quinta-feira, 7 de março de 2013

Doce de cidra ou saudades de um tempo que passava mais devagar…

 

quintal 011

Semana passada fiz meu primeiro doce de cidra. Cidra colhida no meu quintal. Quem em sã consciência tem um pé de cidra no quintal, me perguntam. Sou obrigada a concordar que a maior parte das pessoas que conheço sequer sabe o que é doce de cidra. Alguns fazem careta ao sentir o sabor lembrando o doce amargo de sua prima, a laranja da Terra.

Acontece que ganhei essa mudinha, bem frágil ainda, de um senhor muito amável que vende minhocas e seus derivados para adubo. Plantei mas não pensei que fosse vingar e por algum tempo parecia que não ia mesmo.  Agora está carregada de frutas de todos os tamanhos e também de flores. Sendo vizinha do limão Tahiti por vezes seus galhos se entrelaçam e suas flores se confundem. Gosto muito do perfume das flores dos cítricos e espero que daqui a alguns anos quando a laranja lima, o limão siciliano e as mexericas começarem a florir meu quintal vai ser como um jardim. Vou colocar uma cadeira embaixo de alguma delas, ao lado uma mesinha com limonada, puxar o chapéu para o rosto e sonhar com fadas, gnomos ou outros seres que protegem os jardins.

 

Verdade seja dita, meu doce não ficou dos mais bonitos.  Talvez porque não possua aqueles famosos tachos de cobre que, dizem, embelezam o doce.  Sou do tempo da Tramontina, que é facinha de lavar e está sempre bonita.

Não se deve julgar pela aparência, o sabor ficou divino. Um leve amargo, a polpa bem macia sem estar desmanchando. Gosto de coisas que se mastigue para sentir o sabor. Agora o perfume não tem como não lembrar infância.  Gastei 3 dias para terminar o ritual de curtir, colocar na calda rala, engrossar a calda lentamente etc, mas valeu cada minuto.  Só havia 2 cidras maduras, então foi só um tantinho de doce, mas serviu como aprendizado.  Da próxima vez vou cristalizar um pouco e guardar para colocar nos meus bolos de Natal.

Mal passou o carnaval e já estou planejando o Natal, coisas de Ana, e depois eu faço os bolos em novembro para dar tempo de curtirem no conhaque. É por isso que ficam tão saborosos.

Agora quem quiser já pode torcer o nariz, mas sei que tem gente que vai sentir saudade de um tempo sem preocupações, sem refrigerante e que sobremesa era doce de fruta feito em casa.

Patchwork da Mommy



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