quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Molho bechamel

 

O molho bechamel também conhecido como molho branco é parte essencial de qualquer caderno de receitas que se preze.

É um verdadeiro coringa, pode ser utilizado com legumes, massas, verduras cozidas no vapor e é ele que proporciona aquele gratinado maravilhoso  em certas receitas que de simples tornam-se requintadas apenas pela aparência do gratinado.

Sempre que vou fazer um bechamel me lembro da Ofélia Anunciato, acho que os mais jovens não tiveram oportunidade de conhecê-la, mas como era fantástico seu programa, simples, objetivo e cheio de dicas muito úteis para quem como eu estava começando a penetrar o maravilhoso mundo das panelas.

Bem, a Ofélia sempre dizia que devíamos ter muito cuidado ao preparar o molho branco para que ele não ficasse com aparência e sabor de “cola Tenaz”. Para isso é essencial usar sempre manteiga de qualidade.  Uso sempre cebola , “à brunoise”, isto é, bem picadinha, mas para aquelas pessoas que não gostam de sentir os pedacinhos de cebola no molho, há a opção de ferver a cebola, em pedaços grandes, no leite e depois retirá-la.

Ingredientes

1 cebola pequena bem picadinha

2 colheres de manteiga

2 colheres de farinha de trigo

1/2 litro de leite quente

noz moscada ralada no hora, ou pimenta da Jamaica

Sal e pimenta do reino  à gosto

2 colheres de creme de leite

2 colheres de queijo parmesão ralado ( ou minas curado se preferir)

Refogar a cebola na manteiga até ficar transparente, acrescentar a farinha de trigo , mexendo sempre até formar uma massa ( é conveniente usar fogo moderado para não correr o risco de queimar algum dos ingredientes). Tirar do fogo, acrescentar o leite mexendo com um fouet, ou uma espátula até ficar homogêneo, voltar ao fogo baixo, sem parar de mexer e esperar cozinhar. Temperar com sal e pimenta, acrescentar a pmenta da Jamaica ou noz moscada, o que preferir, juntar o creme de leite e o queijo ralado. Bater bem e empregar, se for gratinar, espalhe mais queijo ralado e leve ao forno bem quente.

Nota: meu gratinado fica bem dourado porque utilizo na cobertura 2 colheres de farinha de rosca e 2 de queijo parmesão ralado na hora de utilizar.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Um bloco muito interessante…

 

Selecionando modelos para aproveitar os retalhos que vão se acumulando, ontem à noite cortei e costurei este bloco. Fiz apenas em duas cores para  mostrar como é simples de fazer e no entanto tem um efeito surpreendentemente belo e chama muito a atenção.   Para aproveitar os tecidos  que temos guardados é suficiente separar uma cor lisa para fazer o fundo e ir intercalando os retalhos, já que são utilizados sempre em pequenos pedaços.

Qualquer trabalho onde se vai fazer um aproveitamento é necessário que seja bem planejado antes para que o efeito final seja agradável e não dê aquela impressão de coisa descuidada.

O importante é separar retalhos que combinem com o fundo escolhido e ir classificando por tamanho , assim fica mais fácil cortar e montar o bloco. Gosto de fotografar para ver o efeito na tela do computador e procuro olhar por diversos ângulos e em horários diferentes para ver se realmente me agrada ao final.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Capa para máquina…mais uma

 

Minhas máquinas merecem capas lindas e uma não pode se sentir menosprezada vendo a outra de roupa nova, afinal dividem o mesmo ambiente.

Como a outra era de gatinhos, quis fazer essa bem  “mulherzinha”, naquele estilo que a gente vê e logo sente uma ternura danada e lembra de filmes antigos e livros da Jane Austen.  E utilizei os tecidos de botões e outros apetrechos de costura,  havia comprado meio metro de cada estampa, foi a quantidade exata para fazer 2 capas, cada uma com uma estampa .

Seguindo a meta de não adquirir tecidos, forrei com um outro que já tinha há muito tempo e utilizei sobras de viés de outros trabalhos.  A rendinha e todos os enfeites usados também foram de projetos anteriores.

 

A capa antiga de minha máquina era forrada com manta acrílica comum o que não proporcionava uma boa forma, ela ficava meio mole e sem estrutura.

Essas agora fiz com manta resinada, o que além de facilitar o quilt, eu nem alinhavei ou usei cola, simplesmente coloquei alguns alfinetes. O resultado ficou além de minhas expectativas.

Missão vestir máquinas de costura terminada, estou partindo agora para outro projeto para aproveitar mais tecidos guardados, o que significa que depois de planejar o que vou fazer, tenho que adaptar a peça a ser feita aos tecidos que já possuo.

Essa última capa é para presente e tentei fugir do tema feminino demais fazendo bordando um garotinho.

Sempre pensei que se um dia eu tivesse um filho, ele teria uma coleção de macacões e jardineiras, tão lindo eu acho. Não fui merecedora dessa graça, mas pretendo bordar uma série de garotinhos, todos de macacão.

Quem quiser as medidas e dicas para  fazer uma capa igual é só escrever que mando.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Panos de prato também novos…

 

Continuando em minha missão de renovar pelo menos um pouco da casa, fiz panos de prato novos. Não que estivesse precisando, tenho na gaveta  muitos que ainda nem foram usados. Mas eu queria novos e como quase sempre, de galinhas.

Este ano vou tentar renovar meu repertório, sair um pouco das galinhas e gatos e bordar outros motivos também. Eu disse também, sinal que não abandonarei minhas galinhazinhas por nada.

Voltando aos panos de cozinha, nem todos têm o nosso cuidado ao usá-los e quando menos se espera estão com manchas, o que não suporto. Tenho tentado separar por categoria e a cada nova remessa, separo os anteriores para serem usados por mãos menos hábeis em distinguir limpeza leve da pesada. Houve um tempo em que não fazia isso e vivia irritada com meus panos novinhos manchados, principalmente de açafrão que não sai facilmente. Quando ouvi de várias amigas que o mesmo acontecia com elas, deixei de lutar contra o inevitável e adotei esse ardil.  Os meus panos ficam em uma gaveta e só eu posso usar, os demais, que podem ser utilizados por qualquer pessoa, ficam devidamente espalhados em vários recantos e sempre à vista, para que assim não precisem lançar mão dos meus.

É assim a vida, se não pode com eles, junte-se a eles e bom proveito. Irritar-se não vale a pena por nada nesse mundo, pena que a gente só descobre isso com tempo e maturidade.

Filé de frango gratinado

 

O frango deve ser a carne mais consumida no país. Tem gente que não come carne de vaca ou de porco, fazendo opção pelo frango. Eu também gosto de frango, mas como é uma carne de sabor mais suave tende às vezes a ficar enjoativa se não variarmos o modo do preparo. Muito raramente compro frango inteiro já que os comensais aqui só comem o peito, as coxas , as sobrecoxas e vez por outra as asas. Acho que é muito desperdício comprar um frango inteiro para comer só algumas partes, eu mesma só aprecio o peito e as sobrecoxas.

Quando vou preparar tortas ou recheio compro o peito inteiro e em outras receitas prefiro o filé que já vem sem pele, ossos e cortado, portanto menos trabalho e menos coisas para descartar. O pior é que sempre me dizem que o peito é a parte pior do frango, sem gordura, sem gosto, branca, muito seca e outros atributos. Toda pessoa que entende um pouco de cozinha sabe que a gordura é o maior condutor de sabor, portanto quanto mais gordura contiver a preparação mais saborosa ela será. Eu porém, prefiro economizar na gordura e abusar dos temperos, acho mais saudável.

Também não sou aquela pessoa fanática por dieta e alimentos diet ou light, por sinal nem gosto deles, prefiro minha comidinha feita em casa, contendo apenas ingredientes com nomes de fácil pronúncia e nenhum conservante e outros ante…

Bom, estava eu diante de um quilo de filé de frango e sem a mínima vontade de fazer grelhado,  então rompendo com meus conceitos de não fazer nada frito para não sujar minha cozinha, temperei os filés com sal e pimenta moída na hora, deixei descansar para tomar gosto e empanei.

filé de frango gratinado 004

Enquanto o tempero cumpria sua função preparei um molho bechamel, abri uma latinha de tomates pelados que piquei e refoguei em azeite de oliva. Reservei tudo.

Fritei os filés, escorri em papel toalha e arrumei em um refratário, alternando com os tomates pelados e molho bechamel. Como cobertura espalhei o molho restante e polvilhei queijo parmesão ralado e farinha de rosca em partes iguais.  Levei ao forno quente para gratinar até ficar coma aquela apetitosa cor dourada e um aroma delicioso. Polvilhei cebolinha antes de levar à mesa.

Mais simples impossível e ficou divino. Como fiz sem medir ou pesar nada não tem receita, mas prometo postar minha receita de bechamel num próximo post.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Torta rápida de atum

 

torta rápida de atum

 

Uma das coisas que torna o mundo encantador é a diversidade. Já imaginaram a monotonia se todos pensassem da mesma maneira, se vestissem igual, gostassem de comer os mesmos alimentos? No mínimo não possuiríamos a quantidade de inventos hoje existentes.  Agrada-me muito essa amplitude de opiniões, esse leque que se abre a cada assunto aventado. E, agrada-me muito mais  poder compartilhar de tudo isso.

Desde o nascimento o blog já passou por várias alterações e a maioria delas para atender os desejos dos leitores.

Ao iniciar o dia de trabalho minha primeira tarefa é abrir minha caixa postal e ler as mensagens. Já ouvi diversas pessoas reclamarem da “obrigação” de ler e-mails, nada me dá maior prazer. Faz-me sentir que além de viva, estou inserida na vida de alguém, que não hesitou em perder um pouquinho de seu tempo para me mandar uma mensagem.

Agora, se a mensagem é de algum leitor do blog fico mais feliz ainda. Algumas me trazem incentivo, outras sugestões e outras ainda críticas. São todas muito importantes, me dão ânimo para continuar e ajudam a nortear meu caminho.

Foi assim que passei a postar as receitas com medidas em xícaras e colheres, muito embora as faça sempre em gramas.  Afinal não dá trabalho nenhum após pesar um ingrediente colocá-lo em uma xícara para medir.

Há algumas semanas me disseram que minhas receitas são complexas para quem está começando a cozinhar, pedem ingredientes que às vezes não são facilmente encontrados ou despendem muito tempo para serem feitas. Resolvi então fazer uma seleção de receitas mais simples e básicas. Espero que com elas a turma iniciante se sinta mais à vontade para testar o fogão.

Como tudo feito no liquidificador é simples começo com a famosa torta rápida. É tão rápida de fazer que até assusta pela simplicidade.

Antes de começar é bom verificar se todos os ingredientes estão à mão.  O recheio deve ser feito primeiro porque será utilizado frio para não alterar a textura da massa. Utilizo uma forma de fundo falso sempre que faço tortas pela facilidade de desenformar. É um investimento excelente que penso todos que se interessam por cozinha deveriam fazer. Mas nada impede que seja assada em um refratário oou mesmo em um tabuleiro, nesse caso deve-se colocar apenas uma camada de massa, uma de recheio e outra de massa.

 

Ingredientes da massa

1 xícara de queijo ralado

1/2 xícara de óleo

1 xícara de leite

4 ovos

2 colheres de farinha de trigo integral

4 colheres de farinha de trigo especial

1 colher de amido de milho

1 tablete de caldo de camarão

1 colher de fermento químico em pó.

Bater no liquidificador iniciando pelos ovos, leite, óleo e depois acrescentar os outros ingredientes.

Ingredientes do recheio

1 lata de atum em pedaços

2 colheres de azeite de oliva

1 cebola grande picada

1 dente de alho picado

2 tomates sem pele e sementes picados

azeitonas pretas ou verdes

ervas à gosto, eu usei sálvia, orégano, cebolinha, salsa e coentro.

sal e pimenta à gosto.

Refogar a cebola e o alho no azeite, acrescentar os tomates , o atum em pedaços e os outros temperos. Deixar esfriar antes de utilizar.

Untar bem a forma e enfarinhar. Colocar uma camada de massa, metade do recheio, mais uma de massa, a outra parte do recheio e o restante da massa. Polvilhar queijo parmesão ralado e levar ao forno preaquecido a 200°, depois de 10’ reduzir para 180 ° e assar até dourar bem. Descansar um pouco antes de servir.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Fusilli da Mommy

 

Apesar de não gostar de jogar comida fora, também não gosto de ficar servindo pratos com cara de anteontem.  Uma das táticas que uso é acondicionar bem as sobras que podem ser congeladas para transformá-las posteriormente em outra receita. Às vezes sai tão perfeito que ninguém desconfia que aquele almoço tão apetitoso já não é recém-nascido.

Certamente que todos têm um planejamento e a noção da quantidade de alimento a ser feita, o que ocorre é que nem sempre a fome é a mesma em todas as ocasiões. Ou pode ser como algumas pessoas da minha família que têm como lema:…”antes sobrar do que faltar..”, e como sobra.

Bom, vamos ao meu sobrante, no caso carne assada que havia congelado juntamente com o molho. Deixei passar uma semana, fatiei a carne e depois cortei em pedaços menores ( não minúsculos), refoguei levemente em azeite, acrescentei uns cogumelos fatiados, algumas azeitonas, 1/2 cálice de vinho madeira, provei os temperos e zás, estava pronto um delicioso molho, só faltava a massa.

Escolhi um fusilli tricolore, grano duro, que costuma fazer muito sucesso por estas paragens. Cozinhei, coloquei no prato e por cima espalhei o molho e queijo parmesão ralado que ninguém é de ferro e um quejo ralado na hora faz toda diferença.  Geralmente enfeito a massa com manjericão, mas sirvo mais à parte para não murchar com o calor da massa.  Gosto do manjericão bem fresco, deixo para colher quase na hora de servir.

Um vinho tinto vem bem a calhar.

Simplificando a vida

 

Creio que esse vai ser o ano do destralhamento de minha vida. Digo isso porque hoje é 23/01/2013 e desde o dia primeiro estou numa operação destralhamento que não acaba e parece ainda estar longe disso.

Logicamente não passo o da inteiro nessa tarefa, quem trabalha em casa tem que estabelecer uma  certa rotina com horários estabelecidos, caso contrário fica difícil se organizar,  o trabalho acaba não saindo e adeus home office. Devo confessar que quando me decidi a trabalhar em casa não tinha a menor idéia na prática do que isso significava. Aqui no Brasil não é ainda comum essa prática e não há modelos prontos para se copiar. Penso mesmo que pessoas que por um longo período exerceram suas atividades como empregados têm muita dificuldade de virar a mesa e se tornarem donos de si mesmos. Não é tão simples como parece e a primeira impressão que se tem é que passaremos a fazer o que quisermos à hora em acharmos conveniente.

Se agirmos assim, é provável que nada progrida. A  vida exige disciplina embora muitos achem essa palavra desagradável. Embora seja meio avessa a comandos e acabo, na maioria das vezes fazendo mesmo o que quero, adoro disciplina. Quero viver muito, com muita qualidade de vida e não há como alcançar isso sem disciplina.  Contando assim, parece que é fácil, fácil, mas não, não é fácil ser disciplinado, pior, se não se nasceu assim, é preciso se tornar. É um aprendizado diário, mas que gera excelentes frutos.

Os primeiros dias foram difíceis  até que percebi que deveria estipular horários para cada atividade e também fazer uma relação delas. E com o tempo aprendi que uma atividade nos faz descansar de outra , são como válvulas de escape que você mesmo controla. E tudo sai a tempo e a hora sem ficar estressada.  E como o dia rende.

Sou uma pessoa matutina, acordo cheia de energia, pulo da cama já morta de fome. O café de manhã para mim é  essencial, depois dele estou pronta para qualquer batalha.

Vou esmiuçar mais esse assunto do destralhamento e o quanto me tem ensinado,  agora já é hora de voltar ao bordado.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ano novo, tudo novo…

 

Que bom se pudesse ser assim. Deixar para trás tudo que estivesse surrado, cansado, inapropriado e começar do zero. Nessa primeira quinzena do ano tenho me empenhado em renovar o máximo de coisas que posso, começando pela cozinha, meu santuário.

Aí, de repente me dei conta que a capa da minha máquina de costura estava um verdadeiro horror, pedindo aposentadoria urgente, e eu alí de bobeira renovando panos de prato, aventais, jogos americanos etc.

Há algum tempo tinha comprado um tecido daqueles com botões, linhas e outros acessórios de costura, justamente para fazer uma capa nova, mas na época estava sem tempo e acabei guardando o tecido e esquecendo.

Tenho várias paixões na vida, entre elas os gatos e a costura, então pensei logo em fazer uma capa de máquina com gatinhos.  Esse tecido lindo da Telanipo estava guardado para um projeto especial, monte então um bordado com a Mel e o D’Artagnan no jardim e fiz a capa.

Fiz o quilt destacando as carinhas , o que deu mais vida e expressão a eles.

Como estou na fase de não comprar nenhum tecido até conseguir acabar com , vejamos… vou ser modesta, 20% do meu estoque, estou planejando vários outros projetinhos rápidos.

Quem tiver interesse em fazer uma capa dessas, me escreva que mandarei as medidas e algumas dicas para facilitar o trabalho.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Angel Food

 

 

Vez por outra faço um “Angel Food”, não só porque gosto muito, mas também para aproveitar as claras que infalivelmente acabam sobrando de minhas receitas.  Algumas preparações utilizam somente gemas e como não suporto desperdícios vou guardando as claras para usar posteriormente. Coloco em potinhos, escrevo a quantidade e ponho no frezer, quando bate aquela vontade de um bolo leve, para acompanhar um sorvete, uma mousse ou simplesmente saborear com calda de chocolate e café, lanço mão das minhas claras cuidadosamente armazenadas para essas ocasiões.

Sempre achei a textura desse bolo o quesito mais importante e realmente nela reside a impressão que temos de estar comendo um pedaço de nuvem, tão branquinho e fofo. É bem verdade que ele exige certos cuidados e nas primeiras   vezes que fazemos pode até não dar certo. Tudo depende de alguns truques que nem sempre são revelados pelos especialistas. Já passei por várias decepções como um bolo “murcho” depois de frio, mas como sou teimosa fui pesquisando, principalmente em receitas americanas até conseguir . Descobri assim que existe uma forma própria para assar o Angel Food, com aquele cone do meio maior e que o bolo deve ser esfriado de cabeça para baixo. Assim o vapor vai saindo e o bolo não afunda, também as laterais da forma não devem ser untadas para que a massa não escorregue , parece um tipo subir pelas paredes e ficar grudado e não cair na hora de esfriar.

Aproveitei todas as claras que sobraram das estravagâncias do final de ano e fiz 2 bolos. Como só tenho uma forma de cone central, assei o segundo em uma forma de pão. Na hora de esfriar coloquei um suporte de cada lado, assim ficou suspenso e o vapor pode sair sem prejudicar a textura do bolo.

Ingredientes

1 e 1/4 de xícara de claras

1 1/2 xícara de açucar (usei cristal orgânico, mas o refinado deixa o bolo mais branquinho)

1/4 colher, das de chá, de sal

1 1/4  de colher, das de chá, de cremor de tártaro

1 xícara de farinha de trigo para bolos

1/2 xícara de amido de milho.

100 g de manteiga sem sal, derretida

1 colher, das de chá, de extrato de baunilha

1 colher, das de chá, de extrato de amêndoas

1/2 colher, das de chá, de fermento químico em pó

O primeiro passo é preparar a forma, que deve ser untada e forrada com papel manteiga apenas no fundo, para facilitar na hora de desenformar.

Peneire juntos a farinha de trigo, a maizena, o cremor de tártaro, o sal e o fermento, por 3 ou 4 vezes, até que estejam bem soltinhos e homogêneos. Coloque as claras na batedeira e bata até espumarem, vá acrescentando o açucar colher por colher. As claras não devem ficar secas, mas volumosas. Despeje a manteiga derretida, os extratos de baunilha e amêndoas e bata só até incorporar.  Com uma espátula vá acrescentando os ingredientes peneirados com delicadeza para as claras não perderem a leveza.

Com todo cuidado coloque a massa do bolo na forma, é melhor usar uma colher grande para que não se perca o ar. Dê uma leve batida só para firmar e leve ao forno preaquecido a 180 ° por 10’, reduza para 150° e deixa mais 5 minutos. Vire a forma de cabeça para baixo sobre uma grade para que esfrie bem. Só desenforme depois de frio.

Só para variar polvilhei um pouco de chocolate meio-amargo sobre o 2º bolo antes de levá-lo a assar.  Ficou bonito, o sabor não sei porque congelei para uma daquelas ocasiões inesperadas.

Servi o Angel Food com ganache de chocolate e mel. Algumas pessoas põem cobertura, mas eu prefiro simples, acompanhado de ganache, calda , sorvete ou mesmo uma geléia de frutas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Jogo americano pronto



Aproveitei esses dias de final e começo de ano para meditar e nos intervalos terminar coisinhas começadas. Uma delas foi o jogo americano de scraps que não tinha terminado por falta de manta acrílica.  Acho inacreditável que em Goiânia ainda não se encontre acessórios tão necessários ao patchwork como manta resinada para fazer jogos americanos, pegadores de panela, mug rugs e outras peças que exigem um forro mais estruturado.   Pedi a uma loja de São Paulo e enquanto não chegava fui preparando os tops, aproveitando os tecidos que sobraram de outros projetos. Então foi tudo na lei do aproveitamento, inclusive os tamanhos. Para café da manhã gosto que seja maior porque é a refeição com mais complementos, então ocupa mais pratinhos, tigelinhas etc.

Encontrei 3 sobras de barras de pano de pratos, foi só juntar e estava pronto um novo jogo americano para o café da manhã. O que definiu o tamanho foram os tecidos, ao final ficou medindo 35 cm x 55 cm. Não fico muito presa a medidas estabelecidas, afinal quando se está aproveitando  tecidos usa-se o que se tem à mão.     
Assim fui fazendo cada um de um tamanho diferente, mas que depois de prontos ficaram além de bonitos, funcionais.                                                  

Para forro utilizei também aqueles tecidos que estavam meio de lado ou que sobraram de colchas e projetos maiores.
Alguém pode perguntar  o porquê de não usar a manta acrílica comum em trabalhos desse tipo.
A manta resinada proporciona ao trabalho  mais firmeza. 
Uma colcha deve ter aspecto macio e fofo, já um jogo americano, uma bolsa ou outra peça nesse estilo deve manter a forma, por isso a necessidade de mantas diferentes.
Às vezes um pequeno detalhe é suficiente para mudar todo o resultado final de um trabalho, emprestando mais beleza e funcionalidade.

Bolo de banana com lavanda



Sempre penso um pouco antes de dar uma resposta a quem quer que seja e sobre qualquer assunto.  Preciso me dar um tempo para assimilar os sentimentos, as ideias e também porque temo não conseguir atingir os objetivos sendo bastante clara.  E vou confessar, quase sempre respostas intempestivas tendem a magoar e se prestam a interpretações várias e muitas vezes erradas.
Estava comprando alguns ingredientes que prefiro adquirir à granel e lembrei-me de incluir  lavanda desidratada.  Pedi 50g e a atendente perguntou se esse chá era bom. Expliquei que não era para chá e sim para usar em receitas culinárias. Imediatamente me senti como um OVNI, as outras vendedoras pararam o que faziam para acompanhar o riso geral. “ Vai fazer bolo com perfume?”.  No calor do momento me senti ofendida como cliente e pensei em reclamar com a dona da loja.  Deixei passar, alguém que ri e faz crítica do que não conhece, não vai durar no emprego. Dito e feito, e não tive nada com isso. 
Afinal o que me interessava era a lavanda, com aquela cor e aroma maravilhosos. Guardei bem fechado em um vidrinho e esperei a ocasião certa para usar.  Minha idéia inicial era um bolo de maçãs, mas as bananas foram vencedoras, não pela preferência ou algo assim, mas porque precisava de espaço no freezer. Explico melhor, como nunca conseguimos comer todas as bananas que amadurecem, separo algumas e coloco em uma vasilha em camadas separadas por açucar cristal baunilhado e congelo. Ficam excelentes para fazer bolo, geléia ou uma caldinha básica. Tinha então uma boa quantidade ocupando espaço, fiz bolo delas, bolo com lavanda e amêndoas. Ficou maravilhoso, os aromas se casaram perfeitamente. Usei a receita habitual, que já é deliciosa, com algumas alterações. No lugar de frutas cristalizadas usei doce de manga verde e substituí as castanhas do Pará por amêndoas.
A lavanda é muito forte, deve ser usada com parcimônia para não ficar enjoativa.  À massa do bolo acrescentei 1 colher de chá de sementes desidratadas e, quando tirei do forno, polvilhei com mais meia colherinha. Enquanto o bolo esfriava iam se misturando os aromas ao vapor exalado.
Fiz 3 bolos e congelei, sem provar. Por ocasião de uma emergência no final do ano descongelei um no micro-ondas  e aí é que foi a prova de fogo, ainda bem que todos gostaram.
Ficaram maravilhosos, vale a pena experimentar!
Nota: a lavanda a ser utilizada em receitas culinárias deve ser orgânica, caso contrário pode causar algum problema de saúde.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O que era doce, acabou-se…

 

jabuticaba

É, tudo chega ao fim… as férias também.  Bom, alguém pode dizer que vivo em eternas férias, não é bem assim.  Como trabalho em casa estabeleço uma rotina para não me perder em divagações e com isso deixar de dar importância ao que realmente merece. No começo do ano faço um planejamento geral e depois segmento e aí vou encaixando o que for necessário e for surgindo no meio do caminho.  Aquelas famosas resoluções de ano novo eu chamo de “projetos de crescimento”, porque a vida da gente nada mais é do que a busca de evolução, ninguém quer perder a oportunidade que nos é dada por Deus e ficar de braços cruzados.  Já nascemos lutando  e assim prosseguimos vida afora.

 

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Como o início do ano coincide com  a chegada do verão e prefiro orientar meu tempo pelas estações, aproveito esse período para fazer uma “organização de verão”.  Esse ano fui radical, mudei tudo, a começar do meu quarto, ou melhor, da minha cama. Estamos em uma época em que todos compram cama box e deixam os quartos com cara de hotel 5 estrelas, parece uma epidemia, tudo igual, camas cada vez maiores em quartos cada vez menores. E eu aqui, amando móveis de madeira maciça, sólidos, com história e de preferência com desenho próprio.  Como não pertenço à família real, minha cama não será queen e nem king, terá um tamanho normal, suficiente para duas pessoas e alguns gatos. Assim sobra espaço para uma penteadeira com espelho grande e um infinito número de cremes, pincéis, sombras, esmaltes etc, tudo acondicionado em gavetinhas que hoje não se fazem mais.  Uma cadeira confortável para ver tv ou bordar, um baú bem antigo e estiloso para acondicionar almofadas, travesseiros e colchas de uso diário e principalmente sem armários.

Não gosto de armários no quarto de dormir. Lembro minha mãe dizendo, o correto é um quarto de vestir, seja lá o que significava isso no tempo dela. Optei por um closet com armários desenhados por mim mesma, atendendo assim melhor minhas necessidades.  O marceneiro é muito paciente e do tipo artesão, caso contrário não teria se aventurado, ainda mais que estou sempre tendo mais idéias para acrescentar e melhorar.

Resultado, o prazo de um mês para concluir tudo já estendeu para dois, mas está valendo a pena, a não ser pela bagunça.  Aquela coisa de quebrar os ovos para fazer omelete. Mas está ficando tudo do meu gosto, bem funcional. Gosto de aproveitar peças antigas em novas funções, o tão famoso “reutilizar”, então transformei um antigo guarda-roupas, de cedro maciço e super pesado, em um prático roupeiro.    Por fora foi necessário apenas lixar e selar, mas por dentro foi todo modificado para a nova função, ficou excelente, continuei com uma peça de ótima qualidade e,  sem gastar muito, totalmente renovada.

A vantagem de se mandar fazer os móveis é que aproveita-se melhor o espaço e fica tudo personalizado,  a desvantagem é que demora um pouco mais a ficar pronto, mas como não se pode ter tudo ao mesmo tempo, vou exercitar minha paciência. E enquanto isso vou pensando em como vou decorar as paredes que sobrarem, isto é , se sobrar alguma.

 

Patchwork da Mommy



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