na água e leve ao fogo brando para formar a calda em ponto de fio. Bata as claras em neve firme e sem desligar a batedeira vá despejando a calda fervente. Acrescente a baunilha e bata até esfriar, mais ou menos 10 minutos. Espalhe sobre a torta.

Calda para regar o bolo:

1 xícara de açúcar

3 xícaras de água

1 xícara, das de café, de vodka ou outra bebida alcoólica cuidando que não tenha sabor marcante.

Misturar o açúcar com a água e levar ao fogo brando por 10 minutos. Tirar do fogo e acrescentar a vodka. A bebida alcoólica é necessária para que o bolo não congele e fique macio, com a mesma textura do sorvete.

Cobertura

6 colheres de açúcar

3 colheres de manteiga sem sal

3 colheres de cacau em pó ( usei o Callebaut)

1 caixinha de creme de leite

100 g de chocolate meio amargo picado.

Levar ao fogo brando mexendo sempre até ferver.  Despejar ainda quente sobre a torta.

Decorei com raspas de chocolate branco e cerejas em conserva.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Salada de grão de bico e batatas

 

Adoro grão-de-bico, lembra-me o sabor de nozes e sua forma é um verdadeiro capricho da natureza.

Isso sem falar em todas as suas propriedades nutritivas, embora eu tenha que confessar que primeiro julgo o sabor, só então passo ao valor do alimento. Certos fatores ocupam uma escala de valores muito importante para mim, primeiro a apresentação, o frescor dos ingredientes utilizados, o aroma, o sabor e aquele traço de união chamado tempero que vai unir tudo e fazer o sucesso ou o fracasso de um prato.

Procuro não ser radical ao extremo mas tenho algumas restrições como legumes em conserva porque levam muito sódio, miojo, que considero um dos piores alimentos, margarinas, gorduras hidrogenadas, que dão crocância às frituras e entopem as artérias dos incautos e outros alimentos que não conheço a origem e que contém conservantes e cores estranhas.

Voltando ao grão-de-bico, como é algo que não se cozinha em minutos, aproveito e ponho de molho meio quilo, cozinho al dente e depois separo em porções e congelo.

Quando bate a vontade de uma salada, um risoto, uma sopa ou qualquer outro preparo, é só tirar do freezer e utilizar.

E aí, em dia de correria, cozinhei batatas, despejei quentes na saladeira e reguei com azeite. Acrescentei então o grão-de-bico e azeitonas e para terminar, que ninguém é de ferro espalhei pedaços crocantes de bacon.

Ficou divina minha salada de última hora. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Filé de peixe empanado

 

Todo mundo ama empanados. Até eu que sou bobinha bato palmas para um empanado com casquinha seca e bem temperado. O problema dos empanados é a gordura excessiva que a casquinha absorve ao fritá-los.

Mas como eu queria um empanado de peixe a solução foi experimentar assar em vez de fritar. Não é que ficou bom? Forrei o tabuleiro com papel alumínio, untei levemente com óleo, espalhei os filés e depois de 10 minutos virei para ver como estavam. Sequinhos e com ótimo aspecto. Não sei se foi sorte mas ficaram do jeito que imaginei. Fiz com filé de pescada branca, mas creio que pode ser com qualquer espécie de peixe, desde que cortado em filés. Temperei o peixe com limão ( amo limão), sal, alho socado e coentro. Deixei descansar na geladeira por uma hora para ficar mais saboroso. Separei 3 tigelas, em uma coloquei farinha de trigo peneirada, na segunda 2 claras de ovos sem bater e na última farinha de pão  caseira e não muito fina.

Escorri cada filé, passei na farinha de trigo envolvendo bem, na clara e depois na farinha de rosca. Levei à geladeira por meia hora.  Arrumei no tabuleiro deixando um espaço entre eles para que o calor circulasse  e ao virar usei uma pinça, evitando assim furar o peixe. A clara impermeabiliza o filé e deixa a casquinha crocante.

O forno deve ser preaquecido a 200°. Em 20 minutos estavam prontos. Servi com o risoto de grão de bico e ervilhas passadas na manteiga com cebola roxa.

Risoto com grão de bico

 

Sei… tem gente que não gosta de risoto. Já me disseram até que parece vômito. Não tem importância o que dizem, ou apesar do que dizem… amo risoto. Não sei se o que me cativa é a cremosidade, a firmeza do grão, o sabor de manteiga e queijo ou é a fusão de tudo isso, que nos leva a ter saudade da infância e de um tempo que comida era sinônimo de saúde. Sempre me identifiquei muito com quem tem prazer em cozinhar. Cozinhar não é o ato banal de juntar várias coisas em uma panela, acender o fogo embaixo e pronto. Se não queimar, come-se.

Cozinhar para mim é uma arte sublime, cheia de sutilezas, de toques suaves, quase imperceptíveis. É se transportar a uma mundo à parte onde só permitimos a entrada daqueles que como nós também amam a arte da transformação, da alquimia.

Tenho sempre no freezer aqueles potinhos de caldo de galinha, carne ou vegetais, que faço tanto para aproveitar os ossos e aparas de vegetais como porque são mais saudáveis que os de tabletes que têm muito sal e gordura.

Risoto é um prato tão simples, que acho que todos sabem fazer, o que diferencia é a qualidade do arroz e o caldo para cozê-lo, o restante são complementos que vão acrescentar sabor e refinamento ao prato.

Comecei a separar os ingredientes para meu risoto e lembrei do grão de bico que pelo menos para mim, lembra um pouco nozes. Como o grão de bico já estava cozido deixei para acrescentá-lo apenas durante a finalização. Geralmente utilizo vinho branco seco no risoto, mas esse dia estava rebelde então substituí o vinho por conhaque. Aprovado.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Até breve?….

 

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            Muitas vezes me pergunto por que razão as pessoas entram em nossas vidas, pior, por que saem? Alguns nos dão o prazer de sua companhia por longos anos, outros, céleres como um raio, partem deixando o vazio e a incerteza da volta.

           Quero crer que não sou a única pessoa que tem dificuldades em aceitar um fato que embora corriqueiro na vida sempre inflige sofrimento, a despedida. Aquele momento em que se tem que dar adeus a alguém que se ama.  Pior, alguém que se aprendeu a amar pela convivência diária, pela ajuda mútua, pela troca de experiências nem sempre felizes ou alegres.  Alguém que ofereceu o ombro sempre que precisei, que me fazia rir das minhas dores e me abraçava sempre que as lágrimas estavam prestes a cair de meus olhos.

               Que rezava comigo nos momentos difíceis e nos felizes também, sofria com minhas dores e se alegrava com minhas vitórias. Que como eu gosta de abraços e sempre cumprimenta com beijos e desejos de paz e amor. Entusiasmada e cheia de ideias como eu e que de repente vejo fenecer, como se lhe tivessem tirado parte da alma.

               Recusei-me a acreditar que ela iria até que a realidade se desnudou à minha frente, as malas estavam prontas e ela arrancou sua lavanda do jardim e me deu. Tentei fugir do lugar comum de desejar felicidades, muito embora o deseje. Gracejei, tentei rir e afinal nem sei mais o que disse, só queria que acabasse logo para que minha voz não tremesse e  denunciasse o choro contido.

                Vesti a fantasia de pessoa forte e displicente, pus todo o meu amor no bolo que fiz e prometi a mim mesma que sorriria a noite toda.  Quem é obrigado a partir não precisa levar consigo uma carga a mais, a tristeza dos amigos que ficam. Fui porém traída pela emoção , e percebi então, quando choramos abraçadas, que as lágrimas devem ser esgotadas os sentimentos partilhados enquanto estamos juntos.

                   Duas palavras que aprendi a usar com você, partilhar e prover , quanto tempo passamos partilhando experiências, sonhos e esperanças.  Mesmo de longe continuaremos  partilhando e com certeza ao rezar o terço da Divina Providência sempre nos lembraremos de agradecer a Deus os momentos de caminhada juntos.

                      Só me resta desejar sucesso e que tudo dê certo.  Que encontre apoio e amor para começar essa nova etapa da vida.  E se por acaso o que vai buscar não for  o que espera, lembre-se que tem uma comunidade inteira de braços abertos para acolher  você e  suas amadas filhas, que considero também como minhas.

                        Fatinha, Pâmela e Paola, que Deus as proteja e que a estrela do amor brilhe sempre a guiar seus passos!

Arroz doce

 

 

 

 

Ingredientes

3/4 xícara de arroz cru ( uso o parboilizado para que fique ao mesmo tempo cremoso e firme, como um risoto)

3 xícaras de água quente

2 xícaras de açúcar cristal

2 ramas de canela

2 tiras de casca de limão ou laranja

1 1/2 litro de leite integral quente

1 colher de manteiga

Usar uma panela grande para evitar que derrame. Colocar a água quente e o arroz e levar a cozinhar até ficar macio.

Em outra panela caramelize 1 xícara de açúcar, acrescente 2 xícaras de leite quente e deixe formar uma calda. Ao arroz já cozido acrescente então a calda, o açúcar restante, as ramas de canela e as cascas de limão ou laranja. Deixe em fogo baixo e mexa ocasionalmente. Vá acrescentando o restante do leite aos poucos, à medida que for secando. Acrescente a manteiga e continue mexendo para que fique cremoso. Tire do fogo quando ainda tiver com líquido pois ao esfriar é que atinge o ponto cremoso. Despeje ainda quente no prato de servir e polvilhe canela em pó.

Bolo de milho


À princípio estranhava quando me perguntavam se as receitas que publicava no blog eram testadas. Só depois vim a entender a razão da pergunta. Há pessoas que simplesmente reproduzem receitas no intuito de ajudar, mas sem o cuidado de testar antes.
A grande maioria de minhas receitas é invenção minha mesmo. Sou dona de uma imaginação sem limites e cozinhar uma paixão, assim sendo, minha cozinha é meu laboratório. Lá me transformo em alquimista, mágica, química ou o que preciso for para materializar o que me vai na mente.
Muitos se auto-intitulam “culinaristas”, termo que julgam seja mais carregado de finesse e sem o ranço da senzala que muitos imprimem à cozinha. Eu sou cozinheira, aquela pessoa que põe a mão na massa e produz comida para alimentar a família e os amigos. Sinto orgulho quando dizem que cozinho bem, nunca me senti inferiorizada por executar o que muitos delegam. E quanto à senzala, que atire a primeira pedra quem não tem sangue de origem negra correndo nas veias.
Quando encontro na net ou em algum livro ou revista, receita que me parece interessante, testo e só então publico. Aconteceu semana passada. Vi uma receita de bolo de milho e resolvi fazer para aproveitar alguns ingredientes que tinha na geladeira.
Fiz a receita exatamente igual, fiquei decepcionada com o resultado. Minha primeira reação foi deixar de lado, resolvi porém dar mais uma chance porque o sabor era bom, a textura é que não agradou.

Repeti então,com algumas alterações que a experiência  autoriza a fazer. Ficou muito bom, aromático, e com uma leve cremosidade permeando a textura leve. A receita original não levava especiarias, mas como entendo que o milho as aceita bem, utilizei uma mistura de sementes de erva-doce e lavanda o que combinou perfeitamente.
Ingredientes
3 xícaras de leite integral
4 ovos
2 xícaras de açúcar cristal
1/2 xícara de farinha de trigo para bolos
1 xícara de milharina
2 colheres de queijo ralado
2 colheres de manteiga
1/2 xícara de leite de coco
1 colher de fermento químico em pó.
1 colher de sementes de erva-doe e lavanda misturadas
1 colher de canela em pó.
Reservar as sementes e bater os ingredientes restantes no liquidificador. Misturar as sementes e levar a assar em forma untada e polvilhada.
Forno médio, a 180°, por cerca de 35’. É bom testar com o palito.

domingo, 4 de agosto de 2013

Sorvete de manga, mais um

 

O inverno deste ano, pelo menos aqui no planalto central, passou como um raio, mal notamos o frio, envolvidos que estávamos com as manifestações políticas que pipocavam pelo País.

O que restou agora foi além do calor e sol escaldante a baixa umidade do ar. Haja hidratante! E líquidos e frutas refrescantes para aliviar essa sensação de viver em um deserto.

Começou então a temporada do sorvete. E com uma receita bem simplificada. Só manga, creme de leite e um pouquinho de adoçante. Eu tenho sorveteira, mas quem não tem pode usar aquele método de gelar, bater, levar ao congelador novamente e tornar a bater na batedeira. Antes de investir na sorveteira era assim que fazia. Dá mais trabalho, mas é melhor do que ficar sem o sorvete.

Ingredientes

3 xícaras de polpa de manga (guardo a manga fatiada no freezer e quando vou usar passo no processador)

500 ml de creme de leite fresco bem gelado. Pode usar o de caixinha, também bem gelado.

1/2 colher, das de chá, de adoçante, uso o Doçurinha que é concentrado e não deixa gosto residual.

1 pitada de sal marinho.

Bater tudo no liquidificador até ficar bem homogêneo.  Despejar em uma vasilha, cobrir e levar à geladeira por cerca de 1 hora.

Colocar na sorveteira e seguir as instruções do fabricante ou usar o método da batedeira.

Levar ao congelador até ficar firme.

Se não quiser que o sorvete crie cristais é só acrescentar 1 colher de alguma bebida alcoólica, uso vodca de boa qualidade para não deixar gosto.

É leve e refrescante.

Decore à gosto, usei cerejas e tinha intenção de colocar umas folhinhas de hortelã, mas a D. Carijó foi mais rápida, pulou a tela e bicou toda a hortelã.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fórmula 1

Um dos kits de berço que mais faz sucesso é esse. E a cada um que faço parece que é o primeiro e único. Talvez porque não uso os mesmos tecidos e nem as mesmas cores, a não ser que a pessoa peça formalmente. Não gosto de fazer peças iguais, para mim cada trabalho é único.

O dono desse vai se chamar Pedro e ainda não nasceu, mas uma certeza tenho, vai gostar de carros e corridas.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Polenta, a queridinha da Mommy

Não pode dar um ventinho que eu logo corro para fazer uma polenta no almoço. Não quero dizer que não faça polenta quando o tempo não está frio, é que com frio tenho uma desculpa a mais.

Amo polenta, ela cai bem com os mais diversos acompanhamentos e no dia seguinte ainda está mais saborosa.

Não faço polenta da maneira clássica defendida pelos  puristas da cozinha. Tenho meu gosto próprio e me guio sempre por ele. Uso caldo de frango, o mesmo que utilizo para fazer sopas e que tenho armazenado no freezer. Quem não tiver tempo ou não quiser ter trabalho pode fazer com caldo em tabletes.

Também prefiro que a polenta fique macia, cremosa, quando esfria ela sempre fica mais firme. O molho pode ser  ragu de carne, um simples molho de tomates frescos ou com frango desfiado, depende do que se tem na geladeira.

Ingredientes

1 xícara de flocos pré cozidos de milho,sem sal

1 litro de caldo de galinha. Se for usar de tablete, dissolva 2 cubos em 1 litro de água quente.

1 colher de manteiga.

Misturar tudo e levar ao fogo mexendo sempre até formar bolhas. Provar o sal e temperar se for o caso.

Despeje em um refratário, por cima coloque delicadamente o molho e cubra com queijo ralado em filetes. Uso o parmesão ralado na hora, mas o minas também pode ser utilizado.

Decore à gosto. Fiz um gradeado com tirinhas de queijo e coloquei mini azeitonas nos quadrinhos.

Leve ao forno quente para gratinar. Uma salada verde vai muito bem como acompanhamento.

sábado, 27 de julho de 2013

Iogurte, uma sobremesa descomplicada

 

Continuando a série de receitas simples e saudáveis que me pediram, aí vai uma  de minhas sobremesas prediletas, Iogurte. Sempre tenho iogurte na geladeira porque dia sim, dia não, faço 1 litro. Além de ser uma excelente fonte de cálcio, tem mil e uma utilidades.

O pão feito com iogurte fica mais saboroso e com textura mais macia. O molho de salada feito com iogurte também fica especial. Bolos nem se fala e por aí vai, a gente vai inventando, experimentando, repetindo o que gostou e esquecendo o que não deu certo.

Bom, eu faço iogurte em casa e prefiro o leite tipo A, que atualmente já é fácil de achar nos supermercados. Tenho iogurteira elétrica, o que facilita muito. Sempre digo que investir em bons eletroportáteis é essencial quando se deseja obter e conservar hábitos alimentares saudáveis.

Procuro acrescentar elementos saudáveis a cada refeição, tendo o cuidado de não torná-las enfadonhas e repetitivas. Assim vou variando com gergelim, linhaça, aveia, canela, mel, frutas desidratadas e frescas, castanhas etc.  Dá para criar uma infinidade de sabores mesclando os ingredientes.

Não preparo grandes quantidades, só o suficiente para o dia. Utilizo tigelinhas de vidro que podem ir da geladeira à mesa e assim diminuir o trabalho.

Nesse da foto usei 2 colheres de aveia em flocos, 2 ameixas sem caroço picadas, 2 tâmaras picadas, 1 colher de linhaça, 1 colher de gergelim e 250 g de iogurte natural. Misture tudo e se quiser acrescente 1 pitada de adoçante. É bom provar antes porque as frutas já adoçam o iogurte.Polvilhei canela, porque além dos imensos benefícios que ela proporciona, aromatiza e enfeita. Deixei na geladeira por 1 hora para que as frutas, a aveia e as sementes ficassem bem hidratadas.
Na hora de servir, reguei com um fio de licor de cassis, que ninguém é de ferro.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Risoto de arroz negro

 

Resolvi escrever este post quando em uma reunião me torceram o nariz quando disse que havia preparado um risoto de arroz negro e que tinha ficado delicioso.

Tem gente que nem prova um alimento e já vai logo dizendo que não gosta só porque não o conhece. Outros se servem de um prato que não foi preparado como deveria ter sido e não o apreciam. Termina aí a experiência, não percebem que preparado de outra maneira possa ser muito saboroso.

Já ouvi muitas pessoas dizerem que não gostam de arroz negro, que é feio, não cozinha direito e pior, é caro. Eu sou daquelas pessoas que adora novidades e por nada no mundo perco a oportunidade de experimentar seja lá o que for.  Custa-me aceitar quando alguém me diz que não gosta de algo, sem querer insisto para que prove novamente  e observe sobre outro aspecto, se dispa de prevenções, utilize um bom acompanhamento e se depois de tudo isso não gostar mesmo, prossiga em frente, é questão de afinidade alimentar.

Com o arroz negro, integral ou o selvagem, creio que o erro maior ocorre na hora de cozê-lo. Como estão em estado mais natural e portanto com todos os seus nutrientes, demoram mais a cozinhar, mas justamente por conter mais vitaminas deveriam ser mais consumidos. Não existe alimento ruim e sim mal preparada, mal temperada. .

Essa é uma receita bem simples e muito saborosa, basta ter um pouco de paciência porque realmente demora um pouco para ficar pronto. Faço o caldo de legumes com antecedência e enquanto o arroz cozinha, aproveito para preparar o bacalhau que acompanha o prato.

Para conservar a beleza do contraste das cores, o arroz e o bacalhau devem ser preparados separados. Para o arroz uso cebola roxa e para o bacalhau cebola branca.  Gosto de usar queijo parmesão, mas cada um deve utilizar o que mais gosta,  como por exemplo um Minas meia cura.

Ingredientes

300g de arroz negro

1 cebola roxa bem picada

3 colheres de manteiga

50 ml de vinho tinto

50 g de queijo cottage

50 g de queijo parmesão filetado no ralo grosso

1500 ml de caldo de legumes

Colocar em uma panela de fundo grosso 2 colheres de manteiga e refogar a cebola, acrescentar o arroz e deixar que fique envolvido pela manteiga, mexendo sempre. Acrescentar o  vinho e esperar evaporar. Começar então a juntar o caldo de legumes aos poucos, mexendo a cada adição. Conserve o fogo baixo. Vai demorar cerca de 1 hora para o arroz estar cozido. Ainda estará com líquido, desligue acrescente a manteiga restante e os queijos, mexa e deixe descansar por cerca de 10 minutos.

Para servir, coloque a porção no prato e por cima o bacalhau, polvilhe com cebolinha picada.

Ingredientes do bacalhau

500 g de bacalhau demolhado

3 colheres de azeite extra virgem

3 dentes de alho finamente fatiados

1 cebola branca picada

2 tomates sem pele e sementes, picados

Coentro, salsa e cebolinha à gosto.

100 ml de creme de leite

Refogue a cebola e o alho no azeite e acrescente o bacalhau em lascas grandes. Acrescente os tomates e deixe que o bacalhau fique envolvido pelos temperos. Acrescente pimenta e os temperos verdes. Prove, tire do fogo e espere o arroz ficar pronto. Na hora de servir, junte o creme de leite e mexa levemente.

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Pé de moleque

 

Vivo falando que não gosto de saudosismo,  que a vida não para e o tempo não espera ninguém. Vez por outra porém, minhas filhas me cutucam com lembranças da infância delas. Parece que o sentido do paladar é o mais bem guardado na memória, deve ser pelo instinto de sobrevivência que é despertado logo ao nascer, quando o bebê instintivamente procura o seio da mãe.

Aí perguntam, há quanto tempo não faz tal doce? Ou, ainda se lembra como é feito aquele feito no aniversário de 8 anos? Como se o fato houvesse acontecido ontem após o almoço. Como mãe é tudo igual, só muda o endereço, lá vou eu em busca de meus cadernos de receitas bem antigos, onde anotava o que conseguia aprender vendo minha sogra, a mãe dela e as irmãs fazerem doces e mais doces, sempre que havia um aniversário. As receitas eram de cabeça e as medidas eram em pratos (pratos esmaltados que hoje nem existem mais), punhados ou peças. Naquele tempo deveria ser tudo padronizado, hoje é impossível se basear em tamanhos. Tenho tentado transformar em medida de peso para facilitar e tentar padronizar, já que me falta aquele dom instintivo que possuíam as mães e avós e que as fazia saber exatamente quando o doce estaria no ponto de cortar, vidrar ou qualquer outra coisa.

Nessa época de festas juninas e julinas, as lembranças recaíram sobre canjica, mané pelado e o que parece ser o doce preferido delas – Pé de moleque.

Alguém me diz comi um pé de moleque gostoso, mas não era igual ao seu. Outra, faz tanto tempo que não como daquele pé de moleque que só você ou a vovó sabiam fazer. Acabam me convencendo, e aí vou eu atrás de rapadura (como está difícil encontrar uma rapadura boa) e amendoim. Aliás, parece que não se usa mais fazer pé de moleque de rapadura, tenho visto as receitas mais variadas que levam açúcar, leite condensado, glucose e outros ingredientes, algumas levam até chocolate. Eu continuo com a receita tradicional, que me foi passada em segredo e que só agora revelarei pela primeira vez. O único segredo é utilizar ingredientes de primeira qualidade.

Ingredientes

1 kg de rapadura pura ( me disseram que a boa é baiana)

500 g de amendoim graúdo, torrado e sem pele.

1 xícara, das de café, de leite integral.

Dividir o amendoim em duas partes e passar uma delas no liquidificador pulsando para que não fique muito fino. O restante deixar em bandas. Reservar.

Cortar a rapadura em pedaços  e colocar em panela de fundo bem grosso com o leite. Levar ao fogo até derreter e ficar em ponto de bala mole. Para ver o ponto, ponha água em uma xícara e pingue a calda de rapadura, pegue juntando os dedos, se formar uma bolinha macia, está no ponto. Tirar do fogo, acrescentar o amendoim e começar a mexer vigorosamente com uma colher de pau. À medida que vai esfriando o doce vai ficando mais pesado, quando perder o brilho despeje imediatamente em um tabuleiro untado. Espere amornar e marque os cortes com uma faca. Depois de frio é só separar os doces e guardar em vasilha bem tampada, isto é,  se sobrar.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Pão de Santo Antônio

 

 

Mais um ano se passou. Às vezes me assusto… de repente é Natal, de repente já chegou a Semana Santa e já chegou o dia de Santo Antônio. Há um alvoroço  enorme no dia dos namorados, mas para mim, dia de namorar é todo dia. Isso de comemorar em um dia só é para quem não tem certeza de que é mesmo enamorado. Tem que marcar presença.

Santo Antônio é o protetor de minha família, desde bem pequena sempre ouvia minha mãe dizer diante de um problema ou adversidade..”coloque nas mãos de Santo Antônio e não se preocupe mais, ele intercederá junto a Deus”. Cresci com essa confiança e também com o hábito de distribuir pães como forma de gratidão no dia 13 de junho.  Quando era mais ocupada eu encomendava os pães na padaria, mas de uns anos para cá sempre tenho feito em casa. A cada ano uma receita nova. Hoje fiz algo bem simples, mas ficou muito saboroso. O iogurte que uso é o que faço em casa mas creio que não deve haver problema em utilizar o industrial, desde que seja de consistência firme.

Ingredientes

200 g de iogurte integral natural

1 colher de açúcar cristal

2 colheres, das de chá, de sal marinho

1 colher de manteiga sem sal

500 g de farinha de trigo especial para pães

2 colheres, das de chá, de fermento seco instantâneo (uso o SAF, que considero o melhor )

Se for utilizar a MFP, colocar os ingredientes na ordem. Se for fazer à mão coloque a farinha, o fermento, misture bem e acrescente os outros ingredientes.  Descansar até dobrar de volume.

Cortar em pequenas porções ( cortar e não puxar com a mão), abrir na mão, colocar um pedaço de queijo e enrolar. Colocar em forma untada e enfarinhada e deixar levedar por 1 hora. Forno médio, preaquecido a 200°. Depois de 10 minutos reduzir para 180 e assar até ficar corado. Deixar esfriar sobre uma grade.

Enquanto sovava o pão fiz uma oração a Santo Antônio demonstrando minha gratidão por ter me ouvido tantas vezes. Sei que depende da fé de cada um, mas para mim faz uma grande diferença no resultado final.

domingo, 9 de junho de 2013

Bolo de banana com coco e amêndoas

 

 

Na verdade ando morrendo de vontade de comer  bolo de cenouras com uma espessa cobertura de chocolate. Mas…aqui sempre tem muita banana para poucas pessoas. Quando o tempo está quente elas amadurecem mais rapidamente ainda. Os pássaros das redondezas adivinham  e vêm aos bandos atacar minhas bananas, também o perfume delas é irresistível. Por isso faço bolo de bananas, quando sai do forno a casa fica até mais acolhedora com o aroma das bananas mesclado com as especiarias.

Há alguns dias estava com vontade de misturar bananas com coco para ver o resultado, então parti para a invenção. E já que estava inovando acrescentei tâmaras picadas e demolhadas em conhaque.

Confesso que fiquei temerosa quanto ao resultados, mas ficou excelente, muito aromático,  úmido por dentro e o sabor dos deuses. Acompanhado de café ficou perfeito.

Ingredientes

4 ovos

5 bananas bem maduras em rodelas

1 xícara de óleo

1 xícara de açúcar mascavo orgânico

1 xícara de açúcar cristal orgânico

1 xícara de coco ralado integral

2 xícaras de farinha de rosca

1/2 xícara de aveia em flocos

1/2 xícara de amêndoas picadas

1/4 xícara de passas escuras

1/4 xícara de tâmaras picadas

1 colher de fermento químico em pó

1 colher de canela em pó

5 bagos de cardamomo descascados.

Colocar as passas e as tâmaras de molho em um pouco de conhaque, vinho madeira ou rum.

No liquidificador colocar os ovos, as bananas, o cardamomo e o óleo e bater bem. Acrescentar então o açúcar e bater até dissolver. Colocar em uma tigela e acrescentar aos poucos os outros ingredientes, misturando a cada adição. A textura é firme, como costuma ser a de bolo de frutas. Levar ao forno médio, preaquecido a 180°, por cerca de 60 minutos. Teste com o palito. Deixe esfriar por 15 minutos antes de desenformar. Polvilhe canela e decore como desejar.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Torta alemã para a Julia

 

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Um mês sem postar, se não tivesse visto a data, mesmo assim saberia porque o aniversário da Júlia foi dia 09 de maio e no dia seguinte meu computador resolveu ficar estressado depois de várias quedas de energia.  Foi um dano geral, perdi muitos arquivos, mas o que mais me aborreceu foi a perda dos posts do blog que já estavam programados para publicação. 

As receitas, as fotos e mais a minha tagarelice, sumiu tudo. Talvez estejam escondidas em algum local misterioso que não consigo descobrir e nem tampouco o técnico que consertou.

Como não adianta chorar sobre o leite derramado, vou arregaçar as mangas, puxar pela memória e tentar lembrar pelo menos de algumas coisas para reescrever.

Começo com a divina   Torta alemã que fiz no dia do aniversário da Júlia, levamos para o restaurante e cantamos parabéns. O visual não ficou bonito, para falar a verdade ficou simples demais o que foi compensado pelo sabor, esse sim, ficou maravilhoso. Pena que foi devorada rapidamente, não deu nem para tirar foto depois de cortada, estavam todos ocupados  mastigando e quando lembramos só havia o prato com migalhas.

Algumas tortas alemãs são feitas com margarina e outras levam gema de ovos. A minha receita não tem ovos porque não gosto de utilizar ovos crus e o creme da torta não vai ao fogo e a manteiga para mim é fundamental em confeitaria. Também não uso chocolate fracionado na cobertura, prefiro o chocolate nobre.

Ingredientes

200 g de manteiga sem sal

1 xícara de açúcar cristal

1 colher, das de sobremesa, de baunilha

300 g de bolacha maizena  ou de leite

500 g de creme de leite fresco bem gelado

Leite para umedecer os biscoitos

400 g de  chocolate meio-amargo para cobertura

Bata o creme de leite em ponto de chantilly e reserve na geladeira. Ponha na batedeira a manteiga e o açúcar e bata até ficar um creme esbranquiçado, acrescente a baunilha e 2/3 do chantilly.  Umedeça as bolachas levemente no leite.

Montagem

Forre uma forma de pão de forma ou bolo inglês com filme plástico ou papel alumínio deixando sobrar uma beirada grande.

Espalhe no fundo uma camada de biscoitos, cubra com uma camada de creme. Repita até acabar o creme, cubra com mais biscoitos. Dobre as sobras do papel sobre a torta e aperte um pouco para acomodar melhor e expulsar alguma bolha de ar. Leve à geladeira de um dia para o outro. Desenforme sobre o prato de servir e retire o papel.

Para a cobertura derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas, acrescente o chantilly restante. Espalhe sobre a torta e leve novamente à geladeira até o momento de servir.

Decore à gosto.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

De como o amor rege o mundo…

 

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O amor geralmente está relacionado a pessoas e por vezes a animais, mas quase nunca se fala do amor

Canta-se diariamente o amor. Exalta-se o sentimento como fundamental ao ser humano e principalmente às relações entre pessoas. Na visão delas o amor é essencial para justificar egoísticas exigências, mormente entre casais. Aí incluindo-se a exclusividade e a posse.

Em nome do amor justifica-se a morte. È utilizado como moeda de troca e vastamente caluniado, quando em nome dele se praticam as mais diversas atrocidades. O amor tem se tornado algo muito pequeno. Assusta-me o medo que as pessoas têm de abrir seus corações ao amor. Muitas não o fazem por receio de serem sufocadas com o amor egoísta, já outras por medo de sofrer. Imaginam, erroneamente, que o amor subtrai, quando o que ocorre é justamente o contrário. O amor multiplica tudo aquilo que ele toca, preserva a beleza da vida.

Alguns se julgam amados e se sentem felizes. Esquecem-se da fragilidade de um sentimento baseado em trocas e sem raízes que o fortaleça. É algo tão frágil como um castelo de areia. Como consequência os torna inseguros e temerosos e isso afeta gravemente a harmonia universal.

Sinto, ao falar do amor, a maioria das pessoas frias ou incrédulas. Desconhecem a força do amor. Do verdadeiro Amor, aquele que o Mestre nos ensinou.

 

 

Essa reflexão me veio à mente logo após me livrar da pneumonia. A preocupação e o carinho das pessoas , quando estava adoecida, chegavam a mim como ondas do mar, alternando-se. Eu me senti abençoada por ser tão amada. Meus gatos se revezavam na cadeira ao lado da cama onde me encontrava, esquecidos até do ciúme rotineiro e da disputa para ficar no meu colo. Comecei a imaginar por que razão eu tive que dar uma pausa em minhas atividades, para entregue aos meus próprios pensamentos, meditar profundamente nos desígnios do destino.

Nada acontece por acaso. Tudo que é destinado a mim, mais dia, menos dia, chegará até mim, qualquer seja o caminho a percorrer. Não preciso me preocupar em momento algum de minha vida, tudo chegará no devido tempo.

 

Como uma coisa leva à outra, me vi pensando na falta de amor que anda pelo mundo. Nunca houve tantas igrejas e nem tantos fiéis a lotarem seus bancos. E o que vemos? O mundo mergulhado em violência e cada um pensando egoisticamente em se proteger já que o medo rege as relações entre as pessoas, quando o Amor é que deveria exercer essa função.

A pneumonia foi a desculpa para que a necessidade do amor se estampasse à minha frente e essa visão se concretizou através do meu jardim. No fundo foi o medo que me pôs a refletir sobre o Amor na sua essência.

Todos os dias visito minhas plantas, todas elas. Converso com algumas, abraço outras e retiro as folhas e galhos secos como se estivesse ajeitando seus vestidos... Pois bem, durante uma semana não pude cumprir esse ritual. As plantas continuaram lá e como a chuva comparecia todos os dias, não sofreram com sede. Mas sentiram a falta de meu amor. Percebi isso assim que as vi, faltava aquele vigor, aquela troca de energias. Não, não é loucura, é que conheço minhas plantas. Algumas me acompanham a muitos anos e já mudaram de casa várias vezes comigo. Ao me mudar para minha atual residência, contratei um caminhão só para transportar as plantas para que não sofressem qualquer tipo de agressão. Elas são muito sensíveis.

Possuo uma orquídea coletada em seu habitat natural por um genro que é biólogo. Muitos não sabem a diferença entre uma orquídea criada em laboratório e uma nativa. Acho que a maioria nem as conhece. Para mim é a mesma diferença que há entre um frango caipira e um de granja. A pureza da criação da natureza se faz mais presente na nativa. Talvez não seja tão exuberante, mas a beleza é surpreendente. Essa orquídea me acompanha há muitos anos e está sempre florida. Flores miúdas e singelas que me emocionam. Procuro reproduzir seu ambiente ao deixá-la sob as árvores que suavizam o sol e a chuva e proporcionam o alimento de que ela necessita.

.E mais uma vez volto ao milagre do Amor...

Bastaram apenas alguns dias de amor e cuidados para que meu jardim novamente exibisse seu brilho. As roseiras estão floridas, a parreira estende seus novos brotos como braços à procura de carinho. A Lágrima de Cristo já está coberta de flores. As avencas balançam as cabeleiras saudando o vento. A renda portuguesa nunca esteve tão exuberante e até as hortênsias estão despertando e deitando brotos.

O amor rege novamente e a vida segue seu curso normal...

Amar não é simplesmente cultivar um sentimento oculto no coração ou se desmanchar em abraços e beijos. Isso é um exercício do amor.

Amar mais que tudo é cuidar, aconchegar nos braços, no coração, na mente ou onde e quando se fizer necessário. É adotar a empatia como exercício diário.

Quando a humanidade aprender a viver o amor haverá um novo mundo.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O bom pastor

 


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Tenho por hábito escrever e só depois titular meus textos. Ocorreu, no entanto, o contrário dessa vez. Primeiro me surgiu o título na mente e só depois as palavras foram fluindo, à princípio lentamente e logo depois se deixaram levar como o curso de um rio.

Muito se tem dito sobre o “Bom Pastor”, aquele que com desvelo apascenta suas ovelhas e o muito falar acaba por banalizar,  o título, não a função.

Atrevo-me a dizer que como ocorre quase sempre, também  muitos são chamados e poucos os escolhidos para a função do  Bom Pastor. Não que muitos se eximam de exercer a função, mesmo sem trazer no âmago a verdadeira personificação do mister que lhe será atribuído. Esses cumprem sua missão, mas falta-lhes um certo brilho que tanto seduz os que são apascentados.

E há aqueles, agraciados com o dom do pastoreio e que seguindo a vocação e sobretudo obedecendo ao chamado do Senhor, deixam atrás de si,  família, amigos, vida social e adentram as portas de um mundo ainda desconhecido e que lhe exigirá muito sacrifício.

Serão provados por todo o tempo da formação, sobretudo viverão a solidão e como Jesus no deserto, serão por várias vezes tentados pelo mal. Porém, a cada passo mais e mais sairá fortalecida a Fé e cada degrau galgado mais os aproximarão da Vitória.

Abençoado o rebanho que pode contar com um desses escolhidos para o guiar. Felizes os que se deixam conduzir com humildade, reconhecendo a liderança que os conduz à estrada do bem e do amor.

Enalteço sempre o amor pois trago comigo a convicção que é ele que faz o mundo girar. O maior dom que um sacerdote pode possuir é  a capacidade suprema de amar. É o amor que o faz superar suas próprias dores e doar-se de corpo e alma aos seus semelhantes. É o amor que o leva a uma constante sintonia com o Pai e o torna receptáculo da  Vontade Divina.

Quem comigo convive ou me honra acompanhando o blog, sabe que não sou de tecer loas. Além do Amor, a Verdade é meu outro paladino, jamais consigo traí-la ou banaliza-la. Só escrevo sobre alguém que seja digno de receber elogios. Faz parte de parâmetros que tracei para mim mesma quando iniciei o blog e nesses quatro anos me mantive fiel a eles.

Hoje rendo minha homenagem a uma pessoa que reúne todas as qualidades que no meu entender um Pastor deve trazer em si. Sabe dosar o afago e puxar as rédeas em caso de necessidade.

A cada pessoa Deus agraciou com um dom diferente e é essa diversidade que faz o mundo tão belo. A mim ELE honrou com uma mente muito criativa nas artes manuais e na cozinha. Como toda mãe quero sempre abrigar e alimentar meus filhos buscando inspiração no Alto para cumprir meus desígnios. Sempre tive o costume de orar quando sovava o pão, para que minha família sentisse meu amor quando dele se alimentasse. Ultimamente fiz desse um hábito em todas as minhas ações.

 

Meu presente para esse enviado de Deus foi então criar uma nova receita, um bolo, porque aniversário sem bolo, não é aniversário. Um bolo simples, que utilizasse apenas os ingredientes que tinha em casa e o mais naturais possíveis como é meu costume. Como foi feito madrugada a dentro não houve tempo de caprichar na decoração, ficou simples como ele, mas foi de todo coração.

Poderia ter posto o nome de bolo Elenivaldo, mas optei por  Bolo Bom Pastor.

Padre Elenivaldo, Deus que o guiou até nós,  o conserve sempre cheio de garra e amor para que continue sua missão de pastoreio, não só em nossa paróquia mas em todas as outras onde  certamente será chamado a servir um dia.

Sua bênção!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sopinha de milho verde

 

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Como todo dia está fazendo frio à tarde, tenho que me valer das sopas para esquentar em pouco e conseguir dormir mais quentinha.

Vi um milho bonito e não tive dúvidas, sopa de milho. Descongelei um pote de caldo de galinha, passei o milho no processador e depois na peneira, misturei ao caldo de galinha e levei ao fogo para cozinhar, juntando água quando necessário para que ficasse com boa textura, nem muito ralo, mas também que não virasse angu.

Depois de cozido, provei e retifiquei o sal e acrescentei cebolinha e 2 colheres de creme de leite, perfeitamente dispensáveis, para quem estiver querendo diminuir as calorias. Eu adoro acrescentar um pouquinho de creme de leite às sopas cremosas porque aumenta em muito a beleza e o aspecto de cremosidade.

Polvilhei cebolinha picada e queijo parmesão ralado na hora. Não costumo ralar o queijo fino, mas sim filetado porque fica mais saboroso ao derreter sobre a sopa quente.

Além de leve, essa sopa é muito gostosa. Havendo sobras de frando, pode-se desfiar e acrescentar antes de tirar do fogo.

Servi com fatias de pão integral.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Caldo de carne

 

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Não gosto de caldos industrializados, só os utilizo em caso de extrema necessidade. Além de conterem muito sódio e gordura ainda são cheios de conservantes. Não resta a menor dúvida que são práticos, é só pegar na prateleira e usar.

O caldo caseiro gasta  um pouco de tempo, mas eu costumo aproveitar enquanto faço o almoço para prepará-los. Para o de carne uso acém ou paleta, se tiver osso melhor ainda. Bato os dentes de alho com a lâmina da faca só para quebrar, com casca e tudo. Todos os ingredientes devem ser bem lavados já que não serão descascados.

Depois do caldo pronto, separe a carne e utilize em alguma receita ou simplesmente fatie e sirva com molho. Estará deliciosa,  se necessário retifique o tempero e acrescente alguns legumes. Pode ser usada também para sanduiches ao estilo “carne louca

Eu costumo congelar em potes descartáveis bem vedados. É muito útil ter caldos prontos, na hora de preparar uma receita facilita muito

Ingredientes

2 kg de paleta ou acém

50 ml de azeite de oliva

20 g de banha

2 cenouras grandes em rodelas grossas

2 cebolas grandes em rodelas

5 dentes,  graúdos de alho,  com casca

1/2 maço de salsa

2 talos de salsão

5 l de água

Pimenta dedo de moça inteira

Folhas de louro, pimenta do reino em grão, sal, tomilho.

Unte a carne com azeite e a banha e leve ao fogo forte, em panela funda, para dourar bem. Junte a cebola, o alho e o salsão e refogue até dourar. Acrescente os outros ingredientes e deixe em fogo bem brando por cerca de 4 horas. Peneire e aproveite a carne em outra preparação.

Leve o caldo à geladeira e no dia seguinte retire a gordura que se formou por cima.  Pode ser congelado.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sopa de cebola

 

Sei que muita gente não gosta de cebola, não que eu entenda essa discriminação com uma coisa tão saborosa como cebola.

Acho que é puro preconceito e o pior é inventarem de ralar cebola. Fica uma coisa aguada e perde a textura e o sabor.Eu sou daquelas que ou gosto ou não gosto, não fico tentando disfarçar ou transformar uma coisa em outra. Não como nada quando dizem, é feito “disso”, mas parece “aquilo”. Como é que vou apreciar algo que “parece mas não é”?

Chega ter que engolir gente assim, comida, não, tem que ser autêntica, natural e se possível, orgânica.

Todos deviam experimentar antes de condenar, essa sopinha é de uma delicadeza e sabor incomparáveis.

Ingredientes

1 litro de água

1 litro de caldo de carne

3 cebolas médias cortadas em 4 e fatiadas finas

1/2 xícara de farinha de trigo

3 colheres de manteiga

1/2 xícara de creme de leite

pimenta à gosto

100g de queijo gouda ralado grosso

Ferver a água e o caldo de carne, acrescentar a cebola e cozinhar por 25 minutos em fogo baixo.

Derretar a manteiga e dourar a farinha, acrescentar um pouco do caldo da panela e mexer lentamente para não empelotar. Juntar então à sopa e deixar em fogo baixo por 15 minutos. Tirar do fogo e acrescentar o creme de leite. Na hora de servir colocar em tigelinhas refratárias, polvilhar o queijo e levar ao forno quente só para gratinar.

Servir com fatias de pão.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sopa deliciosa de batatas



Quando chega o outono e o tempo começa a esfriar à noite, sinto  vontade de tomar sopa. Considero a sopa uma iguaria muito injustiçada. Existe um murmúrio, comentários feitos à socapa, que sopa é um aproveitamento de tudo que está perto de estragar. Mais ou menos assim, abre-se a geladeira e tudo que está em vias de perder a validade é colocado em uma panela com água, cozido até perder a forma e a cor. Acrescenta-se então um punhado de macarrão e está pronta a sopa.
Até eu já tive preconceito ao encarar certos pratos chamados de sopa. E tem um tal “sopão”, que dizem é bom para emagrecer e os incautos acreditam. Fazem enormes caldeirões daquilo e como não podem comer outra coisa é claro que ficam enjoados e comem menos, aí emagrecem. Param de tomar e engordam de novo. Assim a sopa foi ficando difamada.
A sopa deve ser preparada com esmero como todo prato saído de uma boa cozinha. O caldo seja de legumes, carne ou frango deve ser feito com antecedência para facilitar. Costumo deixar os meus congelados. Na hora de fazer a sopa é só acrescentar os outros ingredientes. Vou postar depois receitas de caldos para sopas.

Essa sopinha que fiz hoje é de batatas, muito simples, quem é vegetariano é só suprimir o bacon da decoração.

Além de rápida, é saborosa e dá sensação de conforto, acho que por causa da batata, que lembra minha mãe. Minha mãe adorava batatas e passou esse gene para seus descendentes. Quando alguém adoecia logo era feita uma sopinha de batatas para ajudar a recuperação. Ajudava mesmo, não sei se pelo carinho ou pela sugestão que ficava no ar.
Ingredientes
3 batatas grandes, cozidas “al dente”, cortadas em cubinhos
100g de manteiga
1 cebola pequena picada
1/2 xícara de farinha de trigo
1 litro de caldo de galinha
2 xícaras de água
Sal e pimenta à gosto
1 pitada de manjericão
1 pitada de açucar
200g de creme de leite
Derreter a manteiga em fogo baixo, acrescentar a cebola e cozinhar até amolecer. Juntar a farinha de trigo e mexer por 3’. Lentamente acrescentar o caldo de galinha sem parar de mexer com um fouet. Juntar a água, sal, açucar, pimenta e deixar ferver mexendo com frequência, por mais ou menos 20 minutos, em fogo baixo.
Acrescentar  as batatas, deixando em fogo baixo para que absorvam o sabor do caldo por cerca de 15 minutos. Juntar o creme de leite, mexer bem e tirar do fogo.
Servir quente em tigelinhas decorando com cebolinha, bacon picadinho e queijo parmesão filetado.

Patchwork da Mommy



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