domingo, 18 de maio de 2014

Geração perdida

 

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Sempre imaginei meu blog como um local de dividir apenas coisas belas, saborosas e prazerosas, mas não se pode dizer “ dessa água não beberei”

Como um desabafo e por não possuir outro espaço editorial divido com vocês uma angústia que teima em ocupar minha mente, me faz sentir de mãos atadas e patinando no fundo de um poço ao mesmo tempo escorregadio e pegajoso.

Dizem que a gente se acostuma com tudo, até com os malefícios.

Como a crônica de Marina Colasanti, “ a gente não devia, mas se acostuma...”

A cada dia acordamos com notícias de mortes de jovens, alguns assassinados em brigas banais, outros mortos por traficantes ou vítimas de acidentes de carro ou moto. A vida de nossos jovens perdeu totalmente o valor e isso parece não preocupar nossos governantes, perdidos que estão num mar de corrupção e desmandos e na realidade tentando apenas salvar suas próprias peles.

Estamos perdendo uma geração quase que por completo. Há de se formar uma lacuna onde faltará mão de obra, profissionais dos mais diversos ramos. Essa falta atingirá não somente as empresas empregadoras mas também a Previdência Social, eternamente deficitária e que se verá em situação caótica.

Nossos legisladores deixam passar ao largo e só há alvoroço quando o fato ocorre no seio de alguma família de renome. A certeza da impunidade leva a juventude, por natureza afoita a enveredar por caminhos tortuosos que quase sempre acabam na criminalidade.

Alguns defendem a redução da maioridade penal para 16 anos, mas se isso acontecer logo nos veremos tentados a pedir a redução para 14 ou 12 anos.

É urgente que se faça mudanças, mudanças comportamentais e culturais, o que não se concretiza do dia para a noite, demanda tempo e é isso justamente que nosso Brasil não tem. Estão todos cansados, amedrontados, desiludidos com as autoridades.

O pior é que nossos jovens nem conhecem a figura da autoridade, são de uma geração que desconhece o que é autoridade paterna. Os pais têm medo de contrariando os filhos, perderem seu amor. E o amor virou moeda de troca, o respeito está em falta na maioria dos lares que parecem mais uma irmandade do que uma casa familiar.

Dessa estrutura carente sai o jovem, quase criança, em busca de emoções. E as encontra em cada esquina . Como não lhe foi ensinado o que são princípios, deixa-se envolver pelo prazer e pela maneira mais fácil de conseguir dinheiro para sustentar esse prazer.

A partir daí iniciam-se em uma vida desregrada onde nada têm a perder, enfrentam a polícia, que nem sempre tem preparo especial para lidar com eles, envolvem-se no tráfico, abandonam a escola e trabalhar, nem pensar, é algo que não condiz com gente que imagina a vida como um parque de diversões.

E continua a pergunta no ar, o que faremos para salvar nossos jovens?
A quem devemos recorrer?

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Patchwork da Mommy



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