terça-feira, 5 de março de 2013

Aniversário da filhota, presente meu…

 

524598_435932513088730_100000159544087_1993698_101936727_n

Dia 25 foi aniversário da filhota. Domingo ela veio passar o dia comigo. Como se não soubesse de cor e salteado seu  prato preferido, visto a fantasia de mãe e pergunto “o que quer almoçar?” E ouço  a resposta como se fosse novidade. Invariavelmente é Torta de legumes.  Desde a primeira vez que fiz essa receita, quando ela ainda era adolescente, nunca mais deixou de ser a sua preferida, ultrapassou até as adoradas coxinhas ou os rissoles de milho que nunca podiam faltar no freezer.

E o almoço foi torta de legumes e limonada.  Enquanto a torta assava amassei o pão, massa bem simples e rústica, apenas farinha, sal, água , azeite  e fermento.

Deixei crescer lentamente para que absorvesse os aromas do ambiente e ficasse com o sabor que todo pão deve ter. Sabor de pão feito em casa.

Quando tirei do forno e pus na bancada para esfriar o aroma do pão se espalhou pela casa toda e quase automaticamente todo mundo pediu café.

As horas correram e eles se foram. Fiquei só, relembrando o dia em que ela nasceu, tantos anos atrás, pesando 1k 100g, após apenas 6 meses e meio de gestação. Era uma época em que os recursos médicos eram escassos, não havia especialistas em neonatologia e ela foi o menor bebê nascido até aquela data e que conseguiu sobreviver. Mas não havia mais o que fazer depois de tantas injeções e repouso absoluto, a única saída era tentar salvá-la fora do útero.

Não há nada tão angustiante para uma mãe do que ir para casa sem seu bebê. Eu tive que ir e voltar , e novamente voltar em um vai e vem de dias que não acabavam mais e o bebê sempre ficava.

Pior ainda que ir embora sem o bebê é a angústia de chegar na manhã seguinte sem saber como ele passou a noite. E conversar com todos os médicos que na ocasião pareciam ser o único elo entre eu e Deus a me dar conforto. Assistir a pesagem diária na esperança de um milagre e no entanto passados alguns dias o bebê já pesa menos de um quilo.

Apegada a uma esperança tão frágil muda-se o nome do bebê que seria Andréia, para o nome de um santo. Não um santo qualquer, mas o santo de devoção da família – Santo Antonio – é melhor colocar o nome com que o Santo foi batizado “ Fernando”, concluiu a matriarca D. Ana .  Para complementar o nome da mãe do Senhor e assim ficou Fernanda Maria, que daí em diante passou a ganhar peso e crescer. A cada dia os pediatras falavam do milagre e todos queriam ver o bebê.  E dividia meu leite com os outros bebês pois as mães achavam que o milagre estava no leite que era dado a ela por uma sonda a cada 2 horas, 5ml de leite.

Enfermeiras dedicadas que me ajudaram em momentos tão difíceis e têm até hoje minhas preces de gratidão e Dr. Maurício Viggiano que conseguia me acalmar e dar esperanças dia após dia.

292615_435929696422345_100000159544087_1993640_813303244_n

  E um viva especial a ela , essa guerreira que a despeito de todas as previsões venceu… e como venceu.

Deus te abençoe, filhota!

Patchwork da Mommy



...um lugar para se falar de patchwork, quilt, receitas culinárias,gatos, plantas e o que mais vier...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...