quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fórmula 1

Um dos kits de berço que mais faz sucesso é esse. E a cada um que faço parece que é o primeiro e único. Talvez porque não uso os mesmos tecidos e nem as mesmas cores, a não ser que a pessoa peça formalmente. Não gosto de fazer peças iguais, para mim cada trabalho é único.

O dono desse vai se chamar Pedro e ainda não nasceu, mas uma certeza tenho, vai gostar de carros e corridas.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Polenta, a queridinha da Mommy

Não pode dar um ventinho que eu logo corro para fazer uma polenta no almoço. Não quero dizer que não faça polenta quando o tempo não está frio, é que com frio tenho uma desculpa a mais.

Amo polenta, ela cai bem com os mais diversos acompanhamentos e no dia seguinte ainda está mais saborosa.

Não faço polenta da maneira clássica defendida pelos  puristas da cozinha. Tenho meu gosto próprio e me guio sempre por ele. Uso caldo de frango, o mesmo que utilizo para fazer sopas e que tenho armazenado no freezer. Quem não tiver tempo ou não quiser ter trabalho pode fazer com caldo em tabletes.

Também prefiro que a polenta fique macia, cremosa, quando esfria ela sempre fica mais firme. O molho pode ser  ragu de carne, um simples molho de tomates frescos ou com frango desfiado, depende do que se tem na geladeira.

Ingredientes

1 xícara de flocos pré cozidos de milho,sem sal

1 litro de caldo de galinha. Se for usar de tablete, dissolva 2 cubos em 1 litro de água quente.

1 colher de manteiga.

Misturar tudo e levar ao fogo mexendo sempre até formar bolhas. Provar o sal e temperar se for o caso.

Despeje em um refratário, por cima coloque delicadamente o molho e cubra com queijo ralado em filetes. Uso o parmesão ralado na hora, mas o minas também pode ser utilizado.

Decore à gosto. Fiz um gradeado com tirinhas de queijo e coloquei mini azeitonas nos quadrinhos.

Leve ao forno quente para gratinar. Uma salada verde vai muito bem como acompanhamento.

sábado, 27 de julho de 2013

Iogurte, uma sobremesa descomplicada

 

Continuando a série de receitas simples e saudáveis que me pediram, aí vai uma  de minhas sobremesas prediletas, Iogurte. Sempre tenho iogurte na geladeira porque dia sim, dia não, faço 1 litro. Além de ser uma excelente fonte de cálcio, tem mil e uma utilidades.

O pão feito com iogurte fica mais saboroso e com textura mais macia. O molho de salada feito com iogurte também fica especial. Bolos nem se fala e por aí vai, a gente vai inventando, experimentando, repetindo o que gostou e esquecendo o que não deu certo.

Bom, eu faço iogurte em casa e prefiro o leite tipo A, que atualmente já é fácil de achar nos supermercados. Tenho iogurteira elétrica, o que facilita muito. Sempre digo que investir em bons eletroportáteis é essencial quando se deseja obter e conservar hábitos alimentares saudáveis.

Procuro acrescentar elementos saudáveis a cada refeição, tendo o cuidado de não torná-las enfadonhas e repetitivas. Assim vou variando com gergelim, linhaça, aveia, canela, mel, frutas desidratadas e frescas, castanhas etc.  Dá para criar uma infinidade de sabores mesclando os ingredientes.

Não preparo grandes quantidades, só o suficiente para o dia. Utilizo tigelinhas de vidro que podem ir da geladeira à mesa e assim diminuir o trabalho.

Nesse da foto usei 2 colheres de aveia em flocos, 2 ameixas sem caroço picadas, 2 tâmaras picadas, 1 colher de linhaça, 1 colher de gergelim e 250 g de iogurte natural. Misture tudo e se quiser acrescente 1 pitada de adoçante. É bom provar antes porque as frutas já adoçam o iogurte.Polvilhei canela, porque além dos imensos benefícios que ela proporciona, aromatiza e enfeita. Deixei na geladeira por 1 hora para que as frutas, a aveia e as sementes ficassem bem hidratadas.
Na hora de servir, reguei com um fio de licor de cassis, que ninguém é de ferro.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Risoto de arroz negro

 

Resolvi escrever este post quando em uma reunião me torceram o nariz quando disse que havia preparado um risoto de arroz negro e que tinha ficado delicioso.

Tem gente que nem prova um alimento e já vai logo dizendo que não gosta só porque não o conhece. Outros se servem de um prato que não foi preparado como deveria ter sido e não o apreciam. Termina aí a experiência, não percebem que preparado de outra maneira possa ser muito saboroso.

Já ouvi muitas pessoas dizerem que não gostam de arroz negro, que é feio, não cozinha direito e pior, é caro. Eu sou daquelas pessoas que adora novidades e por nada no mundo perco a oportunidade de experimentar seja lá o que for.  Custa-me aceitar quando alguém me diz que não gosta de algo, sem querer insisto para que prove novamente  e observe sobre outro aspecto, se dispa de prevenções, utilize um bom acompanhamento e se depois de tudo isso não gostar mesmo, prossiga em frente, é questão de afinidade alimentar.

Com o arroz negro, integral ou o selvagem, creio que o erro maior ocorre na hora de cozê-lo. Como estão em estado mais natural e portanto com todos os seus nutrientes, demoram mais a cozinhar, mas justamente por conter mais vitaminas deveriam ser mais consumidos. Não existe alimento ruim e sim mal preparada, mal temperada. .

Essa é uma receita bem simples e muito saborosa, basta ter um pouco de paciência porque realmente demora um pouco para ficar pronto. Faço o caldo de legumes com antecedência e enquanto o arroz cozinha, aproveito para preparar o bacalhau que acompanha o prato.

Para conservar a beleza do contraste das cores, o arroz e o bacalhau devem ser preparados separados. Para o arroz uso cebola roxa e para o bacalhau cebola branca.  Gosto de usar queijo parmesão, mas cada um deve utilizar o que mais gosta,  como por exemplo um Minas meia cura.

Ingredientes

300g de arroz negro

1 cebola roxa bem picada

3 colheres de manteiga

50 ml de vinho tinto

50 g de queijo cottage

50 g de queijo parmesão filetado no ralo grosso

1500 ml de caldo de legumes

Colocar em uma panela de fundo grosso 2 colheres de manteiga e refogar a cebola, acrescentar o arroz e deixar que fique envolvido pela manteiga, mexendo sempre. Acrescentar o  vinho e esperar evaporar. Começar então a juntar o caldo de legumes aos poucos, mexendo a cada adição. Conserve o fogo baixo. Vai demorar cerca de 1 hora para o arroz estar cozido. Ainda estará com líquido, desligue acrescente a manteiga restante e os queijos, mexa e deixe descansar por cerca de 10 minutos.

Para servir, coloque a porção no prato e por cima o bacalhau, polvilhe com cebolinha picada.

Ingredientes do bacalhau

500 g de bacalhau demolhado

3 colheres de azeite extra virgem

3 dentes de alho finamente fatiados

1 cebola branca picada

2 tomates sem pele e sementes, picados

Coentro, salsa e cebolinha à gosto.

100 ml de creme de leite

Refogue a cebola e o alho no azeite e acrescente o bacalhau em lascas grandes. Acrescente os tomates e deixe que o bacalhau fique envolvido pelos temperos. Acrescente pimenta e os temperos verdes. Prove, tire do fogo e espere o arroz ficar pronto. Na hora de servir, junte o creme de leite e mexa levemente.

risoto de arroz negro 011

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Pé de moleque

 

Vivo falando que não gosto de saudosismo,  que a vida não para e o tempo não espera ninguém. Vez por outra porém, minhas filhas me cutucam com lembranças da infância delas. Parece que o sentido do paladar é o mais bem guardado na memória, deve ser pelo instinto de sobrevivência que é despertado logo ao nascer, quando o bebê instintivamente procura o seio da mãe.

Aí perguntam, há quanto tempo não faz tal doce? Ou, ainda se lembra como é feito aquele feito no aniversário de 8 anos? Como se o fato houvesse acontecido ontem após o almoço. Como mãe é tudo igual, só muda o endereço, lá vou eu em busca de meus cadernos de receitas bem antigos, onde anotava o que conseguia aprender vendo minha sogra, a mãe dela e as irmãs fazerem doces e mais doces, sempre que havia um aniversário. As receitas eram de cabeça e as medidas eram em pratos (pratos esmaltados que hoje nem existem mais), punhados ou peças. Naquele tempo deveria ser tudo padronizado, hoje é impossível se basear em tamanhos. Tenho tentado transformar em medida de peso para facilitar e tentar padronizar, já que me falta aquele dom instintivo que possuíam as mães e avós e que as fazia saber exatamente quando o doce estaria no ponto de cortar, vidrar ou qualquer outra coisa.

Nessa época de festas juninas e julinas, as lembranças recaíram sobre canjica, mané pelado e o que parece ser o doce preferido delas – Pé de moleque.

Alguém me diz comi um pé de moleque gostoso, mas não era igual ao seu. Outra, faz tanto tempo que não como daquele pé de moleque que só você ou a vovó sabiam fazer. Acabam me convencendo, e aí vou eu atrás de rapadura (como está difícil encontrar uma rapadura boa) e amendoim. Aliás, parece que não se usa mais fazer pé de moleque de rapadura, tenho visto as receitas mais variadas que levam açúcar, leite condensado, glucose e outros ingredientes, algumas levam até chocolate. Eu continuo com a receita tradicional, que me foi passada em segredo e que só agora revelarei pela primeira vez. O único segredo é utilizar ingredientes de primeira qualidade.

Ingredientes

1 kg de rapadura pura ( me disseram que a boa é baiana)

500 g de amendoim graúdo, torrado e sem pele.

1 xícara, das de café, de leite integral.

Dividir o amendoim em duas partes e passar uma delas no liquidificador pulsando para que não fique muito fino. O restante deixar em bandas. Reservar.

Cortar a rapadura em pedaços  e colocar em panela de fundo bem grosso com o leite. Levar ao fogo até derreter e ficar em ponto de bala mole. Para ver o ponto, ponha água em uma xícara e pingue a calda de rapadura, pegue juntando os dedos, se formar uma bolinha macia, está no ponto. Tirar do fogo, acrescentar o amendoim e começar a mexer vigorosamente com uma colher de pau. À medida que vai esfriando o doce vai ficando mais pesado, quando perder o brilho despeje imediatamente em um tabuleiro untado. Espere amornar e marque os cortes com uma faca. Depois de frio é só separar os doces e guardar em vasilha bem tampada, isto é,  se sobrar.

Patchwork da Mommy



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