domingo, 20 de abril de 2014

Biscoitos de queijo



Haverá coisa mais prosaica do que falar em biscoito de queijo?  Quando se fala em lanche ou café, o que não falta é biscoito de queijo. Simples e comum, no entanto delicioso. Confesso que gosto mais de biscoito de queijo do que do mundialmente decantado “pão de queijo”.
Este ano no aniversário de minha mãe, que está lá no céu fazendo companhia ao seu amado Santo Antônio, fiz biscoito de queijo.
Em minha família é assim, comemora-se tudo com comida, fiz biscoito, a Luci e a Mariana fizeram charutinho e o José Luis, lá na Irlanda,  fez pizza, todos seguindo as receitas dela.
Foi D. Ana que nos ensinou a dar tanta importância à comida, a agradecer as dádivas do alimento, o amor que emprega ao prepará-lo e serví-lo à família e aos amigos.
Para fazer biscoito de queijo minha mãe era muito exigente quanto ao polvilho, que tinha que ser artesanal, cheio de carocinhos  e ao queijo que devia ser super, extra, mega curado e feito de leite gordo. Queijo que fez dieta certamente não servia. Aqueles duros de ralar. Ainda bem que tenho processador.
Ingredientes
4 xícaras de polvilho
3 xícaras de queijo curado ralado
2/3 de xícara de leite frio
1/2 xícara de óleo quente
2 colheres, das de chá, de sal
4 a 5 ovos
Misturar bem o polvilho com o leite e o sal,  desmanchando todos os carocinhos. Despejar o óleo quente e espalhar para que toda a massa fique umedecida. Deixar amornar.
Juntar os ovos e o queijo ralado e amassar por 10 ‘. A massa deve ficar bem macia e homogênea.
Fazer os biscoitos e assar em forno quente pré-aquecido.toalhas da Julia  e da igreja 001
Prefiro acompanhar com café.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Torta de abobrinha, ricota e cebolas confitadas

Semana passada a filhota veio almoçar comigo. Joga no time dos difíceis para comer. Não gosta de carne, exceção feita ao filé mignon e à picanha. Peixe nem pensar, não gosta do cheiro de bacalhau e nem de camarão. Na realidade o prato preferido dela já publiquei aqui, é Torta de legumes.

Até pensei em fazer uma, mas não tinha alho-poró e nem cogumelos e esse lindo pé inchado não me deixa zanzar à procura de ingredientes. Na verdade aproveitei a desculpa para inventar outra coisa. Abri a geladeira, tirei o que estava disponível e  espalhei sobre a bancada. Enquanto a inspiração não chegava, fiz minha massa habitual de torta, no processador, embrulhei em filme plástico e levei à geladeira.

Passei ao recheio, piquei em cubinhos 2 abobrinhas italianas e levei a refogar em azeite, alho fatiado e um tico de sal e pimenta. Em outra frigideira coloquei manteiga e espalhei 2 cebolas grandes em rodelas, deixei em fogo mínimo para confitar. Ficaram lindas, macias, brilhantes e meio amareladas.

Juntei às abobrinhas 250 g de ricota amassada, um punhado de azeitonas verdes picadas e 2 colheres de queijo ralado. Provei o tempero e acrescentei umas ervas, salsa, cebolinha, orégano e tomilho. Enquanto esfriava, levei a massa da torta ao forno para pré assar. Para quem não tem prática, a dica é abrir a massa bem gelada entre dois pedaços de plástico, colocar na forma, colocar um papel manteiga e espalhar feijão cru, para não deixar a massa estufar ou escorregar nas laterais. Levar ao forno quente por cerca de 15’.  Nesse momento já abro também um disco para a parte da cobertura e deixo na geladeira.

Tirei do forno e esperei amornar enquanto acabava de preparar o recheio. Bati levemente 4 ovos com 250 ml de creme de leite fresco, como se fosse fazer uma quiche. Coloquei então sobre a massa a abobrinha com a ricota, as cebolas confitadas formando uma camada e delicadamente espalhei a mistura de ovos e creme de leite.

Cobri com o disco de massa reservado, pincelei com uma gema e levei novamente ao forno por cerca de 20’, até que estivesse bem dourado por cima.

 

Esses tomatinhos foram os últimos da horta. Agora é plantar novamente.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Naked cake, o pelado do ano

 

 

Geralmente ando na contra-mão dos modismos, foi assim com os cupcakes, que afinal são  mais bonitos que gostosos e cá prá nós, dão  mais trabalho para rechear e decorar do que um bolo de tamanho normal.

Tenho que confessar que resisti à invasão dos bolos pelados, mas acabei cedendo, e , justamente no meu aniversário. Por motivo que não vem ao caso agora, talvez fosse o tal do inferno astral, apesar de psicologicamente entusiasmada, o corpo não acompanhava com a mesma disposição. Até sem ideias estava.

Comecei então fazendo o meu queridinho Nega maluca, que considero um coringa.  Muitas pessoas preferem um pão-de-ló de chocolate quando vão fazer um bolo recheado, eu fico com o Nega maluca, pelo sabor e textura.

Preparei duas receitas, uma de cada vez, isso de dobrar os ingredientes não é muito minha praia, prefiro a segurança de assar cada um a seu tempo. Deixei os bolos descansarem  bem. Fiz à noite para rechear no dia seguinte.

Preparei o recheio, também de véspera.

Ingredientes do recheio

1 lata de leite condensado Moça

500ml de leite integral

4 colheres de amido e milho

2 colheres de cacau (usei o Callebaut)

2 colheres de chocolate em pó, 50% cacau

2 caixinhas de creme de leite

1 colher de manteiga sem sal.

Misturar bem em uma panela de fundo grosso o leite condensado, o leite integral, o amido , o cacau, o chocolate e uma caixinha de creme de leite. Leve ao fogo brando mexendo sempre para não criar grumos e nem grudar no fundo da panela. Quando estiver cozido, passe para outra vasilha, cubra com filme plástico, deixando que encoste bem no creme e deixe na geladeira até o dia seguinte. Na hora de usar incorpore a outra caixinha de creme de leite misturando com um fouet ou espátula.

Outros ingredientes do recheio

12 bombons variados entre Sonho de Valsa e Ouro Branco, picados.

2 caixinhas de morangos fatiados, reserve alguns para decorar.

Calda para umedecer o bolo

1/2 xícara de leite condensado

1 xícara de água

1 colher de vodca com baunilha (opcional)

Misturar tudo muito bem. A vodca é opcional porque muitos não usam bebida alcoólica. A função da vodca é não deixar o bolo ressecar depois de gelado, fica mais úmido.

Cortar cada bolo ao meio  e acomodar a primeira parte na mesma forma em que foi assado. Com um pincel culinário umedecer bem o bolo com a calda, espalhar cuidadosamente 1/3 do creme do recheio e por cima 1/3 dos bombons picados e fatias de morango. Utilizar o mesmo processo com as outras partes do bolo. Envolver o bolo com filme plástico procurando firmar bem para que o recheio se acomode melhor. Leve à geladeira por algumas horas. Desenforme com cuidado no prato de servir. Uso forma de fundo falso, se não tiver , é conveniente forrar a forma com filme plástico para facilitar na hora de desenformar.

 

 

Agora é só colocar a cobertura em cima do bolo, deixando escorrer naturalmente pela laterais do bolo, sem deixar que esconda as camadas e nem o recheio que ficam bem aparentes.

E claro, colocar a vela, que no meu caso foi a Ludmilla que escolheu e comprou, bem espalhafatosa e na cor que gosto.

aniversário Ana e José Márcio 019

Patchwork da Mommy



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