quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Filé de peixe empanado

 

Todo mundo ama empanados. Até eu que sou bobinha bato palmas para um empanado com casquinha seca e bem temperado. O problema dos empanados é a gordura excessiva que a casquinha absorve ao fritá-los.

Mas como eu queria um empanado de peixe a solução foi experimentar assar em vez de fritar. Não é que ficou bom? Forrei o tabuleiro com papel alumínio, untei levemente com óleo, espalhei os filés e depois de 10 minutos virei para ver como estavam. Sequinhos e com ótimo aspecto. Não sei se foi sorte mas ficaram do jeito que imaginei. Fiz com filé de pescada branca, mas creio que pode ser com qualquer espécie de peixe, desde que cortado em filés. Temperei o peixe com limão ( amo limão), sal, alho socado e coentro. Deixei descansar na geladeira por uma hora para ficar mais saboroso. Separei 3 tigelas, em uma coloquei farinha de trigo peneirada, na segunda 2 claras de ovos sem bater e na última farinha de pão  caseira e não muito fina.

Escorri cada filé, passei na farinha de trigo envolvendo bem, na clara e depois na farinha de rosca. Levei à geladeira por meia hora.  Arrumei no tabuleiro deixando um espaço entre eles para que o calor circulasse  e ao virar usei uma pinça, evitando assim furar o peixe. A clara impermeabiliza o filé e deixa a casquinha crocante.

O forno deve ser preaquecido a 200°. Em 20 minutos estavam prontos. Servi com o risoto de grão de bico e ervilhas passadas na manteiga com cebola roxa.

Risoto com grão de bico

 

Sei… tem gente que não gosta de risoto. Já me disseram até que parece vômito. Não tem importância o que dizem, ou apesar do que dizem… amo risoto. Não sei se o que me cativa é a cremosidade, a firmeza do grão, o sabor de manteiga e queijo ou é a fusão de tudo isso, que nos leva a ter saudade da infância e de um tempo que comida era sinônimo de saúde. Sempre me identifiquei muito com quem tem prazer em cozinhar. Cozinhar não é o ato banal de juntar várias coisas em uma panela, acender o fogo embaixo e pronto. Se não queimar, come-se.

Cozinhar para mim é uma arte sublime, cheia de sutilezas, de toques suaves, quase imperceptíveis. É se transportar a uma mundo à parte onde só permitimos a entrada daqueles que como nós também amam a arte da transformação, da alquimia.

Tenho sempre no freezer aqueles potinhos de caldo de galinha, carne ou vegetais, que faço tanto para aproveitar os ossos e aparas de vegetais como porque são mais saudáveis que os de tabletes que têm muito sal e gordura.

Risoto é um prato tão simples, que acho que todos sabem fazer, o que diferencia é a qualidade do arroz e o caldo para cozê-lo, o restante são complementos que vão acrescentar sabor e refinamento ao prato.

Comecei a separar os ingredientes para meu risoto e lembrei do grão de bico que pelo menos para mim, lembra um pouco nozes. Como o grão de bico já estava cozido deixei para acrescentá-lo apenas durante a finalização. Geralmente utilizo vinho branco seco no risoto, mas esse dia estava rebelde então substituí o vinho por conhaque. Aprovado.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Até breve?….

 

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            Muitas vezes me pergunto por que razão as pessoas entram em nossas vidas, pior, por que saem? Alguns nos dão o prazer de sua companhia por longos anos, outros, céleres como um raio, partem deixando o vazio e a incerteza da volta.

           Quero crer que não sou a única pessoa que tem dificuldades em aceitar um fato que embora corriqueiro na vida sempre inflige sofrimento, a despedida. Aquele momento em que se tem que dar adeus a alguém que se ama.  Pior, alguém que se aprendeu a amar pela convivência diária, pela ajuda mútua, pela troca de experiências nem sempre felizes ou alegres.  Alguém que ofereceu o ombro sempre que precisei, que me fazia rir das minhas dores e me abraçava sempre que as lágrimas estavam prestes a cair de meus olhos.

               Que rezava comigo nos momentos difíceis e nos felizes também, sofria com minhas dores e se alegrava com minhas vitórias. Que como eu gosta de abraços e sempre cumprimenta com beijos e desejos de paz e amor. Entusiasmada e cheia de ideias como eu e que de repente vejo fenecer, como se lhe tivessem tirado parte da alma.

               Recusei-me a acreditar que ela iria até que a realidade se desnudou à minha frente, as malas estavam prontas e ela arrancou sua lavanda do jardim e me deu. Tentei fugir do lugar comum de desejar felicidades, muito embora o deseje. Gracejei, tentei rir e afinal nem sei mais o que disse, só queria que acabasse logo para que minha voz não tremesse e  denunciasse o choro contido.

                Vesti a fantasia de pessoa forte e displicente, pus todo o meu amor no bolo que fiz e prometi a mim mesma que sorriria a noite toda.  Quem é obrigado a partir não precisa levar consigo uma carga a mais, a tristeza dos amigos que ficam. Fui porém traída pela emoção , e percebi então, quando choramos abraçadas, que as lágrimas devem ser esgotadas os sentimentos partilhados enquanto estamos juntos.

                   Duas palavras que aprendi a usar com você, partilhar e prover , quanto tempo passamos partilhando experiências, sonhos e esperanças.  Mesmo de longe continuaremos  partilhando e com certeza ao rezar o terço da Divina Providência sempre nos lembraremos de agradecer a Deus os momentos de caminhada juntos.

                      Só me resta desejar sucesso e que tudo dê certo.  Que encontre apoio e amor para começar essa nova etapa da vida.  E se por acaso o que vai buscar não for  o que espera, lembre-se que tem uma comunidade inteira de braços abertos para acolher  você e  suas amadas filhas, que considero também como minhas.

                        Fatinha, Pâmela e Paola, que Deus as proteja e que a estrela do amor brilhe sempre a guiar seus passos!

Arroz doce

 

 

 

 

Ingredientes

3/4 xícara de arroz cru ( uso o parboilizado para que fique ao mesmo tempo cremoso e firme, como um risoto)

3 xícaras de água quente

2 xícaras de açúcar cristal

2 ramas de canela

2 tiras de casca de limão ou laranja

1 1/2 litro de leite integral quente

1 colher de manteiga

Usar uma panela grande para evitar que derrame. Colocar a água quente e o arroz e levar a cozinhar até ficar macio.

Em outra panela caramelize 1 xícara de açúcar, acrescente 2 xícaras de leite quente e deixe formar uma calda. Ao arroz já cozido acrescente então a calda, o açúcar restante, as ramas de canela e as cascas de limão ou laranja. Deixe em fogo baixo e mexa ocasionalmente. Vá acrescentando o restante do leite aos poucos, à medida que for secando. Acrescente a manteiga e continue mexendo para que fique cremoso. Tire do fogo quando ainda tiver com líquido pois ao esfriar é que atinge o ponto cremoso. Despeje ainda quente no prato de servir e polvilhe canela em pó.

Bolo de milho


À princípio estranhava quando me perguntavam se as receitas que publicava no blog eram testadas. Só depois vim a entender a razão da pergunta. Há pessoas que simplesmente reproduzem receitas no intuito de ajudar, mas sem o cuidado de testar antes.
A grande maioria de minhas receitas é invenção minha mesmo. Sou dona de uma imaginação sem limites e cozinhar uma paixão, assim sendo, minha cozinha é meu laboratório. Lá me transformo em alquimista, mágica, química ou o que preciso for para materializar o que me vai na mente.
Muitos se auto-intitulam “culinaristas”, termo que julgam seja mais carregado de finesse e sem o ranço da senzala que muitos imprimem à cozinha. Eu sou cozinheira, aquela pessoa que põe a mão na massa e produz comida para alimentar a família e os amigos. Sinto orgulho quando dizem que cozinho bem, nunca me senti inferiorizada por executar o que muitos delegam. E quanto à senzala, que atire a primeira pedra quem não tem sangue de origem negra correndo nas veias.
Quando encontro na net ou em algum livro ou revista, receita que me parece interessante, testo e só então publico. Aconteceu semana passada. Vi uma receita de bolo de milho e resolvi fazer para aproveitar alguns ingredientes que tinha na geladeira.
Fiz a receita exatamente igual, fiquei decepcionada com o resultado. Minha primeira reação foi deixar de lado, resolvi porém dar mais uma chance porque o sabor era bom, a textura é que não agradou.

Repeti então,com algumas alterações que a experiência  autoriza a fazer. Ficou muito bom, aromático, e com uma leve cremosidade permeando a textura leve. A receita original não levava especiarias, mas como entendo que o milho as aceita bem, utilizei uma mistura de sementes de erva-doce e lavanda o que combinou perfeitamente.
Ingredientes
3 xícaras de leite integral
4 ovos
2 xícaras de açúcar cristal
1/2 xícara de farinha de trigo para bolos
1 xícara de milharina
2 colheres de queijo ralado
2 colheres de manteiga
1/2 xícara de leite de coco
1 colher de fermento químico em pó.
1 colher de sementes de erva-doe e lavanda misturadas
1 colher de canela em pó.
Reservar as sementes e bater os ingredientes restantes no liquidificador. Misturar as sementes e levar a assar em forma untada e polvilhada.
Forno médio, a 180°, por cerca de 35’. É bom testar com o palito.

domingo, 4 de agosto de 2013

Sorvete de manga, mais um

 

O inverno deste ano, pelo menos aqui no planalto central, passou como um raio, mal notamos o frio, envolvidos que estávamos com as manifestações políticas que pipocavam pelo País.

O que restou agora foi além do calor e sol escaldante a baixa umidade do ar. Haja hidratante! E líquidos e frutas refrescantes para aliviar essa sensação de viver em um deserto.

Começou então a temporada do sorvete. E com uma receita bem simplificada. Só manga, creme de leite e um pouquinho de adoçante. Eu tenho sorveteira, mas quem não tem pode usar aquele método de gelar, bater, levar ao congelador novamente e tornar a bater na batedeira. Antes de investir na sorveteira era assim que fazia. Dá mais trabalho, mas é melhor do que ficar sem o sorvete.

Ingredientes

3 xícaras de polpa de manga (guardo a manga fatiada no freezer e quando vou usar passo no processador)

500 ml de creme de leite fresco bem gelado. Pode usar o de caixinha, também bem gelado.

1/2 colher, das de chá, de adoçante, uso o Doçurinha que é concentrado e não deixa gosto residual.

1 pitada de sal marinho.

Bater tudo no liquidificador até ficar bem homogêneo.  Despejar em uma vasilha, cobrir e levar à geladeira por cerca de 1 hora.

Colocar na sorveteira e seguir as instruções do fabricante ou usar o método da batedeira.

Levar ao congelador até ficar firme.

Se não quiser que o sorvete crie cristais é só acrescentar 1 colher de alguma bebida alcoólica, uso vodca de boa qualidade para não deixar gosto.

É leve e refrescante.

Decore à gosto, usei cerejas e tinha intenção de colocar umas folhinhas de hortelã, mas a D. Carijó foi mais rápida, pulou a tela e bicou toda a hortelã.

Patchwork da Mommy



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