segunda-feira, 29 de abril de 2013

O bom pastor

 


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Tenho por hábito escrever e só depois titular meus textos. Ocorreu, no entanto, o contrário dessa vez. Primeiro me surgiu o título na mente e só depois as palavras foram fluindo, à princípio lentamente e logo depois se deixaram levar como o curso de um rio.

Muito se tem dito sobre o “Bom Pastor”, aquele que com desvelo apascenta suas ovelhas e o muito falar acaba por banalizar,  o título, não a função.

Atrevo-me a dizer que como ocorre quase sempre, também  muitos são chamados e poucos os escolhidos para a função do  Bom Pastor. Não que muitos se eximam de exercer a função, mesmo sem trazer no âmago a verdadeira personificação do mister que lhe será atribuído. Esses cumprem sua missão, mas falta-lhes um certo brilho que tanto seduz os que são apascentados.

E há aqueles, agraciados com o dom do pastoreio e que seguindo a vocação e sobretudo obedecendo ao chamado do Senhor, deixam atrás de si,  família, amigos, vida social e adentram as portas de um mundo ainda desconhecido e que lhe exigirá muito sacrifício.

Serão provados por todo o tempo da formação, sobretudo viverão a solidão e como Jesus no deserto, serão por várias vezes tentados pelo mal. Porém, a cada passo mais e mais sairá fortalecida a Fé e cada degrau galgado mais os aproximarão da Vitória.

Abençoado o rebanho que pode contar com um desses escolhidos para o guiar. Felizes os que se deixam conduzir com humildade, reconhecendo a liderança que os conduz à estrada do bem e do amor.

Enalteço sempre o amor pois trago comigo a convicção que é ele que faz o mundo girar. O maior dom que um sacerdote pode possuir é  a capacidade suprema de amar. É o amor que o faz superar suas próprias dores e doar-se de corpo e alma aos seus semelhantes. É o amor que o leva a uma constante sintonia com o Pai e o torna receptáculo da  Vontade Divina.

Quem comigo convive ou me honra acompanhando o blog, sabe que não sou de tecer loas. Além do Amor, a Verdade é meu outro paladino, jamais consigo traí-la ou banaliza-la. Só escrevo sobre alguém que seja digno de receber elogios. Faz parte de parâmetros que tracei para mim mesma quando iniciei o blog e nesses quatro anos me mantive fiel a eles.

Hoje rendo minha homenagem a uma pessoa que reúne todas as qualidades que no meu entender um Pastor deve trazer em si. Sabe dosar o afago e puxar as rédeas em caso de necessidade.

A cada pessoa Deus agraciou com um dom diferente e é essa diversidade que faz o mundo tão belo. A mim ELE honrou com uma mente muito criativa nas artes manuais e na cozinha. Como toda mãe quero sempre abrigar e alimentar meus filhos buscando inspiração no Alto para cumprir meus desígnios. Sempre tive o costume de orar quando sovava o pão, para que minha família sentisse meu amor quando dele se alimentasse. Ultimamente fiz desse um hábito em todas as minhas ações.

 

Meu presente para esse enviado de Deus foi então criar uma nova receita, um bolo, porque aniversário sem bolo, não é aniversário. Um bolo simples, que utilizasse apenas os ingredientes que tinha em casa e o mais naturais possíveis como é meu costume. Como foi feito madrugada a dentro não houve tempo de caprichar na decoração, ficou simples como ele, mas foi de todo coração.

Poderia ter posto o nome de bolo Elenivaldo, mas optei por  Bolo Bom Pastor.

Padre Elenivaldo, Deus que o guiou até nós,  o conserve sempre cheio de garra e amor para que continue sua missão de pastoreio, não só em nossa paróquia mas em todas as outras onde  certamente será chamado a servir um dia.

Sua bênção!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sopinha de milho verde

 

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Como todo dia está fazendo frio à tarde, tenho que me valer das sopas para esquentar em pouco e conseguir dormir mais quentinha.

Vi um milho bonito e não tive dúvidas, sopa de milho. Descongelei um pote de caldo de galinha, passei o milho no processador e depois na peneira, misturei ao caldo de galinha e levei ao fogo para cozinhar, juntando água quando necessário para que ficasse com boa textura, nem muito ralo, mas também que não virasse angu.

Depois de cozido, provei e retifiquei o sal e acrescentei cebolinha e 2 colheres de creme de leite, perfeitamente dispensáveis, para quem estiver querendo diminuir as calorias. Eu adoro acrescentar um pouquinho de creme de leite às sopas cremosas porque aumenta em muito a beleza e o aspecto de cremosidade.

Polvilhei cebolinha picada e queijo parmesão ralado na hora. Não costumo ralar o queijo fino, mas sim filetado porque fica mais saboroso ao derreter sobre a sopa quente.

Além de leve, essa sopa é muito gostosa. Havendo sobras de frando, pode-se desfiar e acrescentar antes de tirar do fogo.

Servi com fatias de pão integral.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Caldo de carne

 

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Não gosto de caldos industrializados, só os utilizo em caso de extrema necessidade. Além de conterem muito sódio e gordura ainda são cheios de conservantes. Não resta a menor dúvida que são práticos, é só pegar na prateleira e usar.

O caldo caseiro gasta  um pouco de tempo, mas eu costumo aproveitar enquanto faço o almoço para prepará-los. Para o de carne uso acém ou paleta, se tiver osso melhor ainda. Bato os dentes de alho com a lâmina da faca só para quebrar, com casca e tudo. Todos os ingredientes devem ser bem lavados já que não serão descascados.

Depois do caldo pronto, separe a carne e utilize em alguma receita ou simplesmente fatie e sirva com molho. Estará deliciosa,  se necessário retifique o tempero e acrescente alguns legumes. Pode ser usada também para sanduiches ao estilo “carne louca

Eu costumo congelar em potes descartáveis bem vedados. É muito útil ter caldos prontos, na hora de preparar uma receita facilita muito

Ingredientes

2 kg de paleta ou acém

50 ml de azeite de oliva

20 g de banha

2 cenouras grandes em rodelas grossas

2 cebolas grandes em rodelas

5 dentes,  graúdos de alho,  com casca

1/2 maço de salsa

2 talos de salsão

5 l de água

Pimenta dedo de moça inteira

Folhas de louro, pimenta do reino em grão, sal, tomilho.

Unte a carne com azeite e a banha e leve ao fogo forte, em panela funda, para dourar bem. Junte a cebola, o alho e o salsão e refogue até dourar. Acrescente os outros ingredientes e deixe em fogo bem brando por cerca de 4 horas. Peneire e aproveite a carne em outra preparação.

Leve o caldo à geladeira e no dia seguinte retire a gordura que se formou por cima.  Pode ser congelado.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sopa de cebola

 

Sei que muita gente não gosta de cebola, não que eu entenda essa discriminação com uma coisa tão saborosa como cebola.

Acho que é puro preconceito e o pior é inventarem de ralar cebola. Fica uma coisa aguada e perde a textura e o sabor.Eu sou daquelas que ou gosto ou não gosto, não fico tentando disfarçar ou transformar uma coisa em outra. Não como nada quando dizem, é feito “disso”, mas parece “aquilo”. Como é que vou apreciar algo que “parece mas não é”?

Chega ter que engolir gente assim, comida, não, tem que ser autêntica, natural e se possível, orgânica.

Todos deviam experimentar antes de condenar, essa sopinha é de uma delicadeza e sabor incomparáveis.

Ingredientes

1 litro de água

1 litro de caldo de carne

3 cebolas médias cortadas em 4 e fatiadas finas

1/2 xícara de farinha de trigo

3 colheres de manteiga

1/2 xícara de creme de leite

pimenta à gosto

100g de queijo gouda ralado grosso

Ferver a água e o caldo de carne, acrescentar a cebola e cozinhar por 25 minutos em fogo baixo.

Derretar a manteiga e dourar a farinha, acrescentar um pouco do caldo da panela e mexer lentamente para não empelotar. Juntar então à sopa e deixar em fogo baixo por 15 minutos. Tirar do fogo e acrescentar o creme de leite. Na hora de servir colocar em tigelinhas refratárias, polvilhar o queijo e levar ao forno quente só para gratinar.

Servir com fatias de pão.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sopa deliciosa de batatas



Quando chega o outono e o tempo começa a esfriar à noite, sinto  vontade de tomar sopa. Considero a sopa uma iguaria muito injustiçada. Existe um murmúrio, comentários feitos à socapa, que sopa é um aproveitamento de tudo que está perto de estragar. Mais ou menos assim, abre-se a geladeira e tudo que está em vias de perder a validade é colocado em uma panela com água, cozido até perder a forma e a cor. Acrescenta-se então um punhado de macarrão e está pronta a sopa.
Até eu já tive preconceito ao encarar certos pratos chamados de sopa. E tem um tal “sopão”, que dizem é bom para emagrecer e os incautos acreditam. Fazem enormes caldeirões daquilo e como não podem comer outra coisa é claro que ficam enjoados e comem menos, aí emagrecem. Param de tomar e engordam de novo. Assim a sopa foi ficando difamada.
A sopa deve ser preparada com esmero como todo prato saído de uma boa cozinha. O caldo seja de legumes, carne ou frango deve ser feito com antecedência para facilitar. Costumo deixar os meus congelados. Na hora de fazer a sopa é só acrescentar os outros ingredientes. Vou postar depois receitas de caldos para sopas.

Essa sopinha que fiz hoje é de batatas, muito simples, quem é vegetariano é só suprimir o bacon da decoração.

Além de rápida, é saborosa e dá sensação de conforto, acho que por causa da batata, que lembra minha mãe. Minha mãe adorava batatas e passou esse gene para seus descendentes. Quando alguém adoecia logo era feita uma sopinha de batatas para ajudar a recuperação. Ajudava mesmo, não sei se pelo carinho ou pela sugestão que ficava no ar.
Ingredientes
3 batatas grandes, cozidas “al dente”, cortadas em cubinhos
100g de manteiga
1 cebola pequena picada
1/2 xícara de farinha de trigo
1 litro de caldo de galinha
2 xícaras de água
Sal e pimenta à gosto
1 pitada de manjericão
1 pitada de açucar
200g de creme de leite
Derreter a manteiga em fogo baixo, acrescentar a cebola e cozinhar até amolecer. Juntar a farinha de trigo e mexer por 3’. Lentamente acrescentar o caldo de galinha sem parar de mexer com um fouet. Juntar a água, sal, açucar, pimenta e deixar ferver mexendo com frequência, por mais ou menos 20 minutos, em fogo baixo.
Acrescentar  as batatas, deixando em fogo baixo para que absorvam o sabor do caldo por cerca de 15 minutos. Juntar o creme de leite, mexer bem e tirar do fogo.
Servir quente em tigelinhas decorando com cebolinha, bacon picadinho e queijo parmesão filetado.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Caldas e coberturas para sorvete

 

 

Atendendo a várias súplicas e pedindo desculpas se demorei muito, aí estão minhas receitas de cobertura e caldas para sorvetes.

Quero lembrar que a escolha dos ingredientes é muito importante para o resultado final das caldas. A manteiga deve ser de boa qualidade e sempre sem sal

O chocolate deve ser puro, nunca fracionado ou hidrogenado.

O creme de leite ideal é o fresco ou na sua falta o de caixinha.

Cobertura de chocolate

200g de chocolate meio-amargo picado

1/2 xícara de creme de leite fresco ou de caixinha

50g de manteiga sem sal.

Esquentar o creme de leite, acrescentar o chocolate e mexer até derretar, juntar então a manteiga. Misture bem até ficar brilhante. Pode ser guardado na geladeira em recipiente bem fechado até por uma semana, eu nunca consigo guardar porque sempre acaba na hora.

 

Calda de chocolate

150g de chocolate meio-amargo picado

100g de manteiga sem sal

100g de açucar mascavo

50 ml de água.

150 ml de creme de leite fresco ou de caixinha.

Misturar bem o açucar com a água até dissolver, acrescentar a manteiga e lavar ao fogo baixo até a manteiga borbulhar por 3 a 4 minutos. Tirar do fogo, acrescentar o chocolate e o creme de leite, bater bem para incorporar.  Se quiser acrescente 1 colher, das de chá, de baunilha.

Calda de bananas

1/2 xícara de açucar mascavo

2 colheres de manteiga sem sal

3 colheres de água

3 bananas em rodelas , eu prefiro a prata que é mais firme que a nanica, mas é opcional.

Misturar o açucar, a água  e levar ao fogo baixo, acrescentar a manteiga e deixar ferver e a manteiga borbulhar. Juntar as bananas, mexer bem e deixar cerca de 4 a 5 minutos até que fiquem macias e envolvidas pela calda.

A receita do sorvete da foto é esta aqui.

domingo, 7 de abril de 2013

Patchwork e quilt

 

Adoro fazer trabalhos em patchwork. Nada me dá mais prazer do que planejar o modelo, escolher os tecidos, cortar e costurar o primeiro bloco que eu chamo de “protótipo”. Não tenho preguiça de abrir cada costura, passar a ferro e refilar a cada instante para que o quadro fique sempre certo.

Gosto de todas as técnicas e as mais difíceis são as preferidas porque constituem um desafio e eu adoro desafios. Fotografo a cada passo para documentar o desenvolver do trabalho. Não tenho pressa, quero que fique perfeito.

Depois de todos oa blocos prontos coloco as molduras,  se for o caso, e costuro tudo para formar o topo do trabalho.

Aí acabou a parte boa, isto é, a parte que gosto.

O próximo passo é colocar a manta, o forro e quiltar. Quiltar não é minha praia. Faço mas não gosto. Então vou embromando, juntando trabalhos com a desculpa de fazer tudo de uma vez depois. Fica pior, agora mesmo tenho uma porção de trabalhos para colocar forro e quiltar.

Se a peça for grande, como uma colcha,  só a cola spray não é, em minha opinião, suficiente, gosto de alinhavar depois de colar para facilitar se demorar mais um pouco e a cola for perdendo seu efeito.

O quilt não é só colocar o pé próprio e sair costurando, tem que planejar antes como vai ser feito, escolher as linhas e sobretudo estar bem relaxada. Se ficar tensa não sai nada porque os ombros ficam rijos e as mãos não conseguem guiar o trabalho.

 

Como meus trabalhos são bem artesanais gosto de personalizá-los bem, então além da etiqueta de procedência do trabalho, costumo quiltar meu nome em algum lugar da peça. Não fica visível para quem não sabe onde  procurar, mas é a minha marca gravada no meu trabalho.

Como a Ana modelo 2013 não pretende fazer coisas que não ame de paixão, resolvi que doravante só quiltarei peças até tamanho médio. As grandes vou terceirizar, enviando para os profissionais que se ocupam apenas com quiltar.

É o mais sensato, afinal cada um em seu quadrado, como costuma dizer meu genro loiro!

sábado, 6 de abril de 2013

Especiarias

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Temperos e especiarias são uma paixão para mim. Especiarias fazem-me lembrar as aulas de história do Brasil quando era criança e fantasiava me vendo naquelas viagens em busca de preciosidades como cravo, canela, anis, pimenta-do-reino, noz-moscada e outras. Como deveria ser maravilhoso chegar ao porto, depois de longa viagem, com os porões dos navios abarrotados dos mais diversos aromas.

Além dos aromas ainda penso que as cores  e formas inebriavam os marinheiros, o amarelo do açafrão e forma tão peculiar do anis-estrelado e o sabor tão marcante do cardamomo.

Naquela época distante sem geladeira ou outros meios de conservação principalmente das carnes e caças, as especiarias eram utilizadas para disfarçar o mau cheiro que elas exalavam denunciando que já haviam perdido a “validade” , coisa que aquele abençoado povo nunca soube o que era.

Mas data de um tempo ainda mais remoto a menção do uso das especiarias,  na Bíblia, no  livro do Gênesis, José é vendido por seus irmãos a mercadores de especiarias. Também a rainha de Sabá presenteia com especiarias o rei Salomão.

Depreende-se daí que as especiarias eram consideradas como moeda de troca e de grande valor agregado.

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Trazidas pelos nossos colonizadores as especiarias aqui criaram raízes e fazem parte de receitas tradicionais. A gastronomia tem muito a agradecer às especiarias, sem elas e seus aromas e sabores as preparações culinárias não teriam o mesmo brilho.

Há uma infinidade de especiarias e nem todos são unânimes em sua escolha. Cada um tem seu gosto particular. Eu não vivo sem canela, cravo, anis estrelado, cardamomo, cúrcuma, noz moscada, pimenta da jamaica e outras que certamente gosto menos porque me fogem à memória.

Considero alguns fatores importantes no uso das especiarias e observá-los faz toda a diferença, pelo menos em minha opinião

Primeiramente, prefiro comprá-las à granel e em lojas de confiança e grande movimento, imagino assim que estarão mais novas e melhor conservadas. Compro sempre a quantidade mínima que vendem, em geral 50 gramas.

Logo que chego em casa transfiro para vidros com tampas que fechem bem. Geralmente uso aqueles de Nescafé, bem lavados e esterilizados. Guardo em um armário que mandei fazer só para temperos e que está sempre fechado para evitar a luz, que degrada o aroma e o sabor de qualquer tempero.

Por último é de suma importância parcimônia no uso das especiarias. Se não estiver acostumada a usá-las é conveniente começar com um pouquinho, provar e acrescentar mais se necessário, até que fique agradável ao paladar.

Quem não possui o hábito de utilizar especiarias deve experimentar, elas conseguem tornar qualquer preparado bom em excepcional.

Todas as imagens foram retiradas da internet.download

A felicidade veio sem avisar e ficou…

 

A cada dia mais me sinto gratificada com essa atividade de blogueira. O que começou meio que de brincadeira acabou se tornando uma atividade sumamente prazerosa, me angariou muitas amizades, ampliou meus horizontes e desenvolveu como nunca minha capacidade de entender e observar a vida sob a ótica das outras pessoas.

O Blog me tornou uma pessoa melhor, mais criativa e mais compreensiva. Aprendi a amar pessoas que nunca vi pessoalmente e a cultivar uma crescente intimidade com elas a tal ponto que quando recebo suas mensagens é como se estivéssemos trocando ideias sentadas lado a lado.

Aprendi que nem todos pensam como eu e nem trilharam os mesmos caminhos e que a troca de conhecimentos entre nós é muito benéfica, o que aprendo com um, ensino a outros e todos saem ganhando, não só em conhecimento, mas desenvolvendo nossas habilidades de socialização. Também coisas que antes não me interessavam muito passaram a fazer parte de meu cotidiano.

 

Ao escrever um livro o autor revisa por várias vezes seus apontamentos e tudo sai da forma mais correta, afinal seu sucesso ou não, sua reputação e seu futuro como escritor estão em jogo.

Um blogueiro só tem compromisso com seus leitores, com os quais interage diariamente e se torna de certa maneira tão íntimo deles, que passa a expor suas experiências em linguagem coloquial o que por sua vez torna ainda maior a intimidade. Quando encontramos pela primeira vez um leitor, falamos com ele como se nos conhecêssemos há tempos, os assuntos fluem com a maior facilidade.

Por essa e outras razões considero que o Blog caiu do céu em meus braços, enviado certamente por um anjo protetor. Preenche tanto minha vida que as outras ocupações que antes eram primordiais passaram a segundo plano. Permite-me partilhar as aventuras de quem trabalha em casa, aliás, tenho o privilégio de morar em casa, o que parece até uma coisa demodée, mas para mim é a realização de um sonho não viver presa em gaiola/apartamento. Posso acordar com o cantar dos pássaros, que moram nas árvores do meu quintal. Recolher os ovos que galinhas sem stress botaram na hora e dia que quiseram. Não preciso pisar em cimento, o que detesto. Em minha casa só é calçado o mínimo indispensável, o resto é grama e terra mesmo, chão que me energiza.

O piso da casa é todo em cerâmica, água e sabão e sente-se o frescor sob os pés descalços. Nada de tapetes, ou cortinas, não quero aprisionar pobres ácaros. E principalmente não quero viver em uma casa que ficou pronta e decorada. Quero uma casa viva onde tudo se move e renascea cada dia, inclusive os enfeites. Quando alguém me diz “... não há nada fora do lugar em minha casa...”, imagino logo, isso não é uma casa, é certamente um quadro para se admirar.

Detesto coisas e pessoas pregadas no lugar, com normas e rotinas imutáveis. Prefiro, como a natureza, renascer a cada dia, assim não crio bolor ou ferrugem, sinto o sangue a me correr nas veias, a imaginação saltitar, a vida me inundar pelo prazer de simplesmente existir.

Sempre ouvi que não se pode ter tudo na vida, então mais que depressa tratei de escolher viver. Viver para mim é estar perto da natureza, fazer minha própria comida, criar meus gatos e cultivar inspiração para meus trabalhos. Para isso mandei construir meu ateliê sob a mangueira e da janela posso ver as jabuticabeiras que me enchem a alma de alegria com suas folhinhas verde clarinho sempre a se renovar. Se a felicidade é feita de momentos, a minha é dividida entre escrever, fazer pães e outras coisinhas gostosas e projetar e confeccionar meus quilts. E a melhor parte é poder dividir com meus leitores tudo o que produzi.

A felicidade não precisa de muito para chegar e fazer morada, acreditem. Só é necessário estar de portas abertas para recebê-la.

Há de, porém, não deixá-la escapar, o tempo pode ser cruel com os indecisos. É preciso viver o hoje.

O amanhã... deixemos nas sábias mãos de Deus.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Mais um bolo de chocolate

 

Amo muitas coisas tais como plantas, gatos, pássaros, pessoas, mas chocolate… isso já é uma obsessão.

Bolo do meu aniversário só podia ser de chocolate, muito chocolate. Bolo para chocólatra nenhum botar defeito.

E que excelente oportunidade para testar as idéias mirabolantes que saem da minha cabecinha oca é um aniversário.  Reune-se uma porção de gente e sem que percebam viram cobaias de uma experiência nova.

Com o acontecido no aniversário do Henrique aprendi que fazer bolo pequeno nessa família de comilões é perda de tempo. Minha filha Luciana porém me deu uma idéia, quando eu quiser fazer um bolo pequeno e que sirva muita gente é só usar ingredientes sem qualidade, chocolate fracionado, recheios industrializados etc.. parei de ouvir para não ficar contaminada com falta de qualidade.

Faço questão absoluta de usar os melhores ingredientes que puder e ainda de me planejar com antecedência quando vou fazer um bolo de festa. Só assim não corro o risco de ter que improvisar e ficar insatisfeita.

Organizei tudo na minha cabeça de véspera, conferi se tinha todos os ingredientes necessários como creme de leite fresco, chocolate meio amargo, cerejas, damasco, açucar mascavo, manteiga sem sal e cacau. Infelizmente não consegui cacau orgânico e tive que usar o nacional, acrescentei uma colherinha de bicarbonato para tirar a acidez dele.

A massa de pão-de-ló, além de ser mais fácil de fazer, facilita na hora da montagem do bolo, mas minha mãe detestava pão-de-ló e transmitiu às netas essa repulsa, então sempre faço massa de bolo amanteigado mesmo.

O bolo muito macio é bem mais difícil de montar, é preferível que se use um aro ou montar em uma forma de fundo falso. Uma mania que tenho é fazer um recheio diferente para cada camada do bolo. Gosto de fazer bolo de três ou quatro camadas, de três asso em forma mais funda e corta em três. Os de  quatro , asso em duas formas iguais, mais rasa e corto cada um ao meio.

Estou vivendo uma fase apaixonada por trufas e por mim teria feito um dos recheios de trufas, mas como algumas pessoas não gostam de bebida alcoólica, desisti. Fiz um brigadeiro mole, quando tirei do fogo juntei chocolate meio-amargo picado  e acrescentei creme de leite batido para dar mais cremosidade. Gosto de camadas espessas de recheio, para conseguir isso deixo o recheio na geladeira para ficar mais firme e não escorrer. Para cortar algum sabor adocicado que tenha escapado  piquei damascos e cozinhei até que ficassem macios e depois processei levemente, apenas para dar a consistência de pasta. Casou muto bem o gosto do chocolate com o damasco.

Na outra camada utilizei mousse feita com creme de leite fresco e chocolate meio amargo, e  cereja picada por cima. Gosto de utilizar fruta junto ao chocolate para realçar o sabor de ambos.

Devem ter gostado do bolo porque todos repetiram e olhe que minhas fatias são generosas.

O que sobrou na bandeja, o Genro, que está muito magrinho, levou para comer à noite. Só deixei porque ele tinha levado um presente que adorei.

Patchwork da Mommy



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