quarta-feira, 1 de maio de 2013

De como o amor rege o mundo…

 

orquídea 006

O amor geralmente está relacionado a pessoas e por vezes a animais, mas quase nunca se fala do amor

Canta-se diariamente o amor. Exalta-se o sentimento como fundamental ao ser humano e principalmente às relações entre pessoas. Na visão delas o amor é essencial para justificar egoísticas exigências, mormente entre casais. Aí incluindo-se a exclusividade e a posse.

Em nome do amor justifica-se a morte. È utilizado como moeda de troca e vastamente caluniado, quando em nome dele se praticam as mais diversas atrocidades. O amor tem se tornado algo muito pequeno. Assusta-me o medo que as pessoas têm de abrir seus corações ao amor. Muitas não o fazem por receio de serem sufocadas com o amor egoísta, já outras por medo de sofrer. Imaginam, erroneamente, que o amor subtrai, quando o que ocorre é justamente o contrário. O amor multiplica tudo aquilo que ele toca, preserva a beleza da vida.

Alguns se julgam amados e se sentem felizes. Esquecem-se da fragilidade de um sentimento baseado em trocas e sem raízes que o fortaleça. É algo tão frágil como um castelo de areia. Como consequência os torna inseguros e temerosos e isso afeta gravemente a harmonia universal.

Sinto, ao falar do amor, a maioria das pessoas frias ou incrédulas. Desconhecem a força do amor. Do verdadeiro Amor, aquele que o Mestre nos ensinou.

 

 

Essa reflexão me veio à mente logo após me livrar da pneumonia. A preocupação e o carinho das pessoas , quando estava adoecida, chegavam a mim como ondas do mar, alternando-se. Eu me senti abençoada por ser tão amada. Meus gatos se revezavam na cadeira ao lado da cama onde me encontrava, esquecidos até do ciúme rotineiro e da disputa para ficar no meu colo. Comecei a imaginar por que razão eu tive que dar uma pausa em minhas atividades, para entregue aos meus próprios pensamentos, meditar profundamente nos desígnios do destino.

Nada acontece por acaso. Tudo que é destinado a mim, mais dia, menos dia, chegará até mim, qualquer seja o caminho a percorrer. Não preciso me preocupar em momento algum de minha vida, tudo chegará no devido tempo.

 

Como uma coisa leva à outra, me vi pensando na falta de amor que anda pelo mundo. Nunca houve tantas igrejas e nem tantos fiéis a lotarem seus bancos. E o que vemos? O mundo mergulhado em violência e cada um pensando egoisticamente em se proteger já que o medo rege as relações entre as pessoas, quando o Amor é que deveria exercer essa função.

A pneumonia foi a desculpa para que a necessidade do amor se estampasse à minha frente e essa visão se concretizou através do meu jardim. No fundo foi o medo que me pôs a refletir sobre o Amor na sua essência.

Todos os dias visito minhas plantas, todas elas. Converso com algumas, abraço outras e retiro as folhas e galhos secos como se estivesse ajeitando seus vestidos... Pois bem, durante uma semana não pude cumprir esse ritual. As plantas continuaram lá e como a chuva comparecia todos os dias, não sofreram com sede. Mas sentiram a falta de meu amor. Percebi isso assim que as vi, faltava aquele vigor, aquela troca de energias. Não, não é loucura, é que conheço minhas plantas. Algumas me acompanham a muitos anos e já mudaram de casa várias vezes comigo. Ao me mudar para minha atual residência, contratei um caminhão só para transportar as plantas para que não sofressem qualquer tipo de agressão. Elas são muito sensíveis.

Possuo uma orquídea coletada em seu habitat natural por um genro que é biólogo. Muitos não sabem a diferença entre uma orquídea criada em laboratório e uma nativa. Acho que a maioria nem as conhece. Para mim é a mesma diferença que há entre um frango caipira e um de granja. A pureza da criação da natureza se faz mais presente na nativa. Talvez não seja tão exuberante, mas a beleza é surpreendente. Essa orquídea me acompanha há muitos anos e está sempre florida. Flores miúdas e singelas que me emocionam. Procuro reproduzir seu ambiente ao deixá-la sob as árvores que suavizam o sol e a chuva e proporcionam o alimento de que ela necessita.

.E mais uma vez volto ao milagre do Amor...

Bastaram apenas alguns dias de amor e cuidados para que meu jardim novamente exibisse seu brilho. As roseiras estão floridas, a parreira estende seus novos brotos como braços à procura de carinho. A Lágrima de Cristo já está coberta de flores. As avencas balançam as cabeleiras saudando o vento. A renda portuguesa nunca esteve tão exuberante e até as hortênsias estão despertando e deitando brotos.

O amor rege novamente e a vida segue seu curso normal...

Amar não é simplesmente cultivar um sentimento oculto no coração ou se desmanchar em abraços e beijos. Isso é um exercício do amor.

Amar mais que tudo é cuidar, aconchegar nos braços, no coração, na mente ou onde e quando se fizer necessário. É adotar a empatia como exercício diário.

Quando a humanidade aprender a viver o amor haverá um novo mundo.

Patchwork da Mommy



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