sexta-feira, 29 de março de 2013

O mistério do bolo que desapareceu…

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Era uma vez o aniversário do Henrique que não gosta de doces, mas me pediu um bolo de chocolate. Só chocolate, nada mais que chocolate. A mãe logo recomendou que fizesse um bolo pequeno porque certamente poucas pessoas iriam comer bolo depois de um churrasco.

Fiz a massa de com cacau e recheios de mousse e trufas com conhaque.  Cobertura de chocolate meio-amargo, não ganache, uma cobertura mais espessa e com textura mais crocante, isto é, com muito chocolate.

Comprei 1 quilo de chocolate branco, tingi com corante alimentício e fiz uma bola para colocar no topo do bolo.  Tudo bem simples e sério como ele queria e ainda de futebol.

A mãe mais uma vez recomendou, faça um bolo pequeno que é para não sobrar.  Fiz um bolo de três quilos.

Fotografei o bolo antes que cantassem o Parabéns, foi minha sorte, caso contrário até poderiam dizer que não tinha levado o bolo.

Além do bolo havia na mesa uma infinidade de doces, bombons, brigadeiro de copinho, chocolates etc. Tirei a bola de chocolate, coloquei em um prato à parte , cortei as primeiras fatias de bolo, coloquei nos pratinhos e me chamaram para tirar umas fotos.

Não queria ficar perto do bolo porque minha penitência da quaresma é sempre não comer chocolate. Para não cair em tentação nessas ocasiões me afasto de tudo que lembra chocolate.

Não sei quando deram falta do bolo, as pessoas perguntavam cadê o bolo? Só havia a bandeja cheia de farelos e restos de cobertura.

Nem o Henrique provou o bolo. Aliás, com exceção da Júlia que é mais esperta e chocólatra assumida, parece que ninguém da família comeu do bolo.

Fizeram então um conselho de família para, à moda Poirot, tentar resolver o mistério do bolo desaparecido. Como essa família é muito ruim de pistas e detetives a única conclusão a que chegaram é que eu deveria fazer outro bolo igualzinho, só que com o dobro do tamanho e a metade de convidados.

Intimada e em nome da paz familiar farei o bolo para o almoço de Páscoa.  Colocareii uma câmara de monitoramento para o caso de outro sumiço.

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Já faz mais de um mês que estou sem minha MFP, pode parecer pouco mas para mim, que faço quase todo dia, é uma eternidade. Quando utilizo a MFP, coloco os ingredientes, seleciono o ciclo  e quando está completo retiro a massa e levo a crescer em uma vasilha coberta com plástico para que não perca umidade e levede na temperatura ambiente.

Já sem a MFP tenho duas opções, ou faço tudo manualmente ou recorro à planetária. Como não confio muito acabo despejando a massa na bancada, sovando e verificando o ponto de véu. O jeito é me conformar porque a fábrica mandou a peça errada e vou ter que esperar mais 10 dias ( se tiver sorte).

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Estar sem MFP porém não é desculpa para não fazer pão. Só não faço quando realmente estou tão mal que não consigo me levantar da cama.

Se estiver mais ou menos me levanto e amasso meu pão. Esse é simplesinho, para essas ocasiões em que estamos meio sem coragem.

Ingredientes

500ml de água fria

2 colheres de leite em pó

2 colheres de açucar demerara ou cristal orgânico

1/2 colher de sal marinho

4 colheres de azeite de oliva extra-virgem

2 colheres de linhaça dourada

800g de farinha de trigo para pães

2 1/2 colheres, das de chá, de fermento seco instantâneo

Colocar os ingredientes na ordem acima na MFP ou na planetária e sovar até o ponto de véu de glúten. Colocar em uma tigela, cobrir com plástico e deixar levedar até dobrar de volume.

Modelar o pão, polvilhar com farinha de trigo e deixar crescer em forma untada e polvilhada por cerca de 50’, em local fresco mas protegido de vento.

Assar em forno pré-aquecido cerca de 10 a 15’ antes de colocar o pão, a 200°. Depois de 15’ reduzir para 150° e deixar por mais 20’ . O pão deverá emitir um som oco ao se bater com os dedos.

Deixe esfriar sobre uma grade e só corte depois de frio. A crosta ficará bem crocante e o miolo macio e esburacado.

Agora o aroma de azeite é de aguçar o apetite de qualquer um!

Enjoy!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Mais um ano…

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Comecei meu dia ouvindo Emílio Santiago cantando “ Tu me acostumbraste”, com aquela voz aveludada e firme enchendo minha alma de alegria pela simples razão de estar viva e poder decidir o que fazer de minha vida por mais um ano.

Tem início hoje a Ana  modelo 2013, com tudo que tem direito, alegria, coragem, garra e muito, muito amor pela vida.

Quero trilhar caminhos floridos sentindo a leveza do toque de cada pétala, sentir o suave perfume que paira no ar, cerrar os olhos e sonhar…

Sonhar com um mundo mais suave…

Com campos de lavanda tingindo com minha cor preferida as veredas por onde passar

Sonhar com meus amigos e também com todos que um dia cruzaram meu caminho. 

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Não acredito no acaso, tudo tem um objetivo, uma razão de ser…Se chegaram até mim algum motivo houve…

O universo sempre conspira a meu favor, não porque eu seja melhor que os outros, mas simplesmente porque acredito nele e sendo assim não quer me decepcionar. Peço-lhe então mais uma vez que me conserve essa gana de viver, cantar ou  dançar mesmo que sozinha, nos momentos mais inesperados. Não só achar algo engraçado, mas rir às gargalhadas sempre que me apetece.

Quero conhecer sempre pessoas que enriqueçam minha vida com sua sabedoria, que não se importem de emprestar o ombro quando precisar e que não achem que estou sobrando na vida deles. Que gostem de mim como sou, não tentem me mudar, já é tarde para isso.

 

Gente que goste de boa música, que não critique minha paixão por gatos, por arte e pela natureza. Amigos que me  aceitem na medida do possível ou partam sem me ferir a alma…

Alguns não gostam de aniversário, acham que estão envelhecendo, eu não consigo me sentir mais velha, a cada dia tenho mais vontade de viver, de criar, iniciar novos projetos e muito desse entusiamo vem de vocês, queridos leitores, que me transmitem tanta amizade, trocar e-mails com vocês, atender pedidos me faz sentir útil e essencialmente viva.

Dedico a felicidade desse dia a vocês, na verdade esse blog não existiria sem a fidelidade que me dedicam.

Amo vocês todos, os que me escrevem, que põem a foto aí do lado e os que se conservam ocultos por timidez, mas que me honram muito por fazerem parte de minha vida.

E agora, FELICIDADES  para essa blogueira que ama fazer ANIVERSÁRIO!!!

Encerro ouvindo Oswaldo Montenegro, declamando do fundo da alma Metade.

Meu dia está completo e repleto de tudo que amo.

terça-feira, 26 de março de 2013

Almoço de domingo ou o dia em que a comida quase não deu…

 

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A família é uma invenção divina, só ousamos nascer depois que ela está pronta.  Ela não diminui, só aumenta. Vão nascendo os bebês que crescem tão rápido que a gente nem percebe.

Depois chegam os agregados e vão se juntando aproveitando cada brecha que aparece.  A mesa tem que crescer, já não cabem todos. Aqui em casa agora são duas, o que se mostrou uma boa solução, as crianças ficam mais à vontade e nós também.

Não há hora marcada para chegar e nem para  ir embora, os cozinheiros chegam antes, arregaçam as mangas e quando a gente menos espera já tem panela no fogo.

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Domingo foi um desses dias deliciosos e eu ali, doente, sem poder entrar em minha própria cozinha.  Fui expulsa depois de recomendar que não fritassem nada para não sujar as paredes, e lembrar que o chão é branco. Nem para auxiliar me quiseram. Só para trocar segredos como, não conte que essa galinha é do quintal, alguns não comem o que foi criado em casa. Preferem os frandos cheios de hormônios, de carne branca e sem gosto dos supermercados.

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E quando os aromas vão se misturando e despertando o  apetite, começam os telefonemas aos que demoram  mais a chegar. Desconfio que esses têm é medo que sobre trabalho.

E de repente a casa se enche de alegria com os netos chegando, mal pedem a bênção e já correm para o quintal, o local preferido da casa.

O melhor é que ninguém tem pressa de sair da mesa, uns levantam, outros sentam, as conversas se renovam não se vê o tempo passar.

Meio sem graça tive que comunicar que não havia feito sobremesa, teriam que se contentar com sorvete.  Mas, calda você faz, vovó?  Quem é que resiste?  Cortei uma barra de chocolate, juntei manteiga sem sal e pus no microondas. Enquanto isso diz uma calda de açucar mascavo, aromatizei com extrato de baunilha, juntei o chocolate derretido, creme de leite, e levei fumegante para a mesa. Pena que não deu tempo de tirar foto. Dois potes de sorvete e uma tigela de calda desapareceram rapidamente.

Pouco depois a filhota me diz, foi bom mãe, não sobrou nada, nem um grão de arroz, feijão, milho, ervilha, galinha, nada…nada.

Na hora do lanche a gente come o pão que a mamãe sem preguiça já amassou e está assando.

E foi verdade, os que ficaram para o lanche nem esperaram o pão esfriar.

Fiquei emocionada quando o João Victor disse, seu pão é tão gostoso, vovó, que nem precisa passar manteiga, a gente come puro, só com leite.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Outono, outra vez…

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Ei-lo de volta, mais uma vez.

Falando assim pode até parecer que não o amo tanto. Já falei muitas vezes que ele é o meu favorito. Está sempre vestido de lindas cores e é quem me dá o sinal de alerta que está na hora de desacelarar.

Com sua habitual temperança me faz lembrar o quanto eu tenho me afastado de uma maneira serena de viver. Como se o último verão houvesse trazido consigo uma mal disfarçada tempestade de metas que teimo em querer vencer, sem no entanto lograr  êxito que me satisfaça.

Ao observar as folhas perdendo o vigor e se preparando para nova etapa, sinto que é do que preciso. Reavaliar minha maneira de agir.  Renunciar a essa mania de perfeccionismo que nunca me levou a nada, a não ser uma fatídica doença que me impossibilita pintar, já que não tenho mais firmeza nas mãos. E de utilizar uma caneta por mais de duas linhas sem que a letra se transforme em um garrancho.

No afã de não me deixar vencer por nada estou sempre a estabelecer metas cada vez mais difíceis de atingir, na ilusão que se vencer todas, um dia retomarei toda minha capacidade produtiva.  Detesto pessoas manipuladoras e no entanto manipulo a mim mesma.

Sinto falta de ser eu mesma.  Quero, como as folhas que humildemente se agitam e dão um último adeus aos ramos, despedir-me de meu orgulho e deixar de lado essa impertinência de querer fazer sempre mais e melhor.

Sim, o outono sempre foi minha estação predileta e esse ano ele veio com a missão especial de me salvar de mim e levar de volta à simplicidade que sempre norteou minha vida.

Tal qual  a poda de limpeza que fazemos nas árvores e plantas,  meu propósito é adentrar a estação cortando  esses hábitos tão nocivos para que em seu lugar brotem sentimentos fortes, límpidos e cheios da magia do amor.

Como a natureza que tão sabiamente se recolhe e rebrota com mais vigor ainda, vou renovar minhas forças e ocupar-me mais das pessoas que amo.

Não querendo ser egoísta, tenho que me convencer que não salvarei o mundo e tudo continuará como sempre mesmo depois que eu me for.

Seja bem vindo, Outono!…

sexta-feira, 22 de março de 2013

Pão, o salvador da pátria!…

 

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Que ninguém gosta de adoecer é fato, eu porém ODEIO me sentir adoecida. Não há nada que mais deteste do que ser obrigada a fazer repouso”. Costumo mesmo dizer que terei muito tempo para repousar depois que deixar essa vida, enquanto aqui estiver quero mais é fazer acontecer.

Sou uma “serie maníaca” assumida, na mesma proporção que não gosto de novelas, adoro seriados.  Não à toa meus canais preferidos são Sony, AXN, Universal e outros que seguem a mesma linha. Assisto os episódios inéditos e as reprises, porque o que é bom deve ser repetido até cansar. 

Agora, se tiver que ficar deitada só assistindo seja lá o que for, não quero.

Quero fazer meus quilts, criar novos modelos, reinar na minha cozinha, amassar meu pão. Mas, cadê a coragem?

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E é aí que começam os problemas, o apetite saiu pela janela ao primeiro sinal de febre e esqueceu de voltar. A frase mais ouvida passa a ser “ você tem que se alimentar” e começo então a fazer uma lista de pratos que podem me apetecer e que depois de prontos nem provo.

Como pão é meu alimento preferido pedi para comprar vários.  O aspecto era bonito, mas quando cortei um,  que tinha a crosta dourada polvilhada de queijo, era oco por dentro, o miolo era uma coisa massenta e gordurosa. O queijo não era parmesão, era sem gosto de queijo.  Passei para outro pão, tinha gosto de papel. Desisti e voltei ao meu repouso forçado.

Observando  que minha febre era cíclica, aproveitei os intervalos para tentar fazer um pão decente.  Tomei os remédios e esperei que fizessem efeito. Já eram 6h da tarde quando senti a febre ceder, rapidamente fui pesando a farinha e juntando alguns ingredientes, devo confessar, sem pensar muito. Azeite, sal, açucar, água e fermento, mais nada. Minha MFP está na assistência técnica, usei então a planetária e finalizei sovando com as mãos.

Entre sovar, levedar, modelar e crescer algumas horas se passaram, mas às 9 horas, finalmente tirei meu pão do forno. Coloquei na grade para esfriar e fui dormir.

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Hoje acordei e lá estava um pão lindo à minha espera, com crosta firme e crocante, miolo denso, macio e esburacado como gosto. Quando cortei o aroma do azeite se perfumou a cozinha. Liguei a cafeteira, abri um vidro de mel orgânico, espalhei sobre aquela fatia tão cobiçada e me senti no paraíso.

Apesar de ter voltado para a cama,  agora tenho a certeza que logo estarei livre desse adoecimento fora de hora. Ninguém toma um café da manhã desses impunemente!…

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia do artesão

 

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Sei que tem gente que considera artesanato um subproduto e artesão uma pessoa que não conseguiu uma profissão formal. O artesão seria aquele usa o artesanato para algum dia se realizar na vida ou como dizem “ser alguém”, com um emprego de carteira assinada.

Para mim o artesanato é algo mágico e o artesão alguém agraciado por Deus com mãos especiais, que produzem o que a mente cria com total e perfeita sintonia. Que sonha.  Que não se sente preso a rótulos, ousa e cria.

Ser considerada artesã é um orgulho para mim e agradeço do fundo da alma a todos que me cumprimentaram pelo dia de hoje, fortalecendo essa vontade que tenho de produzir meus trabalhos a cada dia com mais carinho e deixando neles a marca de meu amor.

A madeira e os tecidos são minhas grandes paixões. Tenho o maior respeito pelos que sabem trabalhar a madeira e que atualmente são bem poucos.Que revitalizam  e dão nova forma e usos a móveis já encostados e sem serventia, fazendo que ressurjam radiantes  mostrando sua solidez. A marcenaria e a costura me remetem  à Sagrada Família e é essa a imagem que tenho comigo de felicidade, o pai trabalhando a madeira, a mãe costurando ou bordando e o Filho a observar a união, a simplicidade e o amor unindo a todos.

Bordar um pequeno marceneiro foi algo muito nostálgico e um pouco fora da realidade, não sei onde veria uma criança a brincar com esses instrumentos, mas que me deu muito prazer.

Deve haver em algum lugar, alguém que ainda traga dentro de si um garotinho assim, feliz em sua simplicidade.

A minha outra paixão, os tecidos estão mostro nessa que considero meu melhor trabalho até o momento, “O voo dos gansos”.

E viva São José, nosso protetor.

E,  querido Santo, se não for pedir muito, olhe pelo nordeste que precisa de chuva, não muita, em quantidade certa, para fazer aquele povo que não desiste nunca, mais feliz ainda!

domingo, 17 de março de 2013

Hóspedes novos

 

Todas as minhas frutas são bicadas. É impressionante como eles descobrem até as mais escondidas e sempre sabem o ponto em que estão bem doces. Não bicam antes, só no momento certo. Testei isso com os figos, que eles gostam de provar bem cedo, se não estão maduros o suficiente,  deixam para o dia seguinte.

Nesse mês de março as atas estão sendo as preferidas, fazem tamanha algazarra que às vezes me assusto com o  barulho, olho pela janela e lá estão, verdadeiro bando atacando sem a menor cerimônia minhas atas mais bonitas.

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Essas aqui do lado estavam sendo  beliscadas por um bando de verdinhos,  se assustaram com a máquina e voaram.  Não, não foram embora, pousaram em outro galho e continuaram a refeição em outras frutas.

Não têm medo , acho que já me conhecem bem e sabem que deixo que provem antes de mim todas as frutas que quiserem.

Já não sei quantas espécies de pássaros moram no meu quintal, a cada dia aparecem diferentes, cantam no pé de acerola que fica na janela da cozinha quando estou amassando meu pão. Recebo esse presente como prova da amizade deles.

Às vezes entrem pela porta da cozinha, pousam nas janelas da sala de jantar, dão meia-volta, e saem pela janela da cozinha em busca dos bebedouros e das frutas.

Sou grata a eles por fazerem seus ninhos nos galhos das mangueiras e por não me abandonarem quando os filhotes nascem. E também por me ensinarem que a natureza dá o alimento na hora certa.  Os frutos não amadurecem ao mesmo tempo, a cada mês temos uma qualidade diferente, quando já estamos cansando de uma, eis que surge outra e o sabor se renova.

E é aí que aprendo sobre diversidade, não há nada igual na natureza e no entanto tudo se complementa, uma espécie precisa da outra para se desenvolver e não há disputa, apenas seguem a lei de Deus

E meus gatos? Ah, os gatos nem ligam, se confundem com os galhos das árvores e têm muita preguiça, querem mesmo é tomar sol e praticar a política da boa vizinhança.

Se tem alimento de sobra não há motivo para disputa de território.

Os animais sempre procuram a paz, o bicho homem é quem está sempre procurando uma maneira de despertar maus instintos instigando brigas e tornando animais dóceis em assassinos sanguinários.

Cada vez amo mais os animais, eles nos amam incondicionalmente, não nos magoam e conservam a pureza com que Deus os dotou.

Um neto com açúcar…o prazer de ser avó!

 

Ele sempre faz questão de perguntar, eu sou o primeiro neto, não é vovó? Ele quer dizer que foi muito aguardado e que não devemos nos esquecer disso.

Como se fosse possível não lembrar a euforia da espera pela chegada dele. A família se reunia aos fins de semana para bordar o enxoval. Eu, muito sem noção, talvez por não ter sido agraciada com filhos homens, fazia bordados femininos  no enxoval dele.  E manta de babados e casaquinhos com frufrus. Não resta dúvida que o enxoval dele ficou lindo porém nem todas as peças puderam ser usadas por ser femininas demais.

É uma pena que o tempo passe tão célere. Mal temos tempo de vê-los crescer. De bebês com os passos incertos passam rapidamente a correr, tropeçar e cair. Pouco depois estão na escola e agora já vai terminando o 1º grau.

Já falei várias vezes das delícias de ser avó, se o neto é atencioso, amoroso, estudioso e outras coisas terminadas em “oso”, então fica perfeito.

Lembro-me com clareza do nascimento de cada neto, do momento emocionante que o médico nos chama para admirar aquela coisinha com excesso de pele, cara de joelho e que achamos linda! Há uma magia maravilhosa que paira sobre recém-nascidos. Nós os amamos imediatamente, como se os conhecêssemos de sempre.

Não publiquei o post no dia do aniversário porque queria uma foto bem atual, já com os 14 anos completos. Lindo, embora se negue a sorrir nas fotos, mesmo que a festa tenha como tema o futebol, sua grande paixão.

Mas é só na hora das fotos, nos outros momentos ele exercita seu senso humor muito peculiar e  que nem todos entendem.

Acho ótimo que seja assim, cada um deve ter sua personalidade própria e exercê-la como achar melhor, desde que não ofenda e nem pretenda impor sempre sua vontade sobre a dos amigos.

Ele está na idade de afirmação, os bons hábitos e sentimentos, a boa formação religiosa ele já a recebeu dos pais, basta agora lapidar e colocar em prática em sua vida futura, que tudo indica será brilhante, como é sua carreira estudantil.

Paz e serenidade é o que desejo a esse neto querido, que procure encarar os desafios da vida com mais calma, não é preciso ser o primeiro sempre, às vezes necessitamos perder algumas vezes para nos firmamos e nos moldarmos mais à aventura da vida.

Henrique, Deus o abençoe, proteja e guie sempre seu caminho, sua avó, esteja onde estiver, velará por você.

Você é um neto muito amado!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Organizar, questão de vida ou morte…

 

Os bagunceiros que me perdoem, mas organizar é fundamental,  pelo menos para mim.  Hiperativa como sou se não estabelecer uma certa rotina me perco e pior, perco tempo  e eu detesto perder tempo. Quando falo que tenho muitos tecidos creio que muitas pessoas nem conseguem dimensionar a enorme quantidade deles.  Só quem já viu consegue acreditar e esse ano não comprei nem um pedacinho.

Já utilizei diversas formas de organização de maneira que em pouco espaço coubessem muitos tecidos, ficasse fácil a visualização das cores e estampas e ainda protegidos da luz e da poeira. Nem todo mundo atenta para o fato que a luz danifica as cores dos tecidos, que ficam manchadas ou esmaecidas, portanto tecidos nunca devem ficar expostos à luz por muito tempo.

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A solução mais a contento que consegui foi utilizar uma cômoda. Separei então os tecidos por cor , dobrei  e comecei pela cor a colocar em fileiras. Uma gaveta para os azuis, outra para os rosados e tons semelhantes. Os verdes e amarelos, como são em menor quantidade dividiram uma mesma gaveta. Na quarta gaveta coloquei os tecidos de metragem maior, como os neutros que a gente sempre compra com no mínimo 3 metros. Eu pessoalmente prefiro comprar 4 metros para ter uma margem de segurança.

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Urilizei 2 gavetas menores para colocar aqueles tecidos que sobram dos maiores e que ainda não podem ser considerados “tecidinhos, são tamanhos intermediários, cerca de 30 cm.

Para os tecidinhos ainda considero as caixas plásticas a melhor solução, como são pequenos pedaços e utilizados rapidamente podem ficar em caixa transparente para facilitar a visualização.  Para os retalhinhos utilizo caixas de tênis que são resistentes e cabem 2 fileiras de paninhos.                        

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Tudos tem que ser rotulado, caso contrário adeus funcionalidade.

Tive que lançar mão ainda de uma mini-cômoda para acomodar aquelas tiras que acabam sobrando dos forros das colchas ou outras peças maiores onde temos que empregar emendas no tecido.

 

Organizados os tecidos vou nos próximos dias idealizar uma rotina diária para ver se consigo aproveitar melhor meu tempo ao dividir-me entre as várias obrigações.

sábado, 9 de março de 2013

A beleza do New York Block

 

Quando 2013 abriu os olhinhos prometi a mim mesma que minhas resoluções de ano novo  não ficariam apenas no papel.  E assim tem sido, tenho empregado todas as minhas forças, principalmente as mentais para cumprir a promessa.

Uma dessa metas é desmistificar todos os meus receios, não deixar que nada me tolha o caminho, desafiar até o impossível. Está dando trabalho porque cada dia de nossas vidas é sempre cercado de hesitações e tropeços. Tenho escolhido sempre os modelos mais difíceis ou cheios de pormenores quando vou decidir algum projeto. 

Assim caraminholando resolvi aperfeiçoar-me em blocos de estrelas que costumam ser o pesadelo de muitas quilters. Separei vários modelos e  comecei a escolher os tecidos, seguindo a regra de ouro de não comprar nada, utilizar só o que já tenho.

Mas, no meio do caminho tinha uma pedra, ou melhor, outro modelo de bloco. Um que me fez ferver de vontade de fazer devido ao desafio das pontas e costuras circulares.

Fez-me lembrar a colcha da Alice. Tenho que confessar que quando terminei a dita cuja disse que muito tempo iria se passar antes de me aventurar novamente a costurar círculos.   Mas, como o homem põe e Deus dispõe, vi-me de repente alucinada para fazer o bloco New York, não importando quantas costurar circulares ou não tivesse.

Estou planejando um painel com eles, os quatro primeiros estão prontos e são realmente muito versáteis. Sei que vou fotografá-los em várias posições antes de me decidir a definitiva.

Tem ainda a vantagem de aproveitar muitos scraps que sobraram de outros trabalhos.

Como um dos meus objetivos é justamente diminuir tanto os tecidos maiores como os retalhos, este projeto vai ser muito útil.

Além do que a variação de estampas e cores alegra ainda mais o trabalho.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Tributo à mulher…

 

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Cultivar amigos é como guardar tesouros, não aqueles que enferrujam e os ladrões roubam.   São tesouros de outro mundo, baús trazidos de locais nunca imaginados por comuns mortais e sempre cheios de bondade, amor, carinho , fé e mais sentimentos que nunca se desgastam e nunca perecem.

Meus amigos estão  guardados no lado esquerdo do peito e quando preciso deles não preciso chamar, sempre chegam antes. Não os conto às dúzias, aliás nem os conto, para quê? Não estou em competição para saber quem tem ou pode mais. Apenas os trago comigo. E mentiria se dissesse que não estão sempre a me surpreender com um mimo.

Recebi ontem mais um agrado de um amigo de longa data e não posso guardar só para mim, seria muito egoísmo. O que é belo deve ser dividido, espero que também gostem.

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Tributo à mulher

 

 

 

Ante a dificuldade de um futuro incerto

O homem se perde e se sente vencido

Mas se a mulher que ama está por perto

Enche-o de força rumo ao desconhecido.

 

Assim se trava uma luta bastante renhida.

Só vencendo aquele que melhor souber

É mais uma etapa em nossa finita vida.

Sempre ajudado por uma grande mulher.

 

No entanto a vitória não vem por acaso.

Num grande esforço tudo pode acontecer.

Aos fracassos as circunstâncias não dão azo.

Quando existe a mão firme de uma mulher.

 

Assim as vitórias vão sempre acontecendo

Só não enxergam os que não querem ver.

Aos poucos os homens vão reconhecendo.

O amor incondicional de sua meiga mulher.

                                                                             

                                                         José dos Reis Pimenta

                                                                             Goiânia 07/03/2013

Orgulho de ser mulher!…

 

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Orgulho-me  de todas as mulheres que vieram antes de mim. Que abriram caminho para que hoje eu aqui estivesse,  livre, independente e feliz.

Não precisei lutar e morrer em busca de direitos tão elementares, como o fizeram aquelas sofridas operárias no longínquo 08 de março se 1857. Já nasci com direito ao voto, a cursar uma faculdade e a ter uma profissão de meu agrado.  Ser dona no meu nariz, conservar meu sobrenome, prover meu próprio sustento.

A mulher culta, independente e forte tem mais amigas, é respeitada e ambicionada pelos homens.  Respeito não se compra em banquinha de mercado, conquista-se dia a dia, com personalidade, postura equilibrada e muito amor-próprio.

Diferente do homem, a mulher possui várias facetas, que a levam de brava guerreira a doce mãe que embala o filho. Que põe um sorriso nos lábios e encara um dia duro de trabalho depois de uma noite insone a velar o filho doente. Porque quando se trata de filhos, nos transformamos em leoas.

Deus me agraciou com filhas, mulheres maravilhosas que já cresceram lutando e conquistando lugar no mundo. Que puderam partir em busca de seus destinos sabendo que  eu sempre estaria bem vivendo o meu próprio.

E o meu destino é viver essa dualidade de amar a natureza de uma maneira até feroz, reverenciar as flores, me reconhecer nos gatos e ao mesmo tempo não permitir que ninguém governe meu espaço ou decida meus passos.

A todas as mulheres que habitam esse planeta meu abraço de  amor  e respeito, porque convenhamos, ser mulher não é bolinho, é uma torta inteira. 

Não é para quem quer, é para quem pode! E por favor,  aconteça o que acontecer, jamais desçam do salto, isso é coisa de fracos e nós sempre seremos fortes!

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Doce de cidra ou saudades de um tempo que passava mais devagar…

 

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Semana passada fiz meu primeiro doce de cidra. Cidra colhida no meu quintal. Quem em sã consciência tem um pé de cidra no quintal, me perguntam. Sou obrigada a concordar que a maior parte das pessoas que conheço sequer sabe o que é doce de cidra. Alguns fazem careta ao sentir o sabor lembrando o doce amargo de sua prima, a laranja da Terra.

Acontece que ganhei essa mudinha, bem frágil ainda, de um senhor muito amável que vende minhocas e seus derivados para adubo. Plantei mas não pensei que fosse vingar e por algum tempo parecia que não ia mesmo.  Agora está carregada de frutas de todos os tamanhos e também de flores. Sendo vizinha do limão Tahiti por vezes seus galhos se entrelaçam e suas flores se confundem. Gosto muito do perfume das flores dos cítricos e espero que daqui a alguns anos quando a laranja lima, o limão siciliano e as mexericas começarem a florir meu quintal vai ser como um jardim. Vou colocar uma cadeira embaixo de alguma delas, ao lado uma mesinha com limonada, puxar o chapéu para o rosto e sonhar com fadas, gnomos ou outros seres que protegem os jardins.

 

Verdade seja dita, meu doce não ficou dos mais bonitos.  Talvez porque não possua aqueles famosos tachos de cobre que, dizem, embelezam o doce.  Sou do tempo da Tramontina, que é facinha de lavar e está sempre bonita.

Não se deve julgar pela aparência, o sabor ficou divino. Um leve amargo, a polpa bem macia sem estar desmanchando. Gosto de coisas que se mastigue para sentir o sabor. Agora o perfume não tem como não lembrar infância.  Gastei 3 dias para terminar o ritual de curtir, colocar na calda rala, engrossar a calda lentamente etc, mas valeu cada minuto.  Só havia 2 cidras maduras, então foi só um tantinho de doce, mas serviu como aprendizado.  Da próxima vez vou cristalizar um pouco e guardar para colocar nos meus bolos de Natal.

Mal passou o carnaval e já estou planejando o Natal, coisas de Ana, e depois eu faço os bolos em novembro para dar tempo de curtirem no conhaque. É por isso que ficam tão saborosos.

Agora quem quiser já pode torcer o nariz, mas sei que tem gente que vai sentir saudade de um tempo sem preocupações, sem refrigerante e que sobremesa era doce de fruta feito em casa.

terça-feira, 5 de março de 2013

Aniversário da filhota, presente meu…

 

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Dia 25 foi aniversário da filhota. Domingo ela veio passar o dia comigo. Como se não soubesse de cor e salteado seu  prato preferido, visto a fantasia de mãe e pergunto “o que quer almoçar?” E ouço  a resposta como se fosse novidade. Invariavelmente é Torta de legumes.  Desde a primeira vez que fiz essa receita, quando ela ainda era adolescente, nunca mais deixou de ser a sua preferida, ultrapassou até as adoradas coxinhas ou os rissoles de milho que nunca podiam faltar no freezer.

E o almoço foi torta de legumes e limonada.  Enquanto a torta assava amassei o pão, massa bem simples e rústica, apenas farinha, sal, água , azeite  e fermento.

Deixei crescer lentamente para que absorvesse os aromas do ambiente e ficasse com o sabor que todo pão deve ter. Sabor de pão feito em casa.

Quando tirei do forno e pus na bancada para esfriar o aroma do pão se espalhou pela casa toda e quase automaticamente todo mundo pediu café.

As horas correram e eles se foram. Fiquei só, relembrando o dia em que ela nasceu, tantos anos atrás, pesando 1k 100g, após apenas 6 meses e meio de gestação. Era uma época em que os recursos médicos eram escassos, não havia especialistas em neonatologia e ela foi o menor bebê nascido até aquela data e que conseguiu sobreviver. Mas não havia mais o que fazer depois de tantas injeções e repouso absoluto, a única saída era tentar salvá-la fora do útero.

Não há nada tão angustiante para uma mãe do que ir para casa sem seu bebê. Eu tive que ir e voltar , e novamente voltar em um vai e vem de dias que não acabavam mais e o bebê sempre ficava.

Pior ainda que ir embora sem o bebê é a angústia de chegar na manhã seguinte sem saber como ele passou a noite. E conversar com todos os médicos que na ocasião pareciam ser o único elo entre eu e Deus a me dar conforto. Assistir a pesagem diária na esperança de um milagre e no entanto passados alguns dias o bebê já pesa menos de um quilo.

Apegada a uma esperança tão frágil muda-se o nome do bebê que seria Andréia, para o nome de um santo. Não um santo qualquer, mas o santo de devoção da família – Santo Antonio – é melhor colocar o nome com que o Santo foi batizado “ Fernando”, concluiu a matriarca D. Ana .  Para complementar o nome da mãe do Senhor e assim ficou Fernanda Maria, que daí em diante passou a ganhar peso e crescer. A cada dia os pediatras falavam do milagre e todos queriam ver o bebê.  E dividia meu leite com os outros bebês pois as mães achavam que o milagre estava no leite que era dado a ela por uma sonda a cada 2 horas, 5ml de leite.

Enfermeiras dedicadas que me ajudaram em momentos tão difíceis e têm até hoje minhas preces de gratidão e Dr. Maurício Viggiano que conseguia me acalmar e dar esperanças dia após dia.

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  E um viva especial a ela , essa guerreira que a despeito de todas as previsões venceu… e como venceu.

Deus te abençoe, filhota!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Ora bolas, carambolas

 

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Finalmente meu pé de carambola floriu. Adoro carambolas e para dar sossego ao pé da vizinha, resolvi comprar uma muda e plantar no meu quintal.  Já tinha um metro de altura e a cada brotinho que surgia, eu logo batia palmas. Surgiram galhos e a copa abriu e eis que de repente um pedreiro desastrado ( será que isso é pleonasmo?) deixou uma escada cair em cima da pobrezinha que ficou toda quebrada e passou a ter apenas 50cm. Mais de dois anos se passaram. Ninguém vá pensar que eu não ficava todo dia examinando os menores detalhes para descobrir quando finalmente ela iria frutificar.

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Com tanta chuva as flores de repente explodiram em vários galhos de uma vez. E que flores lindas. Nessa foto aqui do lado já dá para ver duas carabolinhas, sinal que há abelhas suficientes para polinizar e logo vou me deliciar com muitas carambolas.

Mês passado colhi minha primeira graviola, ou melhor, ela caiu durante uma destas tempestades vespertinas que têm visitado as tardes goianienses.  Pena que esqueci de tirar uma foto dela, fiz um suco e tomei sozinha. Estava divino, com sabor de infância. Não venham me dizer que fruta colhida no quintal é a mesma coisa das vendidas nos supermercados porque não me convencem. Minhas frutas são muito mais saborosas.  Os figos parecem mel e tenho que disputá-los com os passarinhos madrugadores.

Uma vez falei sobre a predileção que os pássaros têm por mim, mas na realidade eles amam é o meu quintal. Como são muitas frutas, todas orgânicas, adubadas pelas galinhas e que frutificam segundo a vontade de Deus, eles se deliciam.

São tantos, de tantas espécies e cores que nem sei como chamá-los, parece que sempre trazem mais amigos. Fico triste quando os ninhos caem, sinal que os bebês já se mudaram, mas eles logo fazem outros.

A natureza é perfeita, pena que o bicho homem não saiba imitá-la.

sábado, 2 de março de 2013

Around the world, finalmente sem erros

 

Depois da maratona de desmancha, recorta, acerta, passa a ferro e,  já sem  o ânimo com que começara o trabalho, finalmente terminei.  Como precisava de reavivar a chama da criação, resolvi colocar uma barra com aplicações. Como não poderia deixar de ser escolhi desenhos de flores e montei alguns ramos aleatoriamente. Os tecidos utilizados nas aplicações foram os mesmos empregados na colcha para que se estabelecesse um elo de ligação. Não só para isso, a razão também era aproveitar as tiras extras de tecidos que na revista mandavam cortar e que não tinham uso ou se tinham esqueceram de publicar.

Uma coisa que me tem surpreendido é que o fato de outros leitores não haverem percebido os erros. Será que grande parte das pessoas adquire as revistas, lê e deixa para lá, sem fazer os projetos? Ou não conseguindo acertar imagina que a falha é sua e não da publicação e engaveta mais um trabalho inacabado. Pior, aumenta sua lista de …” não consegui, certamente é muito difícil ou está além de minha capacidade…”

E essa é uma das razões que me deixa mais decepcionada com as receitas que são publicadas sem uma revisão mais atenta, vão minar a confiança de quem está só começando e ainda não possui malícia suficiente para perceber que o erro pode não ser seu.

O ideal é que todos fossem cabeça dura como eu e não desistir até conseguir terminar. Aliás, o patchwork é mesmo uma excelente ferramenta para treinar não só nosso cérebro, mas também para desacelerar essa mania de ansiedade que anda contaminando o mundo atual.

Tentar, tentar e não desistir nunca, é assim que vale a pena viver.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Around the world ou uma decepção com certas publicações …

 

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Pela estrada à fora eu ia bem contente, folheando revistas, escolhendo modelos, cortando tecidinhos, costurando, refilando, tornando a costurar, ouvindo música e achando que na vida não há nada igual.

Mas, eis que de repente, tropecei e caí. Caí das nuvens  ao me sentir enganada por confiar que um trabalho publicado em revista especializada e assinado por professora muito conhecida seria como uma receita de bolo. Bastaria que os ingredientes fossem bem escolhidos e na quantidade indicada e tudo daria certo. Around the world  sempre foi um modelo que quis fazer mas ia deixando para depois porque precisa-se de um pouco mais de atenção na junção dos quadrinhos para que todos os ângulos coincidam.  Como estou no ano do desafio, abri a revista e pensei, chegou a hora de vencer mais um. Escolhi os tecidos, separei os que tinham a quantidade necessária , passei a ferro e li mais uma vez a receita.

No dia seguinte cortei tudo cuidadosamente, já colocando as tiras na ordem em que deveriam ser costuradas, observando atentamente cada passo descrito na revista. O trabalho é feito em 4 blocos  que depois são unidos horizontal e verticalmente por tiras formadas com os mesmos quadrinhos, apenas alterando-se a posição dos mesmos para formar o padrão.

Blocos terminados passei à montagem, e foi aí que minha decepção começou, um dos lados dos blocos se escaixava perfeitamente mas o outro não. À princípio não percebi o que havia de errado, colocava os 4  blocos em pilha e eles estavam exatamente iguais, medi cada quadradinho.  Abri a revista e reli atentamente para ver se fizera algo diferente do que estava escrito. Nada, tudo exatamente igual. Quando me encontro em situação onde não consigo encontrar de pronto uma saída, guardo tudo, paro de pensar no problema e espero que a solução chegue trazida pelos anjos da noite.

No dia seguinte tive um insight, o erro estava na receita da revista, como é que eu não percebera que as medidas indicadas estavam erradas. Como ter como resultado final um quadrado se de um lado a medida era 8,5cm e de outro 8cm?

Não sei se fiquei mais decepcionada com a publicação ou comigo por não haver percebido o erro logo de cara.

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Não tinha porém como recuar depois de tanto trabalho e tecido cortado. Respirei fundo e comecei a transformar os retângulos em quadrados, tira por tira, num demorado ritual de desmancha, costura, passa a ferro abrindo as costuras. E ainda com o agravante do tecido já estar marcado e sem goma.

O trabalho que deveria ficar pronto em alguns dias, prolongou-se por toda uma semana, mas finalmente consegui e ficou bonito.

Já que demorou e saiu fora de meu planejamento vou aproveitar e acrescentar uma barra  trabalhada  em vez da simples moldura que havia no modelo.

Não posso ficar triste com o acontecido porque me rendeu muita experiência e doravante jamais cairei em tal erro.

Patchwork da Mommy



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