sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Pão de farelos trançado

 

Gostaria de testar mais receitas, mas o ateliê me toma muito tempo e com esse calor que se abateu sobre Goiânia, a disposição fica meio baixa.

Estive amadurecendo a ideia de com a mesma massa fazer pão doce e salgado, modificando apenas a quantidade de adoçante.

Fazer dieta já é algo insípido, desgastante e desmotivante, então estabeleci como minha primeira meta fazer sempre o pão com um aspecto tentador.

Essa receita não é diet, apenas procurei equilibrar as quantidades dos ingredientes para que ficasse menos  calórica, mas ao mesmo tempo saborosa.

Ingredientes

1 xícara de água gelada

1/2 xícara de iogurte

3 ovos

100 ml de óleo de milho

1 colher de adoçante forno e fogão, usei o Só Metade

2 colheres, das de chá, de sal marinho

1/2 xícara de farelo de aveia

2 xícaras de farelo de trigo

2 xícaras de farinha de trigo para pães.

12 gramas de fermento seco instantâneo.

Primeiro triturei o farelo e aveia no liquidificador para que ficasse mais leve e não interferisse na textura do pão.

Coloquei tudo na máquina, selecionei o ciclo 8 e quando terminou de bater, tirei da cuba e coloquei em uma tigela grande para crescer, coberta com um plástico. O plástico é para conservar a umidade da massa, é indispensável quando o clima está seco como agora.

Ingredientes do recheio:

200 g de presunto de peru fatiado bem fino

200 gramas de muçarela ligth ou queijo branco filetado

queijo ralado à gosto.

Depois de crescida ( cerca de 90 min), coloquei na bancada e dividi em 2 partes. Abri com rolo na espessura de 1cm.  Polvilhei queijo ralado e a seguir uma camada de presunto de peru. Para finalizar uma leve camada de muçarela  ligth ou queijo branco filetado..

Enrolar em firme como rocambole , cortar ao meio no sentido do comprimento, com uma faca bem afiada. Trançar as duas partes e colocar em tabuleiro untado e forrado com papel manteiga também untado. Pincelar clara e polvilhar  uma leve nuvem de queijo ralado, só para dar um visual mais dourado. Deixar crescer por cerca de meia hora e levar ao forno preaquecido a 150°. Assar até ficar dourado e emitir um som oco quando se bate com os nós dos dedos.

Essa quantidade é para 2 pães. Pode congelar depois de assado, fica perfeito.

Considerei o resultado muito bom, o pão ficou bem leve  penso que devido ao farelo de trigo e o visual apetitoso.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A dieta do genro e a torta de atum

 

Quando o genro comprou o livro e disse que iria fazer a dieta do Cão, ops, Dukan, nós logo começamos a rir. Afinal era mais uma da infinidade de dietas que ela havia experimentado e desistido depois de algum tempo. O pior que acho das dietas são os quilos recuperados logo após, eles nunca vêm sós, trazem sempre uns coleguinhas.

O tempo foi passando e ele resistindo heroicamente, até que um belo dia jogou a toalha.” Parei com a dieta! “ Acontece que 15 quilos já haviam ido embora e mesmo depois do grito de “abaixo a dieta”, não voltaram.

A teimosia faz parte do DNA de todo homem e como tal ele resolveu consultar mais um médico. Ainda havia um que ele não tinha consultado. Não atendia planos de saúde o que é mais doloroso que as picadas do exame de sangue. Com o bolso mais leve, ouve a especialista aconselhá-lo a continuar a mesma dieta, já que estava muito saudável e com todos os índices normais.

O jeito foi rir outra vez, gastou o sagrado dinheirinho e voltou ao que era. Para consolo resolvi testar algumas receitas para verificar o que era essa dieta tão propalada e tão temida.

Testei várias receitas de pão excluindo os ingredientes proibidos até chegar a uma que ele aprovou. A partir daí já fiz torta de atum, iogurte grego, queijo cremoso, requeijão cremoso, cupcake etc. Submetendo tudo a cobaias. Eu mesma aprovei, mas sou suspeita porque não gosto mesmo de comida com muito sal e gordura.

Ingredientes

2 ovos

1 colher de requeijão light

2 colheres de leite em pó desnatado

4 colheres de farelo de aveia

1/2 copo de leite desnatado ou semidesnatado

1/2 copo de iogurte light

1 fatia generosa de ricota fresca

1 colher de fermento químico

sal e pimenta.

Bater no liquidificador e misturar depois o fermento.

Colocar em forma de silicone ou de alumínio forrada de papel manteiga. Não deve untar.

Recheio

1 lata de atum em conserva ao natural

1 fatia de ricota

1 tomate

1 cebola pequena, picada

Temperos verdes

Amassar o atum com a ricota e temperar com sal e pimenta. Bater no liquidificador o tomate com a cebola até formar uma pasta, misturar o atum com a ricota e colocar às colheradas sobre a massa.

Forno preaquecido, assar por cerca de 30 minutos à temperatura de 180°. Faça o teste do palito.

As formas de silicone são mais práticas, principalmente na hora de desenformar..

terça-feira, 29 de julho de 2014

Peixe à Thermidor

Tenho receio de publicar certas receitas consideradas “clássicas”, porque tenho a mania de colocar minhas pitadas disso e daquilo  e sempre pode haver algum purista de plantão para se sentir ofendido.

Como já ouvi alguém dizer, minhas receitas são minhas receitas, modifico-as a meu bel prazer, e dou a todos a liberdade de fazer o mesmo.

Faço peixe à Thermidor há muitos anos por ser simples e muito saboroso, sai do lugar comum do peixe frito.

Ingredientes:

· 700 g de filé de peixe

· sal e pimenta-do- reino à gosto

· ´1 xícara de vinho branco seco.

· Salsa picadinha

· Farinha de trigo

·2 colheres de manteiga

 

Molho:

· 3 colheres de sopa de manteiga

·3 colheres de cebola micro picada.

3 colheres de sopa de farinha de trigo

· 750 ml de leite integral

· 6 colheres de sopa rasas de queijo ralado, utilize 3 colheres no molho e reserve o restante para polvilhar.

· Sal

· Pimenta da Jamaica ou noz moscada a gosto

· 1 lata de creme de leite

Temperar os filés com o sal, vinho, pimenta e a salsa. Deixar descansar por 20’. Enxugar com papel toalha e passar levemente em farinha de trigo. Derreter a manteiga aos poucos em frigideira antiaderente e grelhar os filés aos poucos.  À medida que tirar vá arrumando em prato refratário.

Para o molho:  Derreter a manteiga e murchar a cebola, acrescentar a farinha de trigo e dourar, despejar o leite já aquecido, mexer até engrossar e cozinhar. Temperar, acrescentar o queijo ralado e o creme de leite já fora do fogo.

Arrumar o molho sobre os filés, polvilhar o queijo ralado e levar por 10’ ao forno quente para gratinar.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Patê de ricota

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Gosto muito de fazer patês para acompanhar os lanches. São simples, despretensiosos e enobrecem até uma simples torradinha. Geralmente invento na hora, com os ingredientes que tenho na geladeira, cenoura, ricota, azeitonas, atum, presunto …

Considero essencial que os ingredientes estejam frescos para que o sabor aguce os sentidos. Provar após acrescenta cada ingrediente vai deixar o patê com o tempero na medida certa.

Ingredientes

250 de ricota fresca ralada ou amassada com um garfo

50 g de presunto magro picado

2 colheres de creme de leite

2 colheres de queijo ralado (uso o parmesão)

Maionese de sua preferência para dar liga ao patê

Cheiro verde e ervas à gosto. Prefiro ervas frescas. As secas devem ser usadas com parcimônia para não encobrir o sabor dos outros ingredientes.

Como tenho ovos frescos no quintal, faço eu mesma minha maionese e tempero com alho que dá um sabor incrível ao patê.

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Pronto, quem reclamou que eu não tinha postado a receita do patê, agora já pode fazer e se deliciar. O bom é que cada um vai temperando a seu gosto e com o que já tem em casa.

Enjoy!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pãozinho de batatas

Com  a intenção de organizar um pouco meus livros e cadernos de receitas, comecei a folhear as páginas antigas e amareladas e aí pronto… fiquei nostálgica.  Veio então uma vontade louca de voltar no tempo.

Tempo em que não tinha MFP e amassava o pão com as mãos enquanto imaginava que ia ficar delicioso e minhas filhas iam adorar. Na realidade  tentava era passar energia positiva com muito amor para a comida que  eu preparava. Sempre que conseguíamos uma receita diferente, eu e D. Ana (minha mãe), arregaçávamos as mangas e começávamos  a fazer imediatamente.

Uma das receitas preferidas das crianças, era o pãozinho de batatas. Semana passada fiz e pude sentir que o sabor ainda era o mesmo de décadas atrás.

Ingredientes

6 batatas médias

1 xícara de leite

3 gemas

15g de fermento seco instantâneo ( 1 colher e meia)

200 ml de óleo

2 colheres de manteiga sem sal

8 colheres de açúcar

1 colher, das de sobremesa, de sal

1 kg de farinha de trigo.

Cozinhar as batatas e ainda quente, espremer ou amassar com um garfo. Acrescentar a manteiga e esperar esfriar. Juntar os demais ingredientes. Se utilizar a MFP, ligar na função 8 e esperar completar o ciclo. Essa massa não precisa descansar antes de enrolar. Quando estiver soltando das mãos, faça os pãezinhos e coloque em forma untada e enfarinhada. Deixar então crescer até dobrar de volume, pincelar com um ovo levemente batido e polvilhar gergelim. Eu uso com casca, mas quem não gosta pode usar o branco.

Forno pré aquecido a 180°.  Regular em 150° nos primeiros 10 minutos e depois voltar a 180°.

Esse pãozinho é muito delicado, tire com cuidado da forma e  deixe esfriar em uma grade.

Fiz um patê para acompanhar meu pãozinho, mas isso já é assunto para outro post.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Minha janela


babador, toalha capuz, George, sorvete manga 017
Não me lembro mais a idade que tinha quando li pela primeira vez a crônica de Cecília Meireles "A arte de ser feliz", devia ser bem criança ainda, porque aos 8 anos já lia Machado de Assis e idade cronológica nunca foi um referencial para mim.
O certo é que me apaixonei por Cecília Meireles imediatamente porque era a primeira pessoa que entendia a importância das janelas e como a felicidade  está sempre ali, às nossas vistas . Sei que tem gente que não entende como se pode ser feliz com tão pouco e até me questionam como posso me considerar feliz com o pouco que tenho.
Minha felicidade não se conta pelos bens materiais, assim como não dependo da companhia de ninguém para ser feliz. Sou feliz porque nasci para sê-lo, tudo o mais vem pelo acréscimo da Misericórdia Divina e me faz transbordar.
Amo janelas, já o disse várias vezes e não sei se por isso sempre há coisas lindas em frente às minhas. Era bem pequena e em frente à janela de meu quarto havia uma goiabeira, o tronco era lindo,  cheio daquelas manchas que me faziam imaginar quem havia pintado.
Houve uma época em que estudei no Lyceu e a janela da sala de aula, aquela linda janela de madeira maciça, emoldurava flamboyants floridos que me enchiam os olhos e a alma sonhadora. E quando ouvia o Prof. Vivaldo Araújo recitando seus poemas imaginava estar no paraíso. Ainda sonho e o professor ainda escreve.
Anos depois, minha sala de trabalho ficava no 1º andar, com enormes janelas que se abriam para o bosque do Mutirama, as paineiras faziam a festa de meus olhos, percebia até quando suas folhas balançavam no ar e tombavam atapetando o chão e deixando lugar para as flores da cor que tanto amo.
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Creio que foi nessa época que comecei a me perguntar por qual razão certas coisas pareciam ser importantes apenas a meus olhos. Alguém me disse um dia, isso é apenas uma árvore… eu sou apenas uma pessoa, no entanto ocupo meu lugar no mundo.
Tempos depois fui morar em um apartamento e da janela via um quintal cheio de árvores frutíferas como cajá-manga, jabuticabeiras enormes, laranjeiras, limoeiros e outras, umas maiores e outras menores que pareciam se abrigar à sombra das mais antigas. Não dava para ver a fachada da casa, mas eu imaginava que era linda, com um pomar daqueles deveria ser uma casa encantadora. 
Certo sábado quando olhei pela janela não havia mais nada, todas as árvores haviam sido cortadas e uma triste casinha se expunha envergonhada aos meus olhos aflitos e indagadores. Chorei, chorei muito, como só os desamparados choram e depois ouvi do dono da casa que as árvores sombreavam muito a casa por isso foram cortadas.  Por que há no mundo pessoas que pensam assim?
Jurei a mim mesma que não mais olharia através de janelas. Jura falsa, não se pode mudar o coração e diante dos meus olhos as janelas têm se sucedido e as pequenas alegrias também.
Não sou ligada ao passado e o futuro não me diz nada, prefiro deixá-lo sempre nas mãos de Deus. Resta-me então o presente e esse sei saborear com sofreguidão.
Não há sequer um minuto igual ao outro, as flores de hoje têm perfume diverso de ontem e em frente à minha janela, entre outras coisas há dois pequizeiros que muitos já me aconselharam a cortar porque a olhos estranhos não parecem decorativos. Eu os amo e pretendo bordar seus troncos com orquídeas.
A felicidade está sempre ali, na minha frente, basta estender a mão, talvez por essa razão precise sempre de tão pouco em bens materiais. E também não me zangue quando me perguntam porque moro tão mal. Não entendem que o importante para mim é o conteúdo e não a casca.
Bom… as paredes do meu quarto são lilás, a cor que mais amo. É um luxo que me permito.

domingo, 18 de maio de 2014

Geração perdida

 

tempo-platao

 

 

Sempre imaginei meu blog como um local de dividir apenas coisas belas, saborosas e prazerosas, mas não se pode dizer “ dessa água não beberei”

Como um desabafo e por não possuir outro espaço editorial divido com vocês uma angústia que teima em ocupar minha mente, me faz sentir de mãos atadas e patinando no fundo de um poço ao mesmo tempo escorregadio e pegajoso.

Dizem que a gente se acostuma com tudo, até com os malefícios.

Como a crônica de Marina Colasanti, “ a gente não devia, mas se acostuma...”

A cada dia acordamos com notícias de mortes de jovens, alguns assassinados em brigas banais, outros mortos por traficantes ou vítimas de acidentes de carro ou moto. A vida de nossos jovens perdeu totalmente o valor e isso parece não preocupar nossos governantes, perdidos que estão num mar de corrupção e desmandos e na realidade tentando apenas salvar suas próprias peles.

Estamos perdendo uma geração quase que por completo. Há de se formar uma lacuna onde faltará mão de obra, profissionais dos mais diversos ramos. Essa falta atingirá não somente as empresas empregadoras mas também a Previdência Social, eternamente deficitária e que se verá em situação caótica.

Nossos legisladores deixam passar ao largo e só há alvoroço quando o fato ocorre no seio de alguma família de renome. A certeza da impunidade leva a juventude, por natureza afoita a enveredar por caminhos tortuosos que quase sempre acabam na criminalidade.

Alguns defendem a redução da maioridade penal para 16 anos, mas se isso acontecer logo nos veremos tentados a pedir a redução para 14 ou 12 anos.

É urgente que se faça mudanças, mudanças comportamentais e culturais, o que não se concretiza do dia para a noite, demanda tempo e é isso justamente que nosso Brasil não tem. Estão todos cansados, amedrontados, desiludidos com as autoridades.

O pior é que nossos jovens nem conhecem a figura da autoridade, são de uma geração que desconhece o que é autoridade paterna. Os pais têm medo de contrariando os filhos, perderem seu amor. E o amor virou moeda de troca, o respeito está em falta na maioria dos lares que parecem mais uma irmandade do que uma casa familiar.

Dessa estrutura carente sai o jovem, quase criança, em busca de emoções. E as encontra em cada esquina . Como não lhe foi ensinado o que são princípios, deixa-se envolver pelo prazer e pela maneira mais fácil de conseguir dinheiro para sustentar esse prazer.

A partir daí iniciam-se em uma vida desregrada onde nada têm a perder, enfrentam a polícia, que nem sempre tem preparo especial para lidar com eles, envolvem-se no tráfico, abandonam a escola e trabalhar, nem pensar, é algo que não condiz com gente que imagina a vida como um parque de diversões.

E continua a pergunta no ar, o que faremos para salvar nossos jovens?
A quem devemos recorrer?

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domingo, 20 de abril de 2014

Biscoitos de queijo



Haverá coisa mais prosaica do que falar em biscoito de queijo?  Quando se fala em lanche ou café, o que não falta é biscoito de queijo. Simples e comum, no entanto delicioso. Confesso que gosto mais de biscoito de queijo do que do mundialmente decantado “pão de queijo”.
Este ano no aniversário de minha mãe, que está lá no céu fazendo companhia ao seu amado Santo Antônio, fiz biscoito de queijo.
Em minha família é assim, comemora-se tudo com comida, fiz biscoito, a Luci e a Mariana fizeram charutinho e o José Luis, lá na Irlanda,  fez pizza, todos seguindo as receitas dela.
Foi D. Ana que nos ensinou a dar tanta importância à comida, a agradecer as dádivas do alimento, o amor que emprega ao prepará-lo e serví-lo à família e aos amigos.
Para fazer biscoito de queijo minha mãe era muito exigente quanto ao polvilho, que tinha que ser artesanal, cheio de carocinhos  e ao queijo que devia ser super, extra, mega curado e feito de leite gordo. Queijo que fez dieta certamente não servia. Aqueles duros de ralar. Ainda bem que tenho processador.
Ingredientes
4 xícaras de polvilho
3 xícaras de queijo curado ralado
2/3 de xícara de leite frio
1/2 xícara de óleo quente
2 colheres, das de chá, de sal
4 a 5 ovos
Misturar bem o polvilho com o leite e o sal,  desmanchando todos os carocinhos. Despejar o óleo quente e espalhar para que toda a massa fique umedecida. Deixar amornar.
Juntar os ovos e o queijo ralado e amassar por 10 ‘. A massa deve ficar bem macia e homogênea.
Fazer os biscoitos e assar em forno quente pré-aquecido.toalhas da Julia  e da igreja 001
Prefiro acompanhar com café.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Torta de abobrinha, ricota e cebolas confitadas

Semana passada a filhota veio almoçar comigo. Joga no time dos difíceis para comer. Não gosta de carne, exceção feita ao filé mignon e à picanha. Peixe nem pensar, não gosta do cheiro de bacalhau e nem de camarão. Na realidade o prato preferido dela já publiquei aqui, é Torta de legumes.

Até pensei em fazer uma, mas não tinha alho-poró e nem cogumelos e esse lindo pé inchado não me deixa zanzar à procura de ingredientes. Na verdade aproveitei a desculpa para inventar outra coisa. Abri a geladeira, tirei o que estava disponível e  espalhei sobre a bancada. Enquanto a inspiração não chegava, fiz minha massa habitual de torta, no processador, embrulhei em filme plástico e levei à geladeira.

Passei ao recheio, piquei em cubinhos 2 abobrinhas italianas e levei a refogar em azeite, alho fatiado e um tico de sal e pimenta. Em outra frigideira coloquei manteiga e espalhei 2 cebolas grandes em rodelas, deixei em fogo mínimo para confitar. Ficaram lindas, macias, brilhantes e meio amareladas.

Juntei às abobrinhas 250 g de ricota amassada, um punhado de azeitonas verdes picadas e 2 colheres de queijo ralado. Provei o tempero e acrescentei umas ervas, salsa, cebolinha, orégano e tomilho. Enquanto esfriava, levei a massa da torta ao forno para pré assar. Para quem não tem prática, a dica é abrir a massa bem gelada entre dois pedaços de plástico, colocar na forma, colocar um papel manteiga e espalhar feijão cru, para não deixar a massa estufar ou escorregar nas laterais. Levar ao forno quente por cerca de 15’.  Nesse momento já abro também um disco para a parte da cobertura e deixo na geladeira.

Tirei do forno e esperei amornar enquanto acabava de preparar o recheio. Bati levemente 4 ovos com 250 ml de creme de leite fresco, como se fosse fazer uma quiche. Coloquei então sobre a massa a abobrinha com a ricota, as cebolas confitadas formando uma camada e delicadamente espalhei a mistura de ovos e creme de leite.

Cobri com o disco de massa reservado, pincelei com uma gema e levei novamente ao forno por cerca de 20’, até que estivesse bem dourado por cima.

 

Esses tomatinhos foram os últimos da horta. Agora é plantar novamente.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Naked cake, o pelado do ano

 

 

Geralmente ando na contra-mão dos modismos, foi assim com os cupcakes, que afinal são  mais bonitos que gostosos e cá prá nós, dão  mais trabalho para rechear e decorar do que um bolo de tamanho normal.

Tenho que confessar que resisti à invasão dos bolos pelados, mas acabei cedendo, e , justamente no meu aniversário. Por motivo que não vem ao caso agora, talvez fosse o tal do inferno astral, apesar de psicologicamente entusiasmada, o corpo não acompanhava com a mesma disposição. Até sem ideias estava.

Comecei então fazendo o meu queridinho Nega maluca, que considero um coringa.  Muitas pessoas preferem um pão-de-ló de chocolate quando vão fazer um bolo recheado, eu fico com o Nega maluca, pelo sabor e textura.

Preparei duas receitas, uma de cada vez, isso de dobrar os ingredientes não é muito minha praia, prefiro a segurança de assar cada um a seu tempo. Deixei os bolos descansarem  bem. Fiz à noite para rechear no dia seguinte.

Preparei o recheio, também de véspera.

Ingredientes do recheio

1 lata de leite condensado Moça

500ml de leite integral

4 colheres de amido e milho

2 colheres de cacau (usei o Callebaut)

2 colheres de chocolate em pó, 50% cacau

2 caixinhas de creme de leite

1 colher de manteiga sem sal.

Misturar bem em uma panela de fundo grosso o leite condensado, o leite integral, o amido , o cacau, o chocolate e uma caixinha de creme de leite. Leve ao fogo brando mexendo sempre para não criar grumos e nem grudar no fundo da panela. Quando estiver cozido, passe para outra vasilha, cubra com filme plástico, deixando que encoste bem no creme e deixe na geladeira até o dia seguinte. Na hora de usar incorpore a outra caixinha de creme de leite misturando com um fouet ou espátula.

Outros ingredientes do recheio

12 bombons variados entre Sonho de Valsa e Ouro Branco, picados.

2 caixinhas de morangos fatiados, reserve alguns para decorar.

Calda para umedecer o bolo

1/2 xícara de leite condensado

1 xícara de água

1 colher de vodca com baunilha (opcional)

Misturar tudo muito bem. A vodca é opcional porque muitos não usam bebida alcoólica. A função da vodca é não deixar o bolo ressecar depois de gelado, fica mais úmido.

Cortar cada bolo ao meio  e acomodar a primeira parte na mesma forma em que foi assado. Com um pincel culinário umedecer bem o bolo com a calda, espalhar cuidadosamente 1/3 do creme do recheio e por cima 1/3 dos bombons picados e fatias de morango. Utilizar o mesmo processo com as outras partes do bolo. Envolver o bolo com filme plástico procurando firmar bem para que o recheio se acomode melhor. Leve à geladeira por algumas horas. Desenforme com cuidado no prato de servir. Uso forma de fundo falso, se não tiver , é conveniente forrar a forma com filme plástico para facilitar na hora de desenformar.

 

 

Agora é só colocar a cobertura em cima do bolo, deixando escorrer naturalmente pela laterais do bolo, sem deixar que esconda as camadas e nem o recheio que ficam bem aparentes.

E claro, colocar a vela, que no meu caso foi a Ludmilla que escolheu e comprou, bem espalhafatosa e na cor que gosto.

aniversário Ana e José Márcio 019

segunda-feira, 3 de março de 2014

Mousse de graviola

Ontem quando cheguei da missa encontrei uma graviola que havia caído à noite, talvez devido ao vento e à chuva. .

Minha primeira reação foi de choro porque pensei que estava perdida, mas como caiu sobre a grama estava lá linda, só com a ponta um pouco amassada

Pesou 3 quilos e meio. Adoro graviola e como não havia tempo para fazer sorvete optei por uma mousse.

Não gosto de mousse feita com gelatina, nem com claras cruas. Com gelatina porque acho que a textura fica muito firme e para mim mousse tem que ser algo que dissolve na boca. A gelatina ajuda na hora de desenformar e proporcionar uma visão mais aprimorada, mas como não pretendia desenformar, fiz à minha moda, isto é inventada.

Servi com uma calda feita com ameixas e tâmaras que combinou muito bem com o sabor delicado da mousse.

Ingredientes

500g de polpa de graviola

1 lata de leite condensado Moça

1 caixinha de creme de leite

Suco de meio limão

Bati tudo no liquidificador e levei a gelar.

Ingredientes da calda

Cerca de 100g de ameixas e tâmaras sem caroço, cortadas ao meio

400 ml de água

5 colheres de açúcar cristal

Levei os ingredientes da calda ao fogo brando e deixei por 10 minutos. Quando esfriou bati a metade no liquidificador, apenas pulsando e juntei o restante da calda. Servi bem gelada para ficar com uma textura mais encorpada.

graviola, mousse graviola 002

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Pudim de banana

 

Quem me conhece bem sabe que não como banana “in natura” por causa de um episódio de  infância, o nefando hábito de ficar de castigo por não querer comer. Qualquer dia eu conto para  que, quem ainda não sabe entender a saga de uma criança que não gostava de comer nada.

Não como banana, mas adoro tudo que é feito com ela. Quando um cacho começa a ficar granado já começo a imaginar o que farei com elas. Houve uma época que era sorvete, aprendi várias receitas, todas deliciosas.

Depois passei aos bolos e fui testando até chegar à receita que considero ideal, a da Luci.

Partindo dela já fiz várias adaptações e todas foram rapidamente devoradas, já ousei até fazer um bolo de bananas em camadas e recheado com ganache de chocolate meio amargo.

Bolo de banana é uma delícia, mas demais também enjoa e eu tinha que aproveitar o resto de um cacho que amadureceu muito rápido por causa do calor, então parti para um pudim. Coisa muito experimental, fiquei 3 dias remoendo e tentando visualizar na mente como ficaria .

Criei coragem e lá fui desperdiçar alguns ingredientes em nome da ciência culinária. Fiz à tarde, deixei dormir na geladeira e só no almoço do dia seguinte desenformei. Temia que quebrasse ao tirar da forma, mas não, saiu direitinho, a calda dourada emoldurando um lindo pudim. Faltava a prova final, o sabor. Não me decepcionei, ficou uma delícia.

 

Ingredientes

6 ovos em temperatura ambiente

1 lata de leite condensado

a mesma medida da lata, de leite integral

1 caixinha de creme de leite

5 bananas em rodelas.

Calda

1 xícara de água

1 1/2 xícara de açúcar cristal

Cada um tem sua maneira de fazer calda. Eu levo ao fogo baixo o açúcar com um pouco da água e espero caramelizar, quando então acrescento o restante da água que deverá estar quente. Deixo ferver 5 minutos, deixo esfriar e coloco na forma.

Começo então  a fazer o pudim, que aliás é só bater tudo no liquidificador. Despejar devagar sobre a forma com a calda. Assar em banho-maria por cerca de 40 minutos. Não abra o forno antes.

Notas:  Usei banana prata que é a que tenho no quintal.

             Só uso leite condensado Moça, apesar de mais caro, vale o custo-benefício porque dá ponto e tem menos açúcar que os outros.

Bom, as bananas acabaram, mas quando vier o próximo cacho vou tentar reproduzir uma torta de banana que meu pai fazia quando eu era pequena. Não tenho escrita a receita, só a lembrança gustativa, era salgada e creio que ele aprendeu a fazer na Europa.  Podem aguardar, se ficar boa, eu posto.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Creme de iogurte com figos

 

Costumo brincar dizendo que nas refeições aqui em casa sempre há algum item que vem do quintal.

Não é exagero e a verdade é que aproveito tudo que planto e como o plantio é orgânico,  a colheita é feita segundo as leis da natureza, sempre na época e ponto certo, o que torna tudo mais saboroso.

Como a natureza é muito sábia, é raro não haver  fruta no quintal. Passaram as mangas e agora chegaram os figos. Os primeiros foram disputados com os pássaros, agora são tantos que até eles não se importam mais. Claro que sempre deixo uma porcentagem para eles que gostam de madrugar.

O figo não é uma fruta tão apreciada como a manga, a laranja, a jabuticaba, mas eu adoro, como ali mesmo, debaixo do pé.

No ano passado fiz uma poda drástica na figueira porque seus galhos estavam se intrometendo na copa da jabuticabeira e escalando o telhado da lavanderia. O resultado é que este ano frutificou muito e as frutas estão deliciosas. Já me perguntaram porque não faço doce de figo verde,  mas para que colher as frutas verdes se maduras são muito mais gostosas? Além do mais dá um trabalho enorme e toma muito tempo.

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Prefiro então esperar que amadureçam no pé para só então utilizar. Separo alguns para fazer um vidro de doce, porque doce de figo maduro eu adoro.

Domingo estava sem tempo para fazer a sobremesa então improvisei um iogurte com figos.

Primeiro cortei os figos ao meio. Em uma frigideira coloquei uma colher de manteiga e 1/4 de xícara de açúcar mascavo orgânico, deixei derreter no fogo baixo e coloquei os figos com o lado cortado para baixo. Continuei no fogo baixo até que formasse uma leve calda, cerca de 15 minutos. Deixei esfriar e levei à geladeira.

Enquanto isso, com um fouet,  bati meio litro de iogurte com uma caixinha de creme de leite gelado, até ficar cremoso. Coloquei no prato de servir e enfeitei com os figos  e a calda. Servi bem gelado.

Tenho que lembrar que meu iogurte é feito em casa, na iogurteira, então tem a consistência bem firme, não sei dizer se com iogurte industrializado o resultado seria o mesmo, mas o sabor do figo com o iogurte combina perfeitamente e fica bem leve e refrescante.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Que saudades Pai...

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Não sei a cor da saudade, mas penso que ela devia ser roxa, a cor das flores da lavanda. Muitos dizem ser o roxo uma cor triste, não concordo. O roxo é uma fusão do vermelho da paixão com o azul da serenidade, não pode jamais ser triste.

Ademais saudade não é algo ruim, se temos saudades de alguém certamente é porque vivemos momentos maravilhosos ao lado dessa pessoa. Ninguém tem saudade do que é ruim ou marcou negativamente sua vida.

É certo que quando estou saudosa as lágrimas transbordam em meus olhos, às vezes calma e lentamente, outras em borbotões como se rompessem um dique.
A saudade que me confrange hoje é calma e serena e já mora comigo há muitos anos. É a falta de alguém que viveu comigo aqueles anos inesquecíveis da infância e da juventude, quando a gente sente tudo com mais sabor. As cores são mais vibrantes, o medo não existe, os dias são longos, radiantes e cheios de surpresas.

A primeira pessoa que via ao abrir os olhos pela manhã e que à noite me punha na cama, cobria, lia estórias e esperava que eu adormecesse para só então apagar a luz.

Desfazia minhas dúvidas na hora da tarefa escolar, determinava quantos livros eu tinha de ler, me ensinou a pesquisar em dicionários e enciclopédias, espécie de livros que os mais jovens nem sabem o que é.

Enquanto muitos brincavam na rua, eu aos quatro anos de idade já lia e ficava horas sentada na companhia dos contos de fadas. O som da máquina de escrever dele era música para meus ouvidos.

Poeta nato. Foi com ele que aprendi a gostar de poesias, primeiro a ler e depois a escrever. Os livros que lotavam a estante eram o bem mais precioso para mim e para ele.

Regularmente limpávamos todos com um pano. Foi ele que me ensinou a gostar de arte e quando fiz seis anos me presenteou com meu primeiro estojo de aquarelas. Mais tarde vieram livros sobre técnicas de pintura e história da arte.

Não seria o que eu sou e não teria essa alma tão sensível não fosse por ele.
Ele não me deixou cedo, fui eu quem chegou tarde demais na vida dele.

Pai, onde estiver me abençoa, recebe meu beijo e continua velando por mim.



domingo, 26 de janeiro de 2014

Avencas

 

Tem gente que se recusa a possuir uma avenca com medo que ela a denuncie porque dizem que a avenca é o termômetro da fidelidade.

Não sei se isso é verdade ou não passa de superstição, o certo é que as avencas, como os gatos,  são muito temperamentais. Sendo todos farinha do mesmo saco,  eu, os gatos e as avencas, nos damos muito bem.

Creio que o traço mais marcante da avenca é sua independência, se não gosta do ambiente, definha. E não adianta molhar, adubar, trocar a terra, quando ela embirra é melhor esperar que se complete o ciclo.

Sempre gostei muito de avencas e as tenho cultivo ao longo da vida. Nem sempre com sucesso, época houve em que até suplicava a elas que me indicassem o que as faria felizes. Pensei em desistir, mas a beleza delas sempre me enchia os olhos, continuei a comprar e acomodar em diversos lugares para ver a reação que tinham.

Aprendi muito com elas e hoje as vejo como instrumentos de que a vida lançou mão para colaborar com minha cura interior.  Sei agora que a paciência é uma virtude essencial para uma vida de qualidade. Saber esperar o momento, reconhecê-lo quando chegar e usufruir o máximo dele, não é para qualquer um. 

É preciso sabedoria, e sabedoria quem dá? O exercício da paciência.  Ter fé e saber esperar é como semear e aguardar o momento da colheita. Parece fácil, mas é um exercício diário de entrega e de humildade, é preciso cortar na carne, cair e levantar quantas vezes forem necessárias  até que finalmente torna-se um hábito.

Aí então realiza-se o milagre da transformação, o que parecia impossível cai em nossas mãos serenamente. Finda-se um ciclo de aprendizagem e no horizonte já vislumbramos outro, agora mais experientes e sobretudo mais pacientes.

Assim minhas avencas, agora  exuberantes,  balançam   orgulhosamente suas hastes ao vento, encobrem os vasos e os tons de verde se entrelaçam com tal harmonia que fazem meus olhos se encherem de lágrimas. Lágrimas de emoção, de amor e  felicidade diante de tanta beleza.

…” e foi o tempo e o amor que dediquei às minhas avencas que as tornaram tão importantes e belas …”

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Salada de improviso

 

E tem aquele dia quente, com muitos afazeres e pouco tempo. Quero uma comida leve, saborosa e que não aumente a sensação de calor e de preguiça que agarra a gente e não quer soltar.

De preferência um prato único e que utilize ingredientes que já estão à mão, ninguém se anima a ir ao mercado em dias quentes e secos. Essa a minha disposição, abro o armário e lanço mão de meio pacote de macarrão penne tricollore que estava solitário  e  meio esquecido.  Todo mundo sabe que amo macarrão, de todas as formas, com molho sofisticado, ao alho e óleo, com legumes, espinafre e por aí vai.

O que poderia me inspirar mais para um dia de calor? Salada de macarrão. Muitos pensam que salada é só misturar uma porção de coisas e pronto. É quase isso, só que eu particularmente me esmero em certas etapas.
Cozinho a massa, escorro e envolvo imediatamente em maionese para que absorva bem o sabor enquanto esfria. Só depois de morno acrescento os outros ingredientes para que a textura não se modifique com o calor.

A massa é a base, junto a ela o que estiver mais à mão, como grão de bico e ervilhas que sempre tenho pré cozidos e congelados, azeitonas, passas claras ou escuras, alguma castanha em lâminas  para dar uma crocância especial.

Ingredientes

300 g de penne tricollore grano duro, cozido em água temperada com sal grosso.

100 g de grão de bico pré cozido

50 g de ervilhas congeladas

50 g de passas demolhadas em água para hidratar

30 g de castanhas, usei castanha do Pará

Azeitonas à gosto

Maionese à gosto. Como meus ovos são do quintal, posso me dar ao luxo de fazer maionese em casa, com os temperos que mais me apetecem no momento. Nessa usei óleo de milho, azeite extra virgem e alho.

Guarneci com baby couve, da minha horta, tenra e deliciosa.

sábado, 18 de janeiro de 2014

E os pães voltaram…

 

Não que algum dia eu tivesse deixado de fazer pães, é uma paixão. Para mim o pão é um alimento perfeito e por isso é consumido há tantos milênios.

Dei uma pausa na publicação das receitas de pão porque muitos queriam saber quem comia tanto pão. A verdade é que comem mesmo e também levam. Gosto de presentear as pessoas que amo com coisas que eu mesma faço, então pão é uma delas. Se gostam, aí  minha alegria se multiplica.

Mas, ano novo, posts novos, receitas novas, pães novos. Só o que não é novo é mesmo meu amor pela cozinha. Cozinhar é o maior dom com que Deus me agraciou e procuro fazer dele um exercício de amor à minha família e aos que me dão o prazer de conviver comigo.

Não faço pão todos os dias, mesmo porque tenho minhas outras obrigações, os bordados, o patchwork, a leitura e principalmente escrever, outra paixão dentre as tantas que me ocupam os dias. Geralmente faço três vezes por semana, assando 2 de cada vez. Quase sempre congelo um para alguma ocasião de aperto.

Gosto de planejar meus dias, é raro me levantar e dizer hoje vou fazer isso… Então se vou fazer pão, aproveito que o forno será ligado para assar também um bolo, uma torta ou biscoito. Não sou muquirana mas não suporto desperdícios e quando desligo o forno e tiro o pão, aproveito o calor para torrar as cascas de ovos que depois transformo em farinha e vão enriquecer a comida das galinhas.

Todas as receitas que publico são testadas antes e a maioria sou eu que invento mesmo, então as fotos são verdadeiras e só falo que ficou gostosa se ficou mesmo.

Quem não tem muita prática com panificação, por vezes encontra dificuldades em obter bons resultados nos primeiros pães. Estou elaborando umas dicas que facilitam um pouco, coisas que as pessoas não gostam de contar, “os pulos do gato”.

Meus pães são feitos na MFP, mas com a mesma receita pode ser feito à mão, não é preciso mudar nada, só utilizar a força do braço. Só utilizo a MFP para misturar e sovar os ingredientes, quando a massa está pronta retiro da cuba e coloco em uma bacia polvilhada para crescer. Se o tempo está seco cubro com um plástico, assim a massa vai reter a umidade necessária. Se estiver úmido não é necessário cobrir.

Ingredientes

550 ml de água gelada

2 colheres de leite em pó

1/2 colher de sal marinho

2 colheres de açúcar mascavo ou cristal

1 colher de iogurte integral natural , uso o que faço em casa na iogurteira.

50 g de farelo de aveia

2 colheres de linhaça

900 g de farinha de trigo para pães

1 colher de fermento biológico seco instantâneo

Colocar os ingredientes na MFP na ordem acima. Ligar e selecionar o ciclo massa.  Terminado retire a massa e leve a crescer em tigela coberta por cerca de 1h30min, ou até dobrar de volume.  Despejar a massa numa bancada polvilhada, dividir em 2 e moldar o pão no formato que desejar. Colocar em forma untada e enfarinhada e levar para crescer até dobrar de volume. Antes de levar ao forno pincelar com clara misturada com um pouco de água e polvilhar gergelim. Usei gergelim com casca.

O forno deverá ser pré-aquecido a 200° Colocar o pão e após 10’ reduzir para 180 e terminar de assar. Quando a côdea estiver dourada e firme tirar do forno, desenformar e colocar sobre uma grade para esfriar.

Nunca, jamais, corte um pão logo ao tirá-lo do forno, ele continua assando até esfriar completamente. Quando se corta o pão quente ele perde o ar e murcha.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Bolo mesclado

 

Essa é uma receita muito antiga e tradicional na família. Costumam chamar de o “bolo da mamãe” . Faz parte daquelas receitas que a gente guarda no fundo da gaveta, era o “ bolo de aniversário”.

A cobertura de marshmallow e chocolate é uma combinação perfeita e resulta num belo visual. No da foto decorei com cerejas frescas, porque estava na época delas e a filhota gosta muito, mas com cerejas em calda também fica muito bonito.

Deve ser feito de véspera para que os sabores da calda e recheio penetrem na massa do bolo e a tornem mais úmida e saborosa.

Para montar é bom utilizar um aro ou na falta dela montar em uma forma e desenformar no outro dia quando estiver firme.

Ingredientes

Massa:

5 ovos grandes

2 xícaras de açúcar

1 colher, das de chá, de extrato de baunilha

1 xícara de leite  integral fervente

2 xícaras de farinha de trigo peneirada

1 colher de sobremesa de fermento em pó.
Separe as claras e bata na batedeira até o ponto de neve, juntar as gemas, a baunilha e o açúcar e continuar batendo até obter um creme claro e fofo. Despeje aos poucos o leite fervente e bata mais um pouco. Desligue a batedeira e utilizando um fouet ou espátula misture delicadamente a farinha peneirada com o fermento. Assar em forma redonda de 28 cm de diâmetro, untada e enfarinhada, eu costumo colocar uma folha de papel toalha no fundo da forma para facilitar na hora de desenformar. Forno pré-aquecido a 200° por cerca de 40 minutos. Para verificar se está assado tocar levemente com os dedos o centro do bolo que deverá estar firme e dourado.

Recheio

1ª parte - creme

1 lata de leite condensado Moça

3 gemas

3 colheres de amido de milho

500 ml de leite integral

1 lata de creme de leite

1 colher, das de sobremesa, de extrato de baunilha.

Em uma panela coloque o leite condensado, o amido e as gemas e misture bem, acrescente o leite quente, leve ao fogo mexendo sempre até estar cozido. Tirar do fogo, acrescentar o creme de leite e a baunilha, misturar bem, despejar em recipiente frio, cobrir com filme plástico deixando que encoste no creme e esperar esfriar.

2ª parte – frutas em calda

1 lata de pêssegos em calda, escorrer, reservar a calda e cortar o pêssego em pedaços pequenos, não minúsculos.

Compota de 1 abacaxi, descascar o abacaxi, cortar em cubinhos, acrescentar meia xícara de açúcar cristal e levar ao fogo em panela de pressão. Depois do sinal, deixar 5 minutos, desligar o fogo e deixar esfriar totalmente antes de abrir. Costumo aromatizar a compota com anis estrelado, mas pode ser utilizado cravo da índia.

Cortar o bolo, já frio, em 2 camadas.  Colocar a primeira no fundo da forma e utilizando um pincel, os de silicone são mais práticos, pincele com a calda do pêssego até que fique  úmido. Espalhar metade do creme e por cima arrumar o pêssego.  Levar à geladeira para firmar um pouco.  Colocar a outra camada e regar com a calda do abacaxi, colocar o restante do creme e o abacaxi. Levar à geladeira e quando estiver firme colocar a última camada e pincelar com o restante das caldas. Cobrir com filme plástico de deixar de um dia para  outro na geladeira.

No dia seguinte desenformar e aplicar a cobertura.

Cobertura – Marshmallow

2 xícaras de açucar

1 xícara de água

1/4 xícara de Karo

3 claras ( as que sobraram do recheio)

1 colherinha de baunilha.

Fazer uma calda em ponto de fio com o açúcar, o Karo e  a água. Colocar as claras na batedeira e quando a calda começar a borbulhar, ligar a batedeira. Quando atingir o ponto de neve despejar lentamente a calda fervente, borbulhante sobre as claras, sem desligar a batedeira. Acrescentar a baunilha e continuar batendo até esfriar, ficará bem consistente.
Cubra o bolo com uma camada grossa, despeje a calda de chocolate por cima e faça movimentos com um garfo para criar os arabescos.

Decore com as frutas que desejar.

Calda de chocolate

2 colheres de açucar cristal

1 colher de açucar mascavo

2 colheres de cacau, uso o orgânico que é mais saboroso, pode ser substituído por chocolate 50% cacau

1 colher, das de chá, de manteiga sem sal

2 colheres de leite.

Levar ao fogo baixo mexendo sempre por 5 minutos. Utilizar morno.

Lembretes:

Este bolo deve ser conservado na geladeira pois é muito úmido e se o tempo estiver quente pode desmoronar.

Essa receita é suficiente para 20 porções.

Não deu para fotografar depois de cortado porque acabou muito depressa. Quando fizer outro posto a foto.

Salada despretensiosa



Quando penso em salada logo me vem à mente folhas como agrião e rúcula. Adoro o sabor delas, forte, adstringente, cheio de personalidade. Pena que sofram certo preconceito, não poucas pessoas já me disseram que detestam as duas. Uma vez levei um maço de rúcula para uma vizinha, recém-colhidas em minha horta. Ela não conhecia, mas depois me disse para nunca mais levar porque havia detestado e jogado fora.
Quando se compra o agrião em feira ou supermercado, as folhas externas e os talos são descartados por uma simples questão estética. No entanto são ricos em nutrientes e não devem ser desperdiçados. Limpo e separo as folhas da salada e as “feinhas”,  assim como os talos, pico bem miúdo e acondiciono em saco plástico bem vedado. Aproveito depois em sopas cremosas, em recheios de omeletes ou enriquecendo recheios de tortas.
Não há nada mais fácil do que inventar uma salada, depende do que apetece mais a cada um. Procuro sempre variar, não há uma igual à outra.
Ingredientes
Folhas de agrião e de rúcula, de preferência orgânicos, bem higienizadas
2 maçãs, as miúdas são mais saborosas, com casca , cortadas em cubos e deixadas de molho em água com limão.
2 carambolas em fatias, usei carambolas ácidas.
1 cebola roxa, pequena , em meias-fatias.
Salsa, coentro e cebolinha à gosto.
Arrume as folhas no prato de servir, no centro coloque a maçã escorrida, a cebola e os temperos verdes. Salpique com uma nuvem de sal marinho.Arrume as fatias de carambola de maneira decorativa. Regue com um pouco de limão e  azeite extra virgem e polvilhe gergelim torrado na hora.
Pessoalmente gosto de sentir os sabores se mesclando na hora da degustação por isso não carrego em temperos como sal e pimenta nas saladas. Só o mínimo indispensável.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Clafoutis de figos

 

Os muito puristas que me perdoem, não entro em discussões  e nem em movimentos para preservar a origem de certas preparações. É quase impossível se cozinhar como há 50 anos, o que dirá manter receitas intactas através dos séculos. Sei que o Clafoutis original é feito com cerejas frescas, mas não tenho cerejas no meu quintal, tenho figos, então fiz Clafoutis de figos.

E à propósito ficou maravilhoso. Os figos estavam bem maduros e saborosos. Fiz uma calda  mel orgânico,  açúcar mascavo orgânico e canela em pó e passei cada metade de figo na calda para que as sementinhas absorvessem o sabor.

Como meu refratário era pequeno, utilizei também alguns ramequins.

Ingredientes.

10 figos

2 colheres bem cheias de mel

1 colher de açúcar mascavo

1/2 colher, das de chá, de canela em pó

1 folha de louro

4 colheres de manteiga sem sal (80g)

6 ovos

1/2 xícara de açúcar baunilhado (100g)

2/3 xícara de farinha de trigo (80g)

1 xícara de leite

1 pitada de sal

Açúcar de confeiteiro para polvilhar.

Untar um refratário de 27cm de diâmetro com manteiga e polvilhar açúcar. Como meu refratário só tem 20 cm, usei 4 ramequins para complementar.

Em uma frigideira colocar o mel, o açúcar mascavo, a canela e a folha de louro. Deixar no fogo mínimo até dissolver e incorporar os ingredientes. Cortar os figos ao meio no sentido do comprimento e colocar sobre a calda com o lado cortado para baixo. Retirar cuidadosamente e arrumar no refratário.

Derreter a manteiga e deixar esfriar. Bater o açúcar com os ovos na batedeira ou usando um batedor elétrico, Acrescentar a farinha de trigo, o leite e a manteiga aos poucos, mexendo delicadamente.

Despejar esse creme sobre os figos com cuidado e levar a assar em forno pré-aquecido a 180° por 30 a 35 min. A massa deverá estar firme e dourada. Esfriar sobre uma grade e servir morno ou frio. Se quiser acompanhe com sorvete de creme.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Sorvete de manga, pra quem não tem sorveteira

 

Creio que todo mundo  gosta de sorvete caseiro, com gosto de fruta colhida na hora, ou pelo menos descascada na hora.                              

Agora no verão, quando as frutas estão explodindo de belas e saborosas, nada melhor que um sorvete para acalmar o calor que teima em permanecer sobre nosso Brasil varonil.

Sorvete é muito fácil de fazer, mas quando não se possui sorveteira, às vezes fica um pouco complicado porque a parte de bater o sorvete para deixá-lo cremoso é cansativa.

Adoro atender os pedidos dessas lindas pessoas que muito me honram com a leitura de meus post e que considero grandes amigos.     

Testei então uma receita de sorvete de manga que não precisa de sorveteira e nem de bater depois de gelado.

Como não gosto de sabores muito adocicados e as mangas estavam bem maduras não usei açúcar. É bom provar e só colocar o açúcar no final.

Ingredientes

600 g de iogurte natural de consistência firme

600 g de manga madura cortada em cubinhos e bem gelada, quase congelada mesmo

Açúcar na quantidade necessária.

Colocar o iogurte no liquidificador e  acrescentar aos poucos a manga batendo até que fique bem cremoso. Provar antes de colocar açúcar. Se não for servir imediatamente conserve na geladeira, sirva enfeitado com pedacinhos de manga.

Como faço o iogurte com leite integral, ele tem consistência bem firme, não sei se com o industrializado o resultado será o mesmo.

 

Fica um sorvete bem saboroso e refrescante e o melhor, é facílimo de fazer.

Espero que gostem!

Patchwork da Mommy



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