segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O que era doce, acabou-se…

 

jabuticaba

É, tudo chega ao fim… as férias também.  Bom, alguém pode dizer que vivo em eternas férias, não é bem assim.  Como trabalho em casa estabeleço uma rotina para não me perder em divagações e com isso deixar de dar importância ao que realmente merece. No começo do ano faço um planejamento geral e depois segmento e aí vou encaixando o que for necessário e for surgindo no meio do caminho.  Aquelas famosas resoluções de ano novo eu chamo de “projetos de crescimento”, porque a vida da gente nada mais é do que a busca de evolução, ninguém quer perder a oportunidade que nos é dada por Deus e ficar de braços cruzados.  Já nascemos lutando  e assim prosseguimos vida afora.

 

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Como o início do ano coincide com  a chegada do verão e prefiro orientar meu tempo pelas estações, aproveito esse período para fazer uma “organização de verão”.  Esse ano fui radical, mudei tudo, a começar do meu quarto, ou melhor, da minha cama. Estamos em uma época em que todos compram cama box e deixam os quartos com cara de hotel 5 estrelas, parece uma epidemia, tudo igual, camas cada vez maiores em quartos cada vez menores. E eu aqui, amando móveis de madeira maciça, sólidos, com história e de preferência com desenho próprio.  Como não pertenço à família real, minha cama não será queen e nem king, terá um tamanho normal, suficiente para duas pessoas e alguns gatos. Assim sobra espaço para uma penteadeira com espelho grande e um infinito número de cremes, pincéis, sombras, esmaltes etc, tudo acondicionado em gavetinhas que hoje não se fazem mais.  Uma cadeira confortável para ver tv ou bordar, um baú bem antigo e estiloso para acondicionar almofadas, travesseiros e colchas de uso diário e principalmente sem armários.

Não gosto de armários no quarto de dormir. Lembro minha mãe dizendo, o correto é um quarto de vestir, seja lá o que significava isso no tempo dela. Optei por um closet com armários desenhados por mim mesma, atendendo assim melhor minhas necessidades.  O marceneiro é muito paciente e do tipo artesão, caso contrário não teria se aventurado, ainda mais que estou sempre tendo mais idéias para acrescentar e melhorar.

Resultado, o prazo de um mês para concluir tudo já estendeu para dois, mas está valendo a pena, a não ser pela bagunça.  Aquela coisa de quebrar os ovos para fazer omelete. Mas está ficando tudo do meu gosto, bem funcional. Gosto de aproveitar peças antigas em novas funções, o tão famoso “reutilizar”, então transformei um antigo guarda-roupas, de cedro maciço e super pesado, em um prático roupeiro.    Por fora foi necessário apenas lixar e selar, mas por dentro foi todo modificado para a nova função, ficou excelente, continuei com uma peça de ótima qualidade e,  sem gastar muito, totalmente renovada.

A vantagem de se mandar fazer os móveis é que aproveita-se melhor o espaço e fica tudo personalizado,  a desvantagem é que demora um pouco mais a ficar pronto, mas como não se pode ter tudo ao mesmo tempo, vou exercitar minha paciência. E enquanto isso vou pensando em como vou decorar as paredes que sobrarem, isto é , se sobrar alguma.

 

Patchwork da Mommy



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