sábado, 7 de maio de 2016

Caracóis de coco



Os amigos têm perguntado se parei de cozinhar ou abandonei o blog. Não, não parei de cozinhar e nem de testar ou inventar receitas. Parei apenas de postar e por uma razão que talvez nem seja relevante.
Não gosto de me deixar levar por modismos, principalmente se são radicais, e o que vejo atualmente é uma ditadura da comida. Alguns alimentos são escolhidos para serem discriminados e aí é um "Deus nos acuda", ele passa a ser responsável por uma série de doenças e síndromes infindáveis.
Há algum tempo foi o ovo, fazia mal para tudo, quem comia ovo tinha grande possibilidade de morrer ou adquirir uma doença grave e incapacitante  ainda na flor da idade.  Felizmente o ovo foi reabilitado, seu lugar foi ocupado pelo glúten.
O glúten, proteína presente no trigo, aveia, cevada, centeio e malte, tem sido tão demonizada que mesmo quem a ingere diz não fazê-lo. É vergonhoso ter seu nome ligado ao glúten. Não discuto os malefícios ou não de alimentos que estão na berlinda, se antes fazer uma exaustiva pesquisa. Não costumo repetir como papagaio frases feitas e publicadas em redes sociais. Minha conclusão foi que o glúten não deve ser ingerido por pessoas com doença celíaca. Pronto,  como não tenho essa doença, posso continuar com minha vida normal.
Procuro sempre agir sob a égide da Temperança.  Aprendi com a vida que não devo impor meus princípios aos outros e que a diversidade de opiniões é que faz a beleza da vida.
Mas eu também sigo certas normas que concluí,  para mim são  acertadas e foram pautadas em muita experiência, com erros e acertos. Não gosto de produtos industrializados, principalmente os que usam corantes, acidulantes, conservantes e outros "ante". Leio o rótulo de tudo e se tiver mais de 3 itens, já abandono de cara, não me serve.
Nunca deixei de comer ovos, meu pai comia muitos ovos e viveu 90 anos, por que eu haveria de achar que ovos fazem mal à saúde?
Nunca deixei de comer manteiga e nunca comi margarina, embora dissessem que era saudável. Sempre ouvia de meu pai " manteiga a gente faz em casa e margarina não sabemos nem do que é feito",  além do quê, a tal margarina tem um cheiro horrível e aromas são muito importantes para mim.
Liberta então do complexo de ser uma má influência, fui para a cozinha e fiz meu pão doce predileto, Caracóis de coco.  
Estou naquela fase da vida em que menos é sempre mais, então não coleciono livros e cadernos de receitas. Tenho minhas receitas básicas e é com elas que desenvolvo minhas loucuras culinárias.  Para roscas,  rosquinhas ou pão doce, utilizo sempre a massa básica do saudoso mestre Benjamin Abrahão.

Ingredientes:

Farinha de trigo                                                   500 g
ovos                                                                     3
manteiga                                                              100g
açúcar cristal                                                        100g
água                                                                      120 ml
sal                                                                         1 pitada
fermento biológico instantâneo                            30g
A maneira de fazer é sempre a mesma, se for na MFP, os líquidos vão primeiro.
Depois da massa sovada, descansar por 1h30min, colocar na bancada polvilhada e abrir com rolo no formato de retângulo. Espalhar o recheio na metade do retângulo, dobrar a parte sem recheio por cima, enrolar como rocambole e cortar em fatias de 2cm.  Arrumar em uma forma untada e forrada com papel manteiga também untado.

Recheio

manteiga sem sal                                        100g
açucar                                                         5 colheres
coco ralado                                                 à gosto.
Misturar bem a manteiga com o açúcar até formar uma pasta, espalhar delicadamente sobre a massa e cobrir com o coco ralado. Uso de preferência o coco fresco passado no processador, acho mais saboroso, mas nada impede de se usar o coco seco ralado integral.
Gosto de usar  uma forma de torta de fundo removível, fica mais fácil para desenformar. Deixar crescer por 40'.  Forno preaquecido a 180°.  Depois de 20 minutos começo a vigiar o forno porque há muitas variáveis , a marca do forno, o tamanho, o clima que está fazendo etc.  Fica mais fácil dar uma espiadinha vez por outra.  Geralmente em 30' está pronto, mas meu forno é elétrico e fica no exterior da casa. Não gosto de cozinha quente.
O pão estará com uma cor linda e um aroma maravilhoso. Um leve toque com os dedos vai mostrar se está realmente assado.  Algumas pessoas gostam de polvilhar açúcar refinado ao tirarem do forno, com o calor derrete e dá brilho. Eu não o faço porque não gosto de coisas muito doces.

Patchwork da Mommy



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