domingo, 8 de julho de 2018

Patchwork da Mommy: Cajuzinho de amendoim

Patchwork da Mommy: Cajuzinho de amendoim: Nada faz aflorar mais as memórias de minha infância do que cajuzinho de amendoim . Sou saudosista dos doces de minha meninice. Não er...

Cajuzinho de amendoim




Nada faz aflorar mais as memórias de minha infância do que cajuzinho de amendoim.
Sou saudosista dos doces de minha meninice. Não eram sofisticados ou como dizem hoje, gourmet.
Eram doces simples, feitos pelas mães, avós, tias, vizinhos e quando enrolados pelas crianças tinham tamanhos e formatos diferentes. Não importava, o que valia era o sabor, sabor natural, de antigamente, sem conservantes, saborizantes  ou coloridos artificialmente.
Hoje em dia os doces de festa vêm em latas, prontos para enrolar.
Eu tenho o gosto dos doces passados ainda presentes em meu paladar e me recuso a gostar destes com sabor artificial, excessivamente doces, muito elaborados e com lindo visual porém.
O ideal seria que fossem lindos e saborosos também.
Mas voltemos ao cajuzinho de minha infância, que não era feito com leite condensado, nem sei se havia leite condensado para vender àquela época. A receita era bem simples com ingredientes que se tinha à mão.
Ingredientes

1 kg de amendoim torrado e moído
250 g de açúcar refinado
4 colheres de chocolate em pó
2 claras em neve

Misturar tudo amassando bem, se necessário acrescentar um pouco de leite pra dar o ponto de enrolar.
Deixar descansar um pouco na geladeira e depois dar a forma de cajuzinhos, passar no açúcar refinado e enfeitar com um pedacinho de amendoim para imitar a castanho do caju.

Além de simples essa receita não é enjoativa pois o açúcar é na medida certa para realçar o sabor do amendoim.
Quem faz não se arrepende, é delicioso e tem sabor de infância.

O tempo




O TEMPO... Por vezes um velhinho de longa barba branca como neve, passos trôpegos e muito lentos. Outras, moleque serelepe, saltitante, veloz como um piscar de olhos. Não o podemos governar e ainda trazemos na memória a imagem de Cronos, o grande titã da mitologia grega. A ele simplesmente nos curvamos.
Não quero dizer com isso que me desespero ou sinta a impotência tolher meus passos, aprendi com o próprio tempo, a empregar a astúcia para entender suas armas.
Se estou ansiosa, ele está sempre lento e mal arrasta os pés, preciso de uma resposta urgente, ele ri e mais vagaroso ainda se torna.
Ao contrário, em momentos de intensa felicidade, que pretendo dure para sempre, surge como um corisco e antes que dê um suspiro ele se vai levando consigo toda a magia ao meu redor.
Não sou apegada ao passado, tenho memória leve e frágil, não consigo carregar muita bagagem.  Costumo achar que tudo que nos ocorre é da vontade do Criador e como tal, instrumento de aprendizagem e evolução. Não compete a nós a escolha dos momentos , podemos apenas vivê-los com intensidade, com a certeza que amanhã não passarão de tênue lembrança.
O Tempo, porém, que não é bobo, inventou a fotografia para que pudéssemos estar sempre a lembrarmo-nos dele. Taí, quem vai poder deixar de reparar no antes e depois? Antes das rugas, dos cabelos brancos, das bochechas menos carnudas e outras coisas mais que nem vale a pena lembrar.
Este ano foi muito especial em minha família. Poderia simplesmente dizer que nasceram dois bebês, mas não foi somente isso que aconteceu. Nasceram uma bisavó, eu; uma avó, minha filha Luciana e duas mães, a neta Mariana e a filhota Fernanda.
E o Natal nos fez recordar de outro natal, em 1999, quando em um só ano chegaram 3 bebês. A partir daí o Natal nunca mais foi o mesmo.
E logo alguém apareceu com uma foto , Natal de 2003, Júlia com 2 anos , Amanda, Ana Helena e Henrique com 4.  Mais que depressa correram a reproduzir a pose, 14 anos se passaram e a alegria e a amizade entre os primos cresceu.

Patchwork da Mommy



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